Economia
MÉRTOLA VENCE CINCO PROPOSTA PARA ORÇAMENTO PARTICIPATIVO

As propostas “Escola Mais Ativa”, no Orçamento Participativo Geral (OPG), e “Canoagem para todos”, no Orçamento participativo Jovem (OPJ), foram as mais votadas nesta primeira edição do Orçamento Participativo de Mértola, uma iniciativa em que a população propôs e escolheu os projetos que a Câmara Municipal de Mértola irá desenvolver.
Para além destas propostas, foram também aprovadas a construção do Parque Infantil em Espírito Santo, e o “Xitodrómo de Moreanes” no OPG e a criação “Prémio Jovem Empreendedor” e dinamização de ações de apoio ao empreendedorismo jovem/juvenil no OPJ.
A proposta “Escola Mais ativa” foi apresentada por Regina Mendonça e pretende dotar os Centros Educativos/EB1 existentes de materiais de caráter lúdico pedagógico adequados ao desenvolvimento das capacidades motoras essenciais nos respetivos escalões etários dos alunos. Cada Kit será composto por materiais de fácil transporte e arrumação, dadas as características da população alvo e dos espaços existentes, e que passarão por kits de materiais para o desenvolvimento da motricidade e capacidades físicas variadas. O valor estimado para a aquisição dos materiais é de 18.167,03 €.
A segunda proposta mais votada no OPG foi a construção de um parque Infantil em Espírito Santo, com área aproximada de 100 m2, localizado no espaço exterior da Antiga Escola Primária de Espírito Santo, (propriedade da Câmara Municipal de Mértola).
É muito importante a construção deste equipamento pois na Freguesia de Espírito Santo não existe nenhum equipamento para as crianças .Atualmente residem 20 crianças até aos 12 anos, e este número aumenta nos fins de semana e férias. A iniciativa foi de José Romana e tem um custo previsto de 20.000 €.
Em terceiro lugar ficou a proposta de construção de um xitódromo em Moreanes, apresentada por Luís Pernas. Este projeto consiste na construção de um parque de merendas e um terreiro para jogos tradicionais, num espaço na zona norte de Moreanes, junto da saída para as Serralhas, de modo a envolver a população local e permitir estada e lazer e principalmente conceber um lugar com forte identidade regional. O valor previsto para a construção do equipamento é de 20.000 €.
“Canoagem para todos” foi a proposta mais votada no OPJ, uma iniciativa do jovem canoísta Henrique Domingues, e pretende o reforço dos equipamentos para a iniciação e aprendizagem de canoagem, a disponibilizar aos centros educativos, escolas, associações, clubes e outras entidades com competências nesta área. O valor previsto para a aquisição dos materiais é de 9.920 €.
Em segundo lugar ficou a proposta de criação do “Prémio Jovem Empreendedor” e dinamização de ações de apoio ao empreendedorismo jovem/juvenil apresentada por Luís Martins. Esta tem como objetivo a realização de ações de sensibilização destinadas a todos os jovens do concelho, começando nos alunos do ensino secundário tradicional e nos alunos da escola profissional, indo até aos jovens (até 30 anos) que pretendam começar um novo negócio. A proposta contempla também ações de sensibilização para o empreendedorismo junto da comunidade escolar e local, workshops temáticos junto da comunidade escolar e local e o Prémio Jovem Empreendedor. O valor previsto para a execução da iniciativa é de 10.000 €.
Alentejo
Alvito lidera captação de fundos europeus no Alentejo e converte projetos em motor de desenvolvimento

O concelho de Alvito assume-se como o território com maior volume de projetos submetidos e aprovados junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo. O dado estatístico estabelece um marco no panorama da gestão do investimento público na região, colocando o município no topo da eficiência técnica na captação de fundos comunitários para alavancar a economia local.
Em duas entrevistas complementares, o Presidente da CCDR Alentejo e o Presidente da Câmara Municipal de Alvito, José Efigénio, analisam a convergência de estratégias que permitiu ao município liderar a mobilização de incentivos europeus. O alinhamento institucional entre a tutela regional e a autarquia é apontado como o fator determinante para acelerar a execução de verbas destinadas à coesão territorial, à valorização do património e ao reforço do tecido produtivo.
Alinhamento estratégico e capacidade técnica
A liderança de Alvito no aproveitamento dos quadros de financiamento europeu resulta de uma transição focada no alinhamento de prioridades económicas com as diretrizes de desenvolvimento regional. Segundo os responsáveis, a capacidade do concelho em liderar a submissão e aprovação de candidaturas reflete uma preparação técnica estruturada, capaz de transformar as caraterísticas específicas do concelho em projetos financeiros elegíveis.
Esta dinâmica de convergência entre a autarquia e a CCDR Alentejo tem garantido a viabilização de investimentos em áreas críticas como o turismo sustentável, a preservação patrimonial e a inovação no setor agroalimentar. O objetivo central passa por maximizar o impacto do capital comunitário para aumentar a competitividade territorial e travar a desertificação humana no interior alentejano.
Fixação de população e valorização do património
A aplicação das verbas comunitárias aprovadas visa dar resposta aos desafios estruturais da região. A estratégia municipal enquadrada pela CCDR Alentejo foca a criação de condições para a fixação de novos residentes, o reforço dos serviços à população e a dinamização do tecido empresarial local.
A conversão dos recursos endógenos em ativos de valor acrescentado tem permitido ao concelho projetar a sua base económica, posicionando Alvito como um caso de estudo na eficácia de gestão dos fundos de coesão no Alentejo.
Economia
Atualização: Gasóleo não desce tanto quanto esperado por causa do ISP

O Governo decidiu reduzir o desconto no ISP em cerca de um cêntimo para o gasóleo, anulando quase totalmente a descida de preço que estava prevista para os postos de abastecimento a partir de segunda-feira.
Com este ajuste fiscal, o gasóleo terá uma redução residual de apenas 0,07 cêntimos, em vez da descida significativa antecipada pelos mercados internacionais. Por outro lado, a gasolina deverá registar um aumento de 2,5 cêntimos por litro, uma vez que o Executivo optou por não alterar o valor do imposto aplicado a este combustível.
Estas variações entram em vigor entre 27 de abril e 3 de maio, embora os preços finais possam variar conforme a política comercial de cada revendedor.
Economia
Combustíveis: Gasóleo baixa e gasolina sobe na próxima semana

As previsões para a semana de 27 de abril a 3 de maio indicam uma evolução diferente para os dois combustíveis em Portugal, com base no comportamento dos mercados internacionais, o preço do gasóleo deverá registar uma descida de 4 cêntimos por litro, enquanto a gasolina deverá subir 2,5 cêntimos.
Feitas as contas, o preço médio do litro de gasóleo deverá fixar-se nos 1,928 €, o que representa uma poupança de cerca de 2 euros num depósito de 50 litros face à semana anterior. No caso da gasolina, o valor médio deverá subir para os 1,921 € por litro, tornando o abastecimento de um depósito de 50 litros aproximadamente 1 euro mais caro.
É importante recordar que estes valores são meramente indicativos, uma vez que o mercado de combustíveis em Portugal é livre e os preços finais podem variar conforme a marca, o posto de abastecimento e a localização geográfica. Se conduz um veículo a gasóleo, poderá valer a pena aguardar por segunda-feira para atestar o depósito.
Economia
Preço das casas em Portugal dispara 16,8% e ultrapassa os 2 mil euros por metro quadrado

Comprar casa em Portugal tornou-se significativamente mais caro em 2025, com o preço mediano da habitação a fixar-se nos 2.076 €/m². Segundo os dados revelados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), este valor representa uma subida de 16,8% face ao ano de 2024, refletindo a forte pressão no mercado imobiliário nacional.
Com base em quase 165 mil vendas efetuadas ao longo do último ano, o relatório destaca que cinco regiões do país apresentam valores acima da média nacional, com a Grande Lisboa a liderar a lista ao atingir os 3.439 €/m². Seguem-se o Algarve (3.139 €/m²), a Península de Setúbal (2.596 €/m²), a Região Autónoma da Madeira (2.500 €/m²) e a Área Metropolitana do Porto (2.305 €/m²) como as zonas onde o acesso à habitação exige o maior esforço financeiro.
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