Portugal
O Vice-Presidente da CCDR NORTE, Rui Costa, marcou presença no Serralves em Fest…

O Vice-Presidente da CCDR NORTE, Rui Costa, marcou presença no Serralves em Festa 2026, que celebrou a sua 20.ª edição com 50 horas ininterruptas de programação cultural.
A visita, que contou também com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, percorreu diversos espaços e atividades deste emblemático festival.
Um evento que transforma Serralves num grande ponto de encontro entre arte, cultura e património natural, afirmando a Região Norte como território dinâmico, criativo e aberto a todos.



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Portugal
Portugal leva ideias amigas do ambiente à final do ClimateLaunchpad 2026

Ideias para deteção precoce de incêndios florestais, isolamento feito de fungos e descarbonização do calor industrial vão representar o país em competição europeia de cleantech.

Os três vencedores portugueses vão representar Portugal na final europeia do ClimateLaunchpad 2026. Foto: Nelson Luis/UPTEC/DR
Portugal estará representado na final europeia do ClimateLaunchpad 2026, a maior competição mundial de ideias de negócio cleantech, com uma bateria térmica que armazena energia renovável, uma solução de combate a incêndios que simula cenários de comportamento do fogo, e painéis de isolamento acústico feitos a partir de materiais naturais.
Os três vencedores foram eleitos na final nacional, organizada pela UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto. Oito projetos subiram a palco para apresentar as suas soluções ao júri e ao público, numa competição apoiada pela Fundação Santander, a MEXT, a Ordem dos Engenheiros, e a Prio.
O primeiro lugar foi conquistado pela Latent Energy Systems, que está a desenvolver uma solução de armazenamento térmico para descarbonizar o calor industrial. Criada por João Pedro Freitas e Vicente Portela da Silva, estudantes de doutoramento na Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP), a tecnologia traduz-se numa bateria que armazena energia renovável e a disponibiliza como energia térmica sempre que necessário, permitindo a diversas indústrias substituir os combustíveis fósseis sem a intermitência das energias renováveis.
Em segundo lugar ficou a SIION, que apresentou uma proposta para o combate a incêndios florestais. A plataforma simula, em tempo real, milhares de cenários plausíveis de comportamento do fogo, recomendando as equipas e o equipamento certos, no local e momento em que são necessários, para apoiar decisões mais rápidas no terreno.
A terceira classificada, a FungiFoam, desenvolve painéis de isolamento cultivados a partir de micélio, parte vegetativa dos fungos. Uma vez que não é fabricado industrialmente, o produto é carbono-negativo, não tóxico e resistente ao fogo, podendo, também, ser utilizado como isolamento acústico em aplicações interiores.
Após os pitches, a final da competição contou com uma mesa-redonda dedicada ao empreendedorismo na era da sustentabilidade, moderada pela jornalista Luísa Correia, com a participação de Laetitia Arrighi de Casanova, diretora da B Lab Portugal, Luís Monteiro, Chefe da Divisão de Ambiente e Eficiência Energética da APDL e Eduardo Cardoso, Sustainability Manager da Coca-Cola Europacific Partners, além de Bruno Santos, co-fundador da Savearth, a startup vencedora da edição anterior do ClimateLaunchpad.
A decorrer em Portugal desde 2016, a competição já recebeu mais de 260 candidaturas, apoiou mais de 120 equipas e mais de 230 participantes. A nível mundial, o ClimateLaunchpad conta com mais de 18000 ideias de negócio submetidas e 5400 projetos apoiados, provenientes de 49 países.
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O Vice-Presidente da CCDR NORTE para a área da Saúde, Jorge Mendes, visitou a Un…

O Vice-Presidente da CCDR NORTE para a área da Saúde, Jorge Mendes, visitou a Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa, onde acompanhou de perto alguns dos projetos estratégicos que estão a reforçar a capacidade de resposta da instituição.
A visita ao Hospital Padre Américo permitiu conhecer investimentos estruturantes, como a nova Ressonância Magnética de 3 Tesla e o sistema cirúrgico robótico, cofinanciados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), bem como projetos de reorganização dos cuidados de saúde orientados para uma maior eficiência, integração e qualidade na prestação de cuidados.
A visita constituiu também uma oportunidade para acompanhar a estratégia de desenvolvimento da instituição e reforçar a articulação entre a CCDR NORTE e a Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa na promoção de investimentos estruturantes para a Região Norte.



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FCUP em projeto para promover culturas mais resilientes às alterações climáticas

Equipa vai estudar a qualidade das sementes das melhores populações de plantas halófitas silvestres, capazes de crescer em ambientes com elevada concentração de sal.

Euipa do SPReDLab, laboratório dedicado ao estudo da reprodução das plantas, que participa no projeto HALO-FORCE. Foto: DR
Plantas que crescem naturalmente em solos salinos e com pouca água poderão vir a tornar-se culturas agrícolas do futuro. É essa a ambição do projeto europeu HALO-FORCE, que reúne investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e de outras onze instituições de países mediterrânicos para desenvolver soluções que tornem a agricultura mais resiliente às alterações climáticas.
“O objetivo é explorar o potencial de espécies conhecidas como halófitas, plantas capazes de crescer em ambientes com elevada concentração de sal, que são silvestres e comestíveis, como novas culturas resilientes às alterações climáticas”, concretiza Ana Marta Pereira, investigadora da FCUP.
Em estudo estarão a salicórnia (Salicornia spp.), a soda (Salsola soda L.) e a acelga-brava (Beta vulgaris subsp. maritima L.), todas presentes na costa portuguesa. O objetivo é poder cultivar este tipo de espécies capazes de sobreviver em solos onde muitas culturas convencionais deixam de ser viáveis devido à escassez de água e ao aumento da salinidade.
O HALO-FORCE – Halophyte-Driven Innovation for Sustainable Farming in Mediterranean Wetlands, financiado pelo programa PRIMA, no âmbito do Horizon Europe, pretende identificar, caracterizar e valorizar estas plantas, do ponto de vista da resiliência agrícola, mas também nutricional. Sabe-se que estas espécies produzem biomassa rica em minerais, como o potássio, cálcio, magnésio, bem como em compostos bioativos promotores da saúde, incluindo flavonoides, ácidos fenólicos e lipídos insaturados.
A equipa da FCUP terá um papel central no HALO-FORCE. Os investigadores irão estudar a qualidade das sementes produzidas pelas populações mais promissoras, ou seja, com as melhores características genéticas e morfológicas (ecótipos). A identificação dos ecótipos para cada uma das espécies é o primeiro passo do projeto, seguindo-se um estudo que vai ditar quais as sementes mais viáveis capazes de contribuir para a recuperação de zonas húmidas mediterrânicas e para uma agricultura mais resistente às alterações climáticas.
“Pretendemos avaliar como é que estas espécies se reproduzem e qual o seu potencial de reprodução, através da análise da viabilidade e diversidade morfológica das sementes”, explica Ana Marta Pereira.
Nos laboratórios do SPReDLab (Sexual Plant Reproduction and Development Laboratory), vão utilizar, para este trabalho, tecnologias de imagem multiespectral, ensaios de germinação e microscopia ótica e eletrónica.

A acelga-brava é uma das espécies em estudo. (Foto: DR/Projeto HALO-FORCE)
Cabe aos cientistas portugueses também o apoio ao desenvolvimento de modelos preditivos baseados em inteligência artificial para classificar sementes quanto à sua viabilidade e maturidade. O objetivo é contribuir para a seleção dos ecótipos mais promissores para produção e futura utilização agrícola. Para além da IA, o HALO-FORCE recorre também a diferentes tecnologias avançadas como deteção remota e análises genéticas e fisiológicas.
“Num contexto de alterações climáticas, queremos validar a produção destas espécies e tornar possível a sua utilização pelos agricultores, que têm assim uma alternativa de cultura mais resiliente”, salienta a investigadora.
Ao longo dos próximos quatro anos, o HALO-FORCE pretende criar conhecimento e ferramentas que permitam introduzir novas culturas adaptadas a ambientes salinos e com menor disponibilidade de água, contribuindo para uma agricultura mediterrânica mais sustentável, resiliente às alterações climáticas e assente na valorização da biodiversidade local.
O consórcio é coordenado pela Universidade de Pádua (Itália) e reúne 12 parceiros de oito países mediterrânicos: Itália, Portugal (representado pela FCUP), França, Croácia, Grécia, Turquia, Marrocos e Egito.
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