Portugal
Estudantes da FCNAUP transformaram o bar numa tasca moderna e saudável

No dia dos 50 anos da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, estudantes do Mestrado em Ciências Gastronómicas recriaram pratos tradicionais portugueses.

Fernanda Marques, Duarte Torres, Henrique Magalhães, Daniel Silva, André Coutinho, Mário Barroco de Melo, Bernardo Pereira, Ana Rita Justino e Izabela Almeida (da esq. para dir.).. Foto: DR
Pode a cozinha identitária do Porto e alguns dos seus petiscos típicos ser reinterpretada de uma forma mais saudável sem esquecer a tradição? Esta foi a premissa para a confeção do almoço comemorativo do Dia da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP), celebrado no passado 1 de junho, sob o mote “50 anos ao Balcão”.
Além do tema, o evento teve a particularidade de tanto o menu como a cozinha terem sido entregues a estudantes do Mestrado em Ciências Gastronómicas (MCG) e de servir como pré-abertura do novo bar/cantina que deverá começar a funcionar no próximo ano letivo como “um laboratório experimental para confecionar comida de conforto saudável”, descreveu Pedro Graça, diretor da FCNAUP.
De jaleca vestida atrás do balcão estiveram os chefes Ana Rita Justino, André Coutinho, Bernardo Pereira, Daniel Silva, Fernanda Marques, Henrique Magalhães, Izabela Almeida e Mário Barroco de Melo, que construíram e cozinharam todo o menu de raiz.
Numa sala decorada ao estilo de uma tasca – onde não faltaram pormenores como toalhas nas mesas em xadrez vermelho e branco ou o menu escrito num quadro de ardósia – serviram-se pratos típicos portuenses e portugueses reinterpretados com novas técnicas de cozinha com o objetivo de os tornar mais saudáveis.

A sala do novo bar, que deverá abrir no próximo ano letivo, foi decorada ao estilo de uma tasca ou casa de pasto. (Foto: DR)
“A cozinha tradicional portuguesa tem um receituário vastíssimo, com receitas que encontramos apenas em certa regiões ou localidades. Conhecer este património com profundidade é condição essencial para propor versões melhoradas do ponto de vista nutricional que continuem a ser reconhecidas como nossas”, sublinha Duarte Torres, diretor do MCG.
Tradição, alimentação e saúde é o futuro
A pescada com salada russa foi um dos pratos do receituário tradicional trabalhado à luz da evolução das Ciências da Nutrição. “Foi feita de uma forma mais saudável, em sous-vide [em vácuo], cozinhada a baixa temperatura sem nunca exceder os 100 graus. A crosta da pescada foi retirada e feita à parte dando-lhe a textura do frito”, explica André Coutinho, que foi chefe de cozinha em restaurantes como A Brasileira (Porto) e The Rebello (Vila Nova de Gaia).
Mas houve outros exemplos no menu: o polvo acompanhado com batata-doce; as “tripas à moda do Porto” servidas numa versão recheio de um rissol; o rojão incluído numa mini sande de pão de queijo com couve fermentada ou a salada de feijão frade com algas, foram outros pratos típicos que relacionaram tradição, alimentação e saúde naquilo que André Coutinho considera ser “o futuro da restauração e hotelaria”.

Empada de cogumelos, rissol de tripas, pescada com salada russa ou tiborna de escabeche de cavala e cebolada, foram alguns dos pratos. (Foto: DR)
“Cada vez mais as pessoas se preocupam com o que comem e como comem. Quanto mais o chefe de cozinha, consultor ou profissional do ramo alimentar, tiver ferramentas para fazer estas alterações mais saudáveis e nutricionalmente corretas sem desvirtuar os pratos, é o futuro”, salienta Henrique Magalhães, formado em Gastronomia em Porto Alegre (Brasil) e com raízes portuguesas, de Baião.
“Fomos dividindo as tarefas. Os egos ficaram de parte”
“Além da portugalidade, queríamos dar a provar coisas que estão em voga e com novas técnicas”, resume André Coutinho que destaca o “espírito de equipa” na cozinha: “Fomos dividindo as tarefas. Os egos ficaram de parte”.
Entre as sobremesas, os éclaires de leite-creme com erva cidreira criados por Izabela Almeida conquistaram a sala. “Fiquei espantada com tanto sucesso”, confessou a estudante brasileira formada em Gastronomia pela Universidade de Paraíba.
“Neste tipo de desafios, observa-se um entusiasmo, uma capacidade de iniciativa e de coordenação que são difíceis de atingir numa sala de aula. Foi certamente um momento de grande aprendizagem, não só técnica, mas também humana e profissional. É este o contexto que prepara os estudantes para os contextos reais com que se vão deparar”, considera Duarte Torres, que admite vir a repetir esta iniciativa.

O almoço temático foi servido em formato de buffet para cerca de uma centena de convidados. (Foto: DR)
Já na carta de bebidas, e além da água e da limonada, foi servida kombucha aromatizada com ananás e lima. Um lote produzido pela própria FCNAUP e que faz parte de “uma das fermentações que os estudantes do MCG trabalham no âmbito da unidade curricular de Produtos e Técnicas Culinárias Avançadas”, explica Duarte Torres.
Com este Mestrado em Ciências Gastronómicas, criado desde 2019 em parceria com a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Politécnico do Porto, os estudantes consideram que “têm ganho ferramentas para conseguir servir comida com qualidade que não faça mal às pessoas.”
Portugal
Alentejo 2030 disponibiliza mais de 5,3 milhões de euros para valorização do património cultural da região

O Programa Regional Alentejo 2030 tem abertas candidaturas ao aviso “Valorização do Património Cultural (ITI)“, que disponibiliza uma dotação FEDER de 5,34 milhões de euros para apoiar investimentos destinados à valorização cultural e à recuperação do património histórico da região.
O concurso visa reforçar o papel da cultura na afirmação da identidade alentejana, promovendo simultaneamente a atratividade dos territórios, a dinamização económica local e a captação de visitantes, através da qualificação e valorização de ativos patrimoniais com relevância cultural e turística.
São elegíveis intervenções de valorização do património cultural, incluindo museus, com prioridade para ações sobre bens imóveis classificados, designadamente património de interesse municipal, contribuindo para a sua proteção, conservação e fruição pública.
Podem apresentar candidaturas os Municípios e as entidades privadas sem fins lucrativos, desde que atuem em cooperação com os municípios das áreas abrangidas pelas Estratégias Integradas de Desenvolvimento Territorial das Comunidades Intermunicipais do Alentejo.
Com uma taxa máxima de cofinanciamento FEDER de 85%, a dotação financeira está distribuída pelas diferentes Comunidades Intermunicipais da seguinte forma:
- CIM Alentejo Central (CIMAC): 3.331.000 €
- CIM Alto Alentejo (CIMAA): 921.000 €
- CIM Alentejo Litoral (CIMAL): 500.000 €
- CIM Baixo Alentejo (CIMBAL): 341.436 €
- CIM Lezíria do Tejo (CIMLT): 250.000 €
Os projetos deverão contribuir para a valorização sustentável dos recursos culturais da região, promovendo a preservação do património, a criação de novos públicos, o aumento da procura turística e a melhoria da oferta cultural, em alinhamento com os princípios da sustentabilidade ambiental e da adaptação às alterações climáticas.
As candidaturas decorrem em regime de fases, tendo a primeira data de encerramento a 31 de agosto de 2026, prolongando-se o período de submissão até 30 de junho de 2027.
Consulte o avisos de concurso AQUI.
Submissão de Candidaturas: Balcão dos Fundos.
Portugal
A cooperação transfronteiriça e a proteção das populações estiveram em destaque …

A cooperação transfronteiriça e a proteção das populações estiveram em destaque na Conferência Final do projeto ATEMPO, uma operação estratégica do Programa Interreg POCTEP 2021-2027, que reuniu no Porto representantes institucionais, especialistas e agentes de proteção civil de Portugal e Espanha para apresentar os principais resultados alcançados e refletir sobre o futuro da resposta conjunta às emergências no Norte de Portugal, na Galiza e em Castela e Leão.
Ao longo de três anos, o projeto promoveu soluções inovadoras para a proteção civil, com recurso à tecnologia, à inteligência artificial, à formação conjunta de operacionais, à modernização de equipamentos e ao reforço da cooperação institucional, deixando um legado que contribuirá para aumentar a segurança e a resiliência dos territórios fronteiriços.
Assista ao vídeo e conheça os principais momentos da conferência que marcou o encerramento deste projeto estratégico para a Eurorregião.
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Portugal
Portugal leva ideias amigas do ambiente à final do ClimateLaunchpad 2026

Ideias para deteção precoce de incêndios florestais, isolamento feito de fungos e descarbonização do calor industrial vão representar o país em competição europeia de cleantech.

Os três vencedores portugueses vão representar Portugal na final europeia do ClimateLaunchpad 2026. Foto: Nelson Luis/UPTEC/DR
Portugal estará representado na final europeia do ClimateLaunchpad 2026, a maior competição mundial de ideias de negócio cleantech, com uma bateria térmica que armazena energia renovável, uma solução de combate a incêndios que simula cenários de comportamento do fogo, e painéis de isolamento acústico feitos a partir de materiais naturais.
Os três vencedores foram eleitos na final nacional, organizada pela UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto. Oito projetos subiram a palco para apresentar as suas soluções ao júri e ao público, numa competição apoiada pela Fundação Santander, a MEXT, a Ordem dos Engenheiros, e a Prio.
O primeiro lugar foi conquistado pela Latent Energy Systems, que está a desenvolver uma solução de armazenamento térmico para descarbonizar o calor industrial. Criada por João Pedro Freitas e Vicente Portela da Silva, estudantes de doutoramento na Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP), a tecnologia traduz-se numa bateria que armazena energia renovável e a disponibiliza como energia térmica sempre que necessário, permitindo a diversas indústrias substituir os combustíveis fósseis sem a intermitência das energias renováveis.
Em segundo lugar ficou a SIION, que apresentou uma proposta para o combate a incêndios florestais. A plataforma simula, em tempo real, milhares de cenários plausíveis de comportamento do fogo, recomendando as equipas e o equipamento certos, no local e momento em que são necessários, para apoiar decisões mais rápidas no terreno.
A terceira classificada, a FungiFoam, desenvolve painéis de isolamento cultivados a partir de micélio, parte vegetativa dos fungos. Uma vez que não é fabricado industrialmente, o produto é carbono-negativo, não tóxico e resistente ao fogo, podendo, também, ser utilizado como isolamento acústico em aplicações interiores.
Após os pitches, a final da competição contou com uma mesa-redonda dedicada ao empreendedorismo na era da sustentabilidade, moderada pela jornalista Luísa Correia, com a participação de Laetitia Arrighi de Casanova, diretora da B Lab Portugal, Luís Monteiro, Chefe da Divisão de Ambiente e Eficiência Energética da APDL e Eduardo Cardoso, Sustainability Manager da Coca-Cola Europacific Partners, além de Bruno Santos, co-fundador da Savearth, a startup vencedora da edição anterior do ClimateLaunchpad.
A decorrer em Portugal desde 2016, a competição já recebeu mais de 260 candidaturas, apoiou mais de 120 equipas e mais de 230 participantes. A nível mundial, o ClimateLaunchpad conta com mais de 18000 ideias de negócio submetidas e 5400 projetos apoiados, provenientes de 49 países.
Portugal
O Vice-Presidente da CCDR NORTE para a área da Saúde, Jorge Mendes, visitou a Un…

O Vice-Presidente da CCDR NORTE para a área da Saúde, Jorge Mendes, visitou a Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa, onde acompanhou de perto alguns dos projetos estratégicos que estão a reforçar a capacidade de resposta da instituição.
A visita ao Hospital Padre Américo permitiu conhecer investimentos estruturantes, como a nova Ressonância Magnética de 3 Tesla e o sistema cirúrgico robótico, cofinanciados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), bem como projetos de reorganização dos cuidados de saúde orientados para uma maior eficiência, integração e qualidade na prestação de cuidados.
A visita constituiu também uma oportunidade para acompanhar a estratégia de desenvolvimento da instituição e reforçar a articulação entre a CCDR NORTE e a Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa na promoção de investimentos estruturantes para a Região Norte.



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