Portugal
Alentejo ‘ganha’ 1.ª residência de cuidados continuados de Saúde Mental

A Residência de Apoio Moderado no Hospital de S. João de Deus, em Montemor-o-Novo, vai ser a primeira resposta na região do Alentejo de cuidados continuados integrados na área da Saúde Mental, foi hoje revelado.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo anunciou que o contrato para o funcionamento desta unidade residencial foi assinado na quarta-feira.
Trata-se da “primeira unidade residencial da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental na região Alentejo”, pode ler-se no comunicado.
Gerida pelo Instituto S. João de Deus/Hospital S. João de Deus e com capacidade assistencial para 10 utentes, a Residência de Apoio Moderado funciona numa casa com dois pisos e circundada por um espaço exterior com jardim.
“O rés-do-chão tem sala destinada a terapia, gabinete técnico (multidisciplinar), sala de convívio comunicante com a sala de estar/refeitório e com uma cozinha completa e equipada, instalações sanitárias de apoio e dois quartos (individual e duplo), ambos com instalações sanitárias próprias”, indicou a ARS.
No primeiro piso, “são disponibilizados seis quartos (cinco individuais e um duplo) com instalações sanitárias próprias e sala de estar”, acrescentou.
Esta é “uma nova resposta da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, na área da Saúde Mental, disponibilizada à população que, reunindo os critérios de referenciação para esta tipologia de cuidados, tenha necessidade de reabilitação psicossocial”, precisou.
Os utentes terão de ser sempre referenciados pelas respetivas equipas de coordenação local.
“Os primeiros utentes foram identificados pelo Serviço Local de Saúde Mental de Évora e serão admitidos na Residência de Apoio Moderado de formal gradual”, referiu a ARS.
A prestação de cuidados na nova unidade vai ser feita “em estreita colaboração” entre a equipa técnica da própria residência e os profissionais do Serviço Local de Saúde Mental do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).
Lusa
Portugal
A um dia do prazo, Portugal arrisca falhar a transposição da Diretiva Europeia sobre reparação de bens

Quercus alerta para mais um atraso na promoção da economia circular e defende medidas urgentes para garantir a promoção do direito à reparação
A um dia do prazo legal, 31 de julho, Portugal continua sem concluir a transposição da Diretiva (UE) 2024/1799 do Parlamento Europeu e do Conselho de 13 de junho de 2024 relativa a regras comunitárias para promover a reparação de bens. Num país onde são produzidos anualmente cerca de 165000 toneladas de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (dados de 2024) e onde existem taxas de reciclagem/reutilização se encontram abaixo das metas europeias, como nas “Lâmpadas” onde existiu uma taxa de reciclagem/reutilização em 2025 de 40% abaixo da meta estabelecida de 80% e onde os “Equipamentos de grandes dimensões” têm uma taxa de quase 50% quando já seria desejável estar nos 80% (de acordo com o Relatório do Estado do Ambiente 2025), a Quercus considera que este atraso representa a falta de priorização de uma economia verdadeiramente circular, incumprindo com o próprio PAEC este ano aprovado.
A Diretiva (UE) 2024/1799 constitui uma das principais iniciativas da União Europeia para promover uma economia circular, incentivando a reparação de produtos em vez da sua substituição prematura. À beira do fim do prazo para a sua transposição, a ausência de medidas concretas por parte do Governo levanta sérias preocupações quanto ao cumprimento das obrigações europeias e ao compromisso de Portugal com a transição para modelos de produção e consumo mais sustentáveis.
As consequências de um novo atraso
Enquanto a lei não entrar em vigor, os consumidores portugueses continuam sem o quadro legal que lhes garante o direito a reparar equipamentos como eletrodomésticos, telemóveis e tablets a preços razoáveis, com peças sobressalentes disponíveis e sem cláusulas contratuais que dificultem o recurso a reparadores independentes. Segundo dados da DECO Proteste (publicados a 31 março 2026), os consumidores portugueses gastam em média 1 200 euros por ano a substituir equipamentos que poderiam ter sido reparados por uma fração desse valor, um encargo que a nova legislação visa atenuar.
Cada mês de atraso traduz-se em mais equipamentos descartados que poderiam ter sido reparados, mais recursos naturais críticos desperdiçados, incluindo metais raros e outras matérias-primas que Portugal, como país fortemente importador, não pode dar-se ao luxo de continuar a desperdiçar.
As propostas da Quercus
Perante este cenário, a Quercus insta o Governo a:
- Apresentar de imediato uma proposta de transposição da diretiva, minimizando o vazio legal após 31 de julho;
- Criar o ponto de contacto nacional e a plataforma nacional de reparação previstos na diretiva, interligada com a futura plataforma europeia em linha, para que os consumidores possam encontrar facilmente reparadores certificados na sua área;
- Assegurar a fiscalização efetiva da proibição de cláusulas contratuais e de técnicas de hardware ou software que impeçam a reparação, garantindo que os reparadores independentes podem utilizar peças de segunda mão, compatíveis ou produzidas por impressão 3D, tal como a diretiva exige;
- Obrigar os reparadores a disponibilizar, de forma gratuita e em suporte duradouro, o Formulário Europeu de Informações sobre as Reparações, com prazos, preços e condições claros antes da celebração de qualquer contrato de reparação;
- Criar um sistema de incentivos à reparação, como cupões ou apoios financeiros diretos ao consumidor, à semelhança de exemplos já implementados noutros países europeus, como Áustria e França,
- Reforçar a capacidade de fiscalização da Direção-Geral do Consumidor para garantir o cumprimento efetivo das novas regras junto de fabricantes e distribuidores;
- Envolver ativamente as organizações da sociedade civil, associações de consumidores e o setor da reparação independente no processo de regulamentação;
- Adotar uma estratégia transversal para pôr fim ao padrão recorrente de atrasos na transposição de diretivas ambientais, que já expõe o país a múltiplos processos de infração e sanções financeiras.
“Portugal não pode continuar a acumular processos de infração e condenações por incumprimento de diretivas ambientais. Já pagámos 10 milhões de euros e uma sanção diária por não executarmos um acórdão sobre a Diretiva Habitats, não podemos permitir que esta diretiva relativa à reparação seja o próximo capítulo desta mesma história. Cada atraso tem um custo real, em resíduos, em recursos naturais e em dinheiro dos contribuintes”, afirma Alexandra Azevedo, presidente da Quercus.
A Quercus continuará a acompanhar de perto este processo legislativo e a pressionar para que Portugal cumpra os compromissos assumidos junto da União Europeia em matéria de economia circular.
30 de julho de 2026
Portugal
Requalificação dos laboratórios do SNMB em Matosinhos

Na manhã de ontem, 31 de julho, o IPMA inaugurou a requalificação dos laboratórios do Sistema Nacional de Monitorização de Moluscos Bivalves (SNMB) no seu Polo de Matosinhos, resultante da parceria com o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR). O evento contou com a presença do Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, e da presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, entre outros convidados.
Considerado pelo presidente do instituto, José Guerreiro, “um momento de viragem que marca o IPMA”, a abertura destes laboratórios representa “uma opção pela proximidade às comunidades para quem e com quem trabalhamos, em particular no setor da pesca e aquacultura”, assim como “um caminho de abertura e parceria com a comunidade científica, nomeadamente com os laboratórios associados, na convicção que, em conjunto, acrescentamos valor”.
Trata-se de “uma escolha na política de investimento público de um laboratório de Estado no apoio científico e tecnológico à economia azul” e “o cumprir de um compromisso com os operadores económicos do Norte e Centro. Palavra dada é palavra honrada”, assegurou o presidente do IPMA.
Contando agora com novos laboratórios, mais postos de trabalho e áreas de apoio melhoradas, o próximo desafio no Polo de Matosinhos será a requalificação geral do edifício.
Portugal
#ExplorarONorte | Viagem Medieval em Terra de Santa MariaSanta Maria da Feira …

#ExplorarONorte | Viagem Medieval em Terra de Santa Maria
Santa Maria da Feira regressa à Idade Média com mais uma edição da Viagem Medieval, que decorre até 9 de agosto, transformando o centro histórico da cidade num espaço de recriação histórica e de valorização do património.
Ao longo do evento, o Castelo e as ruas envolventes recuperam ambientes, personagens, ofícios e práticas associados à época medieval. Cavaleiros, mercadores, artesãos, músicos e saltimbancos integram uma programação que cruza história, cultura, gastronomia e artes performativas.
Mais do que uma recriação do passado, a Viagem Medieval propõe uma experiência de contacto com a história e com o património, aproximando diferentes gerações da identidade e da memória do território.
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Portugal
Ainda não existe um tratamento eficaz para 70% dos casos de cancro do pulmão.N…

Ainda não existe um tratamento eficaz para 70% dos casos de cancro do pulmão.
Neste artigo, Teresa Almodovar, pneumologista no IPO Lisboa, afirma que «a prevenção continua a ser a arma mais eficaz contra este tipo de cancro».
A especialista sublinha que «85% dos casos são reflexo dos hábitos tabágicos, os restantes serão azares de genética e exposição ambiental (onde o tabaco também entra)».
Neste Dia Mundial do Cancro do Pulmão, descubra o que está a ser feito no combate a esta doença e de que forma o estilo de vida pode ser a resposta para travar a mortalidade até haver uma cura.
Leia o artigo completo: https://ffms.pt/pt-pt/atualmentes/7-perguntas-sobre-o-cancro-do-pulmao
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