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A CCDR Alg…

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A CCDR Algarve, I.P., esteve representada pela Vice-Presidente para a área da Educação, Alexandra Gonçalves, na cerimónia de tomada de posse dos novos administradores da Universidade do Algarve (UAlg), realizada no dia 1 de abril, no Campus da Penha, em Faro.

A sessão assinalou a entrada em funções de Joel Guerreiro como administrador da Universidade do Algarve e de André Botelheiro como administrador dos Serviços de Ação Social.

Os administradores agora empossados assumem responsabilidades na gestão e no funcionamento da instituição, com intervenção em áreas como a organização administrativa e financeira e o apoio à atividade académica. No caso dos Serviços de Ação Social, a atuação incide sobretudo no apoio aos estudantes, nomeadamente ao nível de bolsas, alojamento, alimentação e outros serviços que contribuem para o seu bem-estar e percurso académico.

A presença institucional da CCDR Algarve reforça a importância da articulação entre entidades regionais e o ensino superior, reconhecendo o papel estratégico da Universidade do Algarve UAlg no desenvolvimento da região.

#CCDRAlgarve #DesenvolvimentoRegional #Algarve #Estudantes #UAlg #EnsinoSuperior







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Porto.CCC entre os finalistas dos REGIOSTARS Awards 2026

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No âmbito do Porto.CCC, o i3S adquiriu equipamento que permite fazer investigação de ponta em cancro. Foto: Nuno Pereira/i3S


O Porto Comprehensive Cancer Centre Raquel Seruca (Porto.CCC) é um dos 25 finalistas dos REGIOSTARS Awards 2026, os prémios que distinguem projetos financiados pela União Europeia (UE) com impacto no desenvolvimento regional.

O consórcio que junta o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto e o Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO Porto) é o único projeto português e o único da área da saúde a chegar à fase final, concorrendo na categoria «A Competitive and Smart Europe», dedicada à inovação, competitividade e resiliência económica.

A distinção coloca o Porto.CCC entre os projetos europeus considerados mais relevantes no âmbito da política de coesão da UE, num ano em que os REGIOSTARS receberam um número recorde de 274 candidaturas. Destas, apenas 25 projetos foram selecionados para a fase final, distribuídos por cinco categorias.

Criado em 2016 numa parceria entre o i3S e o IPO Porto, o Porto.CCC é o único Centro Compreensivo de Cancro em Portugal reconhecido pela Organisation of European Cancer Institutes (OECI). O consórcio integra investigação, inovação e prática clínica, aproximando a descoberta científica das necessidades dos doentes oncológicos e acelerando o desenvolvimento de novas estratégias de diagnóstico e tratamento.

Para o diretor do i3S, Claudio Sunkel, a seleção para a fase final dos REGIOSTARS constitui um novo reconhecimento europeu da qualidade do trabalho desenvolvido pelas duas instituições: “Estes prémios celebram projetos excepcionais financiados pela UE que impulsionam o desenvolvimento regional. Neste sentido, o P.CCC volta a destacar-se como um projeto de excelência, que permite desenvolver uma estratégia inovadora de acompanhamento e tratamento personalizado dos doentes”.

O Porto.CCC é o único Centro Compreensivo de Cancro em Portugal reconhecido pela Organisation of European Cancer Institutes (OECI). (Foto: Egidio Santos/U.Porto)

Também o presidente do Conselho de Administração do IPO Porto, Júlio Oliveira, destaca o significado da distinção: ” Ser o único projeto português na final dos REGIOSTARS 2026 é, para nós, um enorme orgulho. Mostra que o trabalho desenvolvido no Porto.CCC é hoje reconhecido à escala europeia. Chegámos aqui graças a uma colaboração próxima entre o IPO Porto e o i3S, que tem sabido aproximar os cuidados prestados aos doentes da investigação que os faz avançar. É esse o caminho que queremos continuar a percorrer, porque é dele que nascem respostas melhores para quem vive com um cancro.”

No âmbito do projeto TeamUp4Cancer, o Porto Comprehensive Cancer Centre Raquel Seruca obteve um financiamento superior a 15 milhões de euros através do programa Norte2020 para reforçar a investigação translacional em oncologia e aproximar a investigação básica da prática clínica.

Em homenagem à investigadora Raquel Seruca, que coordenou o projeto e desempenhou um papel determinante na criação do consórcio, o centro passou a adotar o seu nome em 2022, após o seu falecimento.

Sobre os REGIOSTARS Awards

Organizados desde 2008 pela Direção-Geral da Política Regional e Urbana da Comissão Europeia, os REGIOSTARS Awards distinguem anualmente projetos financiados pela UE que promovem o desenvolvimento regional e geram impacto duradouro nos territórios.

Além da avaliação do júri, decorrerá entre 3 de setembro e 14 de outubro a votação para o Prémio Escolha do Público. Os finalistas apresentarão os seus projetos perante o júri, em Bruxelas, a 13 de outubro, durante a Semana Europeia das Regiões e dos Municípios.

Os vencedores das cinco categorias e do Prémio Escolha do Público serão anunciados na cerimónia dos REGIOSTARS Awards, a 14 de outubro.



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Trânsito e estacionamento proibidos no Largo Zeca Afonso e no Largo 1.º de Maio, Vila Nova de Santo André, de 30 julho a 3 agosto – Câmara Municipal de Santiago do Cacém

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O IPCA recebeu uma visita da comitiva da CCDR NORTE, no âmbito do Roteiro pela I…

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O IPCA recebeu uma visita da comitiva da CCDR NORTE, no âmbito do Roteiro pela Inovação – iniciativa que acompanha no terreno os projetos financiados por fundos europeus.

O grupo composto por dirigentes do IPCA e executivos da CCDR-N visitou o B-CRIC, Barcelos Collaborative Research and Innovation Centre.

A visita ao Politécnico reuniu ainda o Presidente da Câmara de Barcelos, que sublinhou o contributo da instituição para o desenvolvimento da região, a par da preparação do próximo ciclo de fundos europeus.

Sabe mais: https://ipca.pt/noticia/roteiro-pela-inovacao-da-ccdr-n-passou-pelo-b-cric-e-destacou-impacto-do-politecnico-na-regiao/







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Física Médica na prática: planear e testar a dose que salva vidas

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Antes de um doente receber radioterapia, há um profissional que testa e confirma que a dose de radiação será administrada da melhor forma. É esse trabalho invisível que António Soares, físico médico do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO Porto), realiza diariamente — e que pretende aprofundar no novo Programa Doutoral em Física Médica da Universidade do Porto, que arranca no próximo ano letivo, resultado de uma iniciativa conjunta da Faculdade de Ciências (FCUP), da Faculdade de Medicina (FMUP), do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), e do IPO Porto.

Há três anos a trabalhar no IPO Porto, o maior centro de Física Médica do país, António enfrenta novos desafios diariamente. “Todos os dias temos problemas para resolver e é isso que me motiva”, refere.

Especializado em radioterapia, o físico médico planeia ao detalhe o tratamento de cada paciente. “Há uma forte componente de preparação, sobretudo de controlo de qualidade dos equipamentos”, conta. “O médico decide o volume a tratar e temos de garantir que este é administrado da forma mais eficiente, minimizando a exposição dos tecidos saudáveis”, acrescenta. 

Para garantir que o tratamento decorre exatamente como foi planeado, os físicos médicos recorrem a fantomas — estruturas feitas de materiais que simulam o corpo humano. Estes são colocados num sistema de medição designado por Beamscan, onde é possível verificar se a dose calculada corresponde à radiação efetivamente emitida pelo acelerador linear que tratará o doente. No IPO Porto há 10 destes equipamentos, cada um no seu “bunker”, com toda a segurança. 

“A dose tem de ser planeada milimetricamente” 

Em alguns casos, a radioterapia é administrada durante a própria cirurgia. “Quando o tumor está numa localização de difícil acesso, esta é uma forma mais direta de intervenção”, esclarece.  

Numa operação, “os tempos têm de bater certo”, o que exige uma maior coordenação de toda a equipa: físicos médicos, médicos e técnicos de dosimetria. Nada pode falhar. 

“O procedimento começa logo de manhã cedo. Somos os primeiros a entrar no bloco, a testar os equipamentos – aceleradores móveis – e a confirmar que as leituras do equipamento estão corretas”, explica António Soares. Depois de tudo verificado, avançam para o processo terapêutico em que a radiação que utiliza feixes de eletrões ou de fotões, consoante o tratamento, é emitida diretamente no tumor.  

Catarina Dias fez toda a sua formação na FCUP e está no IPO do Porto a especializar-se em radiologia; João Santos é o responsável pela grupo de investigação de Física Médica; António Soares é especialista em radioterapia. (Foto: SIC.FCUP)

“A dose tem de ser planeada milimetricamente e ajustada doente a doente, tendo em conta as características do tumor”, sublinha João Santos, coordenador científico do Grupo de Física Médica, Radiobiologia & Proteção Contra Radiações, do IPO Porto.  

Esta medição é transversal às grandes áreas da Física Médica: à radioterapia, à radiologia (para diagnóstico) e à medicina nuclear, área que utiliza radiofármacos para diagnóstico e tratamento. Entre as aplicações terapêuticas da medicina nuclear, encontra-se, por exemplo, a utilização de microesferas radioativas para tratar determinados tumores. 

O percurso do especialista em Física Médica

Perante o rigor e responsabilidade, a formação tem um procedimento próprio. “A formação de especialistas em Física Médica é muito semelhante à dos médicos. Depois da licenciatura em física e mestrado em Física Médica, é necessário realizar prática clínica supervisionada em serviços de saúde com idoneidade reconhecida e um exame nacional para obtenção do título de Físico Especialista”, conta João Santos. 

Catarina Dias, 26 anos, está a fazer formação especializada em radiologia. Integra, no IPO Porto, uma equipa de mais de 20 especialistas, internos especializados numa determinada área, investigadores e estudantes de mestrado. Depois da licenciatura em Física, decidiu explorar a Física Médica, área que lhe era até então desconhecida. Confessa que a componente prática de investigação no IPO é fundamental para compreender a área da Física Médica: “Ter os fantomas nas mãos e mexer nos equipamentos faz toda a diferença”.    

O novo Programa Doutoral em Física Médica, com sede na FCUP, pretende precisamente reforçar esta ligação entre investigação, formação avançada e prática clínica, preparando uma nova geração de especialistas para uma área essencial dos cuidados de saúde.

Como remata Pedro Telesdocente da FCUP e diretor deste novo doutoramento, “é o físico médico que equilibra proteção do doente com a eficácia do tratamento”.

As candidaturas à primeira edição do Programa Doutoral em Física Médica decorrem até 1 de setembro de 2026.

Para mais informações, consultar a página do curso.



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