Portugal
CCDR Algarve co novo membro efetivo
O Conselho Diretivo da CCDR Algarve saúda a designação do presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação, como membro efetivo, e da presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Filomena Sintra, como membro suplente do Comité das Regiões da União Europeia.
A designação decorre da Resolução do Conselho de Ministros n.º 49/2026, hoje publicada, que propõe ao Conselho da União Europeia a nomeação de novos representantes dos municípios portugueses naquele órgão consultivo europeu, para o período remanescente do mandato 2025-2030, na sequência das eleições autárquicas de 2025.
O Comité das Regiões da União Europeia assegura a representação das autoridades locais e regionais no processo de decisão europeu, emitindo pareceres sobre iniciativas legislativas e políticas da União Europeia com impacto nos territórios.
Esta designação reforça a participação dos municípios e das regiões na construção europeia.
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Alentejo Central
Beja inaugura escultura em homenagem ao rei-poeta árabe Al-Mu’tamid

A cidade de Beja vai inaugurar, no próximo sábado, dia 13 de junho, pelas 18h00, uma escultura de homenagem a Al-Mu’tamid, rei e poeta árabe nascido em Beja no ano de 1040; a obra, da autoria do prestigiado escultor Silvestre Raposo, ficará instalada no Largo das Portas de Mértola, junto à Caixa Geral de Depósitos.
Para assinalar o momento de inauguração, o evento contará com a participação do músico Paulo Ribeiro, que irá interpretar canções inspiradas nos poemas da autoria da própria figura histórica.
A Simbologia da Obra
A composição escultórica procura evocar os momentos mais marcantes, as vivências e os símbolos que definiram a vida de Al-Mu’tamid, que afirmava ter perdido tudo no final da sua vida, com exceção da sua poesia.
Na estrutura concebida por Silvestre Raposo, os elementos poéticos ganham forma através de várias representações físicas:
- Na parte frontal e lateral: Um castelo erguido sobre um rochedo (com o qual o poeta comparava o seu reino), uma lágrima que simboliza a saudade, uma chave representativa da sua casa perdida no cativeiro e a evocação do jardim da sua infância.
- Na parede traseira: Um coração ferido, uma coroa deixada para trás no passado e uma máscara fúnebre disposta numa campa rasa.
Toda a peça visa celebrar a permanência da palavra escrita e da poesia como um legado intemporal que sobreviveu ao longo de quase mil anos.
Sobre o Escultor
Silvestre Luís Varela Raposo possui um percurso artístico reconhecido a nível nacional e internacional. Formado na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde integrou o Conselho Pedagógico, foi também professor de Design no Instituto Superior D. Afonso III, em Loulé.
O artista conta no seu currículo com cinco monumentos de arte pública e mais de 22 obras patentes em museus e espaços públicos, além de dar nome a uma Casa-Museu. No panorama literário, publicou vários livros de poesia, dois dos quais editados em Pontevedra, na Galiza. O seu trabalho é transversalmente marcado por dois valores fundamentais: a paz e a cultura.
Portugal
Delegação do PS visita instalações de Algés

O IPMA recebeu hoje a delegação do Partido Socialista (PS) nas instalações de Algés. A visita decorreu no âmbito da iniciativa “Rota pela Economia do Mar”, promovida pelo secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro.
Liderada pelo o próprio secretário-geral e integrando membros da comissão nacional e deputados do grupo parlamentar do PS, a comitiva foi recebida pelo presidente do instituto, José Guerreiro, pela diretora do Departamento do Mar e Recursos Marinhos, Ivone Figueiredo.
Após a apresentação do IPMA e do seu plano estratégico para 2025/2028, os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer o edifício Hub Azul – Polo Oeiras Mar, que ambiciona apoiar o fortalecimento da infraestrutura científica nacional de suporte à economia azul, através da integração de meios tecnológicos, do conhecimento e da inovação nas áreas do Mar e da Atmosfera.
A deslocação da delegação ao IPMA culminou com a visita ao Biotério, ao Laboratório de Biotoxinas Marinhas e ao Laboratório de Patologia.
Portugal
CM Pampilhosa da Serra / Dia Internacional do Brincar aproximou gerações em Pampilhosa da Serra

O Município de Pampilhosa da Serra associou-se, no dia 11 de junho, à iniciativa “Hora do Brincar”, promovida no âmbito do Dia Internacional do Brincar, reforçando o seu compromisso enquanto membro da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras.
A celebração envolveu as Escolas e IPSS do concelho, através de diversas atividades e desafios dirigidos às crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo, proporcionando momentos de diversão, criatividade e aprendizagem.
Este ano, a iniciativa assumiu um significado ainda mais especial ao promover o encontro entre os mais novos e os participantes das Eiras da Brincadeira Sénior. Num ambiente de alegria e cumplicidade, crianças e seniores partilharam experiências, jogos e sorrisos, num verdadeiro exemplo de convivência e enriquecimento intergeracional.
A iniciativa contou com a presença da Vice-Presidente da Câmara Municipal, Alexandra Tomé, e com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Pampilhosa da Serra, da Casa da Criança da Santa Casa da Misericórdia de Pampilhosa da Serra, da Associação de Solidariedade Social de Dornelas do Zêzere e da CPCJ de Pampilhosa da Serra.
Através da participação nesta ação internacional, o Município associou-se a um movimento que procura chamar a atenção para a importância do brincar livre no desenvolvimento das crianças, defendendo este direito fundamental e incentivando a sua valorização junto das famílias, escolas e comunidades.
Portugal
Bustos de escritores “invadem” arcadas da Reitoria da U.Porto

Alguns têm ligação à Universidade do Porto, outro com a cidade do Porto. Rostos, Palavras e Cidade é uma exposição que apresenta bustos de escritores que, através das suas narrativas, nos revelam épocas, perspetivas e histórias, reais ou inventadas, que nos fazem imaginar a cidade. Para conhece a partir de 17 de junho, nas arcadas do edifício da Reitoria.
Já nos habituamos a ver as obras dos escultor Helder de Carvalho com base em textos de escritores como Gonçalo M. Tavares, João Habitualmente, José Eduardo Guimarães, João Luís Barreto Guimarães, entre outros, obras que resultaram do projeto As Sombras que não quero ver. Agora, chegou a altura de conhecermos a sua interpretação, em forma de bustos, das figuras de alguns escritores ligados não só à Universidade do Porto, mas também à cidade.
Um deles é Camilo Castelo Branco (1825-1890) que, depois de uma curta passagem pela Escola Médico-Cirúrgica e pela Academia Politécnica do Porto (antecedentes da Universidade do Porto). O relacionamento amoroso com Ana Plácido resultou num escandaloso processo de adultério e o casal foi encarcerado na Cadeia da Relação do Porto, em 1860, tendo sido absolvido passado cerca de um ano. Expoente máximo do romantismo, produziu obras intemporais como Amor de Perdição ou A Queda de um Anjo.

Eça de Queiroz será uma das figuras a “observar a cidade”, das arcadas do edifício da reitoria da U.Porto
Outro nome incontornável é Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004). Foi no Porto que a escritora nasceu e viveu os períodos da infância e adolescência que iriam influenciarama sua obra. Vivências junto ao mar e também na Casa Andresen e na Quinta do Campo Alegre (dos avós), território fértil ao imaginário que se viria a refletir, mais tarde, nos poemas e contos. Local que abriga hoje a Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva do Museu de História Natural e da Ciência, assim como o Jardim Botânico da Universidade do Porto.
Eça de Queirós é outra das figuras representadas. Completou os estudos secundários no colégio da Lapa e casou na capela de Santo Ovídio, na já desaparecida Quinta de Santo Ovídio, que ficava numa zona situada entre Praça da República e a Rua de Cedofeita, no Porto. Aqui fez parte do “Grupo dos Cinco” que visitava regulamente e do qual faziam parte Antero de Quental, Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro e Oliveira Martins. Figuras centrais do movimento literário português do século XIX. Foi no Porto que, em 1889, Eça lançou a Revista de Portugal.
Almeida Garrett, ou João Leitão da Silva nasceu em 1799, na antiga Rua do Calvário, atual Rua Dr. Barbosa de Castro, na freguesia da Vitória, no Porto. Depois de vivido em França e Inglaterra, fez parte do Desembarque do Mindelo e do Cerco do Porto em 1832 e 1833. Fundou o Jornal Regeneração, a propósito do movimento da regeneração. Para além da intervenção política, também revivemos Almeida Garrett através da obra literária que nos deixou, através de livros como As Viagens na Minha Terra, Folhas Caídas e Frei Luís de Sousa, a peça que escreveu para teatro.

Manuel António Pina será um dos “rostos” da exposição.
Trabalhou como jornalista e editor, durante três décadas, no Jornal do Notícias. Também é autor de livros para a infância, juventude e de diversos textos poéticos. Manuel António Pina tem toda uma vida professional, cultural e social que o liga à cidade do Porto. Os desenhos, rascunhos de poemas, correspondência, cadernos e originais dos seus livros encontram-se no Centro de Estudos da Cultura em Portugal (CECP), organismo criado pela FLUP para acolher, tratar e investigar acervos documentais relevantes para a cultura e literatura portuguesas.
Fernando Pessoa tem uma ligação mais ténue ao Porto, mas encontra aqui um ponto de ressonância pela figura de Ricardo Reis (heterónimo que nasce no Porto e estuda num colégio de Jesuítas) e pela relação com a revista A Águia, com sede na Rua dos Mártires da Liberdade, da qual foi colaborador.
Miguel Torga, não é natural do Porto, mas integrou a cidade na sua vida intelectual e afetiva, com o Café Ceuta como lugar de tertúlias. Agustina Bessa-Luís viveu no Porto, no Campo Alegre. Foi doutorada Honoris Causa pela Universidade do Porto, pela “personalidade de prestígio no campo literário”, e pelo caráter motivador ” e por ter inspirado “importantes estudos académicos”. Eugénio de Andrade fez do Porto berço de adoção, residindo na Foz do Douro, refletindo a cidade na sua obra e a quem a U.Porto também atribuiu o Grau de Doutor Honoris Causa.
Luís Vaz de Camões é representado pela dimensão do respetivo património literário, nomeadamente através de uma rara primeira edição de Os Lusíadas, guardada no Ateneu Comercial do Porto.
Com materiais como o gesso e a chapa de alumínio, as esculturas exploram uma “tensão entre tradição e contemporaneidade”, afirma Hugo Barreira que, juntamente com Angélica Carvalho, assina a curadoria da exposição.
“Partindo do conceito de busto, as formas desenvolvem-se de modo livre, revelando um processo aberto onde permanecerá visível o gesto que modela e transforma a matéria. São perecíveis e delicadas, realizadas em materiais leves, estando sujeitas à condição de efemeridade”, remata.
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