Portugal
IPMA recebe crianças em Algés

No âmbito do projeto Mar dos Pequeninos, duas turmas do Ensino Básico do Colégio Quinta do Lago visitaram, no dia 20 de fevereiro, as instalações do IPMA em Algés, onde tiveram a oportunidade de realizar duas atividades distintas.
Focada na ecologia e fisiologia dos animais marinhos, bem como na sensibilização para problemas como a poluição marinha e as alterações climáticas, a atividade “O meu peixe está feliz?” despertou a curiosidade dos alunos do 4.º ano. As crianças foram convidadas a avaliar o bem-estar de organismos marinhos utilizados em ensaios científicos, através da observação do seu comportamento e das suas características físicas, e aprender como fazer a monitorização de parâmetros ambientais, como a temperatura e a salinidade da água.
Já os alunos do 3. Ano realizaram a atividade “Todos Diferentes, Todos no Mesmo Mar”, que abordou temas como a biodiversidade marinha, os conceitos básicos de herança genética, evolução e extinção. Através de jogos, os alunos exploraram a transmissão de características entre gerações e analisaram o impacto de catástrofes ambientais na sobrevivência das espécies, tendo ainda visualizado vídeos para enquadrar o tema da extinção de animais, como o cavalo-marinho, seguidos de debate em grupo.
O IPMA disponibiliza ações educativas dedicadas às temáticas do mar e da atmosfera que aproximam a ciência da sociedade. Estas iniciativas dão a conhecer o trabalho científico desenvolvido na instituição e reforçam o seu compromisso com a promoção da literacia científica, contribuindo para uma cidadania mais informada e consciente.
Portugal
Alentejo 2030 abre concurso de 4,5 milhões de euros para projetos de reabilitação e regeneração urbanas

O Programa Regional Alentejo 2030 tem abertas candidaturas ao aviso “Reabilitação e Regeneração Urbanas (ITI)”, que disponibiliza uma dotação FEDER de 4,5 milhões de euros para apoiar investimentos destinados à qualificação e revitalização dos centros urbanos da região.
O concurso pretende promover intervenções que reforcem a atratividade dos espaços urbanos, contribuam para a fixação de população, melhorem a qualidade de vida dos cidadãos e respondam aos desafios da descarbonização, da digitalização e da sustentabilidade ambiental.
São elegíveis projetos de reabilitação e regeneração urbanas, incluindo a reabilitação de edifícios, a requalificação de espaços públicos e a criação de novos equipamentos coletivos e espaços urbanos de referência, privilegiando soluções alinhadas com os princípios da New European Bauhaus (NEB), da eficiência energética e da inclusão social.
O apoio destina-se aos municípios de Alcácer do Sal, Aljustrel, Almeirim, Beja, Benavente, Cartaxo, Castro Verde, Coruche, Estremoz, Évora, Grândola, Montemor-o-Novo, Moura, Odemira, Reguengos de Monsaraz, Rio Maior, Santarém, Santiago do Cacém, Serpa, Sines e Vendas Novas.
Com uma taxa máxima de cofinanciamento FEDER de 85%, a dotação disponível encontra-se distribuída pelas Comunidades Intermunicipais abrangidas da seguinte forma:
CIM Baixo Alentejo (CIMBAL): 1.610.400 €
CIM Alentejo Central (CIMAC): 1.409.100 €
CIM Lezíria do Tejo (CIMLT): 1.006.500 €
CIM Alentejo Litoral (CIMAL): 474.000 €
Entre os objetivos do concurso destacam-se a valorização dos espaços públicos, a melhoria da eficiência energética dos edifícios, a promoção da mobilidade urbana sustentável, a criação de ambientes urbanos mais inclusivos e acessíveis e o reforço da coesão territorial.
As operações apoiadas deverão contribuir para a qualificação dos centros urbanos e para a criação de condições mais favoráveis à atração de residentes, visitantes, investimento e atividade económica.
O período de candidaturas decorre em regime faseado, sendo a primeira data de encerramento a 31 de agosto de 2026, prolongando-se a apresentação de candidaturas até 30 de junho de 2027.
Consulte o avisos de concurso AQUI.
Submissão de Candidaturas: Balcão dos Fundos.
Portugal
EDIA reforça dotações de rega em Alqueva

Portugal
Como ver um eclipse solar com Ciência(s)

João Lima, astrofísico solar e professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), já tem tudo planeado. No dia 11 de agosto, parte de carro para Espanha. A missão é assistir ao eclipse total do Sol no dia seguinte. Um privilégio que, em Portugal, estará reservado a quem viver em Rio de Onor, no concelho de Bragança.
No resto do país, o eclipse solar será apenas parcial. “O céu não fica completamente escuro, como acontece durante um eclipse total, mas escurece bastante. É uma espécie de crepúsculo muito intenso”, explica o também investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA).
Apesar da curta distância entre Rio de Onor e Bragança, a diferença é suficiente para que o eclipse deixe de ser total. “O alinhamento já não é perfeito”, justifica. Em Bragança, a percentagem de ocultação do sol é 99,9% e, no Porto, será de 98,8%.
“É um acontecimento raríssimo. Portugal encontra-se no extremo sudoeste duma estreita faixa de totalidade e, neste caso, essa faixa, em Portugal, atravessa unicamente Rio de Onor”, esclarece, destacando o que torna este fenómeno tão particular no nosso país.
Em Rio de Onor, a totalidade durará 26 segundos e será atingida por volta das 19h30. Em Lugo, na Galiza, prolongar-se-á por cerca de 1 minuto e 24 segundos — um detalhe que levou João Lima a planear a viagem com quase um ano de antecedência. “Se pudesse, escolheria ir a Luxor, no Egito a 2 de agosto 2027, onde se observará um eclipse total do Sol com duração de 6 minutos e 20 segundos”, conta.
Conselhos para ver o eclipse
Por cá, para quem queira observar o eclipse, João Lima deixa uma mensagem fundamental e alguns conselhos. “Tenho visto muita desinformação nas redes sociais, onde se sugere o uso de radiografias, por exemplo. É fundamental combater isso“, alerta. “Só existe uma forma segura de observar o eclipse: com óculos de observação de eclipse solar devidamente certificados”, reforça.
Estes óculos estão a ser distribuídos, por exemplo, em centros de Ciência Viva, como o Planetário do Porto. Para isso, basta apenas adquirir bilhete para assistir ao filme imersivo 3CLIPSE sobre o “trio ibérico” de eclipses solares que irá acontecer em 2026, 2027 e 2028.
Mesmo utilizando os óculos certificados, o aconselhável é observar o Sol apenas durante breves períodos, alternando a observação entre as pessoas. “Os óculos aquecem bastante durante a observação”, explica. O docente da FCUP aconselha também a especial vigilância com as crianças.
Para visualização deste fenómeno, o local é também fundamental. Na costa ocidental portuguesa, o ideal é junto às praias. Para ter a certeza do melhor local, “façam um ensaio”, aconselha João Lima.
“Se, na véspera, à mesma hora, conseguirem ver o Sol do local escolhido, então, caso o céu não esteja completamente tapado de nuvens, conseguirão observar o eclipse, no dia 12”, sugere o astrofísico. Quem estiver no interior deve procurar um local elevado, como uma colina, um miradouro ou mesmo a varanda de um edifício voltada para oeste.

João Lima é Professor Auxiliar do Departamento de Física e Astronomia da FCUP e investigador do IA/U.Porto. (Foto: U.Porto)
O fascínio de um eclipse total
Para quem quiser ver o eclipse total do Sol, é fundamental o planeamento. O professor da FCUP recorda o eclipse de 2024, na América do Norte: “Houve enormes congestionamentos, pessoas que ficaram horas no trânsito para conseguir chegar à faixa de totalidade. Por isso, a preparação é fundamental. “Vou levar água, comida e powerbanks para poder carregar o telemóvel”, conta.
João Lima irá com antecedência para Lugo e aconselha o uso de estradas e não autoestradas, pois há maior flexibilidade em caso de acidentes e de muito trânsito.
Há um entusiasmo coletivo à volta dos eclipses (sobretudo os eclipses totais do Sol). E não é para menos. O astrofísico solar descreve o que torna este fenómeno tão especial e extraordinário: “Quando o eclipse do Sol é total, o disco solar fica completamente ocultado pela Lua, permitindo observar a corona solar, que é uma das camadas da atmosfera do Sol, onde o plasma atinge temperaturas da ordem de centenas de milhares de graus”. Esta parte da atmosfera do Sol é impossível de ser observada quando o Sol “não está tapado” devido, precisamente ao seu brilho tão intenso.
Mas há mais: existem fenómenos que são acontecem num eclipse total do Sol, como o efeito do “anel diamante” e as “pérolas de Baily”. Estes resultam da irregularidade da superfície da Lua, que possui montanhas e vales.
“Quando os últimos raios solares passam através desses vales, forma-se o chamado “anel de diamante”, um dos momentos mais impressionantes de um eclipse total do Sol”, conta.
É um fenómeno especial e que mobiliza milhões de pessoas. O que está por detrás do que vemos? O Sol é cerca de 400 vezes maior do que a Lua, mas também está cerca de 400 vezes mais longe da Terra do que o nosso satélite natural. Esta coincidência faz com que ambos pareçam ter praticamente o mesmo tamanho no céu, permitindo que a Lua cubra quase exatamente o disco solar durante um eclipse total.
Mesmo a observação de um eclipse parcial, é um momento raro e uma experiência marcante para viver nas férias, em família, desde que em segurança e bem preparado.
Portugal
1.º Fórum ReFOOD4North: Ciência, Território e SustentabilidadeRecordamos o no…

1.º Fórum ReFOOD4North: Ciência, Território e Sustentabilidade
Recordamos o nosso primeiro Fórum!
Este foi um encontro que reuniu investigadores, especialistas, representantes institucionais, produtores regionais e a comunidade!
Foram promovidos debates sobre os desafios e oportunidades dos sistemas alimentares, abordando vários temas como as refeições funcionais, a sustentabilidade e resiliência da produção alimentar, os estilos de vida saudáveis e a governança territorial.
Na Feira de Produtos Regionais, os produtores deram a conhecer os seus produtos!
A forte participação do público tornou este primeiro fórum um verdadeiro espaço de diálogo e construção coletiva!
Agradecemos a todos os oradores, moderadores, convidados, produtores e participantes que contribuíram para o sucesso desta primeira edição.
Juntos, continuamos a promover sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e inovadores.
Conhece-nos de perto em: www.refood4north.utad.pt
#ReFOOD4North #UTAD #Fórum #Ciência #Território #Sustentabilidade



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