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Pintor (m/f) – Águeda


Na iUTalent, acreditamos que o verdadeiro sucesso nasce da combinação perfeita entre pessoas felizes, talento genuíno, compromisso inabalável e o poder da tecnologia. Neste momento, estamos à procura de Pintor
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Alumna da FCUP premiada no primeiro workshop ibérico de magnetismo


Catarina Lemos, mestre em Engenharia Física pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), foi distinguida, em Braga, com o 2.º lugar do prémio de melhor póster pelo seu trabalho na área da computação neuromórfica, que imita o funcionamento do cérebro humano, e que poderá contribuir para uma nova geração de computadores mais eficientes e inteligentes. O prémio foi atribuído durante a primeira edição do workshop ibérico de magnetismo (1st Iberian Workshop in Magnetism), organizada pelo Núcleo Português de Magnetismo (NPM) e o Club Español de Magnetismo (CEMAG), no qual a alumna da FCUP apresentou a sua investigação realizada nos laboratórios do IFIMUP – Instituto de Física de Materiais Avançados, Nanotecnologia e Fotónica.
Catarina destacou-se com o póster “Magnetic Nanowire Networks as Reconfigurable Physical Reservoirs For Neuromorphic Computing“. “No trabalho que levei ao workshop, decidi ir mais além do que tinha feito no mestrado: foquei-me na utilização do magnetismo para conseguir controlar redes de nanofios de modo a obter computação neuromórfica, mais eficiente e com menor consumo energético“, conta Catarina, que defendeu, no ano letivo 2024/2025, a sua dissertação de mestrado orientada por Rui Costa, Catarina Dias e João Ventura.
Em concreto, a jovem investigadora estudou o uso de redes desorganizadas de nanofios de níquel para aplicações em computação neuromórfica. “Um dos grandes desafios atuais é o elevado consumo de energia associado à computação, que é agravado pelo crescimento da inteligência artificial, tanto em grandes data centers como nas aplicações que utilizamos diariamente”, contextualiza.


Foto: DR
O nosso cérebro continua a ser o melhor computador
As arquiteturas computacionais tradicionais, baseadas no modelo de von Neumann, apresentam limitações na forma como processam e transferem informação, tornando-se cada vez menos eficientes para responder às necessidades energéticas dos algoritmos de IA. Por esse motivo, os físicos experimentais e engenheiros físicos têm desenvolvido diferentes abordagens, como a computação neuromórfica.
“O nosso cérebro continua a ser o melhor exemplo de computador que existe. Até mesmo o cérebro de uma mosca é um melhor computador do que algo que tenhamos criado. Consome apenas cerca de 20 W de potência e é capaz de realizar tarefas extremamente complexas através de biliões de neurónios e triliões de sinapses”, sublinha.
Neste caso, as redes que Catarina Lemos está a estudar apresentam, precisamente, uma topologia semelhante à das redes neuronais biológicas, o que lhes confere propriedades muito interessantes para o desenvolvimento de hardware neuromórfico. A rede funciona como um reservatório computacional, explorando a sua dinâmica física para processar informação. “Durante o meu mestrado, demonstrei que estas redes exibem comportamento memristivo, uma característica essencial que pode ser utilizada para este tipo de computação”, refere.
O objetivo de Catarina é aprofundar este trabalho já no próximo ano no Programa Doutoral MAP-Fis em Física. “Gosto imenso deste tema e tenho uma enorme motivação para continuar a investigar nesta área, porque acredito que a computação neuromórfica tem um enorme potencial para se tornar uma tecnologia viável e energeticamente eficiente. O que mais me fascina é mesmo a semelhança entre a topologia destas redes de nanofios e a organização do cérebro biológico”, remata.
Parte da capacidade de memória e processamento do cérebro está associada à própria estrutura das suas ligações. Desta forma, compreender e reproduzir essas características em sistemas artificiais poderá abrir caminho para uma nova geração de computadores mais eficientes e inteligentes.
O 1st Iberian Workshop on Magnetism decorreu no INL – International Iberian Nanotechnology Laboratory, de 29 de junho a 3 de julho, e destinou-se principalmente a estudantes de doutoramento e investigadores em pós-doutoramento em início de carreira que trabalham na área do magnetismo e em áreas afins. O objetivo foi promover o intercâmbio científico e a colaboração no seio da comunidade ibérica de magnetismo, proporcionando um ambiente propício para que os jovens investigadores apresentem os seus trabalhos e interajam com colegas e cientistas mais experientes.
Portugal
A feira da conversa encheu Vila Nova da Baronia antes de a música começar


Centenas de pessoas passaram pelo recinto logo nas primeiras horas e as tasquinhas encheram antes dos concertos. O crescimento do certame confirma a sua importância para o concelho de Alvito, mas expõe também os limites das atuais infraestruturas.
A Feira Anual de Vila Nova da Baronia abriu na noite de sexta-feira, 17 de julho, com centenas de pessoas no recinto e uma ocupação elevada das tasquinhas ainda antes do início dos concertos.
A adesão registada nas primeiras horas confirmou a capacidade de atração de um certame que, ao longo dos últimos anos, ganhou dimensão no concelho de Alvito. Durante três dias, a feira junta música, gastronomia, produtos regionais, expositores, associações e atividades ligadas às tradições locais.
Na noite de abertura, as atuações dos Vizinhos e dos Los Romeros deram início ao programa musical. Mas, antes de a música ocupar o recinto, já as mesas, os balcões e os espaços de circulação revelavam uma afluência que ultrapassava o simples público dos concertos.
Segundo José Efigénio, presidente da Câmara Municipal de Alvito, havia já centenas de pessoas no espaço enquanto se aguardava o início dos espetáculos. As tasquinhas encontravam-se, de acordo com o autarca, praticamente lotadas.
A imagem da primeira noite ajuda a compreender o lugar que a feira passou a ocupar na vida de Vila Nova da Baronia. Não é apenas um programa de animação de verão nem uma sucessão de concertos gratuitos. É um acontecimento que concentra, durante alguns dias, habitantes, antigos residentes, famílias, comerciantes e visitantes vindos de outras localidades.
Muitos vilanovenses regressam à terra nesta altura do ano para reencontrar familiares e amigos. A feira recupera, assim, uma das funções mais antigas destes certames: criar um lugar comum onde as pessoas se encontram, trocam notícias e restabelecem ligações interrompidas pela distância.
Uma feira que cresceu desde 2022
O atual executivo municipal reorganizou o certame em 2022. Desde então, segundo o presidente da Câmara de Alvito, a procura por lugares destinados a expositores e tasquinhas tem aumentado de ano para ano.
A organização dispõe atualmente de mais candidaturas do que espaços disponíveis. Existem listas de espera, embora o número de tasquinhas e expositores não tenha crescido na mesma proporção.
Para José Efigénio, esta procura constitui um sinal da transformação alcançada pela feira. O objetivo da autarquia é continuar a melhorar a oferta e criar condições para receber mais participantes e visitantes.
O crescimento, porém, começa a enfrentar limitações concretas. O recinto não pode ser ampliado indefinidamente e as infraestruturas existentes aproximam-se da sua capacidade máxima.
Entre os principais problemas identificados está o fornecimento de eletricidade. Segundo o presidente da Câmara, a capacidade elétrica disponível encontra-se próxima do limite, condicionando a instalação de mais equipamentos de diversão, estruturas comerciais e espaços destinados aos feirantes.
A solução passa pela construção de um novo posto de transformação. A autarquia dispõe de um projeto de requalificação do recinto, que prevê igualmente a reorganização das entradas e a criação de melhores condições de utilização, mas ainda não garantiu o financiamento necessário para concretizar o investimento.
A expansão da feira deixou, por isso, de depender apenas da vontade da organização ou do interesse dos participantes. Passou a depender da capacidade de adaptar o espaço a uma procura que cresce mais depressa do que as infraestruturas.
Um impulso para o comércio local
A abertura do certame teve também reflexos na atividade económica do concelho. De acordo com José Efigénio, os restaurantes e as unidades de alojamento registaram uma procura elevada durante o fim de semana da feira.
Não existem, até ao momento, dados públicos que permitam calcular com precisão o impacto económico do acontecimento. Ainda assim, a ocupação das tasquinhas, a procura por espaços de exposição e o movimento registado na restauração e no alojamento mostram que a feira ultrapassa as fronteiras do recinto.
Para um concelho de baixa densidade populacional, a concentração de visitantes durante vários dias representa uma oportunidade de divulgação do território, dos produtos regionais e da atividade das associações e dos agentes económicos locais.
A feira permite mostrar Vila Nova da Baronia e o concelho de Alvito a públicos que, de outro modo, poderiam não passar pelo território. O desafio será transformar essa passagem numa relação mais duradoura, capaz de gerar novas visitas e maior reconhecimento da região.
A antiga “Feira da Conversa”
A Feira Anual de Vila Nova da Baronia possui uma ligação histórica ao comércio de gado, aos produtos agrícolas e à vida das populações rurais.
Durante anos, ficou conhecida localmente como a “Feira da Conversa”. A designação descrevia um certame onde se ia não apenas para comprar ou vender, mas também para encontrar pessoas, saber notícias e participar na vida comunitária.
O comércio de gado deixou de ocupar o lugar que teve no passado. A feira ganhou palcos, artistas, iluminação, diversões e uma programação destinada a públicos mais diversificados. Mas a conversa permaneceu.
“É a feira da conversa, mas é a feira da conversa com muito mais gente para conversar”, afirmou José Efigénio.
A frase resume a transformação do certame. Vila Nova da Baronia modernizou a feira sem abandonar inteiramente a sua origem. Ao lado dos concertos e dos equipamentos de diversão, continuam as mesas, os reencontros e as conversas que atravessam a noite.
A edição de 2026 prossegue até domingo, 19 de julho. Os Delfins e os Turb’O Baile atuam este sábado, enquanto Sara Correia encerra o programa no domingo. A entrada no recinto é gratuita.
Na noite da abertura, porém, a primeira conclusão já estava à vista: antes de começar a música, a feira já tinha começado.
Começou quando as pessoas chegaram, ocuparam as mesas e voltaram a reconhecer-se umas às outras.
Portugal
As Terras de Trás-os-Montes deram um passo pioneiro na ação climática, com a apr…


As Terras de Trás-os-Montes deram um passo pioneiro na ação climática, com a apresentação do projeto ECO-SMART TTM – Ação Climática Comum nas Terras de Trás-os-Montes: Compromisso com o Futuro, uma iniciativa que envolve os nove municípios da CIM-TTM e conta com o apoio do NORTE 2030.
Na sessão, a Vice-Presidente da CCDR NORTE para a área do Ambiente, Gabriela Leite, destacou que este foi o primeiro Plano Sub-regional de Ação Climática aprovado em Portugal, sublinhando que o interior pode liderar a resposta aos desafios das alterações climáticas através da cooperação entre municípios e de uma estratégia comum.
Com um investimento de cerca de 370 mil euros, cofinanciado pelo NORTE 2030, o projeto reforça a resiliência do território, promove instrumentos partilhados de monitorização e gestão climática e demonstra que a transição climática pode ser uma oportunidade para criar valor, reforçar a coesão territorial e melhorar a qualidade de vida das comunidades.







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CM Vagos / Exposição de Fotografia Itinerante “Um Mundo Colorido de Aranhas” na Biblioteca Municipal João Grave


A Biblioteca Municipal João Grave, em Vagos, recebe entre os dias 1 de julho e 31 de agosto de 2026 a exposição de fotografia itinerante “Um Mundo Colorido de Aranhas”, uma iniciativa do Departamento de Biologia, com curadoria de Aldiro Pereira.
A mostra reúne trabalhos fotográficos de Aldiro Pereira, António Vieira e Fábio Gomes, que apresentam ao público um olhar singular sobre o universo das aranhas. Através de imagens de grande detalhe e qualidade estética, os autores revelam a beleza, a complexidade e a diversidade destes organismos, muitas vezes ignorados ou incompreendidos.
Cada fotografia constitui um testemunho da sensibilidade e do rigor científico dos fotógrafos, captando pormenores dificilmente percetíveis a olho nu e convidando os visitantes a descobrir um mundo fascinante, repleto de formas, cores e texturas únicas.
Apesar de frequentemente associadas ao medo e a mitos culturais, as aranhas têm desempenhado um papel simbólico relevante ao longo da história. Desde a mitologia grega, com a figura de Aracne, até às tradições egípcias, hindus ou do leste europeu, estes aracnídeos surgem associados a significados como proteção, criação ou persistência. Na natureza, destacam-se precisamente pela sua paciência e eficácia em técnicas de caça.
Do ponto de vista biológico, as aranhas distinguem-se por possuírem oito patas, ao contrário dos insetos, e quelíceras que utilizam para inocular veneno. O seu corpo divide-se em cefalotórax e abdómen, sendo neste último que se encontram as fieiras responsáveis pela produção de seda — elemento essencial para a construção das suas teias, que variam em forma e função consoante a espécie.
Enquanto predadoras generalistas, as aranhas desempenham um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas, contribuindo para o controlo de populações de insetos, incluindo potenciais pragas agrícolas. Simultaneamente, constituem alimento para diversas espécies, como pequenos répteis, anfíbios e outros invertebrados, integrando cadeias alimentares complexas e essenciais.
Com uma extraordinária capacidade de adaptação, as aranhas podem ser encontradas em praticamente todos os habitats do planeta, desde florestas tropicais a desertos áridos e até em altitudes elevadas, como nos Himalaias. Em Portugal, estão identificadas cerca de mil espécies, sendo apenas duas potencialmente associadas a condições médicas — a Viúva-Negra Mediterrânica e a Aranha-Violino — que, ainda assim, são geralmente inofensivas e evitam o contacto com o ser humano.
A exposição integra uma dimensão científica rigorosa, contando com a revisão de Jorge Henriques (CESAM/DBIO) e Cristóvão Belperin (CESAM/DBIO), responsáveis pela identificação das espécies e pela elaboração das respetivas legendas, reforçando o carácter educativo da iniciativa.
Com esta proposta, pretende-se promover uma maior compreensão e valorização destes importantes organismos, contribuindo para desmistificar preconceitos e reforçar a importância da biodiversidade.
A iniciativa insere-se na estratégia cultural da Câmara Municipal de Vagos, que aposta numa programação diversificada e contínua, promovendo o acesso à cultura e incentivando a participação da comunidade. A Biblioteca Municipal João Grave afirma-se, assim, como um espaço de dinamização cultural, aberto à inovação, à arte e à ciência.
A colaboração com entidades como a Universidade de Aveiro reforça esta missão, aproximando a investigação científica do público e promovendo a reflexão sobre temas relevantes como a sustentabilidade e a preservação ambiental.
Horário de visita:
- Segunda a sexta-feira: 10h00 – 12h30 e 14h00 – 18h00
- Sábados: 10h00 – 13h00
A entrada é livre.



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