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Conversas com autores e atividades infantis marcam Feira do Livro de Lamego


A Feira do Livro de Lamego afirmou-se, este ano, como um dos maiores eventos culturais do concelho e da região. Com a introdução de várias novidades, a programação combinou apresentações de livros, conversas com autores, atividades infantis, cinema e música.
Num ambiente pensado para estimular a imaginação e o gosto pela leitura, o Parque Isidoro Guedes foi um espaço privilegiado de encontro entre a literatura, a música e a cultura, acolhendo iniciativas acarinhadas por públicos de todas as idades.
Nesta edição, a Feira do Livro contou com a participação de personalidades de referência do panorama cultural português, como Pedro Chagas Freitas, Luís Osório, Madalena Sá Fernandes, Ricardo Ribeiro e Lavoisier, que deram vida a conversas, apresentações e concertos, rodeados de livros.
A programação incluiu ainda animação infantil e a “Tendinha do Cinema” de entrada livre, permitindo aos visitantes desfrutar das iniciativas culturais e visitar a exposição presente no recinto.
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Inteligência artificial ajuda a controlar doenças respiratórias em crianças




A auscultação pulmonar através de smartphone, combinada com inteligência artificial (IA), pode constituir uma alternativa promissora para a telemonitorização respiratória pediátrica, concluiu um grupo de investigação liderado por cientistas da unidade de investigação RISE-Health e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).
Este é o primeiro estudo a aplicar um modelo de IA para detetar ruído respiratório agudo, semelhante a um assobio ou “chiado no peito” através de sons respiratórios gravados por smartphone e contou com a participação de 217 crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 0 e os 17 anos.
Os resultados revelaram que o modelo de IA desenvolvido por este grupo de investigadores nacionais registou uma precisão de 87% na deteção de ruídos respiratórios, um resultado considerado promissor por Cristina Jácome e Inês Pais-Cunha, coordenadoras do estudo e investigadoras da RISE-Health e da FMUP.
“Atualmente, o modelo padrão para o diagnóstico e o acompanhamento de doenças respiratórias pediátricas baseia-se na avaliação clínica presencial. Neste formato, o médico recolhe o histórico de sintomas junto dos pais e da criança, realiza o exame físico — recorrendo ao estetoscópio tradicional para detetar sinais acústicos como sibilos ou fervores — e solicita exames complementares, tais como a espirometria”, explicam.
De acordo com as especialistas, “no modelo tradicional, existe uma dificuldade em detetar os períodos de agudização entre as consultas. A gestão clínica depende, assim, de uma avaliação indireta do controlo da doença, o que pode introduzir subjetividade e levar a decisões terapêuticas menos precisas”.
O futuro do diagnóstico
No estudo publicado na revista científica European Journal of Pediatrics e que integrou 2.020 gravações de sons respiratórios através de smartphones, as especialistas concluem que “a auscultação por smartphone é uma tecnologia promissora para integrar em sistemas de monitorização remota”.
“A ampla disponibilidade de smartphones equipados com microfones de alta qualidade oferece uma solução prática, não invasiva e escalável para a gravação de sons respiratórios em ambientes clínicos e domésticos, eliminando assim a necessidade de dispositivos adicionais e permitindo a recolha de dados através de uma única ferramenta familiar”, pode ler-se no trabalho científico.
Segundo as investigadoras, “a auscultação pulmonar através do smartphone torna-se especialmente valiosa nos cuidados pediátricos, uma vez que contorna a barreira da necessidade de cooperação ativa da criança”, sendo esta uma “tecnologia que viabiliza e escala a monitorização à distância, funcionando como um pilar central para futuros Sistemas de Apoio à Decisão Clínica”.
As investigadoras indicam ainda que, além da identificação de sibilos, “estas gravações poderão também ser analisadas para identificar outros sons, designados por fervores ou crepitações (crackles), que são biomarcadores acústicos essenciais para o diagnóstico e monitorização de crianças com doenças respiratórias crónicas, como fibrose quística, e com infeções do trato respiratório inferior, como a pneumonia”.
Liderado por Cristina Jácome (RISE-Health/FMUP), o artigo científico “Wheeze detection in real-world pediatric care: AI applied to smartphone lung auscultation”, contou com a participação de Inês Pais-Cunha, Maria Catarina Silva, Henrique Ferreira-Cardoso, João Fonseca e Inês Azevedo, investigadores da FMUP e da unidade de investigação RISE-Health, a par de outros investigadores nacionais, nomeadamente da Universidade de Coimbra.
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DIVULGAÇÃO | Plano Nacional de Saúde 2030


O Plano Nacional de Saúde 2030 (PNS 2030), coordenado pela Direção-Geral da Saúde, constitui o documento estratégico de referência para a política pública de saúde em Portugal na presente década, sob o lema “Saúde Sustentável: de tod@s para tod@s”. Neste enquadramento, o PNS 2030 partilha o Policy Brief “Saúde Sustentável nas Autarquias: da Participação Local à Ação Multissetorial”, dirigido a decisores de âmbito local.
Este documento constitui um apelo à ação, convocando as autarquias a assumir um papel ativo na liderança da ação inter e multissetorial, na mobilização de diferentes stakeholders e na concretização, a nível local, dos compromissos que permitam alcançar mais saúde sustentável e bem-estar, em alinhamento com os PLS e com o PNS 2030.
O Policy Brief apresenta cinco recomendações principais, tendo como referencial o PNS 2030, bem como orientações práticas para a sua operacionalização em contexto local:
- Recomendação 1: Reforçar a Governação Local em Saúde Sustentável;
- Recomendação 2: Fomentar a Participação, o Compromisso Comunitário e a Consolidação de Redes Locais para a Saúde Sustentável;
- Recomendação 3:Reduzir as Desigualdades em Saúde – “Não Deixar Ninguém para Trás”;
- Recomendação 4:Fortalecer o Acesso a Cuidados de Saúde Sustentável de Qualidade;
- Recomendação 5: Criar Ecossistemas e Comunidades Resilientes e Promotoras de Saúde.
As autarquias assumem um papel estratégico na promoção da saúde e na implementação de políticas públicas ajustadas às necessidades de saúde das populações, nos diferentes territórios. Neste contexto, a definição de políticas locais deve assentar em processos de planeamento baseado em evidência, devendo as mesmas encontrar-se alinhadas com os Planos Locais de Saúde (PLS), enquanto instrumentos orientadores do desenvolvimento de intervenções multissetoriais adequadas às necessidades e expectativas de saúde das populações. O alinhamento dos instrumentos municipais (como as Estratégias Municipais de Saúde) e intermunicipais de planeamento com os PLS, reforça a coerência das opções políticas em vários setores que têm impacto na saúde das populações, a coordenação institucional e a capacidade de resposta às desigualdades em saúde.
O Policy Brief “Saúde Sustentável nas Autarquias: da Participação Local à Ação Multissetorial” encontra-se disponível para consulta abaixo e em https://pns.dgs.pt/recomendacoes-praticas-saude-sustentavel.
Para mais informações poderão consultar o website do PNS 2030.
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Estudo da FADEUP identifica fatores que tornam o serviço de ténis mais rápido





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