Política
Tribunal Constitucional rejeita recurso do Chega sobre recontagem de votos em Lisboa
O Tribunal Constitucional (TC) rejeitou esta quinta-feira o recurso apresentado pelo Chega contra o acórdão que determinou a recontagem dos votos na secção n.º 28 de São Domingos de Benfica, em Lisboa. Os juízes consideraram o recurso “legalmente inadmissível”.
Em plenário, o TC concluiu que a pretensão do Chega “não preenche os pressupostos legais” e é “manifestamente infundada”, já que o acórdão contestado — que validou um voto anteriormente considerado nulo a favor da CDU (coligação PCP/PEV) — foi tomado pelo próprio plenário do Tribunal, ou seja, pelo órgão máximo da jurisdição constitucional.
O Chega alegava contradições entre decisões anteriores do TC e defendia que a validação de um voto nulo para a CDU “revela parcialidade” e “viola o princípio da uniformização da jurisprudência”. O partido pedia a anulação da decisão e a reposição dos resultados originais.
A CDU respondeu ao tribunal pedindo a rejeição do recurso “por inadmissibilidade legal”, posição que acabou por prevalecer.
A recontagem em São Domingos de Benfica — e a validação de um voto nulo — reduziram a vantagem do Chega sobre a CDU para apenas um voto nas eleições para a Câmara Municipal de Lisboa, realizadas a 12 de outubro.
A diferença, embora mínima, é politicamente significativa, pois determina o número de vereadores eleitos: quem ficar em terceiro lugar obtém dois mandatos, enquanto o quarto classificado conquista apenas um.
Se o resultado final confirmar a vantagem do Chega, o partido manterá dois vereadores e a CDU perderá um representante comunista na capital, passando de dois eleitos em 2021 para apenas um em 2025.
Portugal
Centros Qualifica: Évora acolhe balanço nacional da requalificação de adultos

Évora recebeu no dia 26 de novembro o encontro anual do programa PESSOAS 2030/ANQEP sobre os Centros Qualifica, iniciativa que dá uma “segunda oportunidade” a adultos que não concluíram o ensino obrigatório ou procuram atualizar competências profissionais.
O Secretário de Estado Alexandre Homem Cristo sublinhou a importância da qualificação para a inclusão social e empregabilidade, enquanto Ana Coelho, Presidente da Comissão Diretiva do PESSOAS 2030, reforçou o papel estratégico destes centros na educação ao longo da vida.
Até junho de 2025, os Centros Qualifica já apoiaram mais de 120 mil participações em todo o país, com um investimento global de 200 milhões de euros, e o objetivo é chegar a 700 mil adultos certificados até 2029.
Para o Alentejo, eventos como este evidenciam a relevância da formação de adultos, abrindo portas a novas oportunidades e reforçando o desenvolvimento regional.
Política
Bruxelas dá luz verde ao OE2026, mas deixa aviso a Portugal: o essencial

A Comissão Europeia validou esta terça-feira a proposta de Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), classificando-a como “em conformidade” com as recomendações europeias. No entanto, deixou um aviso: as despesas líquidas previstas para 2026 permanecem acima do que Bruxelas recomenda.
A decisão surge no âmbito do pacote de outono do Semestre Europeu, que avalia as políticas orçamentais dos Estados-membros. Portugal integra o grupo de 12 países da zona euro com orçamento considerado alinhado com as regras europeias, o que significa que poderá manter o rumo definido pelo Governo para o próximo ano.
No comunicado, a Comissão Europeia sublinha os esforços de Portugal para a redução da dívida, elogiando uma “estratégia ativa de gestão” e as “reservas de liquidez confortáveis”. Bruxelas destaca ainda o cenário macroeconómico, confirmando que o país deverá registar crescimento económico positivo, mesmo num contexto de défices controlados e de dívida pública ainda elevada.
Paralelamente, no âmbito da supervisão pós-programa de assistência macrofinanceira, a Comissão reconhece que a capacidade de reembolso de Portugal permanece sólida e sustentada por indicadores financeiros favoráveis.
O alerta permanece, porém, no lado da despesa: apesar do selo verde, Bruxelas lembra que será necessário maior contenção nas despesas líquidas para manter o país dentro das metas orçamentais europeias.
Política
AD desce nas intenções de voto e aproxima-se de PS e Chega, revela nova sondagem

A Aliança Democrática (AD) perdeu terreno em novembro e vê reduzir-se a vantagem sobre PS e Chega, segundo o barómetro Intercampus para o Jornal de Negócios, Correio da Manhã e CMTV. A coligação lidera ainda as intenções de voto com 23,4%, mas recuou 2,9 pontos percentuais num mês, ficando praticamente em empate técnico com PS (22,6%) e Chega (21,2%), dada a margem de erro de 4%.
Os três maiores partidos com assento parlamentar caíram nas preferências dos inquiridos. A descida mais acentuada foi da AD, num contexto marcado pela contestação às alterações à lei laboral. O PS recuou 1,3 pontos e o Chega perdeu 1,7.
Entre os partidos mais pequenos, a tendência invertida: a Iniciativa Liberal subiu para 7,2% (+0,6) e o Livre para 5,8% (+0,7), consolidando ligeiras recuperações face a outubro.
Na avaliação dos líderes partidários, Luís Montenegro e José Luís Carneiro surgem empatados nos 2,9 pontos (escala de 0 a 5). Rui Tavares mantém-se próximo, com 2,8.
Quanto às instituições, o Banco de Portugal, agora sob a liderança de Álvaro Santos Pereira, destaca-se pela melhoria na perceção pública, subindo para 3,2 pontos. Supremo Tribunal de Justiça e Procuradoria-Geral da República avançam também 0,2, para 3 pontos. O Presidente da República permanece nos 2,9, longe de níveis de popularidade anteriores.
Política
Orçamento do Estado 2026 entra em maratona parlamentar: cinco dias de debates e milhares de propostas em cima da mesa

O Parlamento abriu esta quinta-feira a longa maratona de debates e votações do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), que se prolonga por cinco dias e termina na votação final global, marcada para 27 de novembro.
As manhãs ficam reservadas ao debate dos artigos e propostas de alteração; as tardes, à votação ponto por ponto. Este ano, voltou-se a bater o recorde de sugestões entregues pelos partidos: mais de duas mil propostas chegaram ao Parlamento.
A radiografia das propostas deixa claro o volume da batalha política:
– PSD/CDS-PP: 57
– Chega: 614
– PS: 117
– Iniciativa Liberal: 112
– Livre: 330
– PCP: 532
– Bloco de Esquerda: 182
– PAN: 182
– JPP: 50
Entre os temas mais disputados estão o aumento das pensões, pedido por vários partidos, e mudanças nas portagens, seja através do fim de cobrança em alguns troços ou de isenções regionais.
O Governo PSD/CDS entregou o orçamento a 9 de outubro. No plano económico, prevê um crescimento do PIB de 2% em 2025 e 2,3% em 2026, e quer manter as contas públicas no verde: excedente de 0,3% este ano e 0,1% no próximo. A dívida deverá recuar para 90,2% do PIB em 2025 e 87,8% em 2026.
Na votação na generalidade, o OE2026 passou com os votos favoráveis do PSD e CDS-PP, a abstenção do PS, PAN e JPP, e os votos contra de Chega, PCP, IL, Livre e BE.
O debate segue intenso nos próximos dias, antes de o Parlamento fechar a versão final do documento que vai marcar o ano político e económico de 2026.
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