Sociedade
Estes adultos colocaram uma família inteira e dezenas de operacionais em perigo por iliteracia

Dois adultos e três crianças ficaram presos dentro de um carro no rio Ferreira, em Gondomar, numa ocorrência que mobilizou dezenas de operacionais e que, segundo especialistas, poderia ter sido evitada. O incidente voltou a expor um problema que profissionais de emergência destacam há anos: a iliteracia em segurança, sobretudo no que diz respeito à leitura de sinais de risco, comportamento em situações de intempérie e compreensão básica dos limites de veículos e vias.
O alerta foi dado ao final da noite de domingo, quando o automóvel ficou submerso parcialmente após os ocupantes tentarem atravessar uma zona de passagem que, devido às chuvas intensas dos últimos dias, estava totalmente alagada. A corrente arrastou o carro alguns metros, deixando a família encurralada sem possibilidade de sair pelos seus próprios meios.
As operações de resgate mobilizaram bombeiros, proteção civil, mergulhadores e equipas de apoio pré-hospitalar. O socorro foi dificultado pela força do caudal, que tem aumentado ao longo da semana. Apesar do risco elevado para os operacionais, todos os ocupantes foram retirados com vida.
Para André Morais, especialista em Proteção Civil, o caso “é um reflexo claro de iliteracia em segurança”. O especialista sublinha que “as pessoas continuam a subestimar o poder da água e a sobrestimar as capacidades dos veículos”. Explica que bastam 30 centímetros de água em movimento para arrastar um automóvel ligeiro, e que atravessar zonas inundadas é “um dos comportamentos mais perigosos e simultaneamente mais frequentes” em situações de chuva intensa.
Morais aponta ainda que este tipo de incidente não coloca apenas em risco quem toma a decisão inicial de avançar. “Cada vez que alguém ignora um aviso, sinalização ou bom senso básico, arrasta consigo dezenas de profissionais que têm de intervir. São vidas de operacionais colocadas em perigo para remediar um erro que poderia ter sido evitado.”
Segundo dados de proteção civil, mais de metade das ocorrências relacionadas com veículos em zonas inundadas resultam de decisões voluntárias de tentativa de travessia, apesar de existirem campanhas anuais de sensibilização para evitar exatamente este tipo de comportamento.
A situação no rio Ferreira segue monitorizada, e as autoridades voltaram a apelar para que a população não ignore sinais de perigo, nem tente avaliar “a olho” a profundidade da água. A aposta em literacia de risco — compreender como agir, quando parar e quando recuar — é, para especialistas, uma das principais chaves para reduzir este tipo de ocorrências.
Sociedade
Em Braga, na Cimeira da Indústria, o Primeiro-Ministro deixou uma orientação cla…

Em Braga, na Cimeira da Indústria, o Primeiro-Ministro deixou uma orientação clara: Portugal tem condições para crescer mais — mas isso exige reformas estruturais.
Reduzir impostos sobre o trabalho e as empresas, simplificar o Estado, dar mais flexibilidade à economia e apostar na qualificação são escolhas assumidas para reforçar a competitividade, atrair investimento e aumentar salários.
Num contexto internacional exigente, o país pode transformar incerteza em oportunidade — afirmando-se como uma economia estável, capaz de crescer de forma sustentada e criar mais riqueza.
André Crispim / Secretaria-Geral do Governo



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Portugal
Quercus critica APA por não chumbar as mega centrais solares na Beira Baixa, cujos impactes ambientais são irresolúveis

Depois de muita pressão por parte da sociedade civil, incluindo a Quercus e coletivos como o Movimento Cívico Gardunha Sul, os Cidadãos pela Beira Baixa, o Cova da Beira Converge, a Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional e o Movimento Cívico em Defesa de Pedrogão S. Pedro e Bemposta, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) divulgou os pareceres negativos das Comissões de Avaliação (CA) relativos às duas mega centrais solares fotovoltaicas previstas para a região da Beira Baixa – a CSF da Beira e a CSF de Sophia.
Ambos os pareceres revelam a opinião unânime dos peritos quanto aos impactes ambientais negativos “significativos a muito significativos”.
Mesmo assim, tais pareceres não foram suficientes para que a APA emitisse um parecer desfavorável definitivo, permitindo que a promotora – a Lightsource BP – reformule os projetos num prazo de 6 meses. Perante esta espécie de “aprovação condicionada”, impõe-se a pergunta: serão as Comissões de Avaliação meras figuras de retórica?
Por outro lado, a APA continua sem clarificar a data a partir da qual se inicia esse prazo legal de 6 meses. Há, por isso, um enorme e justificado receio de que a brevidade da próxima consulta pública (de apenas 10 dias consecutivos), destinada a avaliar precisamente os projetos reformulados, impeça a devida mobilização da sociedade civil.
Outro indício de falta de transparência é o facto de estar omisso no Portal Participa o atual estado dos processos: a consulta pública da CSF da Beira surge como “encerrada” e a da CSF de Sophia aparece como estando em “análise”.
Reformulação dos projetos “para inglês ver”?
A Quercus considera que os pareceres negativos das Comissões de Avaliação são suficientemente claros e fundamentados para justificar o chumbo dos projetos, ao invés da sua reformulação. Existem, no nosso entender, vários pontos que não têm resolução possível para evitar o impacte ambiental destas mega centrais a nível local, nomeadamente:
- Danos graves na fauna local, afetando diretamente espécies ameaçadas de extinção prioritárias para a conservação, com particular destaque para a avifauna;
- Não garante a compatibilização com os usos e a economia já existentes no território, nem com os que estão previstos nos instrumentos de gestão territorial;
- Destruição dos sistemas de montados de sobro e azinho, habitat prioritário protegido pela Diretiva Habitats (92/43/CEE), com consequente diminuição da biodiversidade. Não se trata apenas da destruição de um habitat, mas da fragmentação de um ecossistema inteiro de sobro e azinho, preservado em larga escala e que sustenta uma enorme diversidade de fauna e flora.
Peritos são unânimes sobre impactes ambientais negativos
Ambas as Comissões de Avaliação integraram especialistas com relevante conhecimento técnico e científico em todas as áreas impactadas por estes projetos, em representação de 10 entidades públicas: a própria APA, a Agência para o Clima, o ICNF, a CCDR-Centro, a DGEG, a DRS-Centro da DGS, o LNEG, o Património Cultural, IP, o ISA/CEABN e a FEUP.
Estes especialista foram unânimes sobre os potenciais impactes ambientais negativos das centrais:
- Quando à CSF de Sophia, referem que “é suscetível de provocar impactes ambientais negativos significativos a muito significativos, em alguns casos permanentes e irreversíveis, incidindo sobre fatores ambientais determinantes para a decisão, designadamente a Paisagem, os Solos e Uso do Solo, o Ordenamento do Território e a Socioeconomia”.
- Quanto à CSF da Beira, sustentam que “o projeto induz impactes cumulativos negativos, significativos a muito significativos a nível local, nomeadamente no que se refere à afetação de avifauna, incluindo espécies ameaçadas de extinção prioritárias para a conservação, e que não garante a compatibilização com os usos existentes no território e previstos nos instrumentos de gestão territorial, nem assegura impactes positivos na socioeconomia, particularmente ao nível local”.
A Quercus reconhece a importância da transição energética mas alerta que esta não pode ser feita a qualquer custo nem ao arrepio da lei e das regras da transparência, devendo sim privilegiar a aposta na energia solar descentralizada e não em projetos megalómanos em zonas naturais sensíveis.
Na expectativa de que tanto a Ministra do Ambiente como o Primeiro-Ministro defendam a coerência do que anunciaram publicamente – os pareceres negativos, a Quercus exige que a APA seja transparente sobre as informações em falta e justifique a razão pela qual não acatou os pareceres negativos das Comissões de Avaliação, emitindo um parecer desfavorável.
Sociedade
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Enfrentar, respeitar e aceitar a perda ajuda a encontrar um lugar para o sentimento de luto. Permita-se sentir! #Saúde #SNS #Perda
© Ordem dos Psicólogos Portugueses


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Sociedade
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Com os dias quentes, aumente a ingestão de água, pelo menos 1,5 litros/dia, o equivalente a 8 copos. Opte também por beber águas aromatizadas sem adição de açúcar e evite o consumo de bebidas alcoólicas.
Conheça todas as recomendações da DGS de proteção contra o color, aqui: https://www.dgs.pt/em-destaque/aumento-da-temperatura-recomendacoes-contra-o-calor2.aspx.
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