Política
EMPREITADA DO TROÇO ALANDROAL/ELVAS

A cerimónia de assinatura do auto de consignação da empreitada do troço Alandroal/Elvas, da linha Évora – Caia, teve lugar esta segunda-feira, dia 4, no salão nobre dos Paços dos Concelho da Câmara Municipal de Elvas.
A assinatura dos documentos foi presidida pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e contou com a presença de autarcas da região, entidades civis e militares, bem como de altos responsáveis do governo da Extremadura, nomeadamente a diretora geral de Transportes, Eva Velasco, e o Alcaide de Badajoz, Francisco Fragoso.
A empreitada consiste na construção do troço ferroviário entre o Alandroal e Elvas, e que se traduz uma secção de 38 quilómetros que será integrada no corredor Sines–Badajoz e denominado Corredor Internacional Sul, tendo a empreitada sido adjudicada à empresa Sacyr por 130,5 milhões de euros.
O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, salientou a “importância deste ato, que permite avançar com mais uma área do troço Sines-Caia da ferrovia, e dinamiza a economia local, quer a nível de emprego, quer financeiro”.
Esta infraestrutura ferroviária, para Nuno Mocinha, “é um projeto de todos, incluindo Portugal e Espanha”, acrescentando que “é fundamental para o desenvolvimento da região e do país”.
A obra contempla mais de 38 quilómetros de plataforma de via férrea, 26 obras de arte correntes e 15 obras de arte especiais, com um prazo de execução de 28 meses.
Recorde-se que em março de 2018, o primeiro-ministro, celebrou em Elvas o lançamento do concurso público do troço Évora Norte – Freixo, naquele que considerou o “maior investimento na linha férrea dos últimos 100 anos” e vai ligar Évora e Elvas, num total de 530 milhões de euros de investimento e que tem como objetivo servir o transporte de mercadorias entre Sines e Espanha.
A apresentação do projeto coube à Infraestruturas de Portugal, tendo o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, referido que “é um investimento no futuro e para a modernização da linha ferroviária”, acrescentando ser “este o maior troço construído nos últimos 100 anos e temos que recuperar o tempo
perdido para alcançarmos uma rede ferroviária atual de que nos possamos orgulhar”.
Para o governante, a ferrovia “é o melhor instrumento para aproximar as pessoas e valorizar o território”, referindo ainda que este Corredor vai possibilitar “uma maior ligação à Europa e um aprofundamento da ligação ibérica”, dado que o mercado espanhol representa “30 por cento das trocas comerciais”.
A empresa Infraestruturas de Portugal prevê que a nova linha esteja terminada em dezembro de 2023.
Com o final do projeto, o percurso entre Sines e Caia será reduzido em 140 quilómetros, e 3.30 horas em tempo, possibilitando ainda a circulação de comboios de mercadorias com 750 metros, em via única eletrificada, ficando assim preparada para receber a bitola europeia.
A cerimónia encerrou com uma visita à Linha do Leste, troço Elvas-Caia, na carruagem Allan VIP.
Alentejo
Alvito lidera captação de fundos europeus no Alentejo e converte projetos em motor de desenvolvimento

O concelho de Alvito assume-se como o território com maior volume de projetos submetidos e aprovados junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo. O dado estatístico estabelece um marco no panorama da gestão do investimento público na região, colocando o município no topo da eficiência técnica na captação de fundos comunitários para alavancar a economia local.
Em duas entrevistas complementares, o Presidente da CCDR Alentejo e o Presidente da Câmara Municipal de Alvito, José Efigénio, analisam a convergência de estratégias que permitiu ao município liderar a mobilização de incentivos europeus. O alinhamento institucional entre a tutela regional e a autarquia é apontado como o fator determinante para acelerar a execução de verbas destinadas à coesão territorial, à valorização do património e ao reforço do tecido produtivo.
Alinhamento estratégico e capacidade técnica
A liderança de Alvito no aproveitamento dos quadros de financiamento europeu resulta de uma transição focada no alinhamento de prioridades económicas com as diretrizes de desenvolvimento regional. Segundo os responsáveis, a capacidade do concelho em liderar a submissão e aprovação de candidaturas reflete uma preparação técnica estruturada, capaz de transformar as caraterísticas específicas do concelho em projetos financeiros elegíveis.
Esta dinâmica de convergência entre a autarquia e a CCDR Alentejo tem garantido a viabilização de investimentos em áreas críticas como o turismo sustentável, a preservação patrimonial e a inovação no setor agroalimentar. O objetivo central passa por maximizar o impacto do capital comunitário para aumentar a competitividade territorial e travar a desertificação humana no interior alentejano.
Fixação de população e valorização do património
A aplicação das verbas comunitárias aprovadas visa dar resposta aos desafios estruturais da região. A estratégia municipal enquadrada pela CCDR Alentejo foca a criação de condições para a fixação de novos residentes, o reforço dos serviços à população e a dinamização do tecido empresarial local.
A conversão dos recursos endógenos em ativos de valor acrescentado tem permitido ao concelho projetar a sua base económica, posicionando Alvito como um caso de estudo na eficácia de gestão dos fundos de coesão no Alentejo.
Política
Portugal participa em exercício de larga escala da NATO no Mediterrâneo a partir de amanhã

A NATO realiza entre esta segunda e quinta-feira o exercício de vigilância reforçada Neptune Strike 26, uma operação de larga escala no Mediterrâneo liderada pelas forças navais de apoio da Aliança sediadas em Oeiras.
O exercício conta com a participação de Portugal e outros nove países, integrando o grupo de ataque do porta-aviões francês Charles de Gaulle com forças terrestres dos flancos sul e sudeste. As operações incluem o uso de drones RQ-4D para missões que atravessam a Europa continental até ao Mar Negro, culminando no empenhamento de alvos na Letónia para demonstrar a capacidade de ataque de longo alcance da Aliança.
Planeado desde 2020, o exercício tem natureza defensiva e visa testar a interoperabilidade entre domínios aéreo, terrestre e marítimo.
Política
Seguro alerta que liberdade “desaparece aos poucos” e exige transparência nos donativos públicos

O Presidente da República, António José Seguro, defendeu hoje a divulgação da identidade dos doadores políticos e o combate à corrupção como pilares essenciais para evitar o desgaste gradual das liberdades democráticas em Portugal.
Na sua primeira intervenção nas comemorações do 25 de Abril, o chefe de Estado sublinhou que a transparência no exercício de cargos públicos é um compromisso ético fundamental para fortalecer a legitimidade das instituições. Seguro argumentou que a opacidade no financiamento partidário gera suspeição, apelando a que os cidadãos conheçam claramente quem apoia as forças políticas e com que interesses.
Além do financiamento político, o discurso presidencial abordou a necessidade de uma justiça mais célere e criticou a persistência das desigualdades salariais entre géneros.
Política
Entidade para a Transparência verificou apenas 10% das declarações dos políticos

A Entidade para a Transparência (EpT) concluiu a fiscalização de apenas 10,2% das declarações de rendimentos e património entregues por titulares de cargos públicos até ao final de 2025.
Segundo o relatório de atividades avançado pelo jornal Público, foram verificadas 883 declarações num universo de 8.620 documentos recebidos desde março de 2024.
A falta de recursos humanos é apontada como o principal entrave à eficácia do órgão sediado em Coimbra. Apesar de ter completado o quadro previsto de 13 elementos, a EpT sublinha a necessidade urgente de contratar, no mínimo, mais 11 técnicos para dar resposta ao volume de trabalho, que deverá aumentar significativamente após as eleições autárquicas de outubro de 2025.
Transparência e acesso à informação
O relatório revela ainda dados sobre o interesse público nestes dados:
- Foram submetidos 1.105 pedidos de consulta de declarações.
- Mais de 90% dos pedidos foram aceites, sendo a esmagadora maioria (95%) efetuada por jornalistas.
- Foram deferidos 38 pedidos no âmbito do combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.
O documento recorda também episódios mediáticos de atualização de dados, como o caso do primeiro-ministro Luís Montenegro, que atualizou a sua declaração única de interesses “sob reserva” após notícias sobre os clientes da sua empresa familiar, a Spinumviva, contestando administrativamente a obrigatoriedade de divulgar a listagem completa de serviços prestados.
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