Portugal
Bolsa Solidária Cristina Lopes

O IPMA apoia a divulgação da "Bolsa Solidária – Cristina Lopes " que representa um dos momentos em destaque no "Encontro APOCEAN 2026", a ter lugar a 21 e 22 de maio de 2026.
A iniciativa, criada em memória da investigadora Cristina Lopes, visa apoiar jovens investigadores em início de carreira nas áreas do oceano, clima e meteorologia, promovendo oportunidades de desenvolvimento científico com impacto social.
Durante o Encontro serão apresentados os projetos apoiados nesta edição, bem como os objetivos da bolsa para 2026, reforçando o compromisso da comunidade APOCEAN com a capacitação e valorização de novos talentos. A crescente adesão à iniciativa demonstra o interesse e a mobilização da comunidade científica em torno dos desafios ligados ao oceano e às alterações climáticas.
A Bolsa Solidária Cristina Lopes representa não apenas um apoio financeiro, mas também um instrumento de estímulo à cooperação, à partilha de conhecimento e ao fortalecimento das redes científicas nacionais.
A APOCEAN – Associação Portuguesa de Oceanografia, é uma sociedade científica composta por profissionais – investigadores, técnicos, estudantes, entre outros – na área da oceanografia, e que reune vários quadros do IPMA.
Portugal
O conselho de Francesco Farioli aos estudantes: “Estejam preparados!”

O que surgiu primeiro: a filosofia ou o futebol? Foi a partir desta pergunta que Francesco Farioli conduziu a conversa com a comunidade académica, numa das “Conversas que Inspiram” dedicada ao cruzamento entre pensamento crítico, liderança, percurso pessoal e tomada de decisão.
Perante a lotação máxima do Anfiteatro Nobre, e do Anfiteatro 1 (onde a sessão também foi transmitida), o treinador do FC Porto partilhou episódios do seu percurso, sublinhando que os caminhos profissionais raramente são lineares e que a incerteza pode ser também um espaço de descoberta.
A sessão foi aberta pela Diretora da FLUP, Paula Pinto Costa, e conduzida pelos docentes José Meirinhos, diretor do Departamento de Filosofia, e Mattia Riccardi, presidente do Instituto de Filosofia, que orientaram a conversa.
Quando a filosofia encontra novos caminhos
Farioli revelou que, em criança, sonhou ser astronauta, influenciado pelo fascínio pelos filmes sobre o espaço. Mais tarde, imaginou-se engenheiro, mas disciplinas como a matemática e a física acabariam por se tornar, nas suas palavras, “um inimigo a combater”.
A mudança de direção surgiu através da filosofia. O primeiro contacto marcante aconteceu com Epicuro e com a ideia de que nunca é demasiado cedo nem demasiado tarde para procurar a sabedoria, princípio presente na Carta a Meneceu, atribuída ao filósofo grego.
O verdadeiro “enamoramento” por esta disciplina chegaria, contudo, com Kant. Farioli recordou uma frase do filósofo alemão escrita no quadro pela sua professora que representou um marco decisivo na forma como passou a olhar para a filosofia: “Duas coisas me enchem a alma de crescente admiração e respeito, quanto mais e persistentemente delas me ocupa a reflexão: o céu estrelado por cima de mim e a lei moral em mim”.
Neste sentido, destacou também a importância dos professores na capacidade de despertar curiosidade, interpretação, debate e motivação. Contou que, a partir desse momento numa aula de filosofia, “não sabia o que queria fazer, mas sabia o que queria ser”, referindo-se ao desejo de comunicar, transmitir conhecimento e tornar outras pessoas apaixonadas por uma ideia.

Devido ao elevado interesse manifestado pelo público, a sessão das “Conversas que Inspiram” com Francesco Farioli contou também com transmissão em direto para o Anfiteatro 1 da FLUP. (Foto: DR)
No entanto, a escolha pela filosofia não surgiu sem dúvidas. O treinador recordou a ansiedade provocada pelas incertezas sobre a empregabilidade e pelas expectativas associadas ao futuro. Adicionalmente, o início da sua carreira também no futebol foi feito de obstáculos.
Depois de uma conversa difícil com um treinador, em que lhe foi dito que, apesar de trabalhador, dificilmente conseguiria chegar longe, Farioli optou por continuar a investir em si mesmo e na sua reinvenção. Começou como treinador de guarda-redes nas categorias inferiores, acumulando funções, conduzindo centenas de quilómetros pela Toscânia para treinar diferentes equipas.
O unir de duas paixões contra a corrente
Durante as longas viagens que fazia, começou a procurar uma forma de unir os seus dois interesses: a filosofia e o futebol. O seu intuito não foi imediatamente compreendido no meio académico, por se tratarem de áreas aparentemente distantes, mas Farioli insistiu.
Procurou um docente com quem se sentia confortável para partilhar a ideia, aprofundou leituras que o ajudaram a estabelecer ligações entre áreas ainda pouco exploradas academicamente e, assim, nasceu a sua tese: “A filosofia do jogo: a estética do futebol e o papel do guarda-redes”.

Entre memórias do percurso académico e experiências no futebol, Francesco Farioli deixou aos estudantes da FLUP uma mensagem centrada na preparação, curiosidade e reinvenção. (Foto: DR)
O valor da incerteza e da verdade
Aos estudantes, deixou uma mensagem clara: não é necessário ter todas as respostas demasiado cedo. “Muitos de nós não sabemos o que seremos daqui a dez anos e está tudo bem”, afirmou. Para Farioli, os desvios, as mudanças rápidas e os momentos de dúvida não significam necessariamente estar perdido.
Pelo contrário, são estes que estimulam uma crucial capacidade de adaptação e reinvenção. “Têm a capacidade de se reinventar, de se ajustarem, de mudarem e de guiarem a vossa identidade”, defendeu.
A partir da sua experiência no futebol, Farioli refletiu também sobre liderança, ego e vida em comunidade. Comparou uma equipa a uma sociedade, já que tal como os cidadãos, “os jogadores vivem dentro de regras, limites e responsabilidades partilhadas”. Estar numa equipa implica, por isso, aprender a limitar a liberdade individual em nome de um objetivo comum.
Na sua visão, a beleza do futebol está na oportunidade de “reduzir o caos e organizar a imprevisibilidade”. Para o treinador, liderar passa por criar ordem sem eliminar a criatividade, por orientar sem apagar a identidade de cada pessoa e por ajudar os jogadores a compreenderem quando devem assumir o protagonismo e quando devem entregá-lo a outros. Essa ideia, sublinhou, aplica-se também à vida académica e profissional.

O Anfiteatro Nobre ficou completo com a presença de estudantes, docentes, técnicos e público externo, numa sessão que contou também com vários meios de comunicação. (Foto: DR)
Questionado sobre liderança e gestão de equipas, o treinador destacou valores como transparência, honestidade e justiça. “Nunca esconder a verdade, nem ter receio de conversas difíceis” foram ideias centrais da sua intervenção.
Para Farioli, estes valores são a base para a construção de confiança e tomada de melhores decisões. Liderar, disse, “não depende de uma fórmula perfeita”, mas da “coerência entre aquilo que se é e aquilo que os outros veem”. Explicou que “não se trata de ser perfeito, mas de conseguirmos ser suficientemente fiel a nós próprios”.
Criatividade e resiliência: dentro e fora do campo
A curiosidade surgiu como outro eixo fundamental da conversa. Farioli partilhou que procura incentivar os jogadores a serem curiosos e criativos, não apenas dentro do campo, mas também na forma como observam o mundo. Referiu, por exemplo, que já recorreu a conteúdos de Carl Sagan para oferecer à equipa uma perspetiva mais ampla sobre o ego, o coletivo e o lugar de cada um dentro de algo maior.

No final da sessão, Francesco Farioli ofereceu à FLUP uma camisola especial do equipamento do FC Porto. (Foto: DR)
No final, deixou aos estudantes um conselho que resumiu a sua experiência: estar preparado. “Não subestimem nenhum momento nem nenhuma oportunidade que vão viver”, afirmou, num tom próximo, como “um irmão mais velho”.
Para Farioli, “um sonho, uma conquista ou uma viragem” podem estar mais perto do que se imagina. O essencial é trabalhar, manter a curiosidade, preparar-se com seriedade e “estar disponível para agarrar a oportunidade quando ela surgir”
A sessão reafirmou as “Conversas que Inspiram” como um espaço de partilha entre a comunidade académica e convidados cujos percursos permitem aproximar conhecimento, experiência e reflexão. Francesco Farioli demonstrou como a filosofia pode inspirar percursos profissionais fora dos caminhos mais tradicionais, evidenciando a capacidade das Humanidades para formar trajetórias inesperadas e extraordinárias.
Portugal
Tolerância de Ponto no dia 5 de junho – Câmara Municipal de Santiago do Cacém

Portugal
A CCDR NORTE participou no evento europeu “Harnessing Talent – Shaping Futures”,…

A CCDR NORTE participou no evento europeu “Harnessing Talent – Shaping Futures”, que decorreu a 28 de maio, em Bruxelas.
O Vice-Presidente, Ricardo Bento, integrou o painel dedicado às experiências das regiões apoiadas pelo Talent Booster Mechanism, destacando a necessidade de respostas integradas para salvaguardar a competitividade e a qualidade de vida.
Na sua intervenção, sublinhou que a transição demográfica já está a impactar significativamente a Região Norte, evidenciando desigualdades territoriais e desafios ao nível da retenção de talento, dos serviços e da atratividade regional.
O painel contou ainda com a participação de representantes da Polónia, Roménia e Espanha, num momento de partilha de experiências e boas práticas ao nível europeu.
A CCDR NORTE esteve também representada por Paulo Santos, Chefe de Divisão de Planeamento Estratégico e Desenvolvimento Regional.
A participação neste evento reforça o compromisso da Região Norte com políticas públicas inovadoras e eficazes para enfrentar os desafios demográficos e reforçar a coesão territorial.

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Jornalismo ao Vivo em Lamego nos 138 anos do Jornal de Notícias

Lamego recebeu, este sábado à noite, uma iniciativa inédita da imprensa portuguesa: um espetáculo multimédia de “jornalismo ao vivo”, integrado nas comemorações do 138º aniversário do Jornal de Notícias. No Teatro Ribeiro Conceição, foram apresentadas cinco reportagens, cujo denominador comum é o repovoamento do interior, com características informativas clássicas, recorrendo a recursos cénicos que aproximaram os protagonistas do público. O evento, que contou com o apoio do Município de Lamego, também pretendeu celebrar os 50 anos do Poder Local Democrático.
Perante o despovoamento galopante, os municípios do Interior mostram como as políticas locais podem fazer a diferença. O Presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes, subiu ao palco para participar neste segmento noticioso.
Na sua intervenção, o autarca defendeu a redução, ou até isenção, fiscal do IRC e do IRS para empresas e famílias numerosas que escolham o Interior, com o objetivo de inverter a sangria demográfica. “Só podemos captar a população migrante qualificada e manter os nossos jovens, se lhes oferecermos um emprego estável e bem remunerado”, afirma. Ambiciona ainda uma nova Lei das Finanças Locais, que dê aos municípios uma fatia maior das receitas do Estado, e que devem ser as regiões a decidir onde gastar os fundos europeus.
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