Portugal
Cerca de 50 concelhos do interior Norte e Centro e Algarve em risco máximo

Cerca de 50 concelhos dos distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Faro apresentam hoje risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Em risco muito elevado o IPMA colocou mais de uma centena de municípios do interior Norte e Centro, do Alentejo e do Algarve e em risco elevado outros cerca de 90 concelhos nos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.
O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo.
Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.
O período crítico de incêndios dura até final de setembro e, até lá, é proibido fazer queimadas extensivas ou queima de amontoados sem autorização, usar fogareiros ou grelhadores em todo o espaço rural, e fumar ou fazer qualquer tipo de lume nos espaços florestais.
É proibido ainda lançar balões de mecha acesa ou foguetes ou fazer trabalhos na floresta que possam originar faíscas.
Para hoje, o IPMA prevê uma subida da temperatura máxima no sotavento algarvio, céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade no litoral oeste até ao fim da manhã. O vento vai soprar por vezes forte na faixa costeira e nas terras altas e há a possibilidade de ocorrência de chuvisco no Alto Minho a partir da tarde.
As temperaturas máximas vão variar entre os 22º (Viana do Castelo, Porto e Aveiro) e os 34º (Faro) e as mínimas entre os 11º (Viseu) e os 19º (Faro).
Portugal
Requalificação dos laboratórios do SNMB em Matosinhos

Na manhã de ontem, 31 de julho, o IPMA inaugurou a requalificação dos laboratórios do Sistema Nacional de Monitorização de Moluscos Bivalves (SNMB) no seu Polo de Matosinhos, resultante da parceria com o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR). O evento contou com a presença do Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, e da presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, entre outros convidados.
Considerado pelo presidente do instituto, José Guerreiro, “um momento de viragem que marca o IPMA”, a abertura destes laboratórios representa “uma opção pela proximidade às comunidades para quem e com quem trabalhamos, em particular no setor da pesca e aquacultura”, assim como “um caminho de abertura e parceria com a comunidade científica, nomeadamente com os laboratórios associados, na convicção que, em conjunto, acrescentamos valor”.
Trata-se de “uma escolha na política de investimento público de um laboratório de Estado no apoio científico e tecnológico à economia azul” e “o cumprir de um compromisso com os operadores económicos do Norte e Centro. Palavra dada é palavra honrada”, assegurou o presidente do IPMA.
Contando agora com novos laboratórios, mais postos de trabalho e áreas de apoio melhoradas, o próximo desafio no Polo de Matosinhos será a requalificação geral do edifício.
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#ExplorarONorte | Viagem Medieval em Terra de Santa MariaSanta Maria da Feira …

#ExplorarONorte | Viagem Medieval em Terra de Santa Maria
Santa Maria da Feira regressa à Idade Média com mais uma edição da Viagem Medieval, que decorre até 9 de agosto, transformando o centro histórico da cidade num espaço de recriação histórica e de valorização do património.
Ao longo do evento, o Castelo e as ruas envolventes recuperam ambientes, personagens, ofícios e práticas associados à época medieval. Cavaleiros, mercadores, artesãos, músicos e saltimbancos integram uma programação que cruza história, cultura, gastronomia e artes performativas.
Mais do que uma recriação do passado, a Viagem Medieval propõe uma experiência de contacto com a história e com o património, aproximando diferentes gerações da identidade e da memória do território.
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Ainda não existe um tratamento eficaz para 70% dos casos de cancro do pulmão.N…

Ainda não existe um tratamento eficaz para 70% dos casos de cancro do pulmão.
Neste artigo, Teresa Almodovar, pneumologista no IPO Lisboa, afirma que «a prevenção continua a ser a arma mais eficaz contra este tipo de cancro».
A especialista sublinha que «85% dos casos são reflexo dos hábitos tabágicos, os restantes serão azares de genética e exposição ambiental (onde o tabaco também entra)».
Neste Dia Mundial do Cancro do Pulmão, descubra o que está a ser feito no combate a esta doença e de que forma o estilo de vida pode ser a resposta para travar a mortalidade até haver uma cura.
Leia o artigo completo: https://ffms.pt/pt-pt/atualmentes/7-perguntas-sobre-o-cancro-do-pulmao
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São da U.Porto as melhores teses de doutoramento do ano em Ecologia

Trabalhos sobre florestas kelp e ecossistemas de água doce mereceram prémio atribuído pela Sociedade Portuguesa de Ecologia.

Bianca Reis e Joana Nogueira conquistaram o primeiro e segundo prémios, respetivamente. Foto: DR
Bianca Reis e Joana Nogueira, ambas doutoradas pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), venceram, respetivamente, o primeiro e o segundo lugar do Prémio de Doutoramento em Ecologia – Fundação Amadeu Dias 2026. A investigação que desenvolveram demonstra a importância da inovação metodológica, da monitorização a longo prazo e de uma colaboração científica multidisciplinar para a promoção de uma gestão robusta e sustentável dos ecossistemas aquáticos.
O trabalho de Bianca Reis, realizado no âmbito do Programa Doutoral em Biologia, teve como objetivo compreender o funcionamento, as vulnerabilidades e o potencial de restauro das florestas ibéricas de kelp face às alterações climáticas. Para tal, a investigadora do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) recorreu a uma abordagem multidisciplinar, que integrou trabalho de campo, experiências laboratoriais e o desenvolvimento de uma ferramenta inovadora de medição in situ da produtividade de ecossistemas marinhos.
Bianca Reis procurou perceber de que forma o aumento da temperatura dos oceanos, a tropicalização, a redução do afloramento costeiro e o aumento da herbivoria estão a transformar os recifes temperados. Os resultados demonstraram que as florestas de kelp associadas a águas mais frias apresentam maior produtividade primária e maior capacidade de absorção de carbono, desempenhando um papel determinante no ciclo de carbono azul.
“Revelou ainda que a limitação de nutrientes poderá comprometer o recrutamento de espécies boreais em cenários climáticos futuros e mostrou que os peixes poderão exercer uma pressão herbívora superior à dos ouriços-do-mar, algo inédito no Atlântico que traz novos desafios à gestão das áreas marinhas protegidas”, pode ler-se num comunicado da Sociedade Portuguesa de Ecologia, instituição que atribui o galardão.
A tese com o título “KelpAbilities: From kelp ecosystem functions and vulnerabilities to its restoration“, defendida a 10 de novembro de 2025, contribuiu também para otimizar técnicas de restauro através do método green gravel, identificando condições que favorecem o crescimento inicial do kelp.
Estudo para contribuir para a conservação de ecossistemas de água doce
Já Joana Nogueira, doutorada em Biodiversidade, Genética e Evolução, conquistou o segundo lugar, com uma tese focada na conservação dos ecossistemas de água doce.
A investigadora do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO/InBio) recorreu a uma abordagem inovadora de Planeamento Sistemático da Conservação. Combinou dados de campo, bases de dados de espécies, técnicas de DNA ambiental e a análise de interações ecológicas entre diferentes grupos taxonómicos, para identificar novas formas de definir prioridades de conservação para os ecossistemas de água doce.
Com este planeamento, Joana Nogueira procurou melhorar a conservação deste tipo de ecossistemas, sub-representado nas Áreas Protegidas europeias e apoiar a sua expansão. Os resultados obtidos demonstraram que muitas áreas atualmente consideradas prioritárias podem ter perdido uma parte do seu valor de conservação devido à utilização de dados desatualizados e à falta de uma monitorização regular.
O estudo revelou ainda que a integração de interações entre espécies, como a relação entre mexilhões de água doce e os peixes de que dependem para completarem o seu ciclo de vida, permite selecionar áreas com maior representatividade ecológica – o que revela também lacunas na atual Rede Natura 2000.
A junção de métodos convencionais com DNA ambiental demonstrou ser igualmente eficaz na deteção de espécies, incluindo as ameaçadas ou de difícil observação, possuindo um grande potencial para apoiar a sua conservação em regiões com menor capacidade de monitorização. A tese “Prioritising Freshwater Biodiversity in a Changing World: From the Mediterranean Hotspot to the European Union” foi defendida a 28 de novembro de 2025.
Em terceiro lugar, ficou o trabalho de Miguel Gandra, da Universidade do Algarve, que demonstrou o potencial da combinação de tecnologias avançadas e ferramentas analíticas inovadoras de monitorização in-situ para a conservação da megafauna marinha.
Para além de um prémio monetário, no valor de 3.000, 2.000 e 1.000 euros respetivamente, os três premiados terão ainda um bónus de um ano com quotas pagas.
O prémio recebeu 11 candidaturas elegíveis, de doutorados com teses defendidas nas Universidades dos Açores, Algarve, Évora, Lisboa e Porto.
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