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Documentário “Côa Mais Selvagem”

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O documentário “Côa Mais Selvagem” (Wilder Côa), produzido pela Rewilding Portugal e realizado por João Cosme, estreou finalmente em formato digital no YouTube, um ano após a sua estreia oficial.

Está agora disponível gratuitamente e pode ser visto a qualquer momento no nosso canal de YouTube.

Acompanha a emocionante viagem do rio Côa, que corre de sul para norte, maravilha-te com as suas paisagens sem fim, descobre a vida selvagem que o rodeia — e que está a regressar — e fica a saber como a Rewilding Portugal tem vindo a devolver a natureza a este grande corredor de vida selvagem ao longo dos últimos cinco anos.

Filme narrado por Ana Varela e vencedor de cinco prémios internacionais.

Disponível aqui.

O conteúdo Documentário “Côa Mais Selvagem” aparece primeiro em Associação Sistema Terrestre Sustentável.



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Bombeiros Voluntários da Nazaré iniciam novo ciclo de liderança com Joaquim José Silva

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Joaquim José Silva tomou posse, no passado dia 18 de julho, como Comandante dos Bombeiros Voluntários da Nazaré, sucedendo a Mário Cerol na liderança da corporação. A cerimónia, realizada no quartel da Associação Humanitária, marcou o início de um novo ciclo para uma instituição que se prepara para assinalar o seu centenário em 2027.

Natural da Nazaré e com 56 anos, Joaquim José Silva ingressou nos Bombeiros Voluntários da Nazaré em 1990, tendo desempenhado diversas funções ao longo de mais de três décadas de serviço, até assumir os cargos de Chefe e de Adjunto de Comando. Ricardo Rebelo, que assegurou interinamente o comando da corporação durante os últimos seis meses, passa agora a desempenhar funções de adjunto do novo comandante.

Na cerimónia, o Presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Serafim António, destacou o percurso do novo comandante, classificando-o como “um verdadeiro homem da casa”, salientando o profundo conhecimento que possui da corporação e da missão que agora assume.

“O Quim-Zé é um homem que conhece profundamente esta corporação, as suas pessoas, a sua história e a exigência da missão que agora assume. (…) É alguém que conhece esta casa por dentro e por fora e que conhece bem a responsabilidade de servir e proteger a nossa comunidade.”

O autarca sublinhou ainda o momento particularmente simbólico em que ocorre esta mudança de comando, com a aproximação do centenário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Nazaré.

“Estamos prestes a entrar no ano do centenário desta Associação, uma instituição que há quase 100 anos faz parte da história da Nazaré e que conquistou, pelo seu trabalho e dedicação, um lugar insubstituível na nossa comunidade.”

Serafim António reafirmou igualmente a disponibilidade do Município para continuar a colaborar estreitamente com a corporação.

“Quero reafirmar a total disponibilidade da Câmara Municipal da Nazaré para manter e, sempre que possível, intensificar a colaboração com a Associação Humanitária e com o seu Corpo de Bombeiros. Os desafios são muitos e sabemos que só através de uma relação próxima, de diálogo e de cooperação conseguiremos encontrar as melhores respostas para a segurança da nossa população.”

O Presidente da Câmara aproveitou ainda para reconhecer o trabalho desenvolvido por Ricardo Rebelo durante o período de transição.

“Quero deixar uma palavra de reconhecimento e agradecimento a todos aqueles que, neste período, contribuíram para assegurar a transição entre comandos (…). Por isso, parabéns e obrigado ao comandante-adjunto Ricardo Rebelo.”

Na sua primeira intervenção enquanto comandante, Joaquim José Silva destacou o significado da missão dos bombeiros e a responsabilidade que assume perante a corporação e a comunidade.

“Ser bombeiro é uma escolha de deixar a mesa posta porque alguém precisa de nós. Nós somos a esperança.”

Recordando o seu percurso de mais de três décadas ao serviço da Associação, explicou que aceitou o convite para liderar o Corpo de Bombeiros após uma reflexão ponderada.

“Fiz toda a minha carreira com empenho e dedicação. Com a saída de Mário Cerol, foi-me proposto ser comandante dos Bombeiros Voluntários da Nazaré e a minha decisão foi sim, após ponderar sobre o convite.”

O novo comandante apontou também algumas das prioridades para os próximos anos, tendo como horizonte o centenário da Associação.

“Quero olhar para os próximos anos, ver este quartel cheio de vida e ver nascer uma escola de cadetes e infantes, capacitar os bombeiros, com equipamentos e veículos para que possam servir a população e todos os que nos visitam.”

Dirigindo-se aos bombeiros da corporação, deixou uma mensagem de união e valorização de todos os elementos.

“Todos os que fazem parte desta casa são património desta associação.” E acrescentou: “Nem sempre será possível agradar a todos, mas todas as decisões serão tomadas com honestidade e respeito pelas pessoas.”

O Presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Nazaré, José Sales, manifestou confiança no novo comandante, recordando o percurso de mais de trinta anos ao serviço da corporação.

“Entraste aqui há mais de 30 anos. Conheces este quartel por dentro, o sacrifício e esta tomada de posse.”

José Sales sublinhou ainda os princípios que deverão orientar a nova etapa da corporação. “Para esta direção os compromissos são para ser cumpridos.”

Entre as prioridades identificadas destacou o reforço do respeito institucional, da formação, da captação de novas gerações de bombeiros e da valorização do Corpo de Bombeiros através da dotação de melhores meios humanos e materiais.

A cerimónia ficou igualmente marcada pela atribuição de um louvor ao bombeiro Bruno Morgado, distinguido pelo salvamento efetuado num cenário de elevado risco, reconhecimento que mereceu o aplauso dos presentes e que simboliza o espírito de missão, coragem e dedicação que caracteriza os Bombeiros Voluntários da Nazaré.





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Nisa em Festa: Câmara rejeitou preçário, mas presidente fixou bilhetes por despacho

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Documentos oficiais revelam contas que não correspondem aos preços propostos, uma alteração profunda na justificação da cobrança e dúvidas jurídicas sobre a competência utilizada para fixar os bilhetes

A cobrança de bilhetes no “Nisa em Festa 2026” transformou-se num dos mais intensos conflitos políticos do atual mandato autárquico em Nisa. Porém, para além da disputa entre a Presidência, o PSD e a CDU, a documentação publicada pelo próprio Município levanta questões administrativas, financeiras e jurídicas que continuam sem resposta pública.

A análise dos comunicados, das minutas das reuniões da Câmara Municipal e do Despacho n.º 17/2026 permite confirmar uma sucessão pouco habitual de acontecimentos: a Presidência anunciou que o preçário seria democraticamente votado; a proposta foi rejeitada pela maioria da Câmara; uma solução alternativa de um euro acabou retirada; e, dois dias depois, o presidente fixou sozinho um novo preçário, através de um despacho com efeitos imediatos, publicado na véspera do início do evento.

O caso não permite, nesta fase, afirmar definitivamente que a cobrança seja ilegal. Mas suscita dúvidas jurídicas relevantes quanto à competência utilizada para fixar os preços e quanto ao eventual cumprimento das condições excecionais previstas na lei.

Presidência anunciou votação democrática e finalidade solidária

Em 29 de junho de 2026, o Município de Nisa publicou um esclarecimento informando que o preçário do evento ainda não tinha sido aprovado e que a proposta seria submetida à reunião da Câmara Municipal marcada para 6 de julho.

A comunicação apresentava a cobrança como uma iniciativa de natureza solidária: 50% da receita seria destinada à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Nisa e os restantes 50% seriam distribuídos, em partes iguais, pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho com resposta em Estrutura Residencial para Pessoas Idosas.

A Presidência defendia que a cobrança de um preço de entrada, em vez da gratuitidade total, permitiria transformar cada bilhete num contributo direto para as instituições locais.

A reunião de 6 de julho não concluiu a apreciação do assunto. Segundo a versão divulgada pela Presidência, os vereadores da oposição abandonaram os trabalhos, deixando a reunião sem quórum. Na ausência da ata ou de uma minuta publicada que permita reconstituir integralmente o sucedido, esta circunstância deve ser apresentada como a versão política da Presidência e não como uma conclusão independente sobre as motivações dos vereadores.

Proposta da Presidência foi rejeitada em 9 de julho

O assunto voltou à Câmara numa reunião extraordinária realizada em 9 de julho.

De acordo com a Minuta n.º 18/2026, a proposta da Presidência previa:

23 de julho: entrada gratuita;

24 de julho: cinco euros;

25 de julho: 7,50 euros;

26 de julho: cinco euros;

passe geral: 12,50 euros;

entrada gratuita para crianças até aos 12 anos.

A receita seria integralmente repartida entre os Bombeiros Voluntários de Nisa e as IPSS do concelho com resposta residencial para idosos.

A proposta não foi aprovada pela Câmara Municipal. A deliberação oficial confirma que o Executivo rejeitou, por maioria, tanto o preçário como a afetação solidária da receita.

A partir desse momento, o preçário apresentado pela Presidência não tinha obtido a aprovação do órgão executivo municipal.

As contas dos 90 mil euros não correspondem ao preçário apresentado

Depois da rejeição, a Presidência publicou uma nota afirmando que a sua proposta poderia gerar cerca de 90 mil euros, considerando um cenário de 3.000 entradas por dia.

Na mesma comunicação, sustentou que a proposta de um euro atribuída à oposição geraria apenas 12 mil euros. A diferença seria, segundo a Presidência, de 78 mil euros, correspondendo a uma redução de aproximadamente 87% das receitas destinadas aos Bombeiros e às IPSS.

Contudo, estes números não resultam do preçário que foi efetivamente submetido à Câmara Municipal.

Aplicando 3.000 entradas a cada um dos três dias pagos, o cálculo seria:

24 de julho: 3.000 entradas a cinco euros, totalizando 15 mil euros;

25 de julho: 3.000 entradas a 7,50 euros, totalizando 22.500 euros;

26 de julho: 3.000 entradas a cinco euros, totalizando 15 mil euros.

A receita bruta resultante seria, assim, de 52.500 euros, antes de considerar eventuais passes gerais, entradas gratuitas, crianças, impostos, comissões ou outros encargos associados à bilheteira.

Mesmo comparando os 52.500 euros com os 12 mil euros apontados para a solução de um euro, a diferença seria de 40.500 euros, e não de 78 mil euros. A redução seria de aproximadamente 77%, não de 87%.

A comparação efetuada pela Presidência também utiliza pressupostos diferentes. Para chegar aos 12 mil euros da proposta de um euro parecem ter sido consideradas 3.000 entradas durante quatro dias. Porém, na proposta da própria Presidência, o primeiro dia tinha entrada gratuita e apenas três dias produziam receita.

Também não foi publicada qualquer memória de cálculo que explicasse de que forma os preços de cinco, 7,50 e cinco euros permitiriam alcançar 90 mil euros com 3.000 entradas diárias.

A projeção dos 90 mil euros poderá resultar de pressupostos adicionais não divulgados. Com os dados tornados públicos, porém, o valor não é reproduzível.

Proposta de um euro foi retirada

Na reunião ordinária de 20 de julho foi apreciado um ponto relativo aos preços do “Nisa em Festa”, baseado numa proposta subscrita pelos vereadores da oposição.

A proposta previa, segundo as comunicações públicas posteriores, a fixação de um preço simbólico de um euro.

Durante a reunião, os próprios subscritores pediram a retirada da proposta. A minuta oficial regista que a retirada foi aprovada por unanimidade dos cinco membros presentes, incluindo o presidente e o vice-presidente da Câmara.

No dia seguinte, a Presidência publicou uma nota afirmando que a oposição tinha retirado a sua proposta, “tentando criar um boicote à organização e previsibilidade” do evento.

A retirada da proposta é um facto documentado. Já a intenção de promover um boicote corresponde a uma interpretação política da Presidência que não está demonstrada na minuta da reunião.

Importa igualmente assinalar que a retirada não foi decidida exclusivamente pelos vereadores do PSD e da CDU: foi formalmente aprovada por unanimidade pelo Executivo Municipal.

Presidente fixou novo preçário dois dias depois

Em 22 de julho, dois dias depois da reunião e na véspera da abertura do certame, o presidente da Câmara Municipal, José Dinis Samarra Serra, assinou o Despacho n.º 17/2026.

O despacho determinou:

23 de julho: entrada gratuita;

24 de julho: cinco euros;

25 de julho: cinco euros;

26 de julho: cinco euros;

passe geral: dez euros;

entrada gratuita para crianças até aos 12 anos.

O presidente determinou ainda que o despacho produzisse efeitos imediatos e fosse divulgado pelos serviços municipais. Os preços foram aplicados e constam da página oficial do evento.

Este preçário não corresponde integralmente à proposta rejeitada em 9 de julho. O preço do dia 25 foi reduzido de 7,50 para cinco euros e o passe geral desceu de 12,50 para dez euros.

Apesar dessas alterações, a decisão continuou a respeitar a mesma matéria: a fixação do preço de acesso a um evento organizado pelo Município.

Da solidariedade para o equilíbrio financeiro municipal

O despacho introduziu também uma alteração profunda na justificação da cobrança.

Nas comunicações anteriores, a Presidência garantira que toda a receita regressaria à comunidade e que “não ficaria um único euro para o Município”. O objetivo declarado era apoiar os Bombeiros e as IPSS.

No Despacho n.º 17/2026, porém, não existe qualquer determinação para entregar a receita da bilheteira a essas instituições.

O presidente invocou, em alternativa, a não aprovação do Orçamento Municipal de 2026 e a consequente execução do orçamento corrigido de 2025. Segundo o despacho, esse orçamento tinha sido elaborado prevendo receitas provenientes da venda de bilhetes e a ausência dessa receita poderia afetar o equilíbrio orçamental e financeiro do Município.

A cobrança passou, portanto, de um mecanismo apresentado como exclusivamente solidário para uma receita considerada necessária à execução orçamental municipal.

As duas situações não são necessariamente incompatíveis do ponto de vista contabilístico. O Município poderia arrecadar a receita e, através dos procedimentos legais adequados, atribuir posteriormente montantes equivalentes às instituições.

Contudo, essa operação exigiria decisões formais, cabimento orçamental e identificação do destino concreto das verbas. Nada disso consta do despacho publicado.

O documento menciona uma informação e um parecer da Secção Financeira, mas esses elementos não foram divulgados juntamente com o ato. Também não é indicada a rubrica orçamental, o montante de receita previsto, o nível de execução dessa rubrica ou o impacto concreto que a inexistência de bilheteira provocaria nas contas municipais.

Lei atribui à Câmara a fixação de preços municipais

A questão jurídica central consiste em determinar se o presidente tinha competência para fixar sozinho o preçário.

O artigo 33.º, n.º 1, alínea e), da Lei n.º 75/2013 estabelece que compete à Câmara Municipal fixar os preços da prestação de serviços ao público pelos serviços municipais ou municipalizados.

O artigo 34.º da mesma lei determina que essa competência não pode ser delegada no presidente da Câmara.

Sendo o “Nisa em Festa” organizado pelo Município e sendo o próprio ato denominado “fixação do preçário”, existe uma questão jurídica evidente: deverá o preço dos ingressos ser considerado um preço de prestação de serviços ao público e, consequentemente, uma competência reservada à Câmara Municipal?

O despacho não esclarece esta questão nem identifica outra norma que atribua diretamente essa competência ao presidente.

A lei prevê, contudo, uma situação excecional. Nos termos do artigo 35.º, n.º 3, o presidente pode praticar atos da competência da Câmara quando existam circunstâncias excecionais, haja urgência e não seja possível reunir extraordinariamente o órgão.

Nesses casos, os atos têm obrigatoriamente de ser submetidos a ratificação na primeira reunião realizada depois da sua prática, sob pena de anulabilidade.

O Despacho n.º 17/2026 foi publicado na véspera do evento, pelo que existia uma evidente urgência operacional. No entanto, a lei não exige apenas urgência: exige também que não seja possível reunir extraordinariamente a Câmara.

O despacho não declara que tenha sido praticado ao abrigo do artigo 35.º, n.º 3, não descreve circunstâncias excecionais, não explica por que motivo não foi possível convocar uma reunião extraordinária e não refere a obrigatória submissão do ato a ratificação.

Por essa razão, a sequência dos atos suscita dúvidas jurídicas relevantes quanto à competência utilizada e quanto ao cumprimento das condições excecionais previstas na lei.

Isso não permite concluir automaticamente que o despacho seja nulo ou definitivamente ilegal. O ato poderá ser submetido a ratificação pela Câmara Municipal e a apreciação final da sua validade compete às entidades administrativas ou judiciais competentes.

Ratificação ainda não foi publicada

Até ao fecho desta edição, em 24 de julho de 2026, a área oficial das reuniões da Câmara Municipal de Nisa apresentava como reunião mais recente a reunião ordinária de 20 de julho.

O Despacho n.º 17/2026 foi assinado em 22 de julho, pelo que ainda não se encontrava publicada qualquer reunião posterior na qual o ato pudesse ter sido ratificado.

A primeira reunião da Câmara realizada depois de 22 de julho será, por isso, determinante para esclarecer se o despacho será submetido à ratificação do órgão executivo.

Caso o presidente tenha praticado o ato ao abrigo do regime excecional de urgência, a lei determina que a ratificação deve ocorrer na primeira reunião posterior.

Comunicação institucional marcada por linguagem política

Durante a controvérsia, o sítio institucional do Município foi utilizado para publicar expressões como “esmola”, “coligação negativa”, “tentando criar um boicote” e “deixem governar quem ganhou as eleições autárquicas”.

O presidente da Câmara tem o direito de defender politicamente as suas propostas e de criticar as decisões dos restantes eleitos.

Contudo, a publicação desta linguagem nos canais oficiais do Município levanta uma questão de interesse público sobre a separação entre informação institucional, comunicação política e propaganda partidária.

A afirmação “deixem governar quem ganhou as eleições” também não traduz integralmente o funcionamento jurídico de uma Câmara Municipal.

Embora o presidente tenha competências próprias e coordene a atividade municipal, a Câmara é um órgão colegial. Todos os vereadores possuem legitimidade democrática e têm o direito e o dever de votar favoravelmente, rejeitar ou apresentar alternativas às propostas da Presidência.

Ganhar a presidência da Câmara não elimina as competências que a lei atribui ao órgão executivo no seu conjunto.

O que está comprovado

A documentação oficial permite confirmar os seguintes factos:

A Presidência anunciou que o preçário seria submetido à apreciação e votação da Câmara Municipal.

A proposta de preços e de afetação solidária da receita foi rejeitada na reunião extraordinária de 9 de julho.

Os 90 mil euros anunciados pela Presidência não resultam dos preços e do número de entradas divulgados publicamente.

A proposta de ingresso a um euro foi retirada na reunião de 20 de julho.

Em 22 de julho, o presidente fixou um novo preçário através de despacho próprio, com efeitos imediatos.

O despacho não determina a entrega da receita aos Bombeiros ou às IPSS.

A justificação da cobrança passou da solidariedade para a necessidade de assegurar receita prevista no orçamento municipal.

O despacho não identifica expressamente a norma excecional que permitiria ao presidente praticar um ato da competência da Câmara nem refere a respetiva ratificação.

Até 24 de julho, não se encontrava publicada qualquer deliberação de ratificação.

As perguntas que o Município deve responder

Para que o processo fique completamente esclarecido, o Município de Nisa deverá responder publicamente às seguintes questões:

Qual foi a norma legal concreta utilizada para reconhecer ao presidente competência para fixar o preçário?

O despacho foi praticado ao abrigo do artigo 35.º, n.º 3, da Lei n.º 75/2013?

Por que motivo não foi possível convocar uma reunião extraordinária da Câmara?

Em que reunião será o despacho submetido a ratificação?

Qual é a rubrica do orçamento corrigido de 2025 onde se encontra prevista a receita do “Nisa em Festa”?

Qual é o montante exato inscrito nessa rubrica?

Que informação e parecer foram emitidos pela Secção Financeira?

Como foram calculados os 90 mil euros anunciados pela Presidência?

Qual será o destino final da receita efetivamente arrecadada?

Quantos bilhetes e passes foram vendidos e qual foi a receita bruta e líquida do evento?

Transparência exige documentos, números e decisões formais

Os elementos analisados não demonstram a prática de qualquer crime nem permitem acusar os responsáveis municipais de desvio de receitas, fraude ou apropriação de verbas.

Demonstram, contudo, uma sucessão de decisões pouco transparente, uma projeção financeira que não corresponde aos preços apresentados, uma mudança substancial na finalidade anunciada para a receita e um despacho cuja fundamentação jurídica não esclarece a competência exercida pelo presidente.

A legalidade definitiva do ato dependerá do processo administrativo completo, dos pareceres internos, da eventual ratificação pela Câmara e, caso exista impugnação, da apreciação das entidades competentes.

Mas a obrigação política de esclarecer os cidadãos existe desde já.

Porque a transparência não se mede pelo número de comunicados publicados. Mede-se pela correspondência entre aquilo que se anuncia, aquilo que se vota, aquilo que se cobra e aquilo que a lei permite.

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Portugal

U.Porto reforça «upgrade» dos estudantes para o mercado de trabalho

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O UPgrade Challenge 2026 culminou com uma sessão pública de apresentação e distinção dos projetos desenvolvidos pelos 23 participantes.


Cerca de 200 participações em quatro sessões online, dedicadas a temas como a inteligência artificial, a elaboração de currículos, os concursos públicos e as entrevistas de emprego, marcaram a mais recente edição da UPgrade Career Summer School, uma iniciativa promovida pelo Núcleo de Talento e Carreira da Universidade do Porto, no âmbito do programa UPgrade.

Ao longo das quatro sessões, especialistas de diferentes áreas tiveram a oportunidade de abordar algumas das principais etapas da construção de uma carreira profissional, desde o recurso à inteligência artificial como ferramenta de apoio ao desenvolvimento de carreira até à preparação de currículos, candidaturas a concursos públicos e entrevistas de emprego.

As sessões foram dinamizadas por Ana Azevedo, Tiago Silva Santos, Cláudia Rocha e Sílvia Moita (SRH-SPUP) e Mara Silva, da B-Simple Healthcare Solutions.

Uma das sessões foi dedicada à preparação de currículos, candidaturas a concursos públicos e entrevistas de emprego. (Foto: DR)

A Summer School integrou o conjunto de atividades desenvolvidas este semestre pelo programa UPgrade, que visa apoiar estudantes e diplomados da U.Porto no desenvolvimento de competências de empregabilidade e gestão de carreira.

Aprender através de desafios empresariais

A par desta iniciativa, o último semestre  ficou também marcado pela realização de uma nova edição do UPgrade Challenge, promovido em parceria com a UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto.

Ao longo do programa, 23 estudantes de diferentes áreas de formação trabalharam em equipas multidisciplinares para responder a desafios lançados por cinco organizações parceiras, num percurso que combinou mentoria, workshops de competências transversais e contacto direto com contextos empresariais.

A experiência permitiu aos participantes desenvolver competências valorizadas pelas organizações, como o trabalho em equipa, a comunicação, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas, aproximando-os das exigências do mercado de trabalho.

Segundo os resultados da avaliação realizada junto dos participantes, a participação nas iniciativas do programa contribuiu para uma perceção mais positiva das suas competências de empregabilidade e da sua capacidade para gerir o percurso profissional.

UPgrade: a apoiar o desenvolvimento de carreira desde 2019

Criado em 2019, o UPgrade é o programa de desenvolvimento de competências de empregabilidade e gestão de carreira da Universidade do Porto, promovido pelo Núcleo de Talento e Carreira com o apoio da Fundação Amadeu Dias.

Dirigido a estudantes e diplomados, o programa assenta numa abordagem que combina desenvolvimento pessoal e profissional, competências transversais, aprendizagem experiencial, networking e contacto com organizações de diferentes setores.

Atualmente, a atividade do UPgrade encontra-se estruturada em três eixos principais — UPgrade Career Summer School, UPgrade Work Soft Skills e UPgrade Challenge — através dos quais são promovidas ações de formação, mentoria, coaching de carreira e resolução de desafios em contexto organizacional.



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Portugal

Nazaré recebe a Liga Portugal Legends entre 24 e 26 de julho

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O Estádio do Viveiro “Jordan Santos” volta a ser palco de grandes momentos do futebol nacional com a realização da quarta edição da Liga Portugal Legends, que decorre na Nazaré entre os dias 24 e 26 de julho.

Durante três dias, antigas estrelas do futebol português regressam aos relvados para disputar uma competição que alia o espírito competitivo à celebração da história e do legado do futebol nacional, proporcionando ao público um fim de semana repleto de emoção, talento e nostalgia.

A competição arranca hoje, dia 24 de julho, às 10h00, com o encontro entre o Estrela da Amadora e o Casa Pia. Ao longo do dia realizam-se vários jogos, terminando a jornada às 19h00 com a partida entre o Vitória e o Estoril Praia.

No sábado, 25 de julho, a prova entra na segunda fase. A partir das 09h00, as equipas regressam ao relvado para mais uma jornada intensa, com mais oito encontros agendados ao longo do dia. O último jogo coloca frente a frente o Gil Vicente FC e o Sporting CP, às 18h00.

O domingo, 26 de julho, fica reservado para as decisões finais. As meias-finais disputam-se às 11h00 e às 12h00, seguindo-se, às 15h00, o jogo de atribuição do terceiro lugar. A grande final está marcada para as 16h00 e irá consagrar o vencedor da edição de 2026 da Liga Portugal Legends.

Antes das decisões finais, pelas 14h00, terá lugar o já tradicional jogo solidário, que contará com a participação do Grupo Desportivo “Os Nazarenos”. Orientada por Juvenal Rodrigues Oliveira, a formação nazarena será composta pelos seguintes atletas: Carlos Delgado, Wagner Estrela, João Carlos Peixe, Rui Codinha, Álvaro Murraças, Emílio Peixe, Paulo Brites Rosa, Luís Vasco, Walter Estrela, Francisco Mota, Wilson Estrela, Mário Vigia e Nuno Carreira.

A participação do GD “Os Nazarenos” reforça a ligação da Liga Portugal Legends à comunidade local, associando o desporto à solidariedade e proporcionando um momento de convívio entre antigos atletas, adeptos e visitantes.

A entrada no Estádio do Viveiro “Jordan Santos” é livre, convidando residentes e visitantes a assistir de perto ao regresso de algumas das maiores figuras da história do futebol português e a viver um fim de semana de convívio, desporto e celebração na Nazaré.





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