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A Vice-Presidente da CCDR Algarve para a área do Ambiente, Teresa Correia, marcou presença no 51.º aniversário da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, celebrado através de um Dia Aberto promovido pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P..

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Localizada no sudeste algarvio, junto à foz do Rio Guadiana, esta área protegida — a primeira Reserva Natural criada em Portugal continental — constitui um dos mais importantes espaços de conservação da biodiversidade, em particular ao nível da avifauna.

Na sessão de abertura, Teresa Correia destacou a forte adesão de jovens à iniciativa, sublinhando a importância destas ações para a sensibilização ambiental e para a promoção de comportamentos responsáveis, nomeadamente ao nível da separação de resíduos e da reciclagem.

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A responsável manifestou ainda a disponibilidade da CCDR Algarve para apoiar e divulgar oportunidades de financiamento na área da conservação da natureza, reforçando o compromisso institucional com a proteção dos ecossistemas e a valorização do património natural.

O programa incluiu também o lançamento do livro “A Aventura do Júnior”, acompanhado por uma animação infantil com marionetas, proporcionando um momento de educação ambiental dirigido aos mais novos.

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#CCDRAlgarve #Ambiente #Sustentabilidade #ICNF #CastroMarim #VRSA







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Alentejo

França abate gado, a Europa muda de dieta: o que não nos estão a explicar

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Há momentos em que uma crise deixa de ser apenas um problema técnico e passa a ser um espelho. O que está a acontecer em França com o abate de bovinos devido à dermatose nodular contagiosa não é apenas uma resposta sanitária. É um retrato, talvez involuntário, da forma como a Europa está a redesenhar o seu modelo alimentar — e da forma como esse processo está a ser conduzido.

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A doença existe. É real, conhecida e estudada. Não afeta humanos, mas tem impacto direto na produção pecuária, nas exportações e na estabilidade do setor. Perante isso, o protocolo europeu é claro: vacinação obrigatória, controlo de movimentos e, nos casos positivos, abate total dos efetivos.

No papel, a decisão é racional. No terreno, é outra coisa.

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Quando um agricultor vê um rebanho inteiro abatido porque um único animal testou positivo, a ciência deixa de ser apenas ciência. Passa a ser uma imposição. E é nesse ponto que a crise sanitária se transforma numa crise de confiança.

A França aplicou as regras. Mas ao aplicá-las, abriu uma fratura. Protestos, bloqueios, tensão social. Não porque os agricultores neguem a doença, mas porque não aceitam a forma como o sistema decide sobre a sua sobrevivência.

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E é aqui que a questão deixa de ser apenas veterinária.

Porque esta crise surge num momento em que o setor pecuário europeu já vive sob pressão. Pressão ambiental, pressão regulatória, aumento de custos, redução de efetivos. Produz-se menos. Importa-se mais. E o equilíbrio do sistema começa a alterar-se.

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Neste contexto, cada animal abatido tem um peso que vai muito além do sanitário.

Ao mesmo tempo, cresce silenciosamente uma nova indústria. Carne cultivada em laboratório, proteínas alternativas, substitutos vegetais. Um setor ainda emergente, mas já com investimento massivo de grandes grupos económicos e apoio político enquadrado nas metas ambientais europeias.

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Importa dizer com clareza: não há prova de que os abates estejam a ser feitos para favorecer esta indústria. Mas também é impossível ignorar que estas duas realidades estão a evoluir em paralelo.

E quando duas dinâmicas convergem no tempo — a fragilização de um setor tradicional e o crescimento de um novo modelo — a pergunta deixa de ser se há relação direta. A pergunta passa a ser se estamos perante uma mudança estrutural.

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A resposta, tudo indica, é sim.

A Europa está a tentar reduzir o impacto ambiental da produção alimentar. Isso é legítimo. A pecuária tem custos ambientais reais. Mas o problema não está no objetivo. Está no caminho.

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Porque, na prática, o que está a acontecer é uma combinação de fatores:

crises sanitárias que obrigam a abates massivos
políticas ambientais que desincentivam a produção
custos crescentes que tornam a atividade menos viável
novos produtos que entram no mercado com forte apoio financeiro

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Separadamente, cada um destes elementos é compreensível. Juntos, formam um padrão.

E esse padrão levanta uma questão incómoda: quem está preparado para o novo modelo e quem está a ser deixado para trás?

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A resposta é evidente no terreno. Os agricultores.

A política europeia tem sido eficaz a definir metas. Menos eficaz a gerir transições humanas. Porque uma exploração agrícola não é apenas uma unidade produtiva. É uma história, um modo de vida, uma herança. E isso não se compensa com indemnizações.

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O argumento ambiental, tantas vezes invocado, também merece ser tratado com rigor. Sim, a pecuária contribui para emissões. Mas também mantém ecossistemas, sustenta territórios rurais e garante soberania alimentar. Reduzir tudo a uma equação de carbono é simplificar um problema complexo.

E quando essa simplificação coincide com decisões administrativas duras, o resultado é previsível: desconfiança.

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O que se está a passar em França é um aviso. Não de conspiração, mas de desalinhamento.

A Europa está a mudar. Está a acelerar uma transição alimentar, energética e económica. Mas fá-lo, muitas vezes, sem conseguir explicar de forma clara quem ganha, quem perde e porquê.

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E nesse vazio cresce o ruído.

O ruído das teorias. O ruído da desinformação. O ruído da revolta.

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A verdade é mais simples — e mais desconfortável.

Não estamos a assistir a um plano oculto. Estamos a assistir a uma mudança profunda mal comunicada e socialmente mal gerida.

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E isso pode ser ainda mais perigoso.

Porque quando as pessoas deixam de confiar no sistema, deixam também de acreditar nas razões que o sustentam.

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E nesse momento, já não estamos a falar de uma doença.

Estamos a falar de uma crise de modelo.

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Alentejo

Javalis fora de controlo e carne desperdiçada: a falha silenciosa da política rural em Portugal

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Há um problema que cresce no silêncio do interior e que começa agora a tornar-se impossível de ignorar. Os javalis estão fora de controlo em várias regiões de Portugal, causando prejuízos agrícolas, risco sanitário e um desequilíbrio ambiental crescente. E, no entanto, há algo ainda mais inquietante do que a proliferação da espécie: a incapacidade do sistema em lidar com ela de forma racional.

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A contradição é evidente. De um lado, o Estado incentiva o aumento da caça para reduzir a população de javalis. Do outro, cria um enquadramento sanitário e logístico que impede que essa mesma caça seja aproveitada. O resultado? Animais abatidos que não entram no circuito alimentar. Carne que se perde. Recursos que se desperdiçam.

No terreno, a realidade é mais crua do que qualquer relatório. Agricultores veem culturas destruídas, vinhas devastadas, pastagens arruinadas. Em algumas zonas, os javalis aproximam-se cada vez mais de áreas urbanas, cruzando-se com pessoas, circulando em estradas, tornando-se um risco real.

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E não estamos a falar de um fenómeno isolado. Estamos a falar de uma espécie que não tem predadores naturais em Portugal, com elevada capacidade reprodutiva e adaptação extraordinária ao território.

A resposta do Estado tem sido previsível: mais caça, mais montarias, mais autorizações. Mas essa resposta esbarra num problema estrutural que poucos querem enfrentar: o circuito da carne de caça está bloqueado.

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Durante anos, muitos javalis abatidos acabavam por seguir para Espanha, onde o enquadramento fiscal e logístico era mais favorável. A diferença no IVA tornava o mercado espanhol mais competitivo. Essa distorção foi corrigida. Mas o problema não desapareceu.

Porque o verdadeiro bloqueio não está apenas no imposto. Está na infraestrutura.

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Hoje, em várias regiões do país, especialmente no interior, não existem matadouros próximos devidamente certificados para processar carne de caça. O exemplo é quase absurdo: caçadores na Beira Baixa obrigados a percorrer centenas de quilómetros até Miranda do Douro para legalizar o abate.

Perante esta realidade, a consequência é simples: muitos animais não entram no circuito legal.

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E é aqui que entra a nova proposta do Governo: matadouros móveis.

A ideia, à primeira vista, parece sensata. Levar a infraestrutura ao território, permitir o abate no local, reduzir custos logísticos, aumentar o aproveitamento da carne e dar resposta a pequenos produtores e caçadores.

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Mas a pergunta que se impõe é outra: porque é que esta solução surge agora, quando o problema já existe há anos?

A verdade é que o país está a reagir tarde a um problema que se agravou de forma previsível.

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E há ainda uma dimensão que torna tudo mais sensível: a questão sanitária.

O javali é considerado um potencial vetor de doenças graves, nomeadamente a peste suína africana, uma ameaça que já teve impacto significativo em países vizinhos, como Espanha. Portugal conseguiu erradicá-la no passado, mas o risco de reintrodução existe.

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Isso justifica regras rigorosas. Mas também levanta outra questão: será que o atual modelo está a proteger a saúde pública ou a criar um sistema tão rígido que se torna impraticável?

Porque quando a legislação é impossível de cumprir no terreno, deixa de ser uma solução. Passa a ser um problema.

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E há mais.

Enquanto se discute o controlo de javalis e o desperdício de carne de caça, a Europa fala cada vez mais de sustentabilidade, de redução de consumo de carne e de novos modelos alimentares. Mas aqui, no terreno, a realidade é outra: há carne disponível, natural, selvagem — e não está a ser aproveitada.

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Isto não é apenas um paradoxo. É uma falha de sistema.

Num país que importa uma parte significativa da carne que consome, permitir que toneladas de carne de caça fiquem fora do circuito é mais do que ineficiência. É um erro estratégico.

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Os matadouros móveis podem ser parte da solução. Mas não resolvem tudo.

Porque o problema não é apenas logístico. É político, estrutural e, em muitos casos, ideológico.

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Falta coordenação entre ambiente, agricultura e saúde. Falta visão de longo prazo. Falta capacidade de transformar um problema numa oportunidade.

O javali tornou-se símbolo disso mesmo. Um animal que cresce sem controlo, num sistema que reage sem estratégia.

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E no meio ficam os agricultores, mais uma vez, a suportar os custos de decisões que não controlam.

A pergunta final é simples — e incómoda:

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Como é possível que um país com excesso de caça e falta de carne continue a desperdiçar ambos?

Se não houver resposta, o problema não será apenas o javali.

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Será o próprio modelo.



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Alentejo

Temperaturas vão subir em Portugal — saiba o que vai acontecer nos próximos dias

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Portugal prepara-se para uma mudança no estado do tempo que poderá ser sentida já nos próximos dias. As temperaturas vão subir de forma gradual, com impacto mais evidente no interior do país.

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Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, os valores máximos deverão aumentar progressivamente, podendo ultrapassar os 25 graus em algumas regiões.

O que está a mudar?
A subida das temperaturas está associada à entrada de uma massa de ar mais quente e estável, influenciada por um anticiclone localizado a oeste da Península Ibérica. Este cenário deverá trazer dias mais secos e com maior presença de sol.

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Onde será mais sentido?

Interior Norte e Centro
Alentejo
Algumas zonas do Vale do Tejo

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E o vento e a chuva?

Vento fraco a moderado, com reforço no litoral durante a tarde
Baixa probabilidade de chuva na maioria do território

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Apesar do aumento das temperaturas, não há, para já, indicação de fenómenos extremos. Ainda assim, o IPMA alerta para a importância de acompanhar as atualizações, já que esta é uma altura do ano marcada por mudanças rápidas nas condições meteorológicas.

A informação completa e atualizada pode ser consultada no site oficial do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

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Portugal

Castelo de Vide: Trânsito condicionado na EM 525 a partir de 5 de maio

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A Câmara Municipal de Castelo de Vide informa que o trânsito vai estar condicionado na Estrada Municipal 525 (Póvoa e Meadas – Castelo de Vide), junto à Quinta do Bispo, no próximo dia 5 de maio, entre as 9h e as 18h.

O condicionamento deve-se à realização de trabalhos de pintura rodoviária (bandas cromáticas) pela empresa URBIGAV. A intervenção será acompanhada no local pelo serviço da GNR para garantir a segurança rodoviária. A autarquia pede desculpa pelos incómodos e agradece a compreensão de todos os automobilistas.

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