Portugal
ONU Avalia Estado do Oceano

No próximo dia 8 de junho, por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos, será oficialmente lançado pelas Nações Unidas, em Nova Iorque, o 3.º Relatório Global sobre a Avaliação do Estado do Oceano, incluindo os aspetos socioeconómicos.
Este documento constitui a mais recente e abrangente avaliação integrada do estado do oceano mundial, baseada nos três pilares do desenvolvimento sustentável, abordando temas como governança, pressões humanas sobre o oceano, sustentabilidade dos recursos marinhos, alterações em curso e a importância dos dados científicos na tomada de decisão.
O relatório foi aprovado por 190 países em dezembro de 2025, durante a reunião da Assembleia Geral da ONU (A/80/L.22) e é composto por 60 capítulos. O documento inclui ainda a abordagem “One Health”, que relaciona a saúde do oceano com a saúde humana e o bem-estar, integrando dimensões como igualdade de género, equidade, participação das comunidades locais e os impactos da pandemia da COVID-19.
Conhecido internacionalmente como WOA III – Third World Ocean Assessment, o relatório resulta de um processo da ONU, lançado em 2002, para reforçar a ligação entre ciência e decisão política sobre o ambiente marinho.
Na sua elaboração participaram 580 peritos de 86 países, destacando-se a Professora Catedrática Jubilada Maria João Bebianno, que integra o grupo dos vinte e cinco peritos responsáveis por este processo, desde 2016. Participaram ainda investigadores portugueses de várias instituições nacionais, incluindo o IPMA, a Universidades do Algarve, dos Açores, de Aveiro, de Évora, de Lisboa, da Nova de Lisboa e do WAVEC. Esta ampla participação evidencia a relevância do conhecimento científico nacional neste domínio.
A cerimónia oficial é promovida pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, sendo na ocasião também apresentada uma plataforma digital com os dados e informação do relatório, reforçando o papel da ciência e da digitalização no apoio à conservação e gestão sustentável do oceano.
Portugal
Prescrição Cultural quer integrar o Serviço Nacional de Saúde


A Reitoria da Universidade do Porto acolheu, no passado dia 2 de junho, o III Encontro Nacional de Prescrição Cultural, evento que reuniu profissionais da saúde, da cultura e da intervenção social para discutir o futuro deste modelo em Portugal.
Promovida pela U.Porto, a iniciativa assinalou um novo momento no desenvolvimento da prescrição cultural em Portugal. “Já não estamos a perguntar o que é a prescrição cultural ou se funciona. A questão que nos une é como a podemos institucionalizar no Serviço Nacional de Saúde”, afirma Fátima Vieira, Vice-Reitora para a Cultura e Museus.
Segundo a mesma responsável, o consórcio liderado pela U.Porto — e que integra também a Universidade do Minho, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e diversas entidades ligadas às áreas da saúde e cultura — está a trabalhar na definição de um modelo estruturado para a prescrição cultural. “
Estamos a contribuir com um modelo que passa pela formação dos profissionais em exercício, pela implementação e monitorização das intervenções e pela produção de evidência científica”, adianta Fátima Vieira.
O III Encontro Nacional de Prescrição Cultural incluiu momentos de partilha com profissionais envolvidos em projetos já em curso, em diferentes contextos do país, bem como a apresentação da Estratégia Nacional para a Saúde, Cultura e Outros Contextos.
O programa integrou ainda ações de formação dirigidas a médicos, psicólogos e “link workers”, profissionais responsáveis pelo acompanhamento dos utentes ao longo do processo de prescrição cultural.
Alentejo Central
Inscrições Abertas para as Tasquinhas Sines 2026 na Avenida Vasco da Gama

A Câmara Municipal de Sines abriu o período de candidaturas para a edição de 2026 do evento Tasquinhas Sines, que irá decorrer entre os dias 17 de julho e 2 de agosto na Avenida Vasco da Gama.
Os interessados têm um prazo de 8 dias consecutivos, contados a partir da data de publicação do edital oficial ocorrida a 2 de junho, para submeter as suas propostas. O processo deve ser formalizado através do preenchimento e assinatura da ficha de candidatura por um representante legal. Os documentos podem ser entregues presencialmente no Balcão Único da autarquia ou enviados por via digital para o correio eletrónico [email protected].
Portugal
As margens iluminadas das Endoenças de Entre-os-Rios reafirmam o seu lugar como …

As margens iluminadas das Endoenças de Entre-os-Rios reafirmam o seu lugar como Património Nacional!
Com origens que remontam ao século XVII, a tradição das «Endoenças de Entre-os-Rios» viu o seu registo validado e renovado no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
Partilhada entre os concelhos de Penafiel e Marco de Canaveses, esta manifestação secular ilumina o encontro dos rios Tâmega e Douro, criando um cenário de rara beleza. A renovação deste estatuto confirma a vitalidade contemporânea da tradição e o seu papel fundamental na união e no reforço dos laços identitários destas comunidades.
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Portugal
Engenheiro geoespacial da FCUP programa drones para apoiar situações de emergência

José Borges integra o Gabinete de Informação Estratégica da Câmara Municipal de Matosinhos e está envolvido num projeto para ajudar a antecipar e resolver situações de risco.

José Borges trabalha na Câmara Municipal de Matosinhos, desde 2018, ano em que concluiu o Mestrado em Engenharia Geográfica na FCUP. Foto: DR
E se drones autónomos conseguissem vigiar a orla costeira, detetar pessoas em perigo e alertar automaticamente a Proteção Civil? É este o desafio em que está a trabalhar José Borges, engenheiro geoespacial formado na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), atualmente integrado no Gabinete de Informação Estratégica da Câmara Municipal de Matosinhos.
O projeto pretende criar um sistema de drones instalados em bases fixas no topo de edifícios, capazes de percorrer automaticamente zonas costeiras e recolher informação em tempo real.
“Se uma pessoa estiver em perigo, o drone consegue detetar a situação e lançar um alerta automático à proteção civil”, explica José Borges.
Equipados com câmaras térmicas, holofotes e altifalantes, os drones poderão identificar situações de risco, focos de poluição ou acumulação de lixo nas praias.
“A informação recolhida será analisada automaticamente através de algoritmos e sistemas de inteligência artificial desenvolvidos internamente”, conta o engenheiro geoespacial. Os dados serão depois disponibilizados em dashboards de monitorização em tempo real, permitindo apoiar a tomada de decisões e acelerar a resposta das autoridades.
Mas há mais. Esta tecnologia pode ser aplicada não apenas na vigilância costeira, mas também na prevenção de incêndios ou de cheias.
“Estamos ainda a desenvolver garras para os drones, produzidas através de impressão 3D, que poderão transportar boias para ajudar em situações de afogamento”, acrescenta o alumnus da FCUP, instituição pela qual é licenciado em Ciências de Engenharia (2016) e mestre em Engenharia Geográfica (2018).
Uma área que vai muito além dos mapas
Desde que iniciou funções na autarquia, em 2018, José Borges já participou no desenvolvimento de plataformas de gestão de crise e apoio à decisão em situações de emergência, como durante a pandemia da COVID-19 e também de sistemas de gestão. Ajudou igualmente na criação de plataformas webSIG (websites que integram Sistemas de Informação Geográfica – SIG) aplicados a diferentes áreas municipais, como o turismo, urbanismo, arquitetura e monitorização territorial.
Para o engenheiro geoespacial, esta área vai muito além dos mapas. “A engenharia geoespacial não é só cartografia. Através da programação conseguimos criar ferramentas para apoiar a gestão de recursos, monitorizar território e responder mais rapidamente a situações de emergência. Os SIG são hoje uma ferramenta transversal a inúmeras áreas”, sublinha.
Além do trabalho com drones e inteligência artificial, José Borges também se tem destacado na área da arqueologia. “No ano passado conseguimos identificar seis novos tanques romanos de salga na zona norte do concelho. Desenvolvi algoritmos que analisam imagens aéreas e modelos de terreno para identificar padrões geométricos associados a estruturas antigas”, conta.
Antecipar riscos e reforçar capacidade de resposta
O objetivo futuro passa pela criação de um centro de inteligência urbana capaz de integrar dados meteorológicos, imagens de satélite, sensores ambientais e informação de trânsito para antecipar riscos e reforçar a capacidade de resposta do município.
A ideia é que esta tecnologia possa começar a apoiar operações de emergência já em 2027.
“Cabe-nos a nós pegar no básico e transformá-lo no excecional. É a minha luta todos os dias”, remata José Borges, numa missão em que tecnologia e serviço público caminham lado a lado.
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