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Tomás Fonseca: “É um orgulho invicto”

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Tomás Fonseca terminou o 1º ano da licenciatura em Gestão com média de 19 valores FOTO: DR


As oportunidades que a universidade propõe, bem como a reputação que a precede, aliadas à oportunidade de “vestir a camisola” e representar a cidade, foram as razões que levaram Tomás Fonseca a ingressar na Universidade do Porto. O “orgulho invicto” que o jovem fala revelou-se na sua média de 19 valores, garantindo-lhe, assim, um lugar entre os vencedores do Prémio Incentivo 2026.

Os amigos que fez pelo caminho, a possibilidade de estudar o que gosta e assistir a aulas lecionadas por professores internacionalmente reconhecidos são alguns dos aspetos que mais marcaram o estudante. No contexto académico, aprendeu também que “é sempre melhor ser o elemento tranquilizador”.

Para o jovem, o Prémio Incentivo representa o “reconhecimento do trabalho e da dedicação” ao longo deste primeiro ano universitário, durante o qual foi “sentindo cada vez mais essa ligação à universidade e à cidade, o que torna a experiência ainda mais especial”.

Tomás projeta o seu futuro como uma oportunidade para “contribuir positivamente para o mundo”, que lhe permita ser criativo e “trabalhar com pessoas muito distintas”.

Tomás Fonseca recebeu o Prémio Incentivo 2026 das mãos do Reitor da U.Porto. (Foto: Egidio Santos/U.Porto)

– O que te motivou a escolher a U.Porto?

Escolhi a U.Porto principalmente pela reputação académica e pela qualidade reconhecida do ensino. Sempre ouvi falar muito bem da universidade, especialmente na área de gestão, tanto pela exigência como pelas oportunidades que oferece aos estudantes, mas além disso por representar a cidade, e é um enorme orgulho ter a possibilidade de vestir esta camisola e colocar o máximo empenho para contribuir para o prestígio da instituição. Um orgulho invicto se fosse a resumir em poucas palavras.

– O que gostaste mais no primeiro ano na Universidade?

Ter a oportunidade de conhecer diferentes pessoas que posso chamar de amigos, que contribuíram para o meu crescimento como pessoa e me ajudaram a abrir os meus horizontes. Ter a possibilidade de estudar o que gosto e assistir a aulas lecionadas por professores reconhecidos internacionalmente também é um enorme privilégio.

– Qual foi o momento mais desafiante do teu percurso até agora? O que mudou em ti?

Não consigo eleger um momento desafiante sinceramente, o meu percurso tem sido bastante tranquilo felizmente, exceto alguns trabalhos de grupo que exigiram um maior esforço da minha parte para sanar eventuais conflitos entre outros membros. Foi algo que me fez compreender que é sempre melhor ser o elemento tranquilizador.

– Qual a importância do Prémio Incentivo para ti?

O Prémio Incentivo tem um significado muito especial para mim, porque representa o reconhecimento do trabalho e da dedicação ao longo do percurso. Dá me motivação para continuar o meu trabalho, focado mas com bastante humildade.

– Como vês o teu futuro daqui a 10 anos?

Daqui a 10 anos vejo me a trabalhar numa área que goste, não consigo precisar pois tenho vários interesses, mas se me permitisse ser criativo e contribuir positivamente para o mundo atrevo me a dizer que estaria realizado. Acima de tudo ter a possibilidade de continuar a aprender e trabalhar com pessoas muito distintas.

– Se tivesses de descrever a tua experiência na U.Porto numa palavra, qual seria?

Diria orgulho. Orgulho por fazer parte de uma instituição com tanta história, exigência e prestígio, e também por ser uma parte da cidade, que tem uma identidade e uma mística muito forte. Ao longo deste percurso fui sentindo cada vez mais essa ligação à universidade e à cidade, o que torna esta experiência ainda mais especial.



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Município de Évora assume gestão da Casa das Sementes para criar espaço cultural

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O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, participou, esta terça-feira, no Porto, na cerimónia de assinatura do acordo de transferência de competências para a gestão da antiga Casa das Sementes (EPAC), imóvel do Estado que passará para a esfera municipal com o objetivo de ser convertido num novo espaço dedicado à cultura.

A formalização da transferência decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal do Porto, numa cerimónia promovida pela ESTAMO – Participações Imobiliárias, que reuniu vários municípios e contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, João Silva Lopes, e o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado.

Com a assinatura do protocolo, o Município de Évora passou a assumir a gestão daquele edifício, devoluto há vários anos, concretizando com sucesso um processo que vinha sendo negociado entre a autarquia e a ESTAMO há vários anos.

A Casa das Sementes será destinada ao desenvolvimento de um projeto cultural, encontrando-se o respetivo plano de utilização em fase de conclusão, devendo ser apresentado oportunamente.

Para Carlos Zorrinho, a Casa das Sementes é “um espaço magnífico” e uma “grande oportunidade para o município”, apelando a um esforço conjunto para potenciar aquele património em benefício da cidade.

Após a assinatura, o autarca, que se fez acompanhar da Chefe de Gabinete, Teresa Batista, revelou igualmente que está em desenvolvimento o plano para utilização do edifício, adiantando que o espaço poderá acolher diversas valências culturais, incluindo um centro de arte urbana.

A antiga Casa das Sementes, construída em 1960 junto à linha ferroviária, nasceu no contexto do pós-Segunda Guerra Mundial para apoiar a seleção, tratamento e armazenamento de sementes destinadas à produção agrícola. O conjunto, composto por três edifícios dispostos em “U”, é considerado um dos mais relevantes exemplos de arquitetura industrial do século XX existentes em Évora e passará agora a integrar o património gerido pelo município, com uma nova vocação cultural.



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Prémio Nacional de Inovação 2026 distingue startups da U.Porto

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Duas empresas spin-off da Universidade do Porto foram premiadas na quarta edição do Prémio Nacional de Inovação (PNI). A Sigma Easy Charge, atualmente incubada na Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto (UPTEC), venceu a categoria “Utilities” e o seu cofundador e CTO, Augusto Costa Franco, recebeu o Troféu Innovation Champion. Já a Biofabics foi distinguida com uma menção honrosa.

O projeto Sigma-WPT é o primeiro sistema europeu de carregamento sem fios para veículos elétricos com semicondutores GaN, operando acima de 300Khz. Com uma eficiência de 93%, já validada em laboratório, a tecnologia elimina os cabos no carregamento de carros elétricos, permitindo o carregamento através do pavimento. Valeu à Sigma Easy Charge a vitória na categoria “Utilities, Mobilidade e Infraestruturas”.

“É um reconhecimento muito relevante para a Sigma. Trata-se de mais um ‘portal de validação’ do trabalho que temos a vindo a desenvolver para transformar a forma como a energia é gerida e utilizada, contribuindo para uma transição energética mais inteligente, eficiente e sustentável”, notam os representantes da startup fundada em 2024 por Adriano Carvalho – professor da Faculdade e Engenharia da U.Porto (FEUP) -, Augusto FrancoPaula Sousa – ambos antigos estudantes da FEUP – e Luís Machado

“Num setor em profunda transformação, este prémio demonstra que é possível desenvolver, em Portugal, tecnologia disruptiva de elevado valor acrescentado, capaz de responder aos desafios da eletrificação, da gestão inteligente da energia e da crescente integração das energias renováveis”, acrescentam.

Augusto Costa Franco, CTO da Sigma, foi ainda distinguido, “com enorme orgulho, mas também com um profundo sentido de responsabilidade”, com o “Troféu Innovation Champion”.

Para a equipa de empreendedores, este troféu “representa o reconhecimento diário de toda a equipa. Para uma startup portuguesa, ser distinguida entre projetos de referência nacional, é uma validação muito importante da nossa visão”, dizem.

Mais do que um reconhecimento, a empresa encara esta distinção no PNI como “um incentivo para continuar a inovar e a acelerar o desenvolvimento de soluções com impacto real”. Estão, neste momento, numa fase que descrevem como de “forte crescimento tecnológico e empresarial”.

O foco da Sigma está agora no desenvolvimento da uma plataforma de gestão inteligente de energia, incorporando funcionalidades suportadas por IA que permitirão tornar o carregamento wireless cada vez mais inteligente, eficiente, e autónomo. Recorde-se que, ainda este ano, a empresa spin-off da U.Porto conseguiu um investimento da MEXT – Mota‑Engil Next, braço de inovação e venture capital do grupo de construção e engenharia Mota-Engil.

Ao mesmo tempo, estão focados na escalabilidade das suas soluções e “na expansão para novos mercados, reforçando igualmente a colaboração com parceiros estratégicos nacionais e internacionais”.

“O nosso objetivo mantém-se inalterado: desenvolver tecnologia portuguesa de carregamento wireless inteligente que contribua para acelerar a mobilidade elétrica e a construção de um sistema energético mais eficiente, sustentável e inteligente, colocando a inovação ao serviço da transição energética”, concluem.

 Menção honrosa para a Biofabics

Já a Biofabics foi distinguida com uma menção honrosa pelo seu projeto Thermask. Falamos de um material muito fino e resistente, feito de fibras minúsculas (nanofibras), integradas no desenvolvimento de protótipos de máscaras de proteção contra ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares (CBRN), e em soluções de camuflagem térmica. Esta inovação reforça a autonomia e a segurança da defesa europeia através da utilização de materiais avançados.

Pedro Costa, CEO da empresa, recebeu o galardão, que vê como um reconhecimento muito significativo. “Esta é a validação do impacto real da nossa tecnologia e do nosso compromisso em transformar a investigação científica avançada, desenvolvida em Portugal, em soluções tecnológicas de ponta com alcance global”, reforça.

A Biofabics recebeu a chancela spin-off da U.Porto em 2020 e também passou pela UPTEC sendo, neste momento, graduada. Especializada em biofabricação, microfluídica e biorreatores, desenvolve tecnologias inovadoras como ambientes semelhantes ao corpo humano para culturas celulares e também têxteis sintéticos criados em laboratório para a indústria da moda.

Equipa da Biofabics na cerimónia de entrega do Prémio Nacional de Inovação 2026. (Foto: Jornal de Negócios)

Sediada no Porto, a startup destaca-se internacionalmente no desenvolvimento de substitutos de pele, lã e cabelo em laboratório, tendo já garantido milhões de euros em fundos da Comissão Europeia.

Neste momento, estão em fase de expansão internacional e diversificação tecnológica. “Estamos a aplicar os nossos modelos in vitro avançados, tecnologia organ-on-a-chip e sistemas de mircofluídica a um leque cada vez mais amplo”, refere Pedro Costa.

O trabalho da Biofabics abrange não só a biomédica, mas também áreas muito diversas como a aquacultura e nutrição animal, a agricultura sustentável, a economia circular e até a defesa. “Para dar resposta a este crescimento, estamos a liderar e a integrar novos consórcios europeus e a preparar a industrialização e automação dos nossos processos de produção”, conclui.

Esta foi a quarta edição do Prémio Nacional de Inovação, uma iniciativa conjunta do Jornal de Negócios, Banco BPI e Claranet, que conta ainda com a Nova SBE como knowledge parner institucional. Foram distinguidos 13 vencedores e atribuídas dez menções honrosas, entre as 116 candidaturas recebidas.



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Estudo da FMUP antecipa “ecossistema híbrido” na investigação em neuro-urologia

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A investigação em neuro-urologia deverá integrar cada vez mais alternativas, como modelos de inteligência artificial, mas os modelos animais de lesão medular continuarão a ser importantes para validar novos tratamentos antes da sua aplicação em humanos. A conclusão é de um estudo de revisão assinado por Célia Duarte Cruz, professora e investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

Publicado na revista Nature Reviews Urology, o trabalho aborda os avanços tecnológicos e os desafios que se colocam à transposição dos dados pré-clínicos para os doentes.

“Os modelos animais usados em investigação de patologias neuro-urológicas pretendem reproduzir vários aspetos de disfunção do trato urinário baixo. Neste artigo, focamo-nos na disfunção da função vesical após lesões da medula espinhal”, explica Célia Duarte Cruz.

De acordo com a docente e investigadora, “os modelos animais de lesões medulares, com disfunção vesical associada, têm sido cruciais para desenvolver novos tratamentos e melhorar terapias existentes, tais como a neuromodulação sagrada, tibial e epidural, incluindo abordagens fechadas em circuito. Muitas destas abordagens terapêuticas foram testadas e melhoradas em roedores e animais de maior porte, sujeitos a trauma da medula espinhal, para restaurar o controlo da micção antes da translação para humanos”.

“Outro exemplo de novos tratamentos testados em modelos animais são as terapias com células estaminais/progenitoras, frequentemente combinadas com protocolos de reabilitação ou estimulação elétrica. Estas terapias com células indiferenciadas resultaram em melhoria funcional em modelos animais. Algumas destas abordagens mais recentes já foram testadas em ensaios-piloto com alguns doentes”, acrescenta.

Um terceiro exemplo que mostra a importância da utilização de modelos animais é “a engenharia de tecidos, incluindo a utilização de hidrogéis e outras estruturas tridimensionais biomiméticas (em combinação ou não com células estaminais), testados em animais para regeneração neural e da parede da bexiga, mas ainda sem grande relevo em ensaios clínicos”.

Alternativas são “promissoras” mas “ainda não substituem os modelos animais de doença””

Segundo Célia Duarte Cruz, “as principais alternativas ao modelo animal, neste momento, são os organoides, os sistemas híbridos organoids-on-a-chip e os modelos computacionais/Inteligência artificial/machine learning para previsão de fenótipos e resposta terapêutica. Existem também sistemas de simulação e abordagens baseadas em imagem”.

“Tecnologicamente, estas plataformas são promissoras e algumas já são úteis para triagem, modelação parcial de sistemas biológicos e redução do uso de animais. Contudo, não reproduzem ainda a complexidade multiorgânica e multifuncional da disfunção da bexiga após lesões medulares”, continua.

Apesar destas plataformas “poderem ser financeiramente mais eficientes em fases iniciais de trabalho e para testes de alto rendimento, o desenvolvimento, padronização, validação e integração com células humanas maduras continuam a exigir investimento elevado e infraestrutura especializada e ainda não substituem os modelos animais de doença”.

“Um passo na direção certa”

A utilização de animais em experimentação é altamente regulamentada para garantir o seu bem-estar, minimizar o sofrimento e dor e assegurar que os trabalhos experimentais cumprem rigorosos padrões éticos e de qualidade científica. As entidades reguladoras defendem a aplicação dos princípios 3Rs: Replacement, Reduction e Refinement”, que “implicam substituir animais por métodos alternativos quando possível, reduzir ao mínimo o número de animais e refinar técnicas e procedimentos para diminuir a dor, sofrimento e stress”.

No caso da disfunção da atividade da bexiga após lesões da medula espinhal, Célia D. Cruz refere que ainda há muito para fazer para aplicar de forma otimizada os princípios 3Rs. No entanto, estudos recentes propõem a monitorização telemétrica da função vesical, iniciada antes da lesão experimental da medula, no mesmo animal ao longo do tempo. Este procedimento é um passo na direção certa já que reduz o número de animais e melhora a qualidade dos dados, alinhando-se com os princípios dos 3Rs.”

Na próxima década, os autores do artigo entendem que “ainda não será possível uma substituição completa dos modelos animais em estudos focados na patofisiologia das lesões medulares e dos problemas que delas advêm”, mas antecipam “um cenário de coexistência e reconfiguração da utilização destes modelos animais”.

“Este novo ecossistema de investigação híbrido provavelmente utilizará organoides e modelos computacionais, em conjugação com uma análise mais eficiente de dados humanos nas fases iniciais”, indica Célia Cruz.

Em suma, “a tendência mais realista será substituir parcialmente a utilização de modelos animais onde for viável e reduzir significativamente onde houver alternativa robusta, mantendo a sua utilização para abordar perguntas em que a complexidade biológica mantém indispensável a utilização de animais experimentais”.



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Barco solar da FEUP percorre a costa portuguesa em viagem inédita

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O “Atlântico” é a primeira embarcação criada pela FEUP Academic Solar Team (FAST). FOTO: FAST FEUP.


A FEUP Academic Solar Team (FAST) prepara-se para concretizar um marco inédito na engenharia naval nacional. A partir de 25 de julho, o protótipo “Atlântico” irá percorrer a costa portuguesa numa expedição que ficará marcada como a primeira descida da costa portuguesa realizada por um barco solar (solar boat).

Batizada de Invocatio, a iniciativa ligará Matosinhos a Vila Real de Santo António ao longo de 16 etapas, colocando à prova uma embarcação concebida e desenvolvida por estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

Mais do que uma travessia marítima, a Invocatio representa a prova de conceito final do Atlântico, a primeira embarcação criada pela equipa. Ao longo do percurso, o barco será sujeito às condições reais do Oceano Atlântico, permitindo monitorizar o desempenho dos seus sistemas e validar as soluções tecnológicas implementadas. O objetivo é demonstrar que o futuro da engenharia naval passa por opções mais sustentáveis, sem comprometer a eficiência ou a capacidade operacional das embarcações.

Fundada em novembro de 2023, a FAST nasceu com a missão de introduzir a engenharia naval na FEUP e de desenvolver projetos que combinem inovação tecnológica, sustentabilidade ambiental e formação prática. O “Atlântico” é o resultado mais visível desse trabalho. Integrado na categoria Solar Class, destaca-se por ser a primeira embarcação da sua classe com um casco construído integralmente a partir de fibras naturais, assumindo-se como um exemplo da aplicação de materiais sustentáveis em contextos de elevado desempenho.

A expedição terá início em Matosinhos, no âmbito da etapa inaugural da Volta a Portugal à Vela 2026, e seguirá ao longo da costa portuguesa com escalas em vários portos e marinas, incluindo Figueira da Foz, Cascais, Lisboa, Sines, antes de terminar em Vila Real de Santo António. Ao todo, a equipa percorrerá 800 quilómetros de mar aberto, enfrentando um dos maiores desafios alguma vez assumidos por um projeto estudantil da FEUP.

Para além da componente técnica, a Invocatio pretende aproximar a engenharia da sociedade. Em cada local de paragem, a equipa irá promover momentos de contacto com o público através da exposição do Atlântico e da partilha do trabalho desenvolvido. A iniciativa visa sensibilizar para o potencial das energias renováveis no setor marítimo, demonstrar a viabilidade de materiais sustentáveis em ambientes exigentes e inspirar futuras gerações de engenheiros para a criação de soluções capazes de responder aos desafios ambientais do futuro.

A Invocatio assinala, assim, a passagem do laboratório para o oceano. Depois de meses de desenvolvimento e preparação, o “Atlântico” enfrentará o seu maior desafio, transformando a costa portuguesa no palco de uma expedição pioneira que combina conhecimento científico, ambição e uma visão sustentável para o futuro da navegação.



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