Portugal
Fumos de cachimbo com f de fake news

Há quase um século, mais precisamente em 1929, um pintor belga, René Magritte, concluía um dos quadros mais famosos do surrealismo, um óleo sobre tela de dimensões médias (63,5 × 93,98 cm), o celebrado quadro “Traição das Imagens”, obra onde, sob um cachimbo de estilo realista, o pintor pinta a frase Ceci n’est pas une pipe, ou seja, em Português, Isto não é um cachimbo.
O quadro, que actualmente pertence à colecção do Museu de Arte do Condado de Los Angeles (LACMA), é uma visão crítica do “racionalismo” recusando a convenção enraizada de identificar uma imagem de uma coisa com a própria coisa. Uma pintura de um cachimbo não é um cachimbo, é apenas uma pintura.
Dir-se-á que Magritte nega aquilo que a esmagadora maioria das pessoas reconhece estar a ver. Mesmo sendo evidente que aquilo que estamos a ver no quadro é apenas a representação de um cachimbo e não um cachimbo verdadeiro. Mesmo sendo evidente que tudo isto é rigorosamente verdade…
Jogando com tudo isto, muito antes de estar envolvido no programa de promoção da literacia mediática desenvolvido pela Associação Portuguesa de Imprensa (API) através da Academia MediaVeritas, eu colei numa pequena base de madeira um cachimbo verdadeiro, que touxera da minha adolescência, e legendei a obra, dita de técnica mista, com a frase “Isto é um cachimbo“.
Infelizmente, não sei por onde andará essa minha técnica mista com o meu velho e desactivado cachimbo, o que dificulta a tarefa de comprovar os factos na abordagem a que me proponho nestas reflexões em torno do fenómeno da desinformação. Uma realidade também denominada de fake news (notícias falsas) e alimentada, dizem, por complexos algoritmos que sabem seduzir muitos dos nossos impulsos, nomeadamente os próprios de um consumidor.
A propósito de cachimbos. Será que inventei ou existirá mesmo o livro ” A arte de bem cachimbar a todo o fornilho” ? Às vezes a nossa mente transforma o irreal em real. É por isso que o passado também pode ser muito incerto. Há até quem diga que o passado é mais incerto do que o futuro. Tenho de voltar a este tema, muito em breve.
Júlio Roldão
* Júlio Roldão, jornalista desde 1977, nasceu no Porto em 1953, estudou em Coimbra, onde passou, nos anos 70, pelo Teatro dos Estudantes e pelo Círculo de Artes Plásticas, tendo, em 1984, regressado ao Porto, onde vive.
Alentejo Central
Viana do Alentejo: Recolha porta a porta e campanha com prémios fazem disparar reciclagem de papel e vidro

O Município de Viana do Alentejo registou um crescimento acentuado na separação de resíduos recicláveis no primeiro quadrimestre de 2026 (janeiro a abril).
A recolha de papel e cartão disparou 20,6%, a de vidro cresceu 11,4% e as embalagens registaram uma subida de 1,4%. Em sentido inverso, a produção de resíduos indiferenciados (lixo comum) destinados a aterro diminuiu 1,7%.
A autarquia associa estes resultados de sucesso à consolidação do sistema de recolha porta a porta, implementado no concelho desde 2022, que facilitou o hábito de separação no quotidiano dos munícipes. A impulsionar os números está também a campanha de sensibilização “Embalagem da Sorte” que, além de apelar à reciclagem, sorteia vales-oferta de 150€ para gastar no comércio tradicional local.
Esta iniciativa ambiental é promovida pela AMCAL (Associação de Municípios do Alentejo Central) nos concelhos de Alvito, Cuba, Portel, Viana do Alentejo e Vidigueira, contando com o financiamento integral da entidade gestora Novo Verde. No conjunto do território da AMCAL, a recolha seletiva de embalagens registou um crescimento global de 4,2% neste início de ano, aumentando das 125,1 para as 130,4 toneladas recolhidas.
Portugal
A verdade é que a duração dos cursos de formação no IEFP varia de acordo com a m…

A verdade é que a duração dos cursos de formação no IEFP varia de acordo com a modalidade.
Para conhecer as modalidades de formação aceda a iefp.pt ou contacte-nos através do E-Balcão/contactos.
#iefp_portugal #emprego #formaçãoprofissional #modalidadesformação


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Portugal
CM Pampilhosa da Serra / Pampilhosa da Serra participa no XVIII Congresso Internacional de Cidades Educadoras

De 26 a 29 de maio, o Município de Pampilhosa da Serra, representado pela Vice-Presidente da Câmara Municipal, Alexandra Tomé, participou no XVIII Congresso Internacional de Cidades Educadoras, realizado em Granollers, Espanha.
Subordinado ao tema “Educação e cultura na cidade: comunidade, sentido crítico e criatividade”, o encontro reuniu municípios de vários países em torno do papel da cidade como espaço de aprendizagem ao longo da vida, com destaque para a ligação entre educação, cultura, participação cidadã e inovação social.
Ao longo do congresso, foram partilhadas experiências de políticas públicas e projetos locais que reforçam a ideia de que a cidade educa através dos seus espaços, instituições e relações, valorizando especialmente a criatividade, o pensamento crítico e o envolvimento das comunidades na construção de cidades mais inclusivas e democráticas.
O Município integra desde 2020 a AICE – Associação Internacional de Cidades Educadoras, que, no território nacional, tem expressão através da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras.
Alentejo Central
Vidigueira: Futuro dos vinhos do Alentejo e plano estratégico 2026-2030 em debate

A Biblioteca Municipal Doutor Palma Caetano, na Vidigueira, acolheu uma sessão do roadshow de apresentação e consulta setorial promovido pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).
A iniciativa, realizada em parceria com o município local, tem como objetivo aproximar a comissão dos viticultores e agentes económicos para desenhar as grandes diretrizes do setor vitivinícola para os próximos anos.
O encontro permitiu aos profissionais da região o contacto direto com o Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2030 e com o estudo socioeconómico setorial desenvolvido pela Universidade NOVA-SBE. A sessão funcionou como uma plataforma de debate para a recolha de contributos e propostas de alteração ao documento regulador, abordando ainda a sensibilização para a Certificação de Produção Sustentável (PSVA) e os primeiros passos no planeamento da próxima vindima de 2026.
A Câmara Municipal da Vidigueira enalteceu a forte adesão dos produtores locais, reforçando que a participação ativa dos profissionais do concelho é essencial para assegurar que as futuras políticas regionais respondam com eficácia aos desafios económicos e ambientais da vitivinicultura do território. O ciclo de reuniões da CVRA continuará a percorrer várias localidades alentejanas até ao dia 7 de julho, data em que serão consolidados todos os contributos para a versão final do plano de sustentabilidade.
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