Portugal
Membro da IL chama “monhé” a António Costa

Um membro do grupo de coordenação do Núcleo Territorial da Iniciativa Liberal (IL) de Cascais, referiu-se ao primeiro-ministro como “monhé”, numa publicação feita através da rede social Twitter.
“O monhé ficou bravo, deve ter sido pelos negócios do marido da amiga, e como tem o país dele, que é um espetáculo, e achou por bem ir buscar espantalhos ingleses. Nunca mudes que há ainda muito otário disponível para votar em ti”, escreveu na publicação.
Jorge Pires acabou por apagar a publicação. A direção do partida abstém-se de comentar o sucedido, contudo alega que condena qualquer ato ou tratamento discriminatório.

Alentejo Central
Beja: Sítio arqueológico do fórum romano recebe obras de conservação com vista a futura abertura ao público

Os trabalhos de limpeza e conservação do sítio arqueológico do fórum romano de Beja, localizado na Rua da Moeda, tiveram início no passado dia 19 de maio.
A intervenção, adjudicada à empresa André Donas Boto, Unipessoal, pela Câmara Municipal de Beja, representa um investimento conjunto entre a autarquia e o Património Cultural, I.P., num montante total de 33.200€ acrescido de IVA.
O projeto está estruturado em três fases consecutivas que abrangem, inicialmente, a limpeza e desmatação do espaço, seguidas da análise de estabilidade e conservação das estruturas e, por fim, a aplicação de medidas para a consolidação das mesmas. Com conclusão prevista para o final do mês de junho, toda a operação conta com o acompanhamento científico da arqueóloga e professora da Universidade de Coimbra, Conceição Lopes, responsável pelas escavações originais e considerada a principal referência no estudo da Beja romana.
Esta intervenção constitui a primeira etapa de um plano mais abrangente que visa a salvaguarda e valorização deste património. O objetivo final passa por garantir as condições necessárias para a continuidade das investigações arqueológicas, viabilizar a abertura do espaço ao público no curto prazo e integrar as estruturas num futuro museu dedicado à época romana, que ficará instalado no atual edifício do Centro de Arqueologia e Artes.
Portugal
Ricardo Pinheiro reúne em articulação institucional para acompanhar ciclo de desenvolvimento industrial de Sines

O presidente da CCDR Alentejo, I.P. e do Programa Regional Alentejo 2030, Ricardo Pinheiro, esteve reunido, em Sines, com o presidente do Município, Álvaro Beijinha e com o secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, para debater os impactos locais do ciclo de desenvolvimento industrial de Sines e da região.
Durante o encontro, que decorreu no Município de Sines, foram analisados os desafios decorrentes do atual ciclo de investimentos industriais, designadamente no que respeita à pressão sobre áreas como a habitação, a saúde, a educação, a segurança e as acessibilidades. A reunião contou ainda com a presença de entidades com responsabilidades na gestão de fundos europeus e na concretização de investimentos estruturantes, sublinhando a importância de uma resposta coordenada e eficaz.
O objetivo primordial da reunião centrou-se na identificação de soluções e na mobilização de instrumentos financeiros e de planeamento que permitam mitigar os impactos locais do desenvolvimento industrial, assegurando simultaneamente a coesão territorial e a melhoria da qualidade de vida das populações.
Posteriormente tiveram lugar visitas ao Porto de Sines e APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, SA, bem como visita à Zona Industrial e Logística de Sines / AICEP.
A reunião contou, também, com a participação de Tiago Teotónio Pereira, Vogal Executivo do Alentejo 2030, tendo em consideração a importância fulcral dos fundos comunitários nesta matéria.
Portugal
U.Porto debateu “sementes” para o futuro da Palestina


A Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) organizou, no passado dia 12 de maio, a conferência Palestine and Portugal Strategic Cooperation: A Forward-Looking Agenda in Education, Research and Civic Engagement, que reuniu académicos, diplomatas, investigadores e estudantes para discutir futuras formas de colaboração com a Palestina, num contexto marcado pela devastação em Gaza.
Na abertura da sessão, o diretor da FPCEUP, Pedro Nobre, sublinhou o papel que as universidades devem desempenhar em tempos de crise. “Há uma responsabilidade em todos nós de olhar para o mundo, de o discutir e de intervir: se não formos nós, quem será?”, afirmou, defendendo as universidades como espaços comprometidos com os valores democráticos, os direitos humanos, a liberdade académica e a dignidade humana.
“Queremos pensar em projetos para o futuro, apesar do que está a acontecer na Faixa de Gaza”, acrescentou, manifestando a esperança de que o encontro venha a reforçar a cooperação não só nas áreas da educação e da investigação, mas também do envolvimento cívico.
Rawan Sulaiman: “A paz é um direito, não um ato de caridade”
Na sua intervenção, a embaixadora do Estado da Palestina em Portugal, Rawan Sulaiman, descreveu a conferência como “profundamente significativa”, particularmente num momento “em que as universidades são mais necessárias do que nunca”.
“As mortes palestinianas tornaram-se tão normalizadas que fomos reduzidos a números”, afirmou, insistindo que “o direito internacional tem de significar algo para todos. A paz é um direito; não é um ato de caridade.”
A embaixadora destacou também a evolução das relações diplomáticas entre Portugal e a Palestina, descrevendo o reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal como “uma decisão histórica que abriu um novo capítulo nas nossas relações bilaterais”.
Dirigindo-se diretamente às gerações mais jovens, Rawan Sulaiman defendeu que a educação e o pensamento crítico continuam a ser ferramentas essenciais para “questionar a injustiça, desafiar diferenças e construir pontes”.
Basri Saleh: o Ensino Superior como pilar da resiliência palestiniana
O vice-ministro palestiniano do Ensino Superior, Basri Saleh, centrou a sua intervenção online nas pressões enfrentadas pelas instituições de Ensino Superior na Palestina, especialmente em Gaza.
“Quando falamos de Ensino Superior na Palestina, não estamos a falar apenas do setor académico”, afirmou. “Estamos a falar de um pilar da nossa resiliência nacional, da nossa estabilidade social, da capacitação dos jovens e da recuperação futura.”
Apesar da destruição, Basri Saleh referiu que as 19 instituições de Ensino Superior em Gaza — sete universidades e 12 institutos politécnicos/comunitários — continuam a funcionar remotamente. “Precisamos de continuar a avançar, apesar de tudo aquilo por que estamos a passar”, sublinhou, apelando ao reforço das parcerias internacionais, dos programas de mobilidade e do investimento na investigação científica e nas infraestruturas.
Construir cooperação entre Portugal e a Palestina
A segunda parte do evento contou com a mesa-redonda Building Cooperation between Portugal and Palestine: Education, Health and Civic Engagement, moderada pelas docentes da FPCEUP Sofia Marques da Silva, do Departamento de Ciências da Educação, e Catarina Grande, do Departamento de Psicologia.
Online a partir de Gaza, Nazmi Abdel-Salam Al-Masri, professor na Universidade Islâmica de Gaza, defendeu as universidades como agentes cívicos com responsabilidades éticas, argumentando que o silêncio deixou de ser aceitável. Propôs várias formas de cooperação, desde iniciativas sem custos a projetos financiados, com o objetivo de construir parcerias académicas sustentáveis.
Mohammad-Ali Abuzuhri, da Universidade Árabe-Americana da Palestina, apresentou projetos desenvolvidos pela instituição, incluindo programas de próteses para crianças feridas e parcerias na área da saúde. “Com a educação, podemos construir uma geração capaz de resistir à ocupação e de recuperar os seus direitos”, afirmou, apresentando as universidades como ecossistemas profundamente ligados às suas comunidades.
Yahia Abuowda, médico palestiniano a trabalhar no Hospital de Santarém, apresentou dados estatísticos sobre as consequências a longo prazo da guerra, destacando o trauma psicológico, a orfandade e o número crescente de crianças amputadas em Gaza. Citando o poema Pensa nos Outros, do poeta palestiniano Mahmoud Darwish, apelou a uma solidariedade assente na empatia e na responsabilidade coletiva.
Damian Ross, docente da Faculdade de Letras da U.Porto (FLUP), refletiu sobre as suas quase duas décadas de projetos colaborativos com instituições palestinianas, incluindo Lines to the Future, que conecta estudantes do Porto e de Gaza através da criação colaborativa de filmes de ficção científica. Ross afirmou que o projeto se tornou não só uma colaboração criativa, mas também “um espaço seguro para escapismo”, onde os estudantes partilharam poemas, experiências e oportunidades, construindo confiança além-fronteiras.
Da solidariedade à ação concreta
Perto do final da sessão, Nazmi Abdel-Salam Al-Masri retomou a palavra e recorreu à imagem do crescimento e da continuidade para refletir sobre o futuro. “Temos de pensar em tudo isto como sementes”, afirmou. “As sementes vão crescer e transformar-se em árvores, que darão frutos. E os frutos também terão sementes dentro de si.”
A partir de Gaza, onde as universidades acolhem famílias deslocadas e os estudantes se deslocam a partir de tendas para assistir às aulas, insistiu que “podem ocupar e destruir tudo, mas nunca poderão ocupar as nossas mentes”.
Al-Masri apelou aos participantes para que transformem a solidariedade em ação concreta, apontando redes académicas internacionais como exemplos a seguir. “As ações falam mais alto do que as palavras”, afirmou.
Esse apelo encontrou eco nas palavras finais de Pedro Nobre, que encerrou a conferência olhando para além das declarações e para a concretização. “Vamos avançar com o nosso compromisso”, afirmou. “Passo a passo, mas comprometidos.”
O vídeo-síntese da conferência (conteúdo em inglês) encontra-se disponível no canal da FPCEUP no Youtube.
Alentejo Central
Odemira: “Às Quintas no Quintal” regressa ao Quintal da Música para dinamizar as noites de verão

O Município de Odemira vai promover, entre os meses de junho e setembro de 2026, mais uma edição do ciclo de concertos “Às Quintas no Quintal”, uma iniciativa cultural desenhada para dinamizar o espaço do Quintal da Música.
Com espetáculos agendados sempre para as quintas-feiras, pelas 21h30, o programa deste ano aposta numa oferta musical abrangente e eclética que cruza sonoridades tradicionais alentejanas, fado, jazz, bossa nova, R&B, funk, rock e propostas de fusão experimental.
O arranque do cartaz está marcado para o mês de junho com as atuações da música tradicional de Luís Simenta no dia 4, seguindo-se o fado castiço da Taberna da Terra Velhinha no dia 18 e os ritmos R&B, Soul e Funk de Samuel a fechar o mês, no dia 25. Em julho, o palco recebe a fusão de jazz e música popular dos Mano a Mano (dia 2), as audições da Garagem da Música (dia 9), o cante alentejano dos Compadris (dia 23) e o world jazz dos Hotel Bossa Nova (dia 30).
A programação mantém a cadência em agosto através do jazz da Associação Jazz e Não Só no dia 6, da música tradicional do Trio Alfacinha no dia 13, do universo sonoro dos Mind Mojo no dia 20 e de um espetáculo de Fado Jazz no dia 27.
A despedida deste ciclo de noites de verão acontece em setembro, mês que reserva o cante alentejano dos Moços da Cuba no dia 3, o pop rock de Fil Costa no dia 10, a mistura de folclore latino-americano e rock experimental do Anda Mula Trio no dia 17, terminando o roteiro com a atuação dos Fados ao Sul no dia 24.
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