Portugal
Qual a origem da expressão “Andar à toa ?”

A toa é uma corda utilizada para rebocar uma embarcação. Quando um navio está “à toa”, isso significa que ele está sem leme e sem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar. Mas a toa também tem outro significado, que é o de uma pessoa que anda sem destino, despreocupada, passando o tempo.
O termo tem uma longa história, remontando a pelo menos o século XVII. Em 1619, o escritor português Jorge Ferreira de Vasconcelos usou a expressão “cuidou de levar à toa sua dama” na sua obra “Cortes na aldeia”. Na época, o termo significava uma pessoa que era comandada por outra, assim como um navio é comandado pelo que o reboca.
Com o passar dos anos, o significado da “toa” ampliou-se e passou a ser usado também para designar uma pessoa que não tem rumo nem objetivo na vida. Hoje em dia, é comum ouvir expressões como “estou à toa” ou “não tenho nada para fazer”, que indicam que a pessoa está sem compromissos ou atividades para realizar.
Embora seja uma expressão antiga, a “toa” ainda é muito usada nos dias de hoje. Ela é um exemplo de como a língua portuguesa é rica e como as palavras podem mudar de significado ao longo do tempo. Seja como uma corda que reboca uma embarcação ou como um estado de espírito, a toa continua a ser uma parte importante do nosso vocabulário.
Portugal
Podcast nº 1: Apelo por Reformas Estruturais
Em junho de 2025, a SEDES dirigiu uma carta aberta ao Primeiro-Ministro de Portugal. O objetivo principal da associação da carta era apelar ao Governo recém-empossado para que este concretize reformas estruturais e pragmáticas urgentes para o País. A SEDES acredita que este é um momento crucial para um impulso reformista que assegure crescimento económico sustentado, justiça social e modernização do Estado. A carta identifica e detalha seis reformas prioritárias, incluindo a fiscal, orçamental, da administração pública, da segurança social, do sistema judicial em matérias económico-financeiras, e dos processos de nomeação nas autoridades reguladoras. A associação enfatiza a necessidade de coragem política, visão estratégica e a implementação de processos transparentes e baseados no mérito para altos dirigentes públicos.
Passados cerca de seis meses, é altura de relembrar essas reformas e reiterar a urgência da sua implementação. Para isso, recorremos a um modelo de AI (Inteligência Artificial) para, sem quaisquer indicações adicionais, gerar um podcast com base na carta referida. O resultado deste exercício é o áudio que agora se partilha.
Portugal
A Fundação está de regresso à Feira do Livro de Lisboa, num encontro entre leito…

A Fundação está de regresso à Feira do Livro de Lisboa, num encontro entre leitores, autores e ideias, que se repete pela 12.ª vez.
Ao longo da Feira, serão debatidos grandes temas da atualidade: da energia à digitalização, do bem-estar digital das crianças às promessas do futebol nacional, passando até pelas ligações entre o humor, o riso e a matemática.
Durante a feira, são muitos os descontos, que na hora H fazem cair os preços em 50%.
Esperamos por si, no Parque Eduardo VII, em Lisboa, na Praça da Fundação (Praça Roxa): https://ffms.pt/pt-pt/atualmentes/12-anos-de-livros-no-parque

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Portugal
Há um novo jogo para aprender Geologia a brincar

Novo recurso pedagógico sobre rochas sedimentares surgiu no âmbito da tese de doutoramento de Isabel Teixeira em Ensino e Divulgação das Ciências.

O jogo “Pedras e Pedrinhas… Rochas que são Minhas!” é orientado para “a construção ativa do conhecimento, em alternativa a abordagens mais centradas na consolidação de conteúdos”, defende Isabel Teixeira, a criadora. Foto: DR
Foi no âmbito do doutoramento em Educação e Divulgação das Ciências da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) que Isabel Teixeira começou a imaginar um recurso pedagógico lúdico para o ensino das rochas sedimentares no ensino básico. Da ideia resultou a criação de “Pedras e Pedrinhas… Rochas que são Minhas!“, um jogo que promete tornar a Geologia mais divertida e envolver ativamente os alunos na aprendizagem
“Nas minhas aulas, identifiquei a necessidade de explorar estratégias pedagógicas mais interativas, capazes de promover a participação ativa dos alunos e de facilitar a compreensão de conceitos de Geologia — uma área frequentemente percecionada como pouco relevante e de difícil compreensão”, conta Isabel Teixeira, que é também professora de Ciências Naturais no ensino básico.
O jogo tem como protagonistas duas mascotes — o “Rokas” e a “Mikas” — que apresentam desafios às equipas de quatro a cinco jogadores. O principal objetivo é que os alunos distingam rochas detríticas (como a areia e o arenito), quimiogénicas (como o gesso e o calcário) e biogénicas (como o carvão e calcário conquífero, ou seja, formado por conchas e fragmentos de conchas de animais marinhos).
“A sua mecânica baseia-se na exploração dos sentidos — nomeadamente o olfato, o tato e a observação visual — para a identificação de rochas em amostra de mão, através da interpretação de diferentes tipologias de cartões e das indicações fornecidas pelos colegas”, explica a criadora. Vence a equipa que identificar um maior número de rochas.
Este recurso integra regras, competição e trabalho colaborativo: os elementos de cada equipa cooperam na resolução dos desafios, enquanto a dinâmica competitiva se estabelece entre os vários grupos. “Trata-se de um recurso pedagógico orientado para a construção ativa do conhecimento, em alternativa a abordagens mais centradas na consolidação de conteúdos”, defende Isabel Teixeira.
A conceção e desenvolvimento de “Pedras e Pedrinhas… Rochas que são Minhas!” envolveu investigação e a criação de diversos protótipos, seguindo uma abordagem de Design Thinking aplicada à educação. Houve avaliação e reformulação contínua antes do teste final com os alunos, num trabalho em conjunto com uma equipa multidisciplinar de investigadores das áreas da Geologia, Educação e Design, incluindo a colaboração e orientação científica dos docentes João Paiva, Cecília Guerra e António Guerner.
O teste final decorreu com alunos do 7.º ano de uma escola da região norte. “Conseguimos um elevado nível de envolvimento dos alunos, que ficaram mais motivados durante as atividades”, assegura Isabel Teixeira. O jogo permitiu o desenvolvimento e consolidação das aprendizagens de forma “mais dinâmica e apelativa”.
O objetivo de Isabel Teixeira é continuar a explorar este recurso, que tem já uma patente associada ao design, bem como avaliar o seu potencial para uma escala mais alargada. A professora está focada no impacte pedagógico deste trabalho. Não está fora de questão a comercialização do jogo, mas a prioridade é continuar a usá-lo para proporcionar uma aprendizagem divertida da Geologia, que seja sobretudo “eficaz e significativa”.
Sobre Isabel Teixeira
Isabel terminou a licenciatura em Geologia na FCUP em 1998 e seguiu, em 2002, para o mestrado Geologia para o Ensino, concluído em 2005. Quinze anos depois, decidiu ingressar no Doutoramento em Ensino e Divulgação das Ciências.
“Após a experiência enquanto estudante e já no exercício da docência, emergiu o interesse em aprofundar a investigação numa área de particular relevância, articulando o conhecimento académico com a prática educativa”, conta.
Para Isabel Teixeira, o doutoramento foi um “percurso exigente, que permitiu o desenvolvimento de competências e a consolidação de ideias dificilmente adquiridas de outra forma”.
Portugal
CM Pampilhosa da Serra / Lenda do Velho de Unhais ganhou nova vida junto dos mais pequenos

As crianças do 1.º ciclo da Escola Sede de Pampilhosa da Serra receberam a apresentação do livro “O Velho de Unhais”, da autoria de Gabriel Bento, jovem natural de Dornelas do Zêzere, numa dupla sessão marcada pela curiosidade, imaginação e descoberta das tradições locais.
A obra, uma adaptação infantil da célebre Lenda do Velho de Unhais, convida os mais novos a mergulhar numa história peculiar e cheia de identidade, que ajudou a dar origem ao nome de Unhais-o-Velho e que, segundo o conto, esteve ligada à elevação da localidade a sede de freguesia, com a edificação da prometida Igreja.
De forma simples, cativante e próxima das crianças, o livro promove o contacto com o património cultural e oral do concelho, valorizando as histórias que fazem parte da nossa memória coletiva.
O livro encontra-se disponível para venda na XV Feira do Livro de Pampilhosa da Serra e continuará posteriormente disponível na Biblioteca Municipal.
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