Portugal
Alentejo em alerta máximo: Concelhos sob risco de incêndio com temperaturas rumo aos 37ºC

Cerca de 40 concelhos de seis distritos, incluindo Portalegre e Beja no Alentejo, estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Este nível de alerta é o mais elevado na escala de risco de incêndio, resultado das condições meteorológicas adversas que incluem temperaturas elevadas, baixa humidade e ventos moderados.
O distrito de Évora, onde se espera uma temperatura máxima de 37 graus Celsius, e o de Beja, com previsão de 36 graus, estão entre as regiões com maior risco de incêndio. A situação é preocupante em toda a região do Alentejo, onde o calor extremo combinado com vegetação seca aumenta significativamente a probabilidade de ocorrência de fogos.
Em Portalegre, onde os termómetros podem alcançar os 35 graus, o risco de incêndio também é elevado. A Proteção Civil alerta a população para adotar medidas de precaução, como evitar o uso de maquinaria agrícola que possa gerar faíscas e abster-se de qualquer atividade que possa iniciar fogos.
O IPMA indica que o perigo de incêndio se manterá elevado em vários distritos até pelo menos sexta-feira. As autoridades estão em alerta máximo e reforçam a necessidade de colaboração por parte dos cidadãos para prevenir situações de risco, especialmente nas zonas rurais do Alentejo, onde as condições são propícias à rápida propagação de chamas.
Com temperaturas mínimas a variar entre os 12 e os 21 graus, e máximas que podem chegar aos 37 graus em algumas áreas, o IPMA prevê para hoje céu pouco nublado e vento moderado. A ligeira descida de temperatura prevista para o Algarve não será suficiente para aliviar o risco de incêndios no resto do país.
Portugal
Dunas submarinas ao largo do Alentejo

Foi publicado recentemente o artigo “Occurrence and morphometric analysis of sorted bedforms on the Alentejo continental shelf, Southwestern Portugal”, no International Journal of Earth Sciences da autoria de João Noiva, Pedro Brito, Marcos Rosa, Carlos Ribeiro e Pedro Terrinha.
A distribuição dos sedimentos detríticos (predominantemente areias e cascalhos) na plataforma continental portuguesa — definida morfologicamente entre a linha de costa e a rutura de declive, situada entre os 120 e os 200 metros de profundidade — constitui um indicador fundamental para a caracterização ambiental e geotécnica. O mapeamento destes depósitos fornece dados críticos sobre a localização preferencial dos ecossistemas marinhos, a capacidade de carga do substrato para a instalação de infraestruturas eólicas offshore, o regime hidrodinâmico atual, os balanços de erosão/acreção sedimentar e a evolução do nível do mar no Quaternário. Embora a amostragem sedimentar discreta (pontos de amostragem em quadrícula com uma milha náutica) ofereça uma primeira aproximação exploratória, esta abordagem revela-se insuficiente para discriminar a heterogeneidade espacial dos processos sedimentares à escala da plataforma.
Em contrapartida, o levantamento de dados acústicos efetuado de modo contínuo permite a caracterização com alta resolução das fácies sedimentares. A assinatura de retrodispersão acústica do fundo marinho (backscatter) discrimina eficazmente litologias de elevada refletividade (cascalhos/areias grosseiras) de depósitos de baixa refletividade (areias finas/siltes). Os padrões em bandas identificados nestes registos refletem a segregação granulométrica controlada pela transgressão marinha no Holocénico, evidenciando a evolução paleogeográfica e a dinâmica deposicional ativa desde, pelo menos, 8500 anos AP (Antes do Presente).
O trabalho foi realizado por uma equipa mista do IPMA e Universidade de Évora, a bordo dos navios de investigação Noruega e Diplodus, do IPMA, e financiado pelo projeto MINEPLAT – Determinação do potencial em recursos minerais na plataforma continental do Alentejo e as condicionantes naturais impostas pelo soerguimento da margem continental no Plio-Quaternário (ALT20-03-0145-FEDER-000013) cofinanciado pelo Alentejo 2020 / Portugal 2020.
Portugal
Doutorado da FCUP premiado por analisar como a IA pode tirar conclusões precipitadas


Sérgio Jesus, doutorado em Ciência de Computadores pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), venceu, com a sua tese “Avaliação Robusta de Equidade e Explicabilidade em Inteligência Artifcial”, a 4.ª edição do Prémio “Vencer o Adamastor”. Trata-se de um galardão, no valor de 20 mil euros, que distingue o trabalho de jovens cientistas na área das tecnologias de informação e comunicação. A cerimónia de entrega realiza-se nesta segunda-feira, 6 de julho, pelas 17 horas, no Auditório Ferreira da Silva na FCUP, e contará com a presença do Presidente da República, António José Seguro.
O objetivo declarado deste trabalho é tornar a IA mais justa, pois, apesar de ajudar na rápida tomada de decisão, torna-a precipitada e nem sempre é a mais correta. Atualmente, já há sistemas de inteligência artificial a decidir quem recebe um empréstimo, quem passa numa triagem de emprego, quem é sinalizado como suspeito. Estes sistemas aprendem com os dados que os treinam e aprendem também os enviesamentos desses dados. Depois amplificam-nos, porque cada decisão enviesada pode influenciar decisões futuras e criar injustiças. Um sistema injusto pode ter um custo muito alto para muitas pessoas e para toda a sociedade.
Foi a pensar nisso que Sérgio Jesus, funcionário da Feedzai, empresa da área da ciência de dados que lhe deu acesso a “dados, modelos e recursos” para o seu doutoramento, construiu métodos rigorosos para expor estes enviesamentos.
Sérgio Jesus criou então uma metodologia inspirada em ensaios clínicos e práticas de sistemas de recomendação para testar o efeito da IA e de explicações nas decisões de especialistas. Em vez de usar métricas automáticas e simplificadas, realizou experiências em larga escala com analistas profissionais em detecção de fraude.
“O meu objetivo foi realizar uma avaliação mais robusta dos sistemas de inteligência artificial que são utilizados no mundo real, principalmente nas vertentes de equidade e justeza [fairness, em inglês] e na parte de explicabilidade dos modelos”, destaca.
A investigação agora premiada mostra que, mesmo quando desenhada com as melhores intenções e com supervisão humana, a IA pode tornar-se uma máquina de tirar conclusões precipitadas, amplificando preconceitos e levando a mais erros.
No que diz respeito à justeza, o jovem investigador em vez de tentar eliminar os vieses que existiam nos dados reais, tendo como base a deteção de fraude como base, amplificou-os para perceber o impacto nos modelos. Foi então que percebeu que existiam vieses para haver mais fraude em grupos etários mais idosos.
Desenvolvimento de recursos de elevado interesse para mais justiça na IA
Do trabalho de Sérgio Jesus, resultou a produção e disponibilização em código aberto da maior base de dados até à data para estudo de viés, o Bank Account Fraud (BAF). O BAF é o primeiro conjunto de dados tabular público, realista e em larga escala desenhado para estudo de justiça e robustez de modelos de IA, em diferentes condições de dados enviesados.
A investigação deste doutorado da FCUP concluiu que nem todas as abordagens são adequadas para diferentes tipos de viés nos dados, o que reforça a importância de práticas de avaliação robustas, em cenários onde os modelos podem gerar discriminação.
Foi ainda desenvolvida uma nova versão da biblioteca open-source Aequitas, a versão Aequitas Flow, um framework [estrutura] completo para avaliação sistemática de justiça em modelos de IA, tendo estas contribuições sido incluídas no software Feedzai Fairness Suite e disponibilizadas pela Feedzai mundialmente. Os dois recursos em open-source, BAF e Aequitas, têm uma divulgação e interesse elevados, com mais de 250.000 downloads. A esperança é que possam ser usados por investigadores para tornarem a IA uma máquina a tirar conclusões não precipitadas.
Este trabalho, defendido na FCUP a 12 de setembro de 2025, representa um esforço para ligar a teoria científica com a prática industrial, com o objetivo de equipar a comunidade com os meios necessários para desenvolver e implementar sistemas de IA com base em princípios éticos e responsáveis.
Para Sérgio Jesus, esta distinção é uma “honra” e um reconhecimento daquele que foi um trabalho de equipa. “Faz-me pensar em todas as pessoas que me ajudaram no percurso, principalmente os meus orientadores e colegas de trabalho, que foram essenciais para levarem a tese a bom porto”, sublinha o alumnus da FCUP.
O tema do trabalho surgiu por “grande influência” de Pedro Saleiro, Chief AI Officer da Opnova e de Pedro Bizarro, cofundador da Feedzai, especialistas na área de Responsible AI (como o Center for Responsible AI). “Focámo-nos na avaliação porque queríamos que os standards nesta área avançassem para além de obrigações regulatórias”, conta.
Entre orientadores da tese premiada estão a docente da FCUP, Rita Ribeiro e João Gama, professor na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, ambos investigadores no INESC TEC, e Pedro Saleiro.
O prémio Vencer o Adamastor é uma iniciativa do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC) em parceria com o jornal PÚBLICO e distingue trabalhos inovadores de jovens cientistas na área das tecnologias de informação e comunicação que revelem não só excelência científica, mas também potencial para desenvolvimento económico.
Portugal
O Vice-Presidente da CCDR NORTE, Paulo Ramalho, participou na cerimónia de entre…

O Vice-Presidente da CCDR NORTE, Paulo Ramalho, participou na cerimónia de entrega de prémios do Concurso Vinhos de Trás-os-Montes 2026, uma iniciativa que reconhece a qualidade, a autenticidade e a diversidade da produção vitivinícola transmontana.
Na sua intervenção, destacou que Portugal é hoje um dos dez maiores produtores mundiais de vinho e o quinto maior da Europa, sublinhando que a diversidade edafoclimática do país permite produzir vinhos de elevada qualidade, capazes de responder aos mais diversos perfis de consumidores.
Paulo Ramalho salientou ainda a importância deste concurso enquanto instrumento de valorização do trabalho dos viticultores e de afirmação dos Vinhos de Trás-os-Montes, que se distinguem, ano após ano, pela sua qualidade, identidade e capacidade de diferenciação.
A cerimónia decorreu em Mogadouro e distinguiu 38 vinhos, celebrando um setor que constitui um importante ativo económico, cultural e territorial da Região Norte.



Link no Facebook
Portugal
IPMA Renova Contrato com a EUMETSAT

Portugal, através de uma delegação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), liderada pelo Vogal do Conselho Diretivo, Telmo Carvalho, e composta ainda pela Coordenadora do Núcleo de Observação da Terra, Isabel Trigo, e pela responsável pelas Relações Internacionais na área da Meteorologia, Ana Praxedes, participou na 111.ª Sessão do Conselho da EUMETSAT (European Organisation for the Exploitation of Meteorological Satellites), realizada em Darmstadt, na Alemanha, nos dias 30 de junho e 1 de julho.
Durante a sessão, foram debatidos os desenvolvimentos futuros das novas gerações de satélites meteorológicos europeus e aprovada a Estratégia EUMETSAT 2040, que estabelece a visão de longo prazo da organização e define as orientações estratégicas para o reforço dos serviços operacionais de meteorologia e clima, a preparação dos futuros sistemas de observação, e a promoção da inovação e da cooperação internacional em benefício dos Estados-Membros.
Esta sessão ficou igualmente marcada pela celebração do 40.º aniversário da entrada em vigor da Convenção de fundação da EUMETSAT, ocorrida em 19 de junho de 1986. As comemorações contaram com a presença de antigos dirigentes da organização e de representantes de entidades parceiras de referência, entre as quais a Agência Espacial Europeia (ESA), a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e a EUMETNET (European network of meteorological services).
No âmbito desta reunião, o IPMA, enquanto representante de Portugal na EUMETSAT, assinou o contrato relativo à quinta fase do programa de Desenvolvimento e Operações Contínuas (CDOP 5) do Satellite Application Facility on Land Surface Analysis (LSA SAF), para o período de 2027 a 2032, num montante superior a 4 milhões de euros.
Esta nova fase do programa reforça a aposta na resposta às necessidades dos utilizadores, na qualidade dos serviços prestados e na inovação tecnológica. Entre os principais objetivos destacam-se o desenvolvimento de novos produtos climáticos, o reforço da utilização de infraestruturas cloud e uma maior interação com os utilizadores, de forma a acompanhar a evolução das necessidades operacionais e científicas.
Com a assinatura deste contrato, o IPMA reforça o seu papel como Centro de Excelência da EUMETSAT para o processamento e desenvolvimento de produtos derivados de dados de satélite, consolidando a sua posição de referência europeia no âmbito da rede de Satellite Application Facilities (SAFs).
Meteorologia3 dias agoPrevisão do estado do tempo – semana de 6 a 12 de julho de 2026 – Portugal Con…
Alentejo Central3 dias agoSetúbal: Incêndio mobiliza mais de 260 bombeiros em São Sebastião
Alentejo Central1 dia agoSantiago do Cacém acolhe 3.º Prémio Troféu António Adegas em homenagem ao ciclismo local
Portugal3 dias agoPortugal Continental registou seis ondas de calor
Alentejo Litoral2 dias agoCondicionamentos de trânsito para filmagensA cidade de Alcácer do Sal vai ser…
Reguengos de Monsaraz2 dias agoAvisos | Tempo QuenteServiço Municipal de Proteção CivilFoi emitido pelo In…
Portugal2 dias agoRir apesar de tudo: U.Porto celebra 100 anos de Mel Brooks
Alentejo Central1 dia agoAlentejo 2030 investe 1,6 milhões de euros na proteção da biodiversidade da Rede Natura 2000
Alentejo Central1 dia agoFim de semana com calor extremo de 42°C e Alentejo ainda sob aviso vermelho
Alentejo Litoral3 dias ago“Toy Story 5” (VP)Na noite de sábado há cinema de animação, dobrado em portu…
Alentejo Litoral2 dias agoTroço da Ribeira dos Clérigos e Ribeira de Santa Catarina vão ser intervenciona…
Alentejo Central1 dia agoFogo mobiliza mais de uma centena de bombeiros em Arouca














