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Saúde

Novo comprimido promete reduzir 16,6% do peso no tratamento da obesidade

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A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk anunciou uma versão oral do medicamento antiobesidade Wegovy, que até agora era administrado apenas por injeção. O novo comprimido demonstrou, em ensaio clínico de fase 3 com 71 semanas, uma redução média de 16,6% do peso corporal, representando um avanço significativo no tratamento da obesidade.

O estudo incluiu 307 participantes, divididos aleatoriamente entre semaglutido oral 25 mg e placebo, e verificou-se que a maior parte dos voluntários alcançou uma redução de pelo menos 5% do peso corporal. Os principais efeitos secundários registados foram desarranjos gastrointestinais.

A Novo Nordisk submeteu em fevereiro um Pedido de Aprovação de Novo Fármaco (NDA) à FDA, a agência norte-americana equivalente à EMA, e espera uma decisão até ao final de 2025. Após aprovação nos EUA, a comercialização na Europa poderá ser autorizada pela EMA.

Para José Silva Nunes, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), a novidade representa um passo importante: “Esta formulação oral permitirá maior adesão ao tratamento. Abrir a boca para tomar um comprimido é sempre mais fácil do que administrar uma injeção.”

Segundo o especialista, os tratamentos farmacológicos atuais mais eficazes são Mounjaro e Wegovy, ambos injetáveis. O professor alerta ainda para a desigualdade social no acesso: em Portugal, nenhum tratamento antiobesidade é comparticipado pelo Estado, embora a obesidade e suas comorbilidades custem ao SNS cerca de 1,2 mil milhões de euros por ano.

“Tratar a obesidade é prevenir centenas de doenças associadas, desde diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, apneia do sono, até problemas osteoarticulares. Se o Estado comparticipasse estes tratamentos, haveria um retorno económico significativo a longo prazo“, acrescenta.

A farmacêutica destaca ainda que a semaglutido oral ajuda a suprimir pensamentos intrusivos sobre comida, de acordo com 64% dos participantes de inquéritos, oferecendo uma alternativa menos invasiva à injeção subcutânea e a doses orais mais elevadas.

Atualmente, o preço do novo comprimido Wegovy ainda não foi definido, nem se manterá o nome original. A Novo Nordisk sublinha que o objetivo é disponibilizar este tratamento às pessoas com obesidade ou sobrepeso sem restrições de abastecimento, inicialmente nos EUA.

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Alcácer do Sal

Alcácer do Sal celebra “Maio, Mês do Coração” com programa de desporto e saúde em espaços públicos.

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O Município de Alcácer do Sal associou-se à campanha nacional da Fundação Portuguesa de Cardiologia para dinamizar, durante todos os fins de semana de maio, um conjunto alargado de atividades desportivas e educativas destinadas a sensibilizar a população para a prevenção de doenças cardiovasculares.

O programa, que conta com a colaboração do Centro de Saúde local e do movimento associativo, inclui modalidades como Cross training, Yoga, BTT, artes marciais e Zumba, a par de ações de sensibilização para estilos de vida saudáveis.

Entre os destaques figuram a caminhada “Mexer Contra o Cancro” a 10 de maio e uma mega-aula solidária de Zumba a 30 de maio, ambas com necessidade de inscrição prévia.

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Portalegre

Portalegre: Campus Politécnico acolhe colheita de sangue solidária a 12 de maio

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No âmbito das comemorações do Dia Internacional do Enfermeiro, o Núcleo de Estudantes de Saúde da Associação Académica do Instituto Politécnico de Portalegre (AAIPP), em parceria com a Kyndryl e a Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, promove uma ação de colheita de sangue no próximo dia 12 de maio.

A iniciativa decorrerá entre as 9h00 e as 13h00, nas salas 2.09 e 2.10 do Campus Politécnico. Esta ação solidária assinala uma data de especial relevância para os futuros profissionais de enfermagem da Escola Superior de Saúde de Portalegre.

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Portugal

Alerta: Mosquito transmissor de Dengue expande presença para 28 concelhos

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O relatório anual da rede REVIVE revela um aumento geográfico significativo das espécies invasoras em Portugal, com a deteção do mosquito Aedes albopictus em novos municípios das regiões de Lisboa e Centro durante o último ano.

A vigilância de vetores em Portugal disparou um sinal de alerta com a confirmação de que o mosquito transmissor de doenças como o Dengue, Zika e Febre-Amarela já marca presença em 28 concelhos do país. Segundo o mais recente relatório da rede REVIVE, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o número de municípios onde o vetor foi identificado subiu drasticamente, somando dez novas localizações face ao balanço de 2024.

Entre as novas áreas de risco destacam-se os concelhos de Lisboa, Oeiras, Almada e Sesimbra, além de uma expansão na região Centro para Condeixa-a-Nova e Covilhã. No total, a operação de vigilância, que abrangeu 243 concelhos, permitiu identificar mais de 44 mil mosquitos e quase 50 mil ovos de espécies invasoras, confirmando uma tendência de dispersão que começou no Norte em 2017 e que agora atravessa quase todo o território continental.

Embora a maioria das análises a vírus patogénicos no continente tenha resultado negativo, o cenário na Região Autónoma da Madeira é mais sensível. Na ilha, onde o mosquito Aedes aegypti está estabelecido desde 2005, foi detetada a presença do vírus Dengue serótipo 2 (DENV2) em amostras recolhidas, reforçando a necessidade de controlo rigoroso.

O relatório REVIVE 2025 não se limita aos mosquitos, expondo também dados preocupantes sobre outros vetores:

  • Carraças: Foram identificados mais de 6.600 exemplares, sendo que cerca de 20% revelaram a presença de Rickettsia e 2,3% de Borrelia (agente da Doença de Lyme).
  • Flebótomos: Estes pequenos insetos, transmissores de leishmaniose, foram alvo de monitorização, tendo sido detetado o vírus Toscana — causador de meningites e encefalites — nos concelhos de Pedrógão Grande e Resende.

As autoridades de saúde reforçam que a expansão destes vetores exige uma vigilância contínua e a colaboração da população na eliminação de focos de água parada, locais preferenciais para a reprodução destas espécies invasoras.

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Portugal

Fisco reembolsa doentes oncológicos e pessoas com incapacidade que perderam benefícios no IRS

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A Autoridade Tributária autorizou a devolução de impostos a contribuintes que perderam benefícios fiscais após reavaliações médicas terem reduzido o seu grau de incapacidade para menos de 60%.

A decisão permite recuperar montantes pagos a mais desde 2019, corrigindo uma interpretação anterior que o Supremo Tribunal Administrativo considerou ilegal. Para obter o reembolso, os cidadãos afetados devem submeter declarações de substituição no Portal das Finanças, uma vez que a reposição dos valores não é processada automaticamente pelo Estado.

Esta medida abrange sobretudo doentes oncológicos e garante que, em reavaliações futuras, a perda de direitos seja apenas progressiva. Dependendo do rendimento e do histórico de retenções, os reembolsos agora autorizados podem atingir vários milhares de euros por contribuinte.

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