Portugal
Rua José Pedro da Silva

A Câmara Municipal de Setúbal, através do DOM/DITVIC – Divisão de Trânsito e Vias de Comunicação, executou a repavimentação de um troço da Rua José Pedro da Silva (Aranguez), localizada na Junta de Freguesia de São Sebastião.
No total, foi repavimentada uma área estimada em 643 m2 correspondendo a cerca de 80.4 toneladas de massas asfálticas.
As massas asfálticas foram adquiridas pela J.F.S.S.
A obra consistiu na fresagem prévia do pavimento existente e na posterior execução de uma nova camada de betão betuminoso.
Portugal
Manuel Silva, o homem que guarda a bravura da Graciosa

Na Ilha Graciosa, onde o mar cerca a terra como quem protege uma memória antiga, há homens que continuam a viver ao ritmo das estações, dos pastos, dos animais e dos gestos herdados. Manuel Silva é um desses homens. Ganadeiro de toiro bravo, conhece a ilha não apenas pelos caminhos, pelos cerrados e pelas encostas, mas pelo comportamento do gado, pelo peso do silêncio nos campos e pela força de uma tradição que, nos Açores, continua profundamente ligada à identidade das comunidades.
Ser ganadeiro na Graciosa não é apenas criar toiros. É aceitar uma forma de vida exigente, feita de madrugadas, paciência, atenção e respeito. O toiro bravo não se cria à pressa. Observa-se, entende-se, educa-se pelo espaço, pela distância e pela relação com a terra. Cada animal tem temperamento próprio, força própria, carácter próprio. E é nesse equilíbrio entre liberdade e cuidado que nasce a verdadeira ganadaria.
Manuel Silva representa uma geração de homens que aprendeu o ofício no terreno. Não nos livros, nem nos discursos, mas no contacto directo com os animais, na experiência acumulada, no erro corrigido, na intuição desenvolvida ao longo dos anos. Na sua ganadaria, cada dia é uma lição. O olhar treinado percebe aquilo que escapa a quem chega de fora: o modo como um toiro se impõe no grupo, a forma como reage ao movimento, a maneira como ocupa o campo, o sinal pequeno que anuncia força, bravura ou inquietação.
A criação do toiro bravo na Graciosa é também uma forma de preservar a paisagem. Os animais ocupam terrenos, mantêm vivos espaços rurais, dão continuidade a práticas agrícolas e pecuárias que fazem parte da história da ilha. Num tempo em que muitas tradições se perdem por abandono ou esquecimento, a ganadaria continua a ser uma presença concreta no território. Não é apenas espectáculo. É economia rural, é património, é transmissão de saber, é cultura popular.
Nos Açores, a relação com o toiro tem uma expressão própria. A festa taurina, as touradas à corda, os curros, as ferras, os encontros entre ganadeiros, pastores, aficionados e povo fazem parte de uma vivência comunitária muito antiga. Na Graciosa, essa ligação ganha uma dimensão particular: a de uma ilha pequena, onde todos conhecem todos, onde cada acontecimento se inscreve na memória colectiva e onde o toiro bravo continua a ser motivo de respeito, conversa e orgulho.
A reportagem acompanha Manuel Silva nesse espaço entre a dureza do trabalho e a beleza silenciosa do campo. Vemo-lo junto dos animais, atento, contido, conhecedor. Não há espectáculo fabricado no seu gesto. Há ofício. Há responsabilidade. Há uma relação de proximidade com uma natureza que não se domina completamente, apenas se compreende melhor com o passar dos anos.
O ganadeiro sabe que o toiro bravo exige distância e respeito. A bravura não é agressividade gratuita; é carácter, instinto, nobreza e poder. Criar estes animais é lidar diariamente com uma força que impõe regras. Por isso, o trabalho de uma ganadaria é também um exercício permanente de prudência. Há que saber entrar, saber esperar, saber observar, saber sair. No campo, a pressa é inimiga do conhecimento.
Mas há também uma dimensão emocional neste ofício. Quem cria gado bravo acompanha ciclos de vida. Vê nascer, crescer, afirmar-se e partir. Reconhece linhagens, recorda animais, guarda histórias. Cada toiro tem um percurso. Cada ferra, cada apartação, cada momento de maneio deixa marcas na memória de quem trabalha com eles. Manuel Silva fala, por isso, de uma vida inteira ligada à terra e ao animal, mas também de uma herança que não se mede apenas em cabeças de gado. Mede-se em continuidade.
Esta reportagem é, acima de tudo, o retrato de um homem e de uma ilha. Manuel Silva surge como guardião de uma cultura rural que resiste num tempo de mudanças rápidas. A sua ganadaria não pertence apenas ao presente; vem de trás e aponta para diante. Carrega consigo a memória dos antigos, a exigência do trabalho diário e a esperança de que as novas gerações compreendam o valor daquilo que receberam.
Na Graciosa, entre o verde dos campos e o azul do Atlântico, o toiro bravo continua a afirmar uma presença ancestral. E Manuel Silva, com a serenidade dos homens que conhecem a terra pelo nome, mantém viva essa ligação profunda entre o animal, a ilha e o povo.
Porque há tradições que não se explicam apenas. Vivem-se. E há homens que, sem grandes palavras, continuam a sustentar a alma de um lugar.
Portugal
Câmara de Évora realiza reunião pública no dia 9 de julho de 2026
Portugal
Cinco membros da U.Porto representam Portugal nas Olimpíadas de Xadrez

Metade dos 10 atletas convocados para as seleções nacionais masculina e feminina que vão competir no Uzbequistão são alumni ou estudantes da U.Porto.

Filipa Pipiras, estudante de Medicina do ICBAS e a primeira portuguesa a conquistar o título de Grande Mestre Feminina de Xadrez, será uma das representantes nacionais na Olímpiadas de Xadrez 2026. FOTO: CDUP-UP
A Universidade do Porto vai contar com cinco representantes nas seleções nacionais que representarão Portugal na 46.ª edição das Olimpíadas de Xadrez, competição que decorrerá entre 15 e 27 de setembro, em Samarcanda, no Uzbequistão.
Integram a seleção masculina Jorge Viterbo Ferreira, alumnus da Faculdade de Ciências (FCUP) e da Faculdade de Letras (FLUP), André Ventura Sousa e Francisco Veiga, ambos alumni da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP). Já na seleção feminina, Portugal contará com Filipa Pipiras, estudante do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), e com Mariana Silva, alumna da Faculdade de Letras da U.Porto (FLUP).
Filipa Pipiras, recorde-se, é já considerada a melhor xadrezista portuguesa de sempre, tendo conquistado o título de Grande Mestre Feminina de Xadrez. Jorge Viterbo Ferreira foi Atleta Revelação do Ano na Gala do Desporto da Universidade do Porto de 2015 depois de se sagrar campeão nacional universitário.
As Olimpíadas de Xadrez realizam-se de dois em dois anos e reúnem alguns dos melhores jogadores do mundo. Ao mesmo tempo, a competição dá visibilidade a talentos emergentes da modalidade. Além disso, a organização espera milhares de participantes e um número recorde de inscrições nesta edição. A prova divide-se em duas secções: Open e Feminina. Em ambas, as equipas disputam 11 rondas segundo o sistema suíço. Cada seleção apresenta quatro jogadores titulares e um suplente.
Assim, a presença de cinco membros da U.Porto reforça a ligação da Universidade ao desporto e destaca o contributo da sua comunidade para a representação de Portugal em competições internacionais.
Alentejo Central
Worten e Aliança para a Transição Energética digitalizam logística para reduzir emissões de CO₂

A Worten, em parceria com a Aliança para a Transição Energética (ATE), concluiu a evolução da sua plataforma digital de distribuição para acelerar a descarbonização e a eficiência das suas operações logísticas em Portugal.
A iniciativa insere-se no projeto “PPS 20 – Nova geração de soluções de carga de veículos elétricos” e transformou a plataforma Worten Delivery Scheduler (WDS), antes um protótipo, numa ferramenta real de gestão operacional. O sistema centraliza o planeamento de rotas, gestão de capacidade e logística inversa, contando já com a integração de parceiros como a Totalmedia nas entregas ao domicílio.
Paralelamente, foi desenvolvido um módulo de sustentabilidade que monitoriza e quantifica as emissões de dióxido de carbono por distrito, transportador e tipo de rota. Através de painéis de controlo (dashboards) validados pelas equipas de sustentabilidade da Sonae, a empresa passa a cruzar dados sobre distâncias, frotas e fontes de energia para suportar decisões de distribuição mais ecológicas e responsáveis.
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