A prestação dos estudantes-atletas e os resultados da U.Porto poderão ser acompanhados nas redes sociais e site do Centro de Desporto da Universidade do Porto (CDUP-UP).
Portugal
Documentário “Côa Mais Selvagem”


O documentário “Côa Mais Selvagem” (Wilder Côa), produzido pela Rewilding Portugal e realizado por João Cosme, estreou finalmente em formato digital no YouTube, um ano após a sua estreia oficial.
Está agora disponível gratuitamente e pode ser visto a qualquer momento no nosso canal de YouTube.
Acompanha a emocionante viagem do rio Côa, que corre de sul para norte, maravilha-te com as suas paisagens sem fim, descobre a vida selvagem que o rodeia — e que está a regressar — e fica a saber como a Rewilding Portugal tem vindo a devolver a natureza a este grande corredor de vida selvagem ao longo dos últimos cinco anos.
Filme narrado por Ana Varela e vencedor de cinco prémios internacionais.
Disponível aqui.
O conteúdo Documentário “Côa Mais Selvagem” aparece primeiro em Associação Sistema Terrestre Sustentável.
Portugal
Casa do Barro: onde a alma da olaria continua a moldar o futuro de São Pedro do Corval


São Pedro do Corval – No coração do Alentejo, entre os campos que conduzem ao Alqueva e à vila medieval de Monsaraz, existe um espaço onde o tempo parece ganhar outra dimensão. A Casa do Barro – Centro Interpretativo da Olaria não é apenas um museu. É um testemunho vivo da história, da identidade e do saber-fazer de uma comunidade que transformou a terra em arte ao longo de séculos.
Instalada numa antiga olaria cuidadosamente recuperada, a Casa do Barro nasceu com um propósito claro: preservar, valorizar e divulgar uma das mais importantes tradições artesanais portuguesas. O edifício mantém elementos originais da atividade oleira, permitindo ao visitante compreender, de forma autêntica, como o barro era preparado, moldado e transformado em peças utilitárias e decorativas.
São Pedro do Corval é reconhecido como o maior centro oleiro da Península Ibérica. A aldeia reúne atualmente cerca de duas dezenas de olarias em atividade, onde mestres oleiros continuam a trabalhar segundo técnicas transmitidas de geração em geração, produzindo louça tradicional, cerâmica vidrada e peças decorativas que hoje são apreciadas muito para além das fronteiras nacionais.
O percurso expositivo da Casa do Barro foi concebido em torno dos quatro elementos fundamentais da olaria — terra, água, fogo e ar. Ao longo da visita é possível conhecer os diferentes tipos de barro utilizados na região, observar antigos fornos a lenha, rodas de oleiro, tanques de preparação da argila e diversos equipamentos que recriam todas as etapas do ciclo de produção da cerâmica. Cada espaço revela a estreita ligação entre a natureza, o trabalho humano e a criatividade dos artesãos.
Mais do que preservar memórias, o centro assume também uma missão pedagógica e cultural. Recebe visitantes, promove oficinas, exposições e atividades que aproximam novas gerações de um património que continua plenamente vivo. O objetivo é garantir que a tradição oleira permaneça sustentável, valorizando simultaneamente os artesãos que ainda hoje fazem do barro o seu modo de vida.
Quem visita São Pedro do Corval percebe rapidamente que a olaria não é apenas uma atividade económica. É a linguagem da aldeia. As fachadas das oficinas, o cheiro da terra húmida, o calor dos fornos e o movimento paciente das mãos dos oleiros fazem parte da paisagem quotidiana, conferindo ao lugar uma identidade muito própria.
A Casa do Barro constitui, assim, a porta de entrada ideal para compreender esta realidade. Não se limita a contar a história da olaria; explica a forma como uma comunidade construiu a sua identidade em torno do barro, preservando um património material e imaterial que continua a distinguir o concelho de Reguengos de Monsaraz e todo o Alentejo.
Para quem procura conhecer a verdadeira essência de São Pedro do Corval, a visita à Casa do Barro – Centro Interpretativo da Olaria é um ponto de partida obrigatório: um lugar onde cada peça de barro conta uma história e onde a tradição continua, todos os dias, a ser moldada pelas mãos dos seus artesãos.
Portugal
Penamacor e o Madeiro: a chama que une gerações no coração da Beira Baixa


Penamacor — No silêncio frio das noites de inverno da Beira Baixa, há uma chama que resiste ao tempo e à mudança. É o Madeiro de Penamacor, uma das mais marcantes tradições natalícias do interior de Portugal, onde a comunidade se reúne em torno de uma fogueira monumental que simboliza muito mais do que calor: representa identidade, memória e continuidade.
Todos os anos, na véspera de Natal, a vila transforma-se. Dias antes, grupos de jovens percorrem os campos e os montes circundantes em busca dos maiores troncos que conseguem transportar. O ritual não é apenas logístico — é iniciático. Participar na recolha do madeiro é, para muitos, um sinal de passagem, uma forma de pertença a uma herança coletiva que atravessa séculos.
No Largo, o fogo é aceso ao cair da noite. As chamas elevam-se, iluminando as fachadas antigas de granito e criando uma atmosfera quase ancestral. À volta do Madeiro, juntam-se famílias inteiras, emigrantes que regressam à terra nesta época e visitantes que procuram autenticidade. Conversa-se, partilham-se histórias, recordam-se ausentes. O frio da serra é vencido pelo calor humano.
A tradição do Madeiro, comum a várias localidades da Beira Interior, ganha em Penamacor uma dimensão particularmente forte, pela mobilização comunitária e pela forma como se mantém viva, sem artificialismos. Aqui, não é um espetáculo para turistas — é um ato vivido, profundamente enraizado na cultura local.
Para os mais velhos, o Madeiro é memória viva de outros tempos, quando a eletricidade era escassa e o fogo era centro da vida social. Para os mais novos, é um momento de encontro num mundo cada vez mais digital e disperso. Entre uns e outros, constrói-se uma ponte geracional que garante a continuidade da tradição.
Num país onde tantas práticas ancestrais se diluem ou desaparecem, Penamacor afirma-se como guardiã de um património imaterial que resiste. O Madeiro não é apenas uma fogueira de Natal — é um símbolo de comunidade, de resistência cultural e de pertença.
E enquanto as chamas arderem no centro da vila, Penamacor continuará a dizer, em silêncio, que há tradições que não se apagam.
Portugal
FestiFolk trouxe as danças do mundo ao coração do Alto Alentejo


Ponte de Sor recebeu grupos folclóricos de seis países numa celebração internacional dedicada à música, à dança e à aproximação entre culturas.
Ponte de Sor voltou a transformar-se num ponto de encontro entre povos e tradições com a edição de 2026 do FestiFolk — Festival Internacional de Folclore, realizada sob o lema “O Mundo a Dançar no Alto Alentejo – Cidade de Ponte de Sor”.
A abertura oficial decorreu a 15 de julho, diante do edifício dos Paços do Concelho, reunindo representantes da organização, participantes e entidades locais. Na cerimónia foram apresentados os grupos provenientes da Argentina, Croácia, Grécia, México, Polónia e Portugal, numa edição que levou ao concelho diferentes expressões da música, da dança, dos trajes e da memória popular.
Portugal esteve representado pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ponte de Sor, grupo anfitrião e uma das estruturas responsáveis pela afirmação do festival enquanto espaço de intercâmbio cultural. Ao receber agrupamentos de diferentes continentes, o FestiFolk voltou a demonstrar que o folclore não é apenas uma evocação do passado, mas uma forma viva de preservar identidades, transmitir conhecimentos entre gerações e criar pontes entre comunidades.
O festival decorreu entre 14 e 19 de julho, de acordo com o calendário internacional divulgado pelo Conselho Internacional de Organizações de Festivais de Folclore e Artes Tradicionais — CIOFF. A programação não ficou concentrada na cidade, percorrendo várias localidades do concelho e permitindo que diferentes públicos contactassem diretamente com tradições culturais pouco habituais na região.
Esta descentralização constitui uma das características mais relevantes do FestiFolk. Ao levar os espetáculos às freguesias e localidades, o evento aproxima a programação cultural das populações, promove o envolvimento das comunidades locais e transforma o território num verdadeiro palco internacional.
Durante vários dias, os participantes apresentaram coreografias, músicas, instrumentos, indumentárias e rituais representativos dos seus países. Apesar das diferenças geográficas e culturais, cada atuação revelou uma linguagem comum: a celebração da memória coletiva através do movimento, do ritmo e da partilha.
O ponto alto da edição de 2026 aconteceu na noite de sábado, 18 de julho, com a Gala de Encerramento, realizada às 21h30 no Anfiteatro da Zona Ribeirinha de Ponte de Sor. O espetáculo reuniu os grupos participantes num mesmo palco, encerrando simbolicamente uma viagem por diferentes culturas sem sair do território do Alto Alentejo.
Mais do que um programa de entretenimento, o FestiFolk assume-se como um instrumento de diplomacia cultural. Num tempo marcado por conflitos, divisões e discursos de intolerância, reunir jovens e adultos de diferentes nacionalidades em torno da cultura tradicional representa uma afirmação de respeito, diálogo e convivência entre os povos.
Para Ponte de Sor, a realização do festival reforça igualmente a projeção cultural do concelho, atrai visitantes e valoriza o trabalho desenvolvido pelas associações locais. A presença do evento no calendário internacional do CIOFF contribui para colocar o território numa rede mundial dedicada à salvaguarda e divulgação das artes e tradições populares.
Ao longo desta edição, Ponte de Sor não foi apenas a cidade anfitriã de vários grupos estrangeiros. Foi, durante alguns dias, um lugar onde o mundo se encontrou para dançar — demonstrando que as tradições, quando são partilhadas, não afastam os povos: aproximam-nos.
Portugal
Estudantes da U.Porto em busca da glória nos Europeus Universitários 2026




A poucos dias do arranque dos Campeonatos Europeus Universitários 2026, os 71 estudantes-atletas e demais treinadores e oficiais que vão representar a Universidade do Porto na principal competição do desporto universitário europeu foram recebidos pela Vice-Reitora para o Bem-Estar e Qualidade Institucional, Guilhermina Rêgo.
“Para a Universidade do Porto, este é um momento de orgulho”, sublinhou a responsável, referindo-se ao trabalho desenvolvido ao longo da época pelos estudantes-atletas, treinadores e equipas técnicas.
A Vice-Reitora recordou ainda a importância do desporto universitário enquanto “espaço de formação pessoal e académica”, destacando os valores que lhe estão associados. “O desporto é um momento de partilha”, afirmou Guilhermina Rêgo, salientando valores como “a solidariedade, a lealdade, o rigor e a excelência”, mas também a capacidade de proporcionar “momentos de descontração e de diversão”.
“É uma honra para qualquer um de nós”
Já para os estudantes-atletas, a participação nos Europeus representa o culminar de uma época de dedicação e esforço, dentro e fora das salas de aula.
“Conseguirmos conciliar a vertente académica com a vertente desportiva já por si só é um feito complexo”, considera Patrícia Resende, estudante da Faculdade de Arquitetura (FAUP) e atleta da equipa de andebol de praia da U.Porto. “Representar a Universidade e o país lá fora é uma honra para qualquer um de nós”, acrescenta.
Também Eduardo Castro, estudante-atleta da Faculdade de Desporto (FADEUP) que vai marcar presença no Europeu Universitário de Remo, destaca a importância de representar a U.Porto num palco internacional: “É uma oportunidade muito boa que a Universidade nos dá e é muito relevante porque permite-nos competir contra os melhores desportistas da Europa”.
Recorde-se que a U.Porto participa nos Campeonatos Europeus Universitários 2026 com uma comitiva de 71 estudantes-atletas provenientes de 14 faculdades, distribuídos por várias modalidades. Depois das oito medalhas conquistadas em 2025 – nas modalidades de Andebol de Praia, Padel, Karaté, Taekwondo e Kickboxing, e Remo -, o objetivo passa agora por igualar ou superar o desempenho alcançado na última edição dos Campeonatos Europeus Universitários.



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