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Saúde

ULS Médio Tejo apela à renovação de dadores após garantir transfusões a 1.761 doentes

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Mais de cinco mil dádivas asseguraram transfusões vitais na ULS Médio Tejo em 2025, no entanto, a escassez de dadores jovens e regulares ameaça a estabilidade das reservas hospitalares a longo prazo.

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo revelou que, durante o último ano, 3.841 dadores permitiram a colheita de 6.106 componentes sanguíneos, entre concentrados de eritrócitos, plaquetas e plasma. Destes, 4.230 foram transfundidos em serviços de elevada pressão assistencial, como as Urgências, Cuidados Intensivos, Ortopedia, Medicina Interna e Oncologia, reforçando o papel vital da dádiva benévola na sobrevivência dos doentes da região.

Apesar dos resultados operacionais positivos, os dados evidenciam uma fragilidade na regularidade das contribuições: das mais de três mil pessoas que doaram sangue, a vasta maioria fê-lo apenas uma vez, enquanto apenas 455 dadores realizaram três ou mais dádivas ao longo do ano. Sandra Sousa, diretora do Serviço de Imunohemoterapia, sublinha que o sangue não possui substituto sintético e que a estabilidade das reservas hospitalares depende exclusivamente da frequência com que os cidadãos decidem doar.

Os jovens entre os 18 e os 24 anos representam apenas 10,5% do total de dadores, uma percentagem considerada reduzida face ao peso dos adultos entre os 25 e os 65 anos. Casimiro Ramos, presidente do conselho de administração da ULS Médio Tejo, reforça que a captação de novas gerações é fundamental para assegurar a sustentabilidade do sistema a longo prazo, definindo o ato como um dever de cidadania.

No panorama concelhio, Torres Novas destaca-se como o território com maior mobilização, registando 1.917 dadores, seguido de Tomar com 1.024 e Abrantes com 900. Estes números confirmam uma forte base de solidariedade local que, no entanto, precisa de ser reforçada com novos dadores regulares para fazer face à pressão constante nos serviços de saúde e garantir que a assistência médica não seja comprometida por falta de reservas.

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Alcácer do Sal

Alcácer do Sal celebra “Maio, Mês do Coração” com programa de desporto e saúde em espaços públicos.

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O Município de Alcácer do Sal associou-se à campanha nacional da Fundação Portuguesa de Cardiologia para dinamizar, durante todos os fins de semana de maio, um conjunto alargado de atividades desportivas e educativas destinadas a sensibilizar a população para a prevenção de doenças cardiovasculares.

O programa, que conta com a colaboração do Centro de Saúde local e do movimento associativo, inclui modalidades como Cross training, Yoga, BTT, artes marciais e Zumba, a par de ações de sensibilização para estilos de vida saudáveis.

Entre os destaques figuram a caminhada “Mexer Contra o Cancro” a 10 de maio e uma mega-aula solidária de Zumba a 30 de maio, ambas com necessidade de inscrição prévia.

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Portalegre

Portalegre: Campus Politécnico acolhe colheita de sangue solidária a 12 de maio

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No âmbito das comemorações do Dia Internacional do Enfermeiro, o Núcleo de Estudantes de Saúde da Associação Académica do Instituto Politécnico de Portalegre (AAIPP), em parceria com a Kyndryl e a Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, promove uma ação de colheita de sangue no próximo dia 12 de maio.

A iniciativa decorrerá entre as 9h00 e as 13h00, nas salas 2.09 e 2.10 do Campus Politécnico. Esta ação solidária assinala uma data de especial relevância para os futuros profissionais de enfermagem da Escola Superior de Saúde de Portalegre.

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Portugal

Alerta: Mosquito transmissor de Dengue expande presença para 28 concelhos

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O relatório anual da rede REVIVE revela um aumento geográfico significativo das espécies invasoras em Portugal, com a deteção do mosquito Aedes albopictus em novos municípios das regiões de Lisboa e Centro durante o último ano.

A vigilância de vetores em Portugal disparou um sinal de alerta com a confirmação de que o mosquito transmissor de doenças como o Dengue, Zika e Febre-Amarela já marca presença em 28 concelhos do país. Segundo o mais recente relatório da rede REVIVE, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o número de municípios onde o vetor foi identificado subiu drasticamente, somando dez novas localizações face ao balanço de 2024.

Entre as novas áreas de risco destacam-se os concelhos de Lisboa, Oeiras, Almada e Sesimbra, além de uma expansão na região Centro para Condeixa-a-Nova e Covilhã. No total, a operação de vigilância, que abrangeu 243 concelhos, permitiu identificar mais de 44 mil mosquitos e quase 50 mil ovos de espécies invasoras, confirmando uma tendência de dispersão que começou no Norte em 2017 e que agora atravessa quase todo o território continental.

Embora a maioria das análises a vírus patogénicos no continente tenha resultado negativo, o cenário na Região Autónoma da Madeira é mais sensível. Na ilha, onde o mosquito Aedes aegypti está estabelecido desde 2005, foi detetada a presença do vírus Dengue serótipo 2 (DENV2) em amostras recolhidas, reforçando a necessidade de controlo rigoroso.

O relatório REVIVE 2025 não se limita aos mosquitos, expondo também dados preocupantes sobre outros vetores:

  • Carraças: Foram identificados mais de 6.600 exemplares, sendo que cerca de 20% revelaram a presença de Rickettsia e 2,3% de Borrelia (agente da Doença de Lyme).
  • Flebótomos: Estes pequenos insetos, transmissores de leishmaniose, foram alvo de monitorização, tendo sido detetado o vírus Toscana — causador de meningites e encefalites — nos concelhos de Pedrógão Grande e Resende.

As autoridades de saúde reforçam que a expansão destes vetores exige uma vigilância contínua e a colaboração da população na eliminação de focos de água parada, locais preferenciais para a reprodução destas espécies invasoras.

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Portugal

Fisco reembolsa doentes oncológicos e pessoas com incapacidade que perderam benefícios no IRS

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A Autoridade Tributária autorizou a devolução de impostos a contribuintes que perderam benefícios fiscais após reavaliações médicas terem reduzido o seu grau de incapacidade para menos de 60%.

A decisão permite recuperar montantes pagos a mais desde 2019, corrigindo uma interpretação anterior que o Supremo Tribunal Administrativo considerou ilegal. Para obter o reembolso, os cidadãos afetados devem submeter declarações de substituição no Portal das Finanças, uma vez que a reposição dos valores não é processada automaticamente pelo Estado.

Esta medida abrange sobretudo doentes oncológicos e garante que, em reavaliações futuras, a perda de direitos seja apenas progressiva. Dependendo do rendimento e do histórico de retenções, os reembolsos agora autorizados podem atingir vários milhares de euros por contribuinte.

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