Portugal
GNR reforça vigilância e sensibilização em viagens de finalistas

A Guarda Nacional Republicana lançou a operação “Spring Break 2026” para monitorizar deslocações de estudantes até 12 de abril, focando-se na prevenção de comportamentos de risco e na fiscalização rodoviária durante as férias escolares.
A iniciativa, inserida no programa Escola Segura, divide-se em dois momentos estratégicos para garantir a proteção de alunos do 9.º e 12.º anos. Segundo a agência Lusa, uma fase inicial de cariz preventivo decorre até 27 de março, através de ações pedagógicas em contexto escolar que alertam para os perigos do consumo de substâncias psicotrópicas e álcool.
Posteriormente, entre 28 de março e 12 de abril, o dispositivo foca-se na vertente operacional e de fiscalização. De acordo com os dados avançados pela Lusa, os militares vão incidir o controlo sobre o transporte rodoviário de passageiros, com especial atenção às passagens fronteiriças de Vilar Formoso, Caia e Vila Real de Santo António, destinos frequentes nas viagens para o sul de Espanha.
Esta operação conta com uma dimensão internacional através da cooperação com a Guardia Civil espanhola e a Gendarmerie francesa. No terreno, a GNR mobiliza valências de investigação criminal e equipas cinotécnicas para detetar ilícitos, procurando assegurar que o período de diversão decorra sem incidentes graves nas estradas ou em zonas de lazer noturno.
Portugal
Primeiro dispositivo em embarcação guineense

No seguimento da iniciativa de formação realizada pela oceanógrafa do IPMA, Rita Esteves, em colaboração com a Universidade Lusófona da Guiné-Bissau (ULGB), a Guiné-Bissau deu um passo histórico na observação oceânica colaborativa, com a instalação a bordo da embarcação de pesca Jory, de pavilhão guineense, o primeiro dispositivo de observação oceânica do programa FVON-Okinka (Guiné-Bissau), integrado na rede internacional FVON – Fishing Vessel Ocean Observing Network e com o apoio do programa FVON.PT (Portugal).
Trata-se da primeira unidade desta natureza instalada na costa ocidental africana, que passa a transmitir dados em tempo quase real para o portal Fishing Ocean Data Portal, da Ocean Data Network. Através desta plataforma, a Guiné-Bissau torna-se o primeiro país da costa ocidental africana a contribuir com dados de observação oceânica por embarcações de pesca, reforçando a partilha de informação com a comunidade científica internacional e posicionando o país como ator de referência na monitorização do oceano.
Esta iniciativa insere-se na rede internacional FVON (https://www.fvon.org/), que promove a recolha de dados oceânicos a partir de embarcações de pesca, contribuindo para o avanço da observação costeira, uma melhor compreensão das mudanças no oceano e a melhoria das previsões oceanográficas e meteorológicas de curto prazo. Ao colocar a Jory no mapa da FVON, a Guiné-Bissau abre caminho para muitos outros passos futuros, rumo a um conhecimento mais profundo dos mares da costa ocidental africana, à sua proteção e à gestão sustentável dos recursos marinhos.
A instalação a bordo da Jory foi feita por elementos da equipa local do FVON-Okinka (Guiné-Bissau), constituída para o efeito e composta pela investigadora Manuela de Oliveira (ponto focal do IPMA FVON.PT), Luis Colaço e Huna Nambantche (Universidade Lusófona da Guiné-Bissau) e Gualdino Té, Quefade Nunes e Aniceto Quadé (Instituto Marítimo Portuário da Guiné-Bissau).
Esta iniciativa representa um marco na construção de capacidades locais, na cooperação internacional e na monitorização colaborativa do oceano, reforçando o papel de Portugal e do IPMA, em particular, como parceiro estratégico na ciência do mar em África.
Alentejo Central
Santa Susana recebe mais uma Prova de Orientação Escolar no dia 2 de junho

A aldeia de Santa Susana vai acolher a XXII Prova de Orientação Escolar no próximo dia 2 de junho, entre as 9h00 e as 13h00, numa iniciativa que promete mobilizar cerca de 350 estudantes.
O evento destina-se a alunos do 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, contando ainda com uma caminhada aberta à restante comunidade escolar e às famílias dos alunos mais novos. A competição divide-se em três vertentes distintas: a categoria “Andando” (caminhada até 5 elementos), os “Bravitos” (percurso curto até 5 elementos) e os “Bravos” (percurso longo até 4 elementos).
Organizada pelo Agrupamento de Escolas de Alcácer do Sal através do respetivo clube de desporto, a atividade está integrada no plano de ação do Desporto Escolar. O evento conta com o apoio do Município de Alcácer do Sal e da Junta de Freguesia de Santa Susana, estando as inscrições disponíveis via código QR no cartaz oficial.
Portugal
Alumni da U.Porto vencem Prémio Jornalismo em Saúde


Liliana da Silva Costa e Sofia Martins, ambas recém-licenciadas em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto, são as vencedoras do Prémio Jornalismo em Saúde 2026 – categoria “Mérito Universitário Revelação” -, atribuído pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) e pelo Clube de Jornalistas .
O galardão distinguiu um dossiê publicado pelas duas autoras em março de 2025, no JPN – JornalismoPortoNet , o jornal online do curso de Ciências da Comunicação, sediado na Faculdade de Letras da U.Porto (FLUP). Dedicado à saúde feminina, o trabalho reúne artigos sobre diferentes dimensões da saúde das mulheres, cruzando testemunhos pessoais com contributos de especialistas.
Ao longo de cinco publicações, o dossiê aborda temas como a Síndrome do Ovário Poliquístico, a saúde materna no período pós-parto, a endometriose, a perimenopausa e a infertilidade.
O projeto teve como objetivo ampliar a visibilidade de temas ligados à saúde feminina, contribuindo para uma representação mais atenta das experiências das mulheres e para uma maior consciencialização sobre realidades ainda pouco valorizadas.
Um reconhecimento que vai além do trabalho
Para Sofia Martins, o prémio conquistado é gratificante, “não só pela valorização do esforço e trabalho, mas sobretudo pela visibilidade dada a temas que, infelizmente, ainda são muito desvalorizados e, por vezes, até ridicularizados”.
Liliana da Silva Costa partilha do mesmo sentimento, destacando que o dossiê nasceu precisamente da vontade de falar do que raramente é discutido: “saber que o trabalho teve impacto e foi reconhecido nesta área mostrou-nos que vale a pena continuar a fazer jornalismo com tempo, cuidado e atenção às histórias das pessoas”.
As duas autoras sempre definiram como objetivo central criar um espaço de partilha onde as mulheres se sentissem reconhecidas e representadas. Segundo Sofia Martins, a distinção é por isso uma “confirmação de que esse caminho é o certo”, rumo a uma “consciencialização mais atenta” e a uma partilha de informação essencial para compreender a saúde feminina e tudo o que ela implica.
As histórias que ficam
Ao longo da preparação dos artigos, as autoras foram confrontadas com testemunhos que as marcaram profundamente. A coragem das mulheres que partilharam as suas experiências é descrita por Sofia Martins como “um exemplo e uma inspiração”, enquanto Liliana da Silva Costa destaca sobretudo os relatos ligados à endometriose: “impressionou-me perceber como tantas mulheres convivem durante anos com dor, falta de diagnóstico ou sentimentos de culpa sem terem espaço para falar sobre isso de forma aberta”.
Sofia Martins identifica a saúde materna e a perimenopausa como os temas que mais a tocaram, por serem “bastante banalizados, mas extremamente complexos”. No que diz respeito ao pós-parto, sublinha a dificuldade de gerir, em simultâneo, o cansaço físico e emocional, a dor e a culpa, e a importância de reconhecer que é possível, e necessário, pedir ajuda a profissionais que se dedicam à consultoria nesta área, como é o caso da especialista Patrícia Cardoso.
Quanto à perimenopausa, o que mais sensibilizou a jovem jornalista foi descobrir que os sintomas podem surgir muito cedo, provocando mudanças físicas e psicológicas difíceis de compreender, sobretudo em fases mais jovens da vida. A frustração de ver esses sintomas reduzidos a “uma mera paranoia”, descrita pela entrevistada Catarina Pinto, foi uma das realidades que o dossiê quis contrariar.
O jornalismo como ferramenta de mudança
Quando questionadas sobre o papel do jornalismo na visibilidade da saúde feminina, as autoras são unânimes: a informação rigorosa e acessível é indispensável.
Para Liliana da Silva Costa, é essencial “ouvir especialistas, mas também dar espaço às experiências reais de quem vive essas situações”, trazendo os temas para o debate público “de forma informada, acessível e humana”.
Sofia Martins reforça que a partilha de testemunhos é fundamental para promover a empatia e a discussão: “não podemos ter empatia por algo que desconhecemos ou não entendemos”.
A aposta na desmistificação de conceitos ainda tabu e na exposição clara de assuntos complexos foi apontada como uma responsabilidade que o jornalismo não pode ignorar. O dossiê é visto pelas próprias como um exemplo que esperam ver replicado em projetos futuros, contribuindo para que as mulheres se sintam cada vez mais ouvidas e representadas.
Sobre o prémio
Atribuído anualmente pela Apifarma e pelo Clube de Jornalistas, o Prémio Jornalismo em Saúde distingue trabalhos jornalísticos que contribuam para a divulgação rigorosa de temas ligados à saúde, valorizando abordagens que promovam a literacia, a sensibilização pública e o debate informado.
Com esta distinção, o JPN soma a quinta vitória na categoria “Mérito Universitário Revelação”, depois dos prémios recebidos em 2020, 2021, 2022 e 2025.
Portugal
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