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CIIMAR abriu-se às empresas para reforçar ligação à indústria azul

A primeira edição do Industry Open Day reforçou o papel do CIIMAR como interface entre a investigação científica e o panorama empresarial.

Evento visou a criação de parcerias estratégicas e oportunidades de transferência de conhecimento entre o CIIMAR e os parceiros empresariais. Foto: DR
O CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto acolheu, no passado dia 22 de abril, o seu primeiro Industry Open Day, uma iniciativa que reuniu cerca de 70 investigadores e 23 entidades externas, com o objetivo de fortalecer a colaboração entre ciência e setor empresarial no domínio da economia azul e da economia circular.
Ao longo do evento, um conjunto de empresas, associações e instituições públicas foram convidadas a conhecer de perto as infraestruturas científicas, plataformas tecnológicas e linhas de investigação do CIIMAR, num ambiente orientado para a criação de parcerias estratégicas e oportunidades de transferência de conhecimento.
Na sessão de abertura, o Diretor do CIIMAR, Vítor Vasconcelos, sublinhou que “é um desafio que lançamos a eventuais oportunidades de colaboração em outras aplicações que considerem relevantes”, reforçando a abertura da instituição à criação de novas sinergias com o setor empresarial.
Entre as entidades participantes destacaram-se organizações como a ALGAplus, A4F Algae for Future, Flatlantic, Sea Eight, Sonae MC, LIPOR, Águas e Energias do Porto, Águas do Norte. A estas juntaram-se redes e associações relevantes como a BlueBio Alliance, a Associação Portuguesa de Aquacultores e a Associação Portuguesa de Bioindústria.
O programa incluiu apresentações das principais competências científicas e tecnológicas do CIIMAR, momentos dedicados à partilha de investigação em áreas-chave da economia azul, e espaços dedicados ao networking entre investigadores e representantes da indústria, promovendo a identificação de oportunidades de colaboração.
Com a primeira edição do Industry Open Day, o CIIMAR reforça o seu papel como interface entre a investigação científica e o panorama empresarial, promovendo a aplicação do conhecimento científico em soluções inovadoras para os desafios atuais associados às ciências marinhas e ambientais.
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Simulacro junta FMUP e Sapadores do Porto em cenários hiper-realistas

A explosão de um quadro elétrico fez três vítimas graves de eletrocussão e intoxicação por monóxido de carbono, que foram socorridas de imediato pelos Sapadores do Porto e por equipas de Suporte Avançado de Vida em condições adversas, incluindo fumo e pouca visibilidade. A pouca distância, uma explosão de gás resultou em mais três vítimas queimadas e politraumatizadas, às quais outras equipas prestaram socorro, em estreita colaboração com os bombeiros, que acorreram prontamente ao incêndio com um autotanque para apagarem as chamas que deflagraram no local.
Não foi a sério, desta vez, mas sim um simulacro realizado no passado dia 10 de abril, no âmbito da Unidade Curricular “Abordagem do Doente Queimado e Vítima de Incêndios”, que faz parte do Mestrado em Assistência Integral em Urgências e Emergências (MAIUE) da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).
O exercício, no qual 22 enfermeiros e médicos que frequentam o 1.º ano deste novo mestrado da FMUP simularam casos de queimados em estado crítico, a nível pré-hospitalar, foi executado numa parceria entre a FMUP e o Regimento dos Sapadores Bombeiros do Porto. Além do socorro, o exercício promoveu a comunicação e o trabalho em equipa, essenciais em situações de urgência e emergência.
Em causa estavam duas situações comuns, reconstituídas de forma realista, com estudantes de Medicina devidamente caracterizados para interpretarem o papel de vítimas. Aos bombeiros, como habitualmente os primeiros a chegar ao local, coube garantir às equipas de Suporte Avançado de Vida (SAV) que existiam condições de segurança para avançarem no terreno.
“O primeiro desafio, à chegada ao local, é a identificação do risco para as próprias equipas de socorro para que não se transformem também em vítimas. O segundo é coordenar a ação com a equipa de bombeiros e autoridades presentes”, afirma Luís Cobrado, professor da FMUP, onde coordena esta Unidade Curricular.
De acordo com Rúben Santos, enfermeiro que participou na coordenação do evento, “a articulação entre a equipa da FMUP e o Regimento de Sapadores Bombeiros do Porto correu de forma muito positiva”.
As reuniões prévias de preparação permitiram “treinar essa articulação em ambiente controlado, identificar pontos de melhoria e reforçar a cooperação entre entidades que, no terreno real, têm de funcionar como uma única equipa. Se não houver comunicação clara e coordenação, há risco de duplicação de ações, atrasos ou erros que podem comprometer o estado da vítima”.
Os cenários
O exercício consistiu na simulação de dois cenários: um primeiro cenário com vítimas de eletrocussão e lesão inalatória, em ambiente fechado, e um segundo cenário com vítimas de explosão, queimaduras e politraumatismos.
No primeiro cenário, “a equipa de SAV deveria reconhecer o risco de eletrocussão e intoxicação, coordenar-se com os bombeiros e só avançar com a indicação daquela corporação. Perante a vítima, deveria instituir a abordagem ATLS – Advanced Trauma Life Support – com avaliação primária e secundária, reconhecer a possibilidade de intoxicação por monóxido de carbono e proceder a entubação precoce e ventilação com oxigénio a 100%, bem como identificar as lesões causadas pelo arco voltaico. No final, os estudantes do Mestrado deveriam transportar as vítimas, já estabilizadas, até um posto médico avançado criado pelos Sapadores”.
Em termos de queimadura, “eram visíveis apenas a porta de entrada e a porta de saída, mas os órgãos internos por onde se transmita o arco voltaico são passíveis de lesão grave”, esclarece o professor da FMUP, acrescentando que, nestas situações, é importante que a resposta seja rápida.
No segundo cenário, de explosão de gás, “o objetivo era que, à chegada, a equipa reconhecesse o risco de nova explosão ou de incêndio e se coordenasse com a equipa de bombeiros antes de avançar”.
A seguir, “a abordagem repetia a metodologia ATLS, com identificação da área de superfície corporal queimada, classificação do grau da queimadura, avaliação de politraumatismos e também da possibilidade de uma queimadura circunferencial poder causar Síndrome do Compartimento, com necessidade de uma fasciotomia de urgência. Essencial, neste exercício, era também a aplicação correta da fórmula de Parkland, usada para a reposição de fluidos após queimaduras graves”.
Em cada cenário com vítimas queimadas, será preciso sempre “atender à etiologia da queimadura, que pode ser térmica, elétrica, química ou por radiação”, situações abordadas nas aulas teóricas prévias. O prognóstico destas vítimas dependerá do socorro rápido e eficaz e de fatores vários, como a área de superfície corporal queimada, a presença de lesão inalatória, comorbilidades e idade.
Luís Cobrado defende que a formação nesta área é essencial. “Todas as equipas ficaram mais rotinadas. Este simulacro deve ser repetido, pois quanto maior for a abrangência destas formações, maior a probabilidade de, em cenários reais, termos elementos que se coordenam eficazmente, percebem as dificuldades mútuas e interagem de forma a otimizar a abordagem inicial e o tratamento da vítima queimada”, defende, elogiando o papel dos Sapadores em todo o processo, no âmbito de uma coordenação multidisciplinar.
Também Rúben Santos entende que “investir em formação nesta área é investir diretamente na qualidade do socorro prestado e nas probabilidades de sobrevivência e recuperação das vítimas”, neste caso de vítimas queimadas, em que “cada minuto conta e cada decisão tem impacto direto na sobrevivência e na recuperação da vítima”.
Como sublinha, “as queimaduras não são apenas lesões visíveis, envolvem riscos complexos como compromisso das vias aéreas, choque e infeção, que exigem uma abordagem técnica muito rigorosa e coordenada”. Através da simulação, “os profissionais conseguem padronizar procedimentos, reduzir erros e agir com maior rapidez e segurança, preparando equipas para “situações de grande pressão”.
Para o futuro fica a intenção de realizar novos exercícios de simulacro destinados a estudantes e profissionais, mas ainda sem datas marcadas.
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Podcast nº 7: A ilusão da transição energética europeia
Este podcast baseia-se numa análise crítica da estratégia de transição energética implementada entre 2010 e 2024, centrando-se no contexto da União Europeia e de Portugal, da autoria de João Jesus Ferreira. O autor defende que, apesar de investimentos globais trilionários, não houve uma substituição efetiva dos combustíveis fósseis, mas sim uma adição energética para satisfazer a crescente procura mundial. A investigação destaca que a integração de energias renováveis intermitentes gera custos sistémicos elevados, o que prejudica a competitividade industrial e aumenta os preços finais da eletricidade. Adicionalmente, o texto alerta para os impactos negativos na ocupação do solo e na soberania alimentar, questionando a eficácia de metas ambientais europeias isoladas perante o cenário global de emissões. Conclui-se que a atual política carece de uma visão sistémica e pragmática, sugerindo que o modelo atual poderá resultar numa maior fragilidade económica e social se não for profundamente reavaliado.
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Podcast nº 11: O Fundo de Pensões Acorrentado ao Estado
O podcast, baseado num artigo de Carlos F. Alves, analisa as limitações do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), argumentando que as regras atuais de investimento prejudicam a sustentabilidade das pensões em Portugal.
O autor critica a obrigação legal de manter pelo menos metade do capital em Dívida Pública Portuguesa, o que gera uma concentração de risco excessiva e impede a diversificação necessária. Comparando com padrões internacionais, o artigo destaca que a baixa exposição a ações e ativos de maior rendimento resulta numa perda de riqueza colossal para as gerações futuras. Esta estratégia conservadora é descrita como um custo de oportunidade que pode ascender a 43 mil milhões de euros em duas décadas. Consequentemente, defende-se uma revisão urgente das normas de alocação para permitir uma gestão financeira mais eficiente e rentável.
O objetivo final é alertar os decisores políticos para a necessidade de libertar o fundo destas amarras institucionais para garantir a solvabilidade do sistema a longo prazo.
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