Portugal
Formação do IPMA em Cabo Verde

O IPMA realizou a ação “Capacitação Básica para Observadores Meteorológicos – Módulo I”, em Cabo Verde, entre 20 e 28 de maio de 2026.
A formação integrou uma componente à distância e outra presencial, que teve lugar no Centro de formação do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG), em Espargos, na Ilha do Sal.
Esta formação decorreu no âmbito do projeto SOFF – Systematic Observations Financing Facility o qual tem como principal objetivo a capacitação técnica dos recursos humanos do INMG de Cabo Verde.
A formação foi ministrada pelos técnicos de Meteorologia do IPMA, Catarina Esteves, Helena Lamelas, Jorge Neto, Vanda Pires, Pedro Sousa e Paulo Pinto. Os conteúdos abordados centraram-se no reforço das competências dos observadores meteorológicos do INMG na codificação de mensagens SYNOP, na operação e validação de dados provenientes de estações meteorológicas automáticas, no tratamento de dados meteorológicos para fins climatológicos, bem como nas áreas da observação remota, incluindo radar e satélites meteorológicos, e da meteorologia sinóptica e marítima.
A iniciativa reforça o compromisso do IPMA e do INMG na formação dos recursos humanos e evidencia o compromisso do Instituto no fortalecimento de capacidades técnicas e de cooperação com os países da CPLP.
Portugal
Cinco membros da U.Porto representam Portugal nas Olimpíadas de Xadrez

Metade dos 10 atletas convocados para as seleções nacionais masculina e feminina que vão competir no Uzbequistão são alumni ou estudantes da U.Porto.

Filipa Pipiras, estudante de Medicina do ICBAS e a primeira portuguesa a conquistar o título de Grande Mestre Feminina de Xadrez, será uma das representantes nacionais na Olímpiadas de Xadrez 2026. FOTO: CDUP-UP
A Universidade do Porto vai contar com cinco representantes nas seleções nacionais que representarão Portugal na 46.ª edição das Olimpíadas de Xadrez, competição que decorrerá entre 15 e 27 de setembro, em Samarcanda, no Uzbequistão.
Integram a seleção masculina Jorge Viterbo Ferreira, alumnus da Faculdade de Ciências (FCUP) e da Faculdade de Letras (FLUP), André Ventura Sousa e Francisco Veiga, ambos alumni da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP). Já na seleção feminina, Portugal contará com Filipa Pipiras, estudante do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), e com Mariana Silva, alumna da Faculdade de Letras da U.Porto (FLUP).
Filipa Pipiras, recorde-se, é já considerada a melhor xadrezista portuguesa de sempre, tendo conquistado o título de Grande Mestre Feminina de Xadrez. Jorge Viterbo Ferreira foi Atleta Revelação do Ano na Gala do Desporto da Universidade do Porto de 2015 depois de se sagrar campeão nacional universitário.
As Olimpíadas de Xadrez realizam-se de dois em dois anos e reúnem alguns dos melhores jogadores do mundo. Ao mesmo tempo, a competição dá visibilidade a talentos emergentes da modalidade. Além disso, a organização espera milhares de participantes e um número recorde de inscrições nesta edição. A prova divide-se em duas secções: Open e Feminina. Em ambas, as equipas disputam 11 rondas segundo o sistema suíço. Cada seleção apresenta quatro jogadores titulares e um suplente.
Assim, a presença de cinco membros da U.Porto reforça a ligação da Universidade ao desporto e destaca o contributo da sua comunidade para a representação de Portugal em competições internacionais.
Alentejo Central
Worten e Aliança para a Transição Energética digitalizam logística para reduzir emissões de CO₂

A Worten, em parceria com a Aliança para a Transição Energética (ATE), concluiu a evolução da sua plataforma digital de distribuição para acelerar a descarbonização e a eficiência das suas operações logísticas em Portugal.
A iniciativa insere-se no projeto “PPS 20 – Nova geração de soluções de carga de veículos elétricos” e transformou a plataforma Worten Delivery Scheduler (WDS), antes um protótipo, numa ferramenta real de gestão operacional. O sistema centraliza o planeamento de rotas, gestão de capacidade e logística inversa, contando já com a integração de parceiros como a Totalmedia nas entregas ao domicílio.
Paralelamente, foi desenvolvido um módulo de sustentabilidade que monitoriza e quantifica as emissões de dióxido de carbono por distrito, transportador e tipo de rota. Através de painéis de controlo (dashboards) validados pelas equipas de sustentabilidade da Sonae, a empresa passa a cruzar dados sobre distâncias, frotas e fontes de energia para suportar decisões de distribuição mais ecológicas e responsáveis.
Alentejo Central
Vidigueira acolhe 1.ª Semana do Empreendedorismo até esta sexta-feira

O concelho de Vidigueira recebe, entre os dias 3 e 10 de julho, a primeira edição da Semana do Empreendedorismo, uma iniciativa descentralizada que cruza a economia local, a cultura e a sustentabilidade através de conferências e debates em várias freguesias.
O evento arranca em Pedrógão do Alentejo, no âmbito do Festival Sabores do Rio, com a assinatura de um protocolo de cooperação entre o Município de Vidigueira e o NERBE/AEBAL (Associação Empresarial do Baixo Alentejo), focado no desenvolvimento do tecido empresarial da região. No dia seguinte, sábado, o mesmo local acolhe o colóquio “Guadiana – Um Rio de Oportunidades”, dedicado ao potencial económico e turístico do rio.
Ao longo da semana, o programa destaca os principais motores económicos do concelho em espaços repletos de história:
- Azeite: O Lagar da Casa Relvas, em Selmes, recebe na terça-feira (7 de julho) um debate sobre a “Sustentabilidade do Azeite do Alentejo”.
- Vinho: As Ruínas Romanas de São Cucufate, em Vila de Frades, servem de palco na quinta-feira (9 de julho) para o lançamento do livro Vinho, Vinha e Identidade, de José Calado e José Inverno, numa sessão que inclui uma homenagem ao Professor Arlindo Maria Ruívo.
- Inovação: O encerramento acontece na sexta-feira (10 de julho), no Museu Municipal de Vidigueira, com o Fórum Vidigueira “Inovação e Desenvolvimento”.
A participação nas atividades requer inscrição prévia através de formulário online. Para informações adicionais, os interessados podem contactar a organização pelo e-mail [email protected] ou através do telefone 284 437 400.
Portugal
Entrada do Toiro volta a marcar Benavente com a força da tradição ribatejana

Benavente voltou este ano a viver um dos momentos mais intensos e aguardados da sua Festa da Amizade — Sardinha Assada: a entrada do toiro bravo pelas ruas da vila. Num cenário de grande participação popular, campinos, cavaleiros amadores, cabrestos e centenas de pessoas deram corpo a uma tradição profundamente ligada à identidade ribatejana e à memória colectiva desta terra.
A entrada do toiro não é apenas um momento taurino. É uma imagem viva de Benavente. É o som dos cascos no asfalto, a concentração dos campinos, o respeito pelo animal, a expectativa do público e a emoção de uma vila inteira que se reúne para assistir a uma prática antiga, feita de coragem, disciplina e conhecimento transmitido de geração em geração.
Ao longo do percurso, a destreza dos campinos voltou a ser determinante. Cabe-lhes conduzir o toiro bravo com segurança, firmeza e serenidade, num equilíbrio difícil entre tradição, risco e domínio técnico. Cada movimento exige atenção. Cada gesto tem significado. Cada metro percorrido confirma a ligação profunda entre o homem, o cavalo, o campo e a festa.
A Festa da Amizade — Sardinha Assada é uma das grandes referências populares de Benavente e do Ribatejo. Durante três dias, a vila enche-se de música, convívio, largadas, tertúlias, sardinha assada, pão, vinho e milhares de visitantes. Mas a entrada do toiro continua a ser um dos instantes mais simbólicos: aquele em que a tradição sai do campo e entra no coração da vila.
Para muitos benaventenses, este é um momento de pertença. Para quem vem de fora, é uma oportunidade de testemunhar uma manifestação cultural que não se explica apenas por palavras. Vê-se, ouve-se e sente-se. Está no silêncio atento antes da passagem do toiro, nos rostos junto às grades, nos campinos que avançam com segurança e no orgulho de uma comunidade que preserva as suas raízes.
Este ano, mais uma vez, Benavente mostrou que a tradição continua viva quando é vivida em conjunto. A entrada do toiro bravo voltou a ser mais do que um acontecimento da festa: foi uma afirmação da cultura ribatejana, da alma da lezíria e da força de uma vila que sabe celebrar a amizade sem esquecer a sua história.
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