Portugal
Plano Nacional de Renovação de Edifícios

Plano Nacional de Renovação de Edifícios: faltam metas concretas e eficazes para alavancar a transição sustentável do setor da construção
Na sequência da consulta pública ao PNRE – Plano Nacional de Renovação de Edifícios, que decorreu entre 2 e 20 de fevereiro e na qual a Quercus participou, consideramos que a proposta apresentada revela várias fragilidades, refletindo um grande vácuo na redução das emissões de carbono “incorporadas”.
Segundo as Nações Unidas, o setor da construção é responsável por quase 40% das emissões globais de gases com efeito de estufa relacionadas com energia. Apesar disso, os progressos feitos pelo setor têm-se focado na redução das emissões associadas à utilização direta de energia nos edifícios (para aquecimento, refrigeração, iluminação, etc.), deixando de fora soluções para reduzir as emissões de carbono “incorporadas”, derivadas do design, produção e materiais de construção utilizados.
Faltam metas explícitas para integrar materiais sustentáveis
Embora a proposta preveja a “Implementação do Potencial de Aquecimento Global (PAG) do ciclo de vida do edifício” e a “Implementação do Passaporte de Renovação”, falta definir como estes mecanismos serão operacionalizados e tornados obrigatórios.
Por outro lado, fica também por perceber como será aplicada a metodologia de Avaliação de Ciclo de Vida a materiais cuja origem e métodos de fabrico são de difícil fiscalização, o que poderá perpetuar o favorecimento de materiais de baixo custo mas com maior pegada de carbono.
Um plano que aborda a renovação de edifícios sem criar metas explícitas para levar o setor da construção a transitar para o uso de materiais mais sustentáveis, alinhados com a economia circular, é um plano “pouco renovado”.
Intervenção em habitações devolutas fora do plano
A Quercus aponta também a grande disparidade entre os mecanismos financeiros sugeridos para novos projetos comparativamente ao proposto para renovação de edificações antigas e vazias (que representam, segundo o próprio relatório, cerca de 2/3 e 13% de todas as habitações, respetivamente).
Ao mesmo tempo, são mencionadas medidas específicas para os 18% das habitações que estão arrendadas, embora esta salvaguarda não seja dada quando o assunto são as habitações devolutas.
As casas devolutas em particular, que em número ficam apenas 5% abaixo das arrendadas, não são alvo de planeamento de intervenção. Ao serem devidamente inseridas no PNRE, poderiam ser renovadas e posteriormente valorizadas, podendo contribuir, paralelamente, para a mitigação dos problemas na habitação.
Plano carece de roteiro explícito e faseado de medidas a implementar
No geral, há no Plano Nacional de Renovação de Edifícios um vácuo de operacionalização progressiva. São definidas metas para 2030, 2040 e 2050, mas falta um roteiro explícito de medidas a implementar, que preveja etapas intermédias; entidades responsáveis pela sua execução; modelos de financiamento mais concretos; integração das características específicas das regiões (Portugal é incorretamente tratado como território homogéneo).
Criação da Rede Nacional de Bancos de RCD é ponto positivo
A Quercus acredita, no entanto, que algumas das medidas propostas podem criar um impacto ambiental positivo para o nosso edificado.
Destacamos a Criação da Rede Nacional de Bancos de RCD (um por distrito), que visa promover o reaproveitamento e a reintrodução no mercado de materiais de construção recuperados, contribuindo para a sustentabilidade ambiental do setor da construção.
Se corretamente aplicada, com base numa metodologia similar à do atual sistema de gestão separação e tratamento de resíduos (pagamento prévio e devolução de valor por materiais recuperáveis), esta proposta permitirá recolher, tratar, classificar e redistribuir materiais e componentes reutilizáveis, reduzindo, assim, a deposição em aterro e a extração de matérias-primas, para além do incentivo a práticas mais sustentáveis.
Adicionalmente, as campanhas de sensibilização da população para os benefícios do investimento na melhoria da eficiência energética e da qualidade do ar interior são particularmente importantes, visto a eficácia demonstrada na alteração de comportamentos e hábitos de consumo dos cidadãos.
Em suma, a Quercus acredita que o PNRE apresenta medidas com potencial positivo mas falha na definição de metas concretas e eficazes, deixando dúvidas sobre o seu funcionamento enquanto instrumento de transição sustentável do setor da construção.
Portugal
O Presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos, marcou presença, ontem, na conferênci…

O Presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos, marcou presença, ontem, na conferência “Desafios globais, soluções locais”, promovida pela Universidade Lusíada no Porto, no âmbito da comemoração do Dia da Europa e dos 40 anos da adesão de Portugal à CEE.
Na ocasião, o presidente da CCDR NORTE, destacou a centralidade dos territórios na resposta aos desafios atuais, afirmando que “os problemas podem ser globais, mas as respostas eficazes têm necessariamente de passar pelos territórios”.
O presidente sublinhou ainda a evolução do papel das CCDR, referindo que estas entidades assumem hoje “uma função estratégica de articulação territorial, coordenação de políticas públicas e promoção do desenvolvimento regional integrado”, reforçando que “o futuro da governação pública será inevitavelmente multinível, colaborativo e territorializado”.
A participação da CCDR NORTE neste debate académico reforça o compromisso com uma governação de proximidade, assente na valorização do conhecimento científico e no desenvolvimento sustentável dos territórios.



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Portugal
U.Porto reina no Atletismo: e vão 17 títulos seguidos em Pista ao Ar Livre

A Universidade do Porto voltou a afirmar-se como a referência no desporto universitário nacional, ao conquistar o 17.º título coletivo consecutivo nos Campeonatos Nacionais Universitários de Atletismo em Pista ao Ar Livre.
Organizada pela Associação Académica da Universidade do Minho em parceria com a FADU Portugal, a competição deste ano decorreu nos dias 23 e 24 de maio, no Estádio 1.º de Maio, em Braga, e reuniu 286 estudantes‑atletas em representação de 39 clubes universitários. A equipa da U.Porto, orientada pelo treinador Pedro Guimarães, integrou 60 estudantes‑atletas e alcançou um total de 27 medalhas: sete de ouro, dez de prata e dez de bronze.
Nas medalhas de ouro, Eduardo Beça (FMUP) destacou-se ao vencer os 1500 e os 800 metros. Também Tomás Linhares (FCUP) nos 5000 metros marcha, Rafael Lopes (FADEUP) nos 5000 metros, Tiago Pereira (FMUP) nos 200 metros, e Petra Ferreira (FCUP) no lançamento do disco, subiram ao lugar mais alto do pódio.
A estafeta de 4×400 metros também garantiu o ouro, com a participação de Lansiia Dmytriieva e David Fernandes (FADEUP), Miguel Costa (FEUP) e Sara Neiva (FCUP).
Quanto às medalhas de prata, Carlota Almeida (FMUP) foi segunda classificada nos 1500 e nos 800 metros, enquanto Lansiia Dmytriieva (FADEUP) alcançou o mesmo resultado nos 400 metros. Petra Ferreira (FCUP) somou ainda uma prata no lançamento do peso e Ana Silva (FBAUP) e Tiago Silva (FEUP) subiram também ao segundo lugar nos 5000 metros. David Fernandes (FADEUP) foi prata nos 200 metros.
Nas estafetas, a equipa masculina de 4×100 metros, composta por Duarte Amorim (FEUP), David Barbosa (FADEUP), Tiago Pereira (FMUP) e David Fernandes (FADEUP), terminou na segunda posição, tal como a estafeta feminina de 4×100 metros, formada por Lansiia Dmytriieva (FADEUP), Mónica Rodrigues (FBAUP), Clara Cruz e Rita Fernandes (FMUP).
Também a estafeta de 4×400 metros, com Diana Rodrigues (FBAUP), Simão Trancoso (FEUP), Tomás Rosário (FADEUP) e Clara Cruz (FMUP), garantiu a medalha de prata.
Nas medalhas de bronze, Petra Ferreira (FCUP) garantiu o pleno das medalhas – uma de ouro, uma de prata e uma de bronze – com a conquista do terceiro lugar no lançamento do dardo. Gabriela Almeida (FMUP) e Simão Flor (FCUP) subiram ao pódio nos 3000 metros obstáculos, enquanto Tiago Pereira (FMUP) foi terceiro nos 100 metros. Alex Valente (FCUP) alcançou o bronze nos 5000 metros marcha e Sara Neiva (FCUP) nos 400 metros barreiras.
Guilherme Enes (FADEUP) foi terceiro no lançamento do peso e João Martins (FMUP) nos 110 metros barreiras. Tiago Azevedo (FEUP) destacou-se ainda com duas medalhas de bronze, no salto com vara e no salto em comprimento.

Petra Ferreira, estudante de mestrado em Ecologia e Ambiente na FCUP, foi a atleta com mais medalhas conquistadas (3) no CNU Atletismo Ar Livre. (Foto: CDUP-UP)
Para além dos medalhados, o título coletivo contou também com o contributo dos demais estudantes‑atletas, provenientes de 11 faculdades: Gabriel Marques, Maria França e Miguel Silveira (FCUP); Ana Correia, Inês Vieira, Mariana Torres e Tiago Gaspar (ICBAS); Ana Azevedo e Miguel Regalo (FEP); Ana Araújo, Beatriz Claro, Beatriz Soares, Filipe Rocha, Gabriel Simões, Hélder Soares, Inês Ávila, Rodrigo Araújo e Tiago Morgado (FADEUP); Ana Gomes, Diogo Enes, João Zamith, João Silva, Jorge Teixeira e Pedro Vasconcelos (FEUP); Ana Correia (ESEP); por Bruna Madureira (FFUP); Francisca Viegas, Hugo Viegas, Luís Vieira e Oriana Serrão (FMUP); Êndryl Rodrigues e Simone Morim (FAUP); Maria Trancoso (FDUP); e Maria Safta (FCNAUP ).
A comitiva da U.Porto contou ainda com o apoio clínico da osteopata Vera Lima. Integraram também a equipa Maria João Tavares e Pedro Crespo, estudantes da Escola Superior de Enfermagem do Porto, no âmbito de um protocolo entre o CDUP-UP e a ESEP que visa reforçar a experiência prática dos estudantes em contexto desportivo.
Triplo pódio no CNU de Natação em Piscina Longa
A U.Porto participou ainda no Campeonato Nacional Universitário de Natação em Piscina Longa, realizado a 16 de maio, em Coimbra, com uma comitiva de 35 estudantes‑atletas orientados pelos treinadores José Lemos e Mário Filho.
A equipa conquistou três medalhas de bronze, com Maria Ferreira (FLUP) nos 100 metros costas, Pedro Igreja (FADEUP) nos 100 metros bruços e Lara Silva (FAUP) nos 50 metros mariposa.

Em prova estiveram 196 estudantes-atletas de 23 clubes universitários do país. /Foto: CDUP-UP
Da equipa da U.Porto fizeram ainda parte os estudantes-atletas: Bárbara Gomes, Sofia Correia, Maria Inês Lemos, Mafalda Santos, Martim Toste e Tomás Ribeiro (FADEUP); Érica Amador e Daniela Costa (FPCEUP); Joana Silva, Matilde Sousa, João Torres, Gonçalo Cesário, Eduardo Santos, Rodrigo Faria, Paulo Oliveira, Rodrigo Monteiro e Francisco Lourenço (FEUP); Joana Rodrigues e Nil Panasyuk (FMDUP); Mariana Martins (FBAUP ); Rita Nunes, Tomás Dores, Vasco Castro, Rui Silva e Filipe Almeida (FCUP); Inês Martins (FFUP); Eduarda Cardoso (ESEP); Pedro Pereira (FLUP); Margarida Santos e Vasco Vicente (FEP); e Guilherme Silva (FMUP).
Portugal
Alentejo 2030 conclui proposta de reprogramação para a Lezíria do Tejo com enfoque na 1.ª adenda ao contrato

O Presidente da CCDR Alentejo, I.P. e do Programa Regional Alentejo 2030, Ricardo Pinheiro, acompanhado pelos Vogais Executivos do Programa, Maria do Carmo Ricardo e Tiago Teotónio Pereira, participou hoje, dia 26 de maio, em Porto Covo, numa iniciativa promovida no âmbito da CIM Lezíria do Tejo, de grande relevância para o futuro dos 11 municípios que a integram.
O momento central da sessão foi dedicado à análise e consolidação da 1.ª adenda ao Contrato para o Desenvolvimento e Coesão Territorial, celebrado entre a Autoridade de Gestão do Programa Regional Alentejo 2030 e a CIM Lezíria do Tejo. No decorrer da sessão foi apresentada a proposta de reprogramação, tendo sido alcançado entendimento entre as entidades envolvidas, num passo determinante para o ajustamento estratégico dos investimentos e para a maximização da execução dos fundos europeus na sub-região.
Esta adenda assume particular importância ao garantir uma maior eficácia na aplicação dos recursos e reforçando a capacidade de resposta dos municípios aos atuais desafios de desenvolvimento.
A iniciativa integrou ainda o Seminário Interno da Lezíria do Tejo, que contou com a participação do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, cuja intervenção incidiu sobre o Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) e as oportunidades de financiamento disponíveis para os territórios.
A participação do Alentejo 2030 neste momento reforça o seu papel na promoção de soluções concertadas e no fortalecimento da articulação institucional, evidenciando a importância da cooperação intermunicipal e do alinhamento com as políticas públicas nacionais e europeias. Trata-se de um contributo decisivo para a construção de um território mais competitivo, coeso e sustentável.
Alentejo Central
Verão ativo em Portel: Autarquia abre candidaturas para programa de ocupação de jovens

A Câmara Municipal de Portel tem abertas, até ao dia 12 de junho de 2026, as inscrições para a fase de verão do Programa Municipal de Ocupação Temporária de Jovens, destinado a apoiar a inserção profissional no concelho.
O programa destina-se a jovens residentes no município de Portel, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos, que estejam atualmente desempregados ou à procura do primeiro emprego. A iniciativa visa promover a valorização pessoal e profissional dos participantes através do contacto com o mercado de trabalho em ambiente autárquico.
Os interessados devem formalizar a candidatura mediante o preenchimento de um formulário próprio, disponível no portal do município. Após preenchido, o documento tem de ser entregue presencialmente no Setor Administrativo da DDES, situado na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, em Portel.
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