Alentejo
Campus de Portalegre recebe ação solidária de doação de sangue em janeiro

A Kyndryl, o Instituto Politécnico de Portalegre e a Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo uniram esforços para promover uma ação de doação de sangue no Campus Politécnico de Portalegre. A iniciativa está marcada para o dia 13 de janeiro de 2026, terça-feira, e decorre entre as 09h00 e as 13h00.
A ação pretende sensibilizar a comunidade académica e a população em geral para a importância da dádiva de sangue, um gesto simples que pode salvar vidas e reforçar as reservas hospitalares da região.
Os interessados em participar devem efetuar a inscrição prévia através do formulário disponível online, no seguinte link:
https://forms.office.com/r/gdmRz1xN9D
A organização apela à participação de todos os que reúnam as condições necessárias para doar, sublinhando o impacto positivo deste contributo solidário para o sistema de saúde do Alto Alentejo.
Alentejo Central
O Santo Graal: a relíquia que nunca deixou de ser procurada

Há objectos que pertencem à História. Outros pertencem à imaginação. O Santo Graal habita um território mais raro e persistente: aquele onde a fé, a literatura e o desejo humano de acreditar se confundem até se tornarem inseparáveis.
Durante séculos, reis, monges, cavaleiros, arqueólogos, escritores e aventureiros procuraram o cálice associado à Última Ceia de Cristo. Nenhuma descoberta foi conclusiva. Nenhuma prova resistiu definitivamente ao escrutínio histórico. E, no entanto, poucas narrativas sobreviveram com tanta força ao desgaste do tempo como a do Santo Graal.
A sua permanência atravessa a Idade Média, as Cruzadas, o romantismo europeu, o cinema contemporâneo e a cultura popular. O Graal continua vivo porque nunca foi totalmente encontrado — e talvez porque nunca tenha sido apenas um objecto.
A Bíblia não refere o destino do cálice utilizado por Jesus na Última Ceia. Os Evangelhos mencionam o vinho partilhado entre Cristo e os discípulos, mas silenciam tudo o que aconteceu ao recipiente após a crucificação. Foi precisamente esse vazio que abriu espaço à imaginação medieval.
Entre os séculos XII e XIII, numa Europa marcada por guerras religiosas, peregrinações e uma profunda obsessão por relíquias sagradas, começaram a surgir narrativas que procuravam preencher aquilo que as Escrituras não explicavam. O Graal nasce, assim, menos da História documentada do que da necessidade humana de prolongar o sagrado para além dos textos bíblicos.
Uma das tradições mais difundidas atribui o Graal a José de Arimateia, a figura que, segundo os Evangelhos, reclamou o corpo de Cristo após a crucificação. De acordo com essa versão, José teria recolhido no cálice o sangue de Jesus e levado a relíquia para terras britânicas, onde esta passaria a integrar uma linhagem espiritual e misteriosa.
Mas o mito nunca teve uma forma única. Em algumas versões, o Graal é um cálice. Noutras, um recipiente sagrado. Em certas tradições germânicas, chega mesmo a transformar-se numa pedra mística dotada de poderes sobrenaturais. Essa fluidez revela uma característica essencial da lenda: o Graal adapta-se às inquietações de cada época.
Foi na literatura medieval que o mito ganhou verdadeira dimensão cultural. A primeira grande referência surge em Perceval ou o Conto do Graal, escrito por Chrétien de Troyes no final do século XII. A obra, inacabada, introduz um objecto misterioso associado a uma busca espiritual conduzida por cavaleiros.
Pouco depois, o poeta francês Robert de Boron aprofundou essa tradição, ligando explicitamente o Graal à Última Ceia e a José de Arimateia. A partir daí, o mito fundiu-se definitivamente com o ciclo arturiano e com a figura do rei Artur, transformando-se numa das grandes narrativas espirituais da Europa medieval.
Nas cortes feudais, entre manuscritos iluminados, mosteiros e castelos, o Graal deixou de ser apenas uma relíquia. Tornou-se uma metáfora da pureza, da redenção e da procura interior. A sua busca exigia mais do que coragem física: exigia transformação moral.
Ao longo dos séculos, várias instituições religiosas e militares passaram a ser associadas à guarda do Graal. Entre elas destacaram-se os Ordem dos Cavaleiros Templários, cuja aura de secretismo ajudou a alimentar inúmeras teorias posteriores. Embora não exista qualquer prova histórica que ligue directamente os Templários ao Santo Graal, a associação tornou-se uma das mais persistentes da cultura ocidental.
Esse ambiente de mistério favoreceu também o aparecimento de relíquias reivindicadas como autênticas. Em Valência, o chamado Santo Cálice conservado na Catedral de Valência continua a ser apresentado por muitos fiéis como o verdadeiro cálice da Última Ceia. Estudos históricos indicam que a taça superior poderá remontar aos primeiros séculos da era cristã, embora a ligação directa a Cristo permaneça impossível de demonstrar.
Também em Génova, o chamado Sacro Catino foi venerado durante séculos como sendo o Graal. Mais tarde descobriu-se que o objecto não era uma esmeralda, como se acreditava, mas sim vidro islâmico medieval.
Já no século XX, o chamado Cálice de Antioquia despertou entusiasmo internacional antes de os especialistas concluírem tratar-se de uma peça litúrgica posterior, provavelmente concebida como lamparina cerimonial.
A multiplicação destas relíquias está intimamente ligada ao contexto das Cruzadas. As campanhas militares no Médio Oriente permitiram o saque e transporte de milhares de objectos religiosos para a Europa. Muitos desses artefactos passaram a ser associados à vida de Cristo, aumentando o prestígio espiritual e económico das cidades e igrejas que os possuíam.
Mas talvez o verdadeiro poder do Graal nunca tenha dependido da sua autenticidade histórica.
No século XIX, durante o romantismo europeu, o mito conheceu um novo renascimento. O compositor Richard Wagner transformou a lenda numa epopeia espiritual na ópera Parsifal, reforçando a dimensão mística da busca. Mais tarde, o cinema e a literatura contemporânea voltariam a reinventar o Graal para novas gerações, desde as aventuras arqueológicas de Hollywood até às teorias conspirativas modernas.
Hoje, historiadores tendem a olhar para o Santo Graal menos como uma relíquia concreta e mais como uma construção cultural extraordinariamente poderosa. Um mito capaz de sobreviver precisamente porque nunca pertenceu inteiramente ao domínio da prova.
Talvez seja essa a razão da sua permanência. O Santo Graal não representa apenas um objecto perdido da tradição cristã. Representa algo mais profundo e universal: a procura humana pelo absoluto, pela verdade e pelo sentido.
Cada época recriou o Graal à imagem das suas próprias inquietações. Para os cavaleiros medievais, era a pureza espiritual. Para os românticos, o mistério transcendental. Para o mundo contemporâneo, tornou-se símbolo da eterna tensão entre fé, História e imaginação.
E talvez seja precisamente por isso que a busca nunca terminou.
Vila Viçosa
INFANTIS FUTEBOL 9 – CDVV SAGRAM-SE CAMPEÕES DISTRITAISO Município de Vila Viç…

INFANTIS FUTEBOL 9 – CDVV SAGRAM-SE CAMPEÕES DISTRITAIS
O Município de Vila Viçosa partilha este importante feito com todos os munícipes e e endereça especial felicitação a todos os atletas dos Infantis Futebol 9, assim como a toda a equipa técnica d’ O Calipolense – Clube Desportivo de Vila Viçosa, fazendo votos que seja um início de um percurso futebolístico repleto de muitos sucessos.
PARABÉNS INFANTIS! UM ORGULHO PARA VILA VIÇOSA!
#cmvv #vilavicosa #calipolense #infantis #campeoes #distritais #orgulho #portugal




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Alentejo Litoral
Atividades de “Maio, Mês do Coração” começaram com muita animação e movimento…

Atividades de “Maio, Mês do Coração” começaram com muita animação e movimento
A primavera pregou uma partida este fim de semana, com um tempo menos convidativo. No entanto, não demoveu os participantes de aceitarem o desafio do Município e participarem nas atividades desportivas de “Maio, Mês do Coração”, pois a saúde é o mais importante.
No sábado, sob a proteção de tendas, o largo Luís de Camões acolheu duas aulas: a primeira, dirigida por Nelson Sousa, foi de Cross Training; a segunda aula esteve a cargo da Associação Sal de Água-Viva, com uma demonstração do grupo de Capoeira Alto Astral de Alcácer do Sal.
Já no domingo, foi dia de “Mexer Contra o Cancro” e participar numa caminhada da Delegação de Alcácer da Liga Portuguesa Contra o Cancro, desde o Parque Desportivo Municipal até ao jardim público, onde houve atividades de mobilidade, Yoga e Zumba.
Paralelamente às aulas e à caminhada, elementos das Unidades de Cuidados na Comunidade e de Cuidados de Saúde Personalizados, do Centro de Saúde, promoveram ações de sensibilização de “Educação para a Saúde”.
“Maio, Mês do Coração” é uma iniciativa do Município dinamizada com o apoio do movimento associativo, espaços profissionais de desporto, instrutores locais e Centro de Saúde de Alcácer do Sal.
Decorre até 30 de maio, com atividades que levam a prática desportiva a vários locais da cidade, a pensar em diferentes públicos e graus de dificuldade. A ideia é que ninguém fique de fora e todos tenham motivos para praticar alguma modalidade. Afinal, desporto é saúde!
Aceite esta proposta e consulte o programa em https://cm-alcacerdosal.pt/municipio-traz-lhe-atividades-desportivas-e-educativas-em-maio-mes-do-coracao/
#alcacerdosal #alcacereventos #desporto #maiomesdocoracao



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Alentejo Central
Estrada da Horta da Azeda em Alcácer já tem circulação normalizada após reparação

A circulação rodoviária na Estrada da Horta da Azeda, em Alcácer do Sal, foi totalmente restabelecida após a conclusão dos trabalhos de reparação no piso da descida junto à rotunda de acesso ao bairro do Forno da Cal.
Este troço, que tinha sido requalificado entre março e abril para reparar os danos causados por fenómenos meteorológicos extremos, sofreu um abatimento parcial pouco tempo depois. A empresa responsável pela obra inicial assumiu a correção da anomalia, garantindo agora a segurança na via.
No entanto, a intervenção ainda não está totalmente finalizada: a pintura da sinalização horizontal foi adiada devido à chuva intensa que atinge a região, ficando dependente da melhoria do tempo para que o pavimento seque e permita a aderência das tintas.
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