Portugal
Abusos na Igreja: Apoio a Vítimas já Custou Um Milhão de Euros Além de Indemnizações

A Igreja Católica em Portugal despendeu um milhão de euros em estruturas de apoio e acompanhamento psicológico a vítimas de abusos sexuais, valor que acresce aos 1,6 milhões de euros destinados a reparações financeiras.
Segundo o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) em declarações à Lusa, José Ornelas, em entrevista à Renascença, este montante de um milhão de euros engloba os pagamentos a técnicos da Comissão Independente e do Grupo Vita. A verba inclui ainda o suporte médico especializado, nomeadamente psiquiatria e medicação, que a instituição assegura continuar a disponibilizar ao longo de todo o processo.
Relativamente ao processo de compensação financeira, a CEP confirmou a aprovação de 57 pedidos de indemnização, que perfazem um total de 1.609.650 euros. No cômputo geral das 95 solicitações recebidas, 78 foram consideradas elegíveis, encontrando-se ainda nove casos em fase final de análise e um pedido pendente a aguardar decisão da Santa Sé.
O líder dos bispos portugueses sublinhou que estes valores não apagam o dano causado, mas defendeu a justiça dos montantes fixados, que variam entre 9 mil e 45 mil euros por vítima. O futuro do Grupo Vita, cuja estrutura foi criada para prevenir e acompanhar situações de violência sexual, será decidido na próxima assembleia plenária da CEP, agendada para este mês de abril.
Portugal
Um passo decisivo para um país mais ligado e mais coeso.Foram hoje assinados o…

Um passo decisivo para um país mais ligado e mais coeso.
Foram hoje assinados os contratos que vão permitir levar redes de comunicações eletrónicas de capacidade muito elevada a todo o território nacional, garantindo que famílias, empresas e atividades económicas, incluindo nas zonas de menor densidade, tenham acesso à internet mais rápida.
Mais do que uma infraestrutura, este é um investimento na igualdade de oportunidades, na competitividade das empresas, na atração de talento e na possibilidade de viver, trabalhar e inovar em qualquer ponto do país.
Conectividade é desenvolvimento. E o desenvolvimento tem de chegar a todo o território.
#Conectividade #CoesãoTerritorial #TransformaçãoDigital #Portugal2030 #GovernoDePortugal
República Portuguesa
Cátia Fernandes Pinha | MECT



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Portugal
Portugal Continental registou seis ondas de calor

Até ao início de julho de 2026, registaram-se seis ondas de calor em Portugal continental, evidenciando a elevada frequência destes episódios nos últimos anos, mesmo em períodos fora da época estival. Foram classificados como ondas de calor os eventos de temperatura máxima do ar com valores acima da referência climatológica, que ocorreram em fevereiro, março (duas), abril, maio e junho.
Tendo por base a análise da série histórica de dados registados na rede de Estações Meteorológicas do IPMA desde inicio do século XXI, identifica-se uma tendência crescente do número máximo de dias em onda de calor, destacando-se o ano 2009 com 93 dias, seguido de 2017 com 83 dias e 2023 com 80 dias. Em 2025 registaram-se 74 dias em situação de onda de calor e 59 dias nos seis primeiros meses de 2026.
Da análise efetuada aos mais recentes anos, é identificável que a constituição de onda de calor deixou de ocorrer apenas durante o verão, sendo cada vez mais frequente na primavera e, em alguns anos, também no inverno e no outono.
O IPMA recorda que a onda de calor mais marcante em Portugal continental continua a ser a de julho e agosto de 2003, tanto pela sua duração e extensão territorial, como pelos recordes de temperatura do ar registados. Entre estes últimos, destaca-se a temperatura máxima do ar de 47,3°C observada na estação meteorológica da Amareleja, que permanece o valor mais elevado alguma vez registado no continente.
Estes dados reforçam a importância da monitorização contínua destes fenómenos e da adoção de medidas de adaptação face ao aumento da frequência e intensidade dos extremos de temperatura.
Alentejo Central
Setúbal: Incêndio mobiliza mais de 260 bombeiros em São Sebastião

Um incêndio deflagrou ao início da tarde desta sexta-feira, 3 de julho, numa zona de mato na Rua da Cascalheira, na freguesia de São Sebastião, em Setúbal, mobilizando um forte contingente de operacionais.
O alerta para o fogo foi dado às 14h14 e o incêndio permanece em curso. Devido à rápida progressão das chamas e às condições meteorológicas de calor que se fazem sentir, os meios de socorro foram fortemente reforçados desde o despacho de primeiro alerta.
Para o local foram destacados 267 bombeiros, apoiados por 82 viaturas, que continuam empenhados nos trabalhos de combate e contenção do incêndio.
Portugal
“Somos todos UAARE”: Projeto pioneiro despediu-se na U.Porto

O Encontro Nacional do UAARE Superior reuniu as diferentes instituições parceiras no Estádio Universitário do Porto.

A U.Porto tem, atualmente, identificados 39 estudantes-atletas UAARE Superior em 12 faculdades. Foto: CDUP-UP
O Estádio Universitário do Porto acolheu, no dia 2 de julho, o Encontro Nacional da Unidade de Apoio ao Alto Rendimento no Ensino Superior (UAARE Superior), o projeto-piloto que, ao longo dos últimos dois anos e meio, procurou apoiar estudantes-atletas na conciliação da carreira académica com a prática desportiva de alto rendimento.
A iniciativa reuniu representantes das seis instituições participantes – U.Porto, Universidade do Minho, Universidade de Aveiro, Instituto Politécnico de Leiria, Instituto Politécnico de Santarém e Universidade de Coimbra –, da coordenação nacional do programa e de várias entidades ligadas ao desporto e ao ensino superior.
A sessão contou com a presença de Pedro Dias, Secretário de Estado da Cultura, Juventude e Desporto, e de Pedro Mourato, Diretor-Geral do Ensino Superior. Além disso, marcaram presença representantes da Fundação do Desporto, da Confederação do Desporto de Portugal, do Comité Olímpico de Portugal, do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e da FADU Portugal.
Em representação da U.Porto participaram os Vice-Reitores Guilhermina Rego, responsável pelo Bem-Estar e Qualidade Institucional, e Fernando Remião, responsável pelo Ensino e Aprendizagem. Esteve também presente a equipa do Centro de Desporto da U.Porto (CDUP-UP)responsável pela implementação e dinamização do projeto na instituição.

O encontro contou com a presença de mais de 30 participantes. (Foto: CDUP-UP)
A sessão foi orientada por Victor Pardal, Coordenador Nacional do programa UAARE. Durante a sessão, foram apresentados os Guiões de Suporte aos Prestadores da Carreira Dupla.
Posteriormente, foram partilhados alguns dos resultados alcançados pelo projeto-piloto. Além disso, as instituições participantes debateram o futuro da iniciativa com a coordenação nacional. Ainda durante a manhã, houve lugar a uma Pausa Ativa.
Apoiar a carreira dupla no ensino superior
O encontro assinalou então a chegada à fase final do projeto-piloto UAARE Superior, iniciado em dezembro de 2023.
A UAARE Superior tem como objetivo apoiar estudantes-atletas na conciliação da carreira académica com a prática desportiva de alto rendimento. Para isso, promove medidas de acompanhamento adaptadas às exigências da carreira dupla.

Os vice-reitores da U.Porto Guilhermina Rêgo e Fernando Remião (à esq.ª na foto) sublinharam a importância de continuar a trabalhar para assegurar as condições necessárias para os atletas de alto rendimento e de seleção nacional poderem continuar a estudar. (Foto: CDUP-UP)
A iniciativa resulta da experiência já consolidada da UAARE nos ensinos básico e secundário. Neste contexto, o projeto-piloto procurou adaptar esse modelo ao ensino superior e avaliar o seu impacto junto dos estudantes-atletas.
No final do encontro realizado na U.Porto, Victor Pardal destacou o espírito de colaboração que marcou o percurso da iniciativa. A mensagem escolhida para encerrar o evento resumiu esse sentimento de pertença e compromisso: “Somos todos UAARE!”.
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