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Formação do IPMA em Cabo Verde

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O IPMA realizou a ação “Capacitação Básica para Observadores Meteorológicos – Módulo I”, em Cabo Verde, entre 20 e 28 de maio de 2026.

A formação integrou uma componente à distância e outra presencial, que teve lugar no Centro de formação do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG), em Espargos, na Ilha do Sal.

Esta formação decorreu no âmbito do projeto SOFF –  Systematic Observations Financing Facility o qual tem como principal objetivo a capacitação técnica dos recursos humanos do INMG de Cabo Verde.

A formação foi ministrada pelos técnicos de Meteorologia do IPMA, Catarina Esteves, Helena Lamelas, Jorge Neto, Vanda Pires, Pedro Sousa e Paulo Pinto. Os conteúdos abordados centraram-se no reforço das competências dos observadores meteorológicos do INMG na codificação de mensagens SYNOP, na operação e validação de dados provenientes de estações meteorológicas automáticas, no tratamento de dados meteorológicos para fins climatológicos, bem como nas áreas da observação remota, incluindo radar e satélites meteorológicos, e da meteorologia sinóptica e marítima.

A iniciativa reforça o compromisso do IPMA e do INMG na formação dos recursos humanos e evidencia o compromisso do Instituto no fortalecimento de capacidades técnicas e de cooperação com os países da CPLP.



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Chamusca, Linda Vila Portuguesa

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Erguida sobre as margens do Tejo, entre a fertilidade da lezíria e a serenidade da charneca, a Chamusca é uma dessas terras onde Portugal ainda se reconhece. Uma vila de casario branco, telhados antigos, ruas tranquilas e horizontes largos, onde o rio, o campo e a memória permanecem unidos na mesma paisagem.

Vista do alto dos seus miradouros, a Chamusca abre-se sobre a lezíria ribatejana. O Tejo desenha o território, alimenta os campos e acompanha, há séculos, a vida das populações. Ao longe, os arrozais, as pastagens e as extensões agrícolas recordam que esta é uma terra construída pelo trabalho, pela persistência e por uma relação profunda com a natureza.

A história da vila atravessa vários séculos. As terras da Chamusca e de Ulme foram doadas a D. Rui Gomes da Silva em 1449, tendo a Chamusca sido elevada a vila e sede de concelho por alvará de 1561. Mais tarde, integrou o património da Casa das Rainhas, permanecendo ligada a importantes episódios da história portuguesa.

Essa memória encontra-se nas ruas e nos edifícios. A Igreja Matriz de São Brás, a Igreja da Misericórdia, as igrejas de São Francisco e de São Pedro, a Ermida de Nossa Senhora do Pranto e a Ermida do Senhor do Bonfim testemunham a fé, a arte e a devoção de sucessivas gerações. Entre casas rurais e antigos edifícios senhoriais, a vila conserva uma identidade arquitectónica que convida a ser descoberta a pé, sem pressa.

Mas a verdadeira alma da Chamusca está nas suas gentes. Está nos homens e mulheres que trabalham os campos, nos campinos que continuam a simbolizar o Ribatejo, nos criadores, nos artesãos, nos comerciantes e nas famílias que mantêm vivas as tradições locais. Está na forma de receber, na conversa demorada, na mesa partilhada e no orgulho sereno de quem sabe pertencer a uma terra com história.

A cultura ribatejana manifesta-se com particular intensidade nas festas e romarias. A Semana da Ascensão, a Procissão dos Fogaréus e outras celebrações populares reúnem religião, música, tauromaquia, gastronomia e convívio comunitário. São momentos em que a vila se transforma, as ruas se enchem e a identidade chamusquense se afirma perante residentes e visitantes.

Também a gastronomia conta a história do território. Os sabores da carne, do pão, do azeite, dos produtos hortícolas, da doçaria tradicional e dos vinhos nascem de uma paisagem onde a lezíria e a charneca se encontram. Cada prato conserva gestos antigos, conhecimentos transmitidos entre gerações e a simplicidade generosa da cozinha ribatejana.

A Ponte da Chamusca, inaugurada em 1909, estabeleceu uma ligação fundamental entre as duas margens do Tejo. Mais do que uma obra de engenharia, tornou-se parte da imagem e da memória colectiva da vila, ligando pessoas, territórios e histórias.

Visitar a Chamusca é, por isso, muito mais do que conhecer uma vila. É entrar num Portugal feito de rio e de campo, de fé e de trabalho, de tradição e de hospitalidade. É contemplar o pôr do sol sobre a lezíria, ouvir o silêncio das ruas antigas e perceber que existem lugares onde o tempo não desapareceu: apenas aprendeu a caminhar mais devagar.

Chamusca, linda vila portuguesa. Terra de história, beleza e horizontes sem fim, onde o Tejo encontra o campo e onde permanece viva uma das mais profundas almas do Ribatejo.

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Alandroal: um concelho servido à mesa pelo Guadiana

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Entre castelos, aldeias raianas e paisagens moldadas pelo Guadiana e pelo grande lago de Alqueva, o Festival do Peixe do Rio convida a percorrer o concelho do Alandroal através dos sabores que definem a sua identidade.

No Alandroal, a gastronomia não é apenas uma razão para fazer uma pausa durante a viagem. É parte essencial do território, da sua memória e da relação ancestral das populações com o rio. Por ocasião do Festival do Peixe do Rio, cuja edição de 2026 decorreu entre 6 e 15 de Março, restaurantes, cafés e tascas de todo o concelho apresentaram receitas tradicionais e novas interpretações de espécies como o barbo, o sável, a carpa, o lúcio-perca e o achigã.

O roteiro pode começar na vila do Alandroal, junto ao castelo, onde casas como A Chaminé, Adega dos Ramalhos e A Maria recuperam sabores como a caldeta de barbo, a açorda de sável, o peixe frito e os filetes de lúcio-perca. No Recanto do Fado, a tradição alarga-se ao sável frito com migas de ovas, ao bagre fumado e ao lúcio-perca recheado, enquanto O Mercado e o Zé do Alto mantêm viva uma cozinha de proximidade, feita sem artifícios e profundamente ligada à mesa alentejana.

A estrada conduz depois a Juromenha, a histórica sentinela do Guadiana, onde a paisagem fronteiriça dá outro sentido à refeição. No Pata Larga encontram-se a sopa de peixe do rio, o peixe frito e o lúcio-perca recheado. No Sentinela do Guadiana, a ementa propõe escalda de peixe, barbo frito à posta e barriga de carpa grelhada. Aqui, comer é também olhar o rio e compreender a importância que sempre teve na vida das comunidades raianas.

Mais a sul, em Montejuntos e junto às Azenhas d’El Rei, o roteiro ganha uma expressão mais contemporânea. O Raya Restaurante apresenta tacos de peixe curado, sushi do rio e peixe frito com maionese caseira, enquanto o Hortelã da Ribeira propõe tiborna de lúcio-perca e risoto de lagostins do rio. Em Santiago Maior, espaços como O Tarro, Essência by João Couto e Murteira’s Ágape demonstram que a tradição também pode dialogar com novas técnicas e formas de apresentação.

Entre o Castelo do Alandroal, as ruas históricas de Terena, a fortaleza de Juromenha e as margens do Guadiana, este é um percurso que deve ser feito sem pressa. No Alandroal, cada restaurante é uma paragem e cada prato conta uma parte da história do concelho. Durante o Festival do Peixe do Rio, o território confirma aquilo que há muito reivindica: ser, por direito próprio, a Capital das Cozinhas do Rio.

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EUGLOH conquista novo financiamento e reforça posição da U.Porto na Europa

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EUGLOH conquista novo financiamento e reforça posição da U.Porto na Europa























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Região Norte e Hauts-de-France reforçam cooperação europeiaA Região Norte de P…

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Região Norte e Hauts-de-France reforçam cooperação europeia

A Região Norte de Portugal e a Região francesa de Hauts-de-France assinaram um Memorando de Entendimento que estabelece uma nova parceria estratégica para promover o investimento, a inovação, a internacionalização das empresas e o desenvolvimento de projetos conjuntos.

O acordo, subscrito pela CCDR NORTE, pela Região de Hauts-de-France, pela Associação Comercial do Porto, pela Associação Empresarial de Portugal e pela Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, reforça a cooperação entre dois dos mais importantes territórios industriais e logísticos da Europa.

Uma aliança que aproxima empresas, universidades, centros tecnológicos e instituições, criando novas oportunidades para a competitividade, a transição industrial e a afirmação internacional da Região Norte.







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