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Alentejo

SOUSEL: AUTARQUIA OFERECE CADERNOS DE ATIVIDADES ATÉ AO 9.º ANO

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O presidente da Câmara Municipal de Sousel, Manuel Valério, assinou esta sexta-feira, dia 7 de agosto, a proposta que visa a oferta dos cadernos de atividades ao 1.º, 2.º e 3.º ciclos. A referida proposta vai ser discutida na próxima reunião de câmara que se realiza na quarta-feira, dia 12 de agosto.

Desta forma, todos os alunos do 1.º ao 9.º ano de escolaridade vão poder receber gratuitamente os cadernos de atividades, desde que façam prova de compra dos mesmos. No início do ano letivo os alunos vão receber um cheque-oferta que deve ser preenchido e entregue no Serviço de Atendimento da Câmara Municipal de Sousel.

Com esta medida, a autarquia pretende tornar a educação acessível a todos os alunos residentes no concelho de Sousel, bem como ajudar as famílias nos encargos inerentes ao novo ano escolar, nomeadamente face à atual conjuntura económica do país, consequência da pandemia de Covid-19.

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Alentejo Central

Luís Rouxinol Jr.: um nome herdado, um caminho conquistado

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Filho de uma das grandes figuras do toureio a cavalo português, Luís André da Silva Vicente cresceu entre cavalos, praças e toiros. Mas a carreira de Luís Rouxinol Jr. não se fez apenas do peso de um apelido: construiu-se com trabalho, exigência, risco e a permanente obrigação de provar, em cada arena, que existe um toureiro para além da herança.

Nascer numa família ligada à tauromaquia pode abrir as portas de uma quinta, de uma cavalariça ou de uma praça de toiros. Não garante, porém, o domínio de um cavalo diante da investida de um toiro, não elimina o medo e muito menos assegura o reconhecimento dos aficionados.

Luís André da Silva Vicente, anunciado nos cartéis como Luís Rouxinol Jr., nasceu a 15 de outubro de 1996. É o filho primogénito do cavaleiro Luís Rouxinol e pertence a uma família na qual a relação com os cavalos e com a Festa atravessa várias gerações. Antes do pai, também o avô paterno, Alfredo Vicente, cavaleiro amador, desempenhou um papel importante nos seus primeiros ensinamentos e no incentivo que recebeu quando decidiu seguir o toureio.

A primeira aproximação ao cavalo aconteceu praticamente antes de poder guardar memória dela: teria apenas um ano quando montou pela primeira vez, ao colo do pai. Ainda assim, o toureio não foi uma vocação imediatamente assumida. Durante a infância, Luís André sonhou ser futebolista — de preferência, jogador do Benfica. Os cavalos, os treinos e as corridas faziam parte do quotidiano familiar, mas eram, nessa altura, sobretudo o mundo profissional do pai.

A mudança começou por volta dos 11 anos. O desejo de acompanhar mais de perto Luís Rouxinol levou-o a aproximar-se do trabalho da quadra e a enfrentar a sua primeira vaca, montando um cavalo chamado Mustang. A partir desse momento, aquilo que até então fora uma presença familiar começou a transformar-se numa escolha pessoal. Já não bastava acompanhar o pai: começava a nascer a vontade de também ser toureiro.

De Luís André a Luís Rouxinol Jr.

A adoção do nome artístico não foi um gesto indiferente. Ao apelido Rouxinol, carregado de reconhecimento nas arenas portuguesas, acrescentou o “Júnior”. Era uma forma de assumir a continuidade familiar, mas também de distinguir dois homens e dois percursos que, embora inevitavelmente ligados, teriam de conquistar um espaço próprio.

Luís Rouxinol Jr. apresentou-se em público aos 14 anos, a 28 de maio de 2011, num festival taurino realizado em Serpa. Dessa tarde guardou um conselho do matador de toiros Vítor Mendes, curto na forma e imenso na responsabilidade: “Não sejas mais um.”

A frase poderia tornar-se no princípio orientador de toda a carreira. Para o filho de uma figura consagrada, ser apenas mais um significaria viver à sombra de um nome. O verdadeiro desafio seria demonstrar que o apelido representava uma origem, não um salvo-conduto.

Em 2012 apresentou-se como cavaleiro amador na Praça de Toiros do Campo Pequeno. Dois anos depois, a 19 de junho de 2014, regressou à arena lisboeta para prestar, com aprovação, a prova de cavaleiro praticante. Começava então uma etapa de maior responsabilidade, durante a qual atuou em praças e cartéis de crescente exigência.

Entre os momentos importantes desse período encontra-se a participação na corrida de gala à antiga portuguesa que encerrou a temporada de 2015 no Campo Pequeno. Em julho de 2016, também em Lisboa, viu-se perante um desafio inesperado: devido a uma lesão do pai, teve de o substituir na lide de um dos toiros da corrida em que ambos estavam anunciados. Foi uma prova de maturidade antes da consagração profissional.

A noite da alternativa

A data maior chegou a 20 de julho de 2017. No Campo Pequeno, a praça onde já dera passos decisivos da sua formação, Luís Rouxinol Jr. recebeu a alternativa de cavaleiro tauromáquico.

O padrinho foi o próprio pai, Luís Rouxinol. Como testemunhas estiveram António Ribeiro Telles e Manuel Ribeiro Telles Bastos. Foram lidados seis toiros da ganadaria Murteira Grave, numa corrida em que pegaram os grupos de forcados amadores de Santarém e de Coruche.

A noite possuía um simbolismo difícil de repetir. Luís Rouxinol celebrava 30 anos de alternativa e entregava ao filho o testemunho que ele próprio recebera em 1987. Três décadas separavam os dois momentos; uma mesma família, a mesma profissão e a mesma exigência uniam-nos.

Para Luís Rouxinol Jr., aquela foi a concretização de um sonho: receber a alternativa das mãos do pai, na praça que considerava a sua praça de eleição, diante do público português e frente a uma ganadaria que admirava. Mas a alternativa não representa o fim da aprendizagem. É precisamente o momento em que termina a proteção da condição de praticante e começa a verdadeira avaliação de um profissional.

Ser filho de figura

Luís Rouxinol foi, simultaneamente, o primeiro mestre, a maior referência e o avaliador mais exigente do filho. Nos treinos, na preparação dos cavalos e na análise das atuações, a relação familiar nunca apagou a disciplina profissional. Luís André encontrou no pai o exemplo de uma carreira construída com regularidade, capacidade de trabalho e presença constante nas principais praças portuguesas.

Contudo, ser filho de uma figura possui uma dupla face. Permite crescer rodeado de conhecimento, cavalos experimentados e conselhos que muitos demorariam anos a obter. Mas impõe comparações desde o primeiro minuto. Cada atuação é observada à luz do percurso paterno; cada triunfo é confrontado com o nome herdado; cada falha parece adquirir uma dimensão maior.

Luís Rouxinol Jr. teve, por isso, de construir a sua carreira sob uma pressão que não atinge todos os principiantes. O público conhecia-lhe o nome antes de conhecer verdadeiramente o seu toureio. Cabia-lhe inverter essa ordem: conseguir que os aficionados passassem a reconhecer o homem e o artista por detrás do apelido.

Afirmação nas arenas

Depois da alternativa, consolidou presença em praças e feiras de Norte a Sul do país, alternando com cavaleiros consagrados e com os principais nomes da sua geração. Em 2018 foi distinguido pela União das Freguesias de Pegões, juntamente com o ciclista Rúben Guerreiro, numa homenagem destinada a reconhecer jovens ligados à terra que se destacavam nas respetivas atividades. Nesse mesmo ano atuou novamente na Califórnia, depois de uma primeira passagem pelos Estados Unidos em 2016.

Na temporada condicionada pela pandemia, em 2020, terminou na liderança do escalafón nacional, segundo o registo biográfico da sua equipa. Em 2021 estreou-se nas Sanjoaninas, na ilha Terceira, onde foi considerado um dos grandes triunfadores da feira. A temporada ficou igualmente marcada pela atuação de 16 de outubro, em Alcochete, numa lide realizada com o cavalo Jamaica que terminou com duas voltas à arena.

Em 2022 somou 25 atuações e voltou a destacar-se na praça do Montijo, que considera uma das arenas determinantes da sua carreira. Na corrida de São Pedro conquistou o troféu José Samuel Lupi para a melhor lide a cavalo. Nesse ano participou também na corrida comemorativa dos 35 anos de alternativa de Luís Rouxinol, na qual pai e filho protagonizaram uma lide conjunta perante milhares de espectadores.

Ao longo deste percurso enfrentou exemplares de ganadarias portuguesas e espanholas de referência, entre as quais Veiga Teixeira, Palha, Murteira Grave, Sommer de Andrade, Pinto Barreiros, Dolores Aguirre, Partido de Resina e Torrestrela. A diversidade de encastes, comportamentos e graus de exigência contribuiu para uma formação que não poderia limitar-se à proteção da quadra familiar.

Madrid: a prova de Las Ventas

A dimensão internacional da carreira ganhou um capítulo decisivo a 28 de agosto de 2025, quando Luís Rouxinol Jr. confirmou a alternativa na Praça de Toiros de Las Ventas, em Madrid, considerada uma das arenas mais exigentes e influentes do mundo taurino.

Nessa corrida de rejoneio, integrou um cartel com Filipe Gonçalves, Roberto Armendáriz, Iván Magro, Ana Rita e Andrés Romero, diante de toiros de Fermín Bohórquez. Luís Rouxinol Jr. lidou o sexto toiro da noite, de nome Selectivo, com 568 quilos. A atuação terminou em silêncio, após dois avisos. A crítica espanhola registou, contudo, a decisão, a atitude e o ofício demonstrados pelo cavaleiro português.

O resultado artístico não apaga o significado da presença. Las Ventas não é apenas uma praça onde se procuram troféus: é um lugar onde se mede a consistência dos toureiros, a capacidade de suportar a pressão e a verdade com que enfrentam uma oportunidade que pode marcar toda uma carreira.

Na véspera da corrida, Luís Rouxinol Jr. participou, juntamente com Iván Magro, num encontro com os aficionados madrilenos realizado na própria arena de Las Ventas. A sessão abordou o maneio do cavalo de toureio, as particularidades das tradições equestres portuguesa e espanhola e as diferenças entre as respetivas indumentárias. Foi também uma oportunidade para apresentar em Madrid uma parte da identidade do toureio equestre português.

Luís Rouxinol Jr. pertence a uma dinastia, mas nenhuma dinastia sobrevive apenas da memória. A continuidade exige que cada geração encontre a sua própria razão para entrar na arena.

Luís André recebeu do pai o nome, os ensinamentos e uma determinada ética de trabalho. Recebeu do avô os primeiros incentivos e a ligação mais antiga aos cavalos. Mas recebeu também uma responsabilidade: provar que não está nos cartéis apenas por ser filho de Luís Rouxinol.

A sua carreira tem sido construída nesse confronto permanente entre herança e identidade. É o filho que continua a ouvir o mestre, mas é também o cavaleiro que entra sozinho na arena. Porque, quando se fecham as portas dos curros e o toiro surge na praça, desaparecem os apelidos, os conselhos e as proteções. Ficam apenas o homem, o cavalo, o toiro e a verdade daquele momento.

No final de 2025, a Casa Rouxinol anunciou o empresário Rui Palma como novo apoderado de Luís Rouxinol e do filho, abrindo uma nova etapa profissional para ambos. Para Luís Rouxinol Jr., o futuro continuará a medir-se pela capacidade de consolidar a sua presença nas principais praças, enfrentar compromissos de maior responsabilidade e afirmar uma personalidade artística própria.

O nome foi-lhe transmitido. O caminho, porém, tem de ser conquistado tarde após tarde.

Luís André da Silva Vicente é filho de Luís Rouxinol. Mas, dentro da arena, é Luís Rouxinol Jr. — cavaleiro de alternativa, homem de Pegões e protagonista de uma história que já não pertence apenas ao pai.



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Alentejo

Fernando Daniel foi a grande atração da última noite da FAE

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A quarta e última noite da Feira das Atividades Económicas de Arronches decorreu este domingo, dia 13, no Espaço Multiusos do Rossio.

Depois do grupo Vozes à Janela, foi a vez de Fernando Daniel subir ao palco da FAE, fazendo as delicias do público presente, neste que foi o último concerto da edição de 2026.

O cantor trouxe como convidado o ex-concorrente da última edição do programa The Voice Portugal, António Paulino.

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Reguengos de Monsaraz

Monsaraz Museu Aberto 2026 | GrotteEscapar de uma caverna e voltar para libert…

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Monsaraz Museu Aberto 2026 | Grotte

Escapar de uma caverna e voltar para libertar os outros: loucura ou iluminação? A Companhia Sirio Rubio trouxe-nos “Grotte” e arrastou-nos para um universo onde o absurdo e o caos ditam as regras.

Numa viagem vertiginosa, o espetáculo refletiu sobre solidão, amor e morte… mas sempre com muito humor à mistura.

#monsaraz #museuaberto #mma26 #alentejo #visitReguengos

Monsaraz Museu Aberto 2026 | Grotte

Escapar de uma caverna e voltar para libertar os outros: loucura ou iluminação? A Companhia Sirio Rubio trouxe-nos “Grotte” e arrastou-nos para um universo onde o absurdo e o caos ditam as regras.

Numa viagem vertiginosa, o espetáculo refletiu sobre solidão, amor e morte… mas sempre com muito humor à mistura.

#monsaraz #museuaberto #mma26 #alentejo #visitReguengos




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Vila Viçosa

ATENÇÃO, ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO! Já se encontram abertas as candidaturas à A…

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ATENÇÃO, ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO!
Já se encontram abertas as candidaturas à Ação Social Escolar – 2026/2027.
Prazo: de 1 de junho a 15 de julho de 2026
IMPORTANTE: Este ano o procedimento de candidatura é diferente dos anos anteriores e deve ser efetuado através da Plataforma SIGA.
Antes de iniciar a candidatura, tenha consigo:
Comprovativo atualizado do escalão do Abono de Família;
Comprovativo de IBAN do aluno ou do Encarregado de Educação.
As candidaturas submetidas fora do prazo não serão aceites, salvo situações excecionais devidamente justificadas.
Não deixe para a última hora! Verifique toda a documentação necessária e submeta a candidatura dentro do prazo.
Para mais informações, contactar o Setor de Ação Social do Município de Vila Viçosa ou Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa.



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