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Economia

Produtores defendem estabilidade do preço do leite no próximo ano

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produção, argumentando que a estabilidade é essencial para garantir a competitividade e a sobrevivência do setor. O apelo é feito pela APROLEP, que recorda que 2025 foi um ano marcado por forte contenção, sem espaço para investimentos estruturais.

Durante este ano, o preço médio pago aos produtores fixou-se nos 45,8 cêntimos por quilo, o valor mais baixo entre os 27 países da União Europeia e cerca de nove cêntimos abaixo da média comunitária. A diferença face a Espanha manteve-se significativa, um sinal que a associação considera injustificado, já que a maioria da produção portuguesa é vendida no mercado interno ou ibérico.

Os produtores alertam que este preço permitiu apenas cobrir os custos diários, sem gerar reserva para modernização das explorações, automatização ou melhorias no bem-estar animal — áreas que o setor considera fundamentais para a sua sustentabilidade.

A APROLEP teme agora que as descidas observadas nalguns mercados do Norte da Europa sejam usadas como argumento para reduzir ainda mais o valor pago em Portugal. Porém, defende que esses países beneficiaram de preços mais altos nos últimos dois anos, ao contrário dos produtores nacionais, que não acompanharam a subida europeia. Por isso, a associação afirma que “não faz sentido inverter critérios” e penalizar ainda mais o setor nacional.

A estabilidade do preço é vista como ponto crítico para o futuro. A associação sublinha que garantir um valor justo na produção é também assegurar a continuidade das novas gerações, proteger o emprego rural e manter vivo o território agrícola. Hoje, existem cerca de 3.300 produtores de leite no país — dois mil nos Açores e 1.300 no continente — números que têm vindo a diminuir de forma contínua.

A APROLEP reforça ainda a necessidade de apoios para investimentos em bem-estar animal e sustentabilidade ambiental, além de incentivos eficazes para atrair jovens ao setor. Sem isso, teme-se que o país continue a perder produtores e capacidade produtiva, fragilizando a soberania alimentar.

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Economia

Atualização: Gasóleo não desce tanto quanto esperado por causa do ISP

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O Governo decidiu reduzir o desconto no ISP em cerca de um cêntimo para o gasóleo, anulando quase totalmente a descida de preço que estava prevista para os postos de abastecimento a partir de segunda-feira.

Com este ajuste fiscal, o gasóleo terá uma redução residual de apenas 0,07 cêntimos, em vez da descida significativa antecipada pelos mercados internacionais. Por outro lado, a gasolina deverá registar um aumento de 2,5 cêntimos por litro, uma vez que o Executivo optou por não alterar o valor do imposto aplicado a este combustível.

Estas variações entram em vigor entre 27 de abril e 3 de maio, embora os preços finais possam variar conforme a política comercial de cada revendedor.

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Economia

Combustíveis: Gasóleo baixa e gasolina sobe na próxima semana

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As previsões para a semana de 27 de abril a 3 de maio indicam uma evolução diferente para os dois combustíveis em Portugal, com base no comportamento dos mercados internacionais, o preço do gasóleo deverá registar uma descida de 4 cêntimos por litro, enquanto a gasolina deverá subir 2,5 cêntimos.

Feitas as contas, o preço médio do litro de gasóleo deverá fixar-se nos 1,928 €, o que representa uma poupança de cerca de 2 euros num depósito de 50 litros face à semana anterior. No caso da gasolina, o valor médio deverá subir para os 1,921 € por litro, tornando o abastecimento de um depósito de 50 litros aproximadamente 1 euro mais caro.

É importante recordar que estes valores são meramente indicativos, uma vez que o mercado de combustíveis em Portugal é livre e os preços finais podem variar conforme a marca, o posto de abastecimento e a localização geográfica. Se conduz um veículo a gasóleo, poderá valer a pena aguardar por segunda-feira para atestar o depósito.

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Economia

Preço das casas em Portugal dispara 16,8% e ultrapassa os 2 mil euros por metro quadrado

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Comprar casa em Portugal tornou-se significativamente mais caro em 2025, com o preço mediano da habitação a fixar-se nos 2.076 €/m². Segundo os dados revelados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), este valor representa uma subida de 16,8% face ao ano de 2024, refletindo a forte pressão no mercado imobiliário nacional.

Com base em quase 165 mil vendas efetuadas ao longo do último ano, o relatório destaca que cinco regiões do país apresentam valores acima da média nacional, com a Grande Lisboa a liderar a lista ao atingir os 3.439 €/m². Seguem-se o Algarve (3.139 €/m²), a Península de Setúbal (2.596 €/m²), a Região Autónoma da Madeira (2.500 €/m²) e a Área Metropolitana do Porto (2.305 €/m²) como as zonas onde o acesso à habitação exige o maior esforço financeiro.

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Economia

Estado já pagou 164,7 milhões de euros em reembolsos de IRS

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Até 20 de abril, o Estado pagou 164,7 milhões de euros em reembolsos de IRS, segundo dados do Ministério das Finanças, no âmbito da campanha que decorre até 30 de junho.
No total, foram entregues mais de 2,1 milhões de declarações de IRS relativas aos rendimentos de 2025, das quais 745 mil já foram liquidadas pela Autoridade Tributária, incluindo cerca de 432 mil que deram origem a reembolsos. Foram também emitidas 93 mil notas de cobrança, no valor de 46 milhões de euros.

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