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Portugal

Aritmética Elementar?

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Quem utiliza as redes sociais já deve ter-se deparado com a seguinte questão: “Qual é o valor de 6÷2(1+2), 1 ou 9?” Ou, numa outra versão, 48÷2(9+3), 2 ou 288?

Sempre que esta aparece publicada nas redes socias há sempre dezenas de comentários, uns com argumentos que conduzem à resposta 1 e outros com argumentos que conduzem à resposta 9. Ao que parece, esta questão terá surgido há cerca de seis anos e desde essa altura tem reaparecido amiúde. Na altura, no Chile, a confusão foi tanta que uma professora universitária de Matemática teve de ir à televisão explicar por que razão apenas um dos resultados é o correcto!

Para resolver este “problema” só temos de ter em conta a prioridade das operações, que devem ser feitas por esta ordem: potências, multiplicação e divisão pela ordem que aparecem, soma e subtracção pela ordem que surgem. Se na expressão existirem parêntesis devem efectuar-se prioritariamente as operações que estiverem no seu interior, sendo que aplicam-se as prioridades das operações atrás descritas. Assim, o resultado é 9. Primeiro faz-se o que está dentro de parêntesis, 1+2 = 3, ficando 6÷2×3. Neste momento temos uma divisão e uma multiplicação. Sabemos que nenhuma tem prioridade sobre a outra, pelo que se faz pela ordem que aparecem. Primeiro 6÷2 = 3 e em seguida multiplica-se este resultado por 3, ficando 3×3 = 9. Temos então: 6÷2(1+2) = 6÷2×3 = 3×3 = 9.

Tentando perceber a razão que leva à resposta 1, encontro duas:

A navegar por alguns fóruns “descobri” que um dos argumentos que conduzem a esta resposta é o PEMDAS, sigla inglesa para “Parenthesis, Exponentes, Multiplication, Division, Addition, Sutraction”, isto é, muitos chegaram à resposta 1 pensando que o PEMDAS nos indica a prioridade pela qual as operações devem ser realizadas. Portanto, primeiro far-se-ia a multiplicação e em seguida a divisão, esquecendo que na hierarquia das operações, nenhuma tem prioridade sobre a outra, efectuando-se as operações pela ordem que surgem. Desta forma percebe-se por que razão alguns argumentam, erradamente, que a resposta é 1:

6÷2(1+2) = 6÷2×3 = 6÷6 = 1

Outro argumento tem a ver com a interpretação da operação a÷bx, que é interpretado com o quociente entre a e bx. Nesse sentido 6÷2×3 seria o quociente entre 6 e 2×3, cujo resultado é 1. Compreendo esta interpretação, mas não é a correcta. A correcta é o produto entre 6÷2 e 3, cujo resultado é 9.

Muitas vezes, para evitar este tipo de “confusões” os matemáticos usam fracções ou parêntesis. Para a resposta ser 1, a questão teria de ser escrita 6÷[2(1+2)].

Assim, tendo em conta a prioridade das operações, qual é o valor de 48÷2(9+3), 2 ou 288?

José Carlos Pereira

José Carlos Pereira é Professor de Matemática do Ensino Secundário; autor de livros escolares; responsável pela coluna “Se e Só Se” no Clube SPM e pelo site MathSuccess.

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Portugal

Edifício Abel Salazar vai ser casa da U.Porto “para a vida”

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Testemunhou alguns dos momentos mais importantes da história da Universidade do Porto, mas é de olhos no futuro que o “novo” Edifício Abel Salazar se apresenta ao mundo, mais de três anos após o início de uma obra de requalificação ambiciosa e que chega ao fim dentro do prazo previsto. “Felicito a Universidade do Porto pela magnífica recuperação. Vejo-a como a marca de um país renovado”, apontou Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial, no passado dia 15 de maio, pouco depois de ter descerrado a placa de inauguração do “novo” complexo situado junto ao Hospital de Santo António, a poucos metros da Reitoria.

Resultado de uma intervenção orçada em mais de 11 milhões de euros, aquela que já foi a casa de cinco das 15 faculdades da U.Porto vai acolher, já a partir de setembro, os primeiros cursos da nova – e inovadora – Escola de Formação ao Longo da Vida da Universidade do Porto, a UPorto4Life.

“É essencial que em Portugal se crie o hábito de regressar à universidade a meio das carreiras profissionais, para atualizar conhecimentos e renovar as certificações que os diversos ramos de atividades exigem. Para além de permitir que os profissionais se atualizem nas áreas em que se licenciaram, a UPorto4Life vai também permitir-lhes entrarem em áreas de conhecimento novas para eles, muitas delas importantes para se manterem competitivos no mercado e entrarem em novas carreiras”, afirma António de Sousa Pereira, Reitor da U.Porto.

Saúde, Ciências e Engenharia serão primeiras áreas a disponibilizar formações e pós-graduações na nova escola que junta os saberes da Universidade e do tecido empresarial. As formações serão ministradas por todas as faculdades e escolas da Universidade, que passam assim a dispor de uma estrutura com “todas as condições necessárias, numa localização extremamente atrativa para os estudantes”.

Com um modelo de gestão semelhante ao da Porto Business School e vocacionado para a ligação à comunidade empresarial e à sociedade, a UPorto4Life será detida em 51% por empresas, associações empresariais e ordens profissionais. A U.Porto detém os restantes 49% do capital e assegura a gestão do projeto e a sua direção científica.

U.Porto e ICBAS unidos pela formação de excelência

Com a inauguração do Edifício Abel Salazar, encerra-se assim uma intervenção que permitiu devolver à cidade e à sociedade o histórico edifício onde outrora funcionaram as faculdades de Medicina, de Letras, de Ciências e de Desporto, e, mais recentemente, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).

Dos mais de 7.500m2 que perfazem o complexo, dois terços destinam-se então à formação transdisciplinar e não conferente de grau e à formação contínua e ao longo da vida oferecida pela Universidade, nomeadamente os cursos financiados pelo programa “Impulso Adultos”.

Para além das áreas administrativas e de reunião, esta parte do edifício conta com vários anfiteatros com mais de 80 lugares cada, sete salas de aula de grande dimensão e dez de média dimensão (25 a 30 lugares), para além de um grande auditório de 400 lugares, destinado a acolher eventos de média dimensão A histórica Biblioteca mantém-se no seu local original.

A outra parcela – correspondente a cerca de um terço – do edifício permanece sob a gestão do ICBAS e está dedicada ao ensino e à formação em saúde humana, animal e ambiental.

A funcionar há cerca de um ano, a rebatizada Ala Nuno Grande conta com quatro anfiteatros de apoio ao ensino clínico e à realização de eventos científicos, um biobanco e um centro de simulação médica avançada, os quais funcionam em articulação com o Hospital de Santo António, bem como diversos espaços de estudo, tendo capacidade para albergar seis centenas de estudantes.

“Uma das obras mais importantes nos últimos anos

No total, a requalificação do edifício Abel Salazar custou cerca de de 11 milhões de euros, dos quais 6,2 milhões foram financiados pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) e 2,5 milhões provenientes de verbas europeias do FEDER (Programa Operacional Norte 2030). O restante valor – 2,4 milhões de euros – foi assegurado pela U.Porto.

Números que, para o ministro da Economia, constituem um exemplo de uma “ótima aplicação dos fundos europeus” e “a marca de um país renovado”, vincou Castro Almeida no seu discurso.

Ao lado do governante esteve o Reitor da U.Porto que, a poucas semanas de deixar o cargo, vincou a importância do momento. “Se repararem, as paredes têm algumas memórias de cursos que passaram por aqui e que são de faculdades muito distintas. Portanto, é recuperar um edifício histórico da Universidade e devolvê-lo à sociedade”, notou António de Sousa Pereira, sobre o que classificou como “uma das obras mais importantes da U.Porto nos últimos anos”

“A minha expectativa é que ele venha a ter uma utilização intensa ao longo dos próximos anos”, vaticinou o ainda Reitor.

A acontecer no Edifício Abel Salazar

Para além das formações da U.Porto4Life e das atividades do ICBAS, o Edifício Abel Salazar está igualmente preparado para acolher eventos científicos e culturais e reuniões de alto nível, como ficou patente aquando da realização do último IJUP – Encontro de Investigação Jovem da U.Porto e da EUGLOH Annual Summit 2025.

“[O edifício] tem condições excelentes, tem um auditório de 430 lugares, tem salas de apoio, tem lá em cima um espaço num rooftop espetacular e, portanto, permite a realização de congressos de média dimensão numa localização absolutamente excecional aqui no centro da cidade”, apresenta António de Sousa Pereira.

Ainda neste mês de maio, o edifício acolherá o III Encontro Nacional dos Programas Impulso Jovens STEAM e Impulso Adultos e o Dia do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior.

Em junho, terá lugar o VII Congresso da Rede de Serviços de Apoio Psicológico no Ensino Superior (RESAPES). Segue-se a European Innovation Academy, evento que, durante três semanas (20 de julho a 7 de agosto), vai trazer ao Porto jovens empreendedores e investigadores de todo o mundo e mentores de reputação mundial.



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Portugal

Medicina Dentária da U.Porto celebrou 50 anos “com a ambição de crescer”

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Alentejo Central

Raid Ferraria 2026

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Gavião e as cidades de Ponte de Sor, Abrantes e Mação preparam-se para receber, entre os dias 22 e 24 de maio de 2026, a 38.ª edição do TH Clothes Raid Ferraria, uma das provas de referência no panorama do todo-o-terreno nacional.

A grande novidade da edição deste ano passa pela inclusão do concelho de Mação no percurso, alargando o mapa da competição que conta com Ponte de Sor como centro nevrálgico das operações. O evento volta a atrair as grandes equipas ibéricas, dividindo-se entre a categoria Auto, pontuável para o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AM48 da FPAK, e as categorias Moto, Quad e SSV, integradas no Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP).

O evento arranca na manhã de sexta-feira, 22 de maio, com as habituais verificações administrativas e técnicas, seguindo-se o Prólogo na parte da tarde. No sábado (23 de maio) corre-se o primeiro Setor Seletivo, cujo traçado será repetido no domingo (24 de maio) para definir os grandes vencedores da geral.

Paralelamente, o Raid Ferraria volta a apostar na formação com a realização da Mini-Baja, uma prova pontuável para o campeonato nacional da FMP e destinada exclusivamente a jovens pilotos com idades compreendidas entre os 8 e os 16 anos. As promessas das duas rodas cumprem um prólogo opcional na sexta-feira à tarde e disputam o seu setor seletivo no sábado, dia em que se realiza a respetiva cerimónia de entrega de prémios desta categoria jovem.



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Portugal

CM Pampilhosa da Serra / Museu Municipal dá início às comemorações do Dia Internacional dos Museus com sessão dedicada ao público sénior

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No dia em que se assinala o Dia Internacional dos Museus (18 de maio), o Museu Municipal de Pampilhosa da Serra deu início ao programa comemorativo idealizado para celebrar a efeméride, com uma dupla sessão especialmente dedicada ao público sénior.

A iniciativa, realizada em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Pampilhosa da Serra, combinou uma oficina educativa e cultural com uma visita guiada às coleções do Museu, proporcionando aos participantes um momento de descoberta, partilha e valorização do património e da memória local.

O programa comemorativo prossegue até 22 de maio, com iniciativas dirigidas a diferentes públicos. Estão previstas novas oficinas, entre as quais a «Crianças lá de Casa», pensada para todas as famílias, que convida pequenos e graúdos a explorar de forma lúdica e educativa as vivências e o património pampilhosense. O Museu disponibilizará ainda visitas guiadas gratuitas, estando ainda previstas novas oficinas, desta feita em colaboração com a Associação de Solidariedade de Dornelas do Zêzere.

Com este programa, o Museu Municipal de Pampilhosa da Serra reafirma o seu compromisso na promoção da cultura, da educação e da aproximação entre gerações, celebrando o Dia Internacional dos Museus como um momento de união através do património.



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