Portugal
Estudantes de Nutrição distribuem fruta à comunidade académica


Promovido pela AEFCNAUP, o projeto DESFRUTA-ME decorre de 18 a 21 de maio em cinco faculdades da U.Porto, um politécnico e duas escolas.


O DESFRUTA-ME é organizado pelo Departamento de Política e Ação Social da AEFCNAUP. Foto: DR
Promover um maior consumo de fruta é o objetivo de estudantes e futuros nutricionistas da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) na sétima edição do DESFRUTA-ME, organizado pelo Departamento de Política e Ação Social da Associação de Estudantes (AEFCNAUP).
Durante esta semana, de 18 a 21 de maio, serão distribuídas cerca de 1.200 peças de fruta – entre maçã, pera, laranja e banana –, em quatro faculdades da U. Porto: na Escola Superior de Educação (ESE), a 18 maio; na FCNAUP, a 19 maio; e na Faculdade de Farmácia (FFUP) e no Instituto Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), a 20 maio.
No último dia (21 de maio), será a vez da Faculdade de Ciências (FCUP) e, por fim, do Instituto Superior de Contabilidade e Administração (ISCAP), no Politécnico do Porto.


A fruta é distribuída em sacos reutilizáveis. (Foto: DR)
À semelhança de anos anteriores, a iniciativa estende-se ainda às escolas EB2,3 Gomes Teixeira (18 de maio) e à Secundária Infante D. Henrique (19 de maio), ambas pertencentes ao Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique, na Praça da Galiza.
A fruta, uma parceria com o Mercado do Bolhão, é entregue num saco reutilizável incentivando ao seu consumo diário pela comunidade académica. A mensagem da AEFCNAUP é simples: “Mostrar como a fruta é uma excelente opção a nível nutricional e prática para a rotina alimentar.”
Nascido em 2019, o projeto DESFRUTA-ME conta ainda com alguns jogos sobre as características nutricionais de cada um dos frutos sensibilizando para a importância do seu consumo na alimentação.
Portugal
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Portugal
Chamusca, Linda Vila Portuguesa


Erguida sobre as margens do Tejo, entre a fertilidade da lezíria e a serenidade da charneca, a Chamusca é uma dessas terras onde Portugal ainda se reconhece. Uma vila de casario branco, telhados antigos, ruas tranquilas e horizontes largos, onde o rio, o campo e a memória permanecem unidos na mesma paisagem.
Vista do alto dos seus miradouros, a Chamusca abre-se sobre a lezíria ribatejana. O Tejo desenha o território, alimenta os campos e acompanha, há séculos, a vida das populações. Ao longe, os arrozais, as pastagens e as extensões agrícolas recordam que esta é uma terra construída pelo trabalho, pela persistência e por uma relação profunda com a natureza.
A história da vila atravessa vários séculos. As terras da Chamusca e de Ulme foram doadas a D. Rui Gomes da Silva em 1449, tendo a Chamusca sido elevada a vila e sede de concelho por alvará de 1561. Mais tarde, integrou o património da Casa das Rainhas, permanecendo ligada a importantes episódios da história portuguesa.
Essa memória encontra-se nas ruas e nos edifícios. A Igreja Matriz de São Brás, a Igreja da Misericórdia, as igrejas de São Francisco e de São Pedro, a Ermida de Nossa Senhora do Pranto e a Ermida do Senhor do Bonfim testemunham a fé, a arte e a devoção de sucessivas gerações. Entre casas rurais e antigos edifícios senhoriais, a vila conserva uma identidade arquitectónica que convida a ser descoberta a pé, sem pressa.
Mas a verdadeira alma da Chamusca está nas suas gentes. Está nos homens e mulheres que trabalham os campos, nos campinos que continuam a simbolizar o Ribatejo, nos criadores, nos artesãos, nos comerciantes e nas famílias que mantêm vivas as tradições locais. Está na forma de receber, na conversa demorada, na mesa partilhada e no orgulho sereno de quem sabe pertencer a uma terra com história.
A cultura ribatejana manifesta-se com particular intensidade nas festas e romarias. A Semana da Ascensão, a Procissão dos Fogaréus e outras celebrações populares reúnem religião, música, tauromaquia, gastronomia e convívio comunitário. São momentos em que a vila se transforma, as ruas se enchem e a identidade chamusquense se afirma perante residentes e visitantes.
Também a gastronomia conta a história do território. Os sabores da carne, do pão, do azeite, dos produtos hortícolas, da doçaria tradicional e dos vinhos nascem de uma paisagem onde a lezíria e a charneca se encontram. Cada prato conserva gestos antigos, conhecimentos transmitidos entre gerações e a simplicidade generosa da cozinha ribatejana.
A Ponte da Chamusca, inaugurada em 1909, estabeleceu uma ligação fundamental entre as duas margens do Tejo. Mais do que uma obra de engenharia, tornou-se parte da imagem e da memória colectiva da vila, ligando pessoas, territórios e histórias.
Visitar a Chamusca é, por isso, muito mais do que conhecer uma vila. É entrar num Portugal feito de rio e de campo, de fé e de trabalho, de tradição e de hospitalidade. É contemplar o pôr do sol sobre a lezíria, ouvir o silêncio das ruas antigas e perceber que existem lugares onde o tempo não desapareceu: apenas aprendeu a caminhar mais devagar.
Chamusca, linda vila portuguesa. Terra de história, beleza e horizontes sem fim, onde o Tejo encontra o campo e onde permanece viva uma das mais profundas almas do Ribatejo.
Portugal
Alandroal: um concelho servido à mesa pelo Guadiana


Entre castelos, aldeias raianas e paisagens moldadas pelo Guadiana e pelo grande lago de Alqueva, o Festival do Peixe do Rio convida a percorrer o concelho do Alandroal através dos sabores que definem a sua identidade.
No Alandroal, a gastronomia não é apenas uma razão para fazer uma pausa durante a viagem. É parte essencial do território, da sua memória e da relação ancestral das populações com o rio. Por ocasião do Festival do Peixe do Rio, cuja edição de 2026 decorreu entre 6 e 15 de Março, restaurantes, cafés e tascas de todo o concelho apresentaram receitas tradicionais e novas interpretações de espécies como o barbo, o sável, a carpa, o lúcio-perca e o achigã.
O roteiro pode começar na vila do Alandroal, junto ao castelo, onde casas como A Chaminé, Adega dos Ramalhos e A Maria recuperam sabores como a caldeta de barbo, a açorda de sável, o peixe frito e os filetes de lúcio-perca. No Recanto do Fado, a tradição alarga-se ao sável frito com migas de ovas, ao bagre fumado e ao lúcio-perca recheado, enquanto O Mercado e o Zé do Alto mantêm viva uma cozinha de proximidade, feita sem artifícios e profundamente ligada à mesa alentejana.
A estrada conduz depois a Juromenha, a histórica sentinela do Guadiana, onde a paisagem fronteiriça dá outro sentido à refeição. No Pata Larga encontram-se a sopa de peixe do rio, o peixe frito e o lúcio-perca recheado. No Sentinela do Guadiana, a ementa propõe escalda de peixe, barbo frito à posta e barriga de carpa grelhada. Aqui, comer é também olhar o rio e compreender a importância que sempre teve na vida das comunidades raianas.
Mais a sul, em Montejuntos e junto às Azenhas d’El Rei, o roteiro ganha uma expressão mais contemporânea. O Raya Restaurante apresenta tacos de peixe curado, sushi do rio e peixe frito com maionese caseira, enquanto o Hortelã da Ribeira propõe tiborna de lúcio-perca e risoto de lagostins do rio. Em Santiago Maior, espaços como O Tarro, Essência by João Couto e Murteira’s Ágape demonstram que a tradição também pode dialogar com novas técnicas e formas de apresentação.
Entre o Castelo do Alandroal, as ruas históricas de Terena, a fortaleza de Juromenha e as margens do Guadiana, este é um percurso que deve ser feito sem pressa. No Alandroal, cada restaurante é uma paragem e cada prato conta uma parte da história do concelho. Durante o Festival do Peixe do Rio, o território confirma aquilo que há muito reivindica: ser, por direito próprio, a Capital das Cozinhas do Rio.
Portugal
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