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Agricultura

AJAP aplaude programa de pastoreio como resposta estrutural aos incêndios e ao abandono do mundo rural

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A Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) manifestou o seu apoio ao Programa de Apoio à Redução da Carga de Combustível Através do Pastoreio, recentemente lançado pelo Governo, considerando a medida uma resposta estratégica a problemas estruturais do território rural, como o aumento da área ardida, o abandono agrícola e o despovoamento do Interior.

Em comunicado divulgado a 30 de dezembro de 2025, a AJAP sublinha que cerca de 92% do território continental português é atualmente ocupado por superfície agrícola, florestal e agroflorestal, verificando-se nas últimas décadas um crescimento significativo da componente florestal. Entre 1989 e 2023, a floresta passou a representar 36% do território, enquanto os matos, pastagens e áreas improdutivas atingiram 33%. Em sentido inverso, a superfície agrícola útil diminuiu 22,4%, acompanhada por uma quebra acentuada no setor da pecuária extensiva, com menos 60% de produtores de pequenos ruminantes e uma redução de 43% no número de animais.

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Para a AJAP, esta evolução ajuda a explicar o agravamento do risco de incêndios rurais, num contexto em que também aumentaram a área ardida média anual e o número de fogos. É neste quadro que a associação considera o novo programa governamental “de extrema importância”, por apostar no pastoreio como instrumento de gestão do território, financiado pelo Fundo Ambiental, com uma dotação de 30 milhões de euros.

A associação destaca que a iniciativa promove simultaneamente a redução da carga combustível, a biodiversidade, a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa, a conservação da natureza e a coesão territorial, incentivando a entrada de novos produtores e o reforço do efetivo animal, em particular de pequenos ruminantes. Segundo a AJAP, trata-se de uma resposta integrada a uma “urgência nacional”, que exige ação coordenada do Estado e da sociedade civil.

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Entre as medidas previstas, a AJAP valoriza os apoios ao investimento em pastagens, os incentivos à instalação de novos produtores e o prémio de 30 mil euros, distribuído ao longo de cinco anos, para quem se fixe no setor. A associação considera que estas políticas podem contribuir para aumentar a resiliência da paisagem, criar barreiras naturais à propagação do fogo e recuperar territórios abandonados, ao mesmo tempo que valorizam as raças autóctones e o património genético nacional.

No mesmo documento, a AJAP volta a insistir na necessidade de operacionalizar a figura do Jovem Empresário Rural (JER), criada em 2019, mas ainda sem aplicação prática. A associação defende que este instrumento, transversal a vários setores, pode ser determinante para revitalizar mais de 75% do território nacional, combatendo o despovoamento, o envelhecimento da população e a saída de jovens das regiões rurais. Para tal, considera essencial uma intervenção coordenada de vários ministérios, nomeadamente Economia e Coesão Territorial, Agricultura e Mar, Ambiente e Energia, e Cultura, Juventude e Desporto.

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A AJAP conclui que o futuro do Portugal rural depende da atração de novos agricultores e empreendedores, capazes de dinamizar a agricultura, o turismo, os serviços e a inovação tecnológica, ao mesmo tempo que protegem os ecossistemas. “Ou assumimos este desígnio agora, ou arriscamos perder definitivamente o Portugal Rural”, alerta a associação, sublinhando que o abandono e os incêndios continuam a avançar sem esperar por soluções adiadas.

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Agricultura

CCDR Alentejo prepara apoios à agricultura após estragos das depressões

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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo já disponibilizou os formulários para a declaração de prejuízos agrícolas resultantes da recente vaga de tempestades, com especial incidência nos danos causados pela depressão Kristin. O objetivo desta medida é permitir que os agricultores sinalizem as perdas nas suas explorações, servindo de base para a preparação de futuros apoios ao abrigo do PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum).

A CCDR Alentejo sublinha que esta sinalização é uma “declaração de ocorrência” e não uma candidatura direta a subsídios. No entanto, é um passo obrigatório para que as situações sejam validadas no terreno, seja por visita técnica ou teledeteção. O eventual apoio financeiro dependerá da verificação de perdas superiores a 30% do potencial produtivo, conforme estipulado na legislação em vigor para fenómenos climatéricos adversos e catástrofes naturais.

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As tempestades Ingrid, Joseph e Kristin deixaram um rasto de destruição no território continental, afetando gravemente infraestruturas e o setor fundiário. No Alentejo, embora com menor gravidade que em distritos como Santarém ou Leiria, os danos na agricultura são significativos. As autoridades recomendam aos proprietários afetados a consulta da Portaria n.º 240/2025 para compreenderem o regime específico de apoios antes de submeterem a declaração junto da CCDR.

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Agricultura

Viticultura: Ano de 2026 será “ponto de viragem” para a rentabilidade do setor

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A produção de vinho em Portugal atingiu, em 2025, o valor mais baixo da última década, segundo as estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE). No entanto, o que se perdeu em quantidade parece ter ganho em excelência. De acordo com a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a descida das temperaturas após as ondas de calor de verão permitiu maturações mais homogéneas, prevendo-se vinhos com níveis de açúcar equilibrados e grande concentração aromática.

Para contornar o impacto da quebra de produção e as dificuldades no escoamento de stocks acumulados, o setor está a implementar um plano de resiliência focado na sustentabilidade. Entre as medidas destacam-se a destilação de milhões de litros de vinho para álcool industrial — ajudando a equilibrar o mercado — e o investimento de oito milhões de euros em ações de promoção internacional para abrir novos mercados e valorizar o preço médio do produto.

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A tecnologia assume também um papel central nesta “viragem” prevista para 2026. Os viticultores estão a adotar ferramentas de monitorização de stress hídrico e saúde das plantas em tempo real, otimizando o uso da água e preservando a humidade do solo. Além da inovação tecnológica, a diversificação de rendimentos através do enoturismo surge como uma das apostas fortes para garantir a rentabilidade das explorações agrícolas a longo prazo, compensando as perdas causadas pela instabilidade meteorológica e doenças fúngicas que marcaram a última campanha.

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Agricultura

Atenção: Tratores na estrada amanhã em Serpa numa marcha lenta contra o acordo Mercosul

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O setor agrícola do Baixo Alentejo vai “rugir” amanhã, sexta-feira, 30 de janeiro, num grande protesto convocado pela APROSERPA (Associação de Produtores do Concelho de Serpa). Sob o lema de combate a uma “tempestade perfeita”, dezenas de tratores e máquinas agrícolas vão percorrer as estradas da região numa marcha lenta para denunciar a ameaça do acordo União Europeia–Mercosul e exigir uma Política Agrícola Comum (PAC) que não asfixie os produtores nacionais.

Segundo a associação, o acordo com o Mercosul pode ser a “lápide final” para muitas explorações alentejanas, ao permitir a entrada de produtos sul-americanos que não cumprem as rigorosas normas sanitárias e ambientais europeias. Os agricultores temem pela viabilidade das culturas de sequeiro e da pecuária extensiva, alertando que o abandono da terra acelerará a desertificação e o risco de incêndios no interior.

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Itinerário e Horários da Marcha:

08h30: Partida de Vila Nova de São Bento (pela EN260);

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09h30 – 10h00: Paragem na Ponte do Guadiana para declarações à imprensa;

Início da tarde: Chegada ao Parque de Feiras e Exposições de Serpa;

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17h00: Desmobilização prevista.

A APROSERPA garante que o protesto será pacífico e cívico. Embora se prevejam condicionamentos no trânsito da EN260 durante toda a manhã, a organização assegura que não haverá bloqueios na Ponte do Guadiana e que a circulação de veículos de emergência será totalmente garantida. Os agricultores deixam um aviso claro aos decisores políticos: não aceitam “fazer mais com menos” perante o aumento galopante dos custos de produção.

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Agricultura

Beja: GNR recupera 37 bovinos furtados e detém dez pessoas em balanço semanal

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O Comando Territorial de Beja da GNR revelou um balanço operacional intenso relativo à última semana, que culminou na detenção de dez indivíduos por diversos ilícitos criminais. No topo das ocorrências estiveram infrações rodoviárias graves, com três detenções por condução sem habilitação legal e uma por condução sob o efeito de álcool. No entanto, a atividade policial estendeu-se a crimes de maior gravidade, incluindo uma detenção por ofensa à integridade física voluntária grave, uma por tráfico de estupefacientes e outra por burlas, demonstrando a diversidade de intervenções no distrito.

Um dos destaques desta semana foi a apreensão e recuperação de 37 bovinos que haviam sido furtados, um resultado significativo para a proteção do setor pecuário da região. Além dos animais, os militares apreenderam doses de haxixe e cocaína, telemóveis e uma viatura ligeira. No âmbito da fiscalização rodoviária, a GNR detetou um total de 219 infrações, onde o excesso de velocidade e as irregularidades com tacógrafos foram as falhas mais comuns, a par de problemas com a iluminação e a falta de inspeção obrigatória dos veículos.

No que toca à sinistralidade nas estradas do Baixo Alentejo, o cenário foi preocupante, com o registo de 43 acidentes num curto espaço de tempo. Destas ocorrências resultaram 11 feridos leves, o que reforça os constantes apelos das autoridades para a condução defensiva, especialmente num período em que as condições meteorológicas têm condicionado a segurança das vias.

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