Agricultura
Colóquio da ACORPSOR reúne Governo e setor agrícola para debater desafios do PEPAC
O tradicional colóquio anual da Associação de Criadores de Ovinos da Região de Ponte de Sor (ACORPSOR) voltou a juntar produtores, técnicos e representantes institucionais num encontro marcado pela reflexão sobre os desafios que o setor enfrenta e pelo reforço do papel da agricultura no desenvolvimento regional.
Rui Varela abriu a sessão com um apelo à cooperação entre entidades, lembrando que a partilha de conhecimento continua a ser um dos pilares para a sustentabilidade das explorações agrícolas. Seguiu-se a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor, Rogério Alves, que destacou o compromisso da autarquia com a valorização da atividade agrícola e com o apoio às organizações locais.
O momento central coube ao ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, que abordou os novos desafios colocados pelo PEPAC. O governante sublinhou que a capacidade de adaptação e inovação é determinante para o futuro do setor, alertando para a necessidade de políticas consistentes que acompanhem as transformações económicas e ambientais.
Da parte da CONFAGRI, David Jorge analisou a campanha do Pedido Único 2025, apontando tendências e constrangimentos que se avizinham para produtores e associações. Já José Vasco Matafome, vice-presidente da ACORPSOR, reforçou a importância de manter uma postura vigilante e coesa perante as mudanças em curso, convidando outros responsáveis a contribuírem para o debate.
Entre esses contributos estiveram as intervenções de Roberto Grilo, vice-presidente da CCDR Alentejo, que destacou a necessidade de integrar as políticas agrícolas nos objetivos de desenvolvimento regional, e de Ana Paula Garcia, subdiretora-geral da DGAV, que alertou para o aumento das doenças emergentes e para a importância da vigilância sanitária.
Marta Cané, coordenadora do Gabinete Técnico da ACORPSOR, encerrou o painel com a apresentação dos serviços de apoio prestados aos associados, salientando os resultados alcançados e o impacto direto das ações técnicas na melhoria das explorações.
O encontro terminou com um lanche convívio, momento que reforçou o espírito de proximidade entre produtores, técnicos e entidades públicas.
O colóquio reafirmou o papel da ACORPSOR como espaço de debate estratégico, essencial para a defesa dos criadores e para a valorização da agricultura no Alto Alentejo.
Agricultura
CCDR Alentejo prepara apoios à agricultura após estragos das depressões

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo já disponibilizou os formulários para a declaração de prejuízos agrícolas resultantes da recente vaga de tempestades, com especial incidência nos danos causados pela depressão Kristin. O objetivo desta medida é permitir que os agricultores sinalizem as perdas nas suas explorações, servindo de base para a preparação de futuros apoios ao abrigo do PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum).
A CCDR Alentejo sublinha que esta sinalização é uma “declaração de ocorrência” e não uma candidatura direta a subsídios. No entanto, é um passo obrigatório para que as situações sejam validadas no terreno, seja por visita técnica ou teledeteção. O eventual apoio financeiro dependerá da verificação de perdas superiores a 30% do potencial produtivo, conforme estipulado na legislação em vigor para fenómenos climatéricos adversos e catástrofes naturais.
As tempestades Ingrid, Joseph e Kristin deixaram um rasto de destruição no território continental, afetando gravemente infraestruturas e o setor fundiário. No Alentejo, embora com menor gravidade que em distritos como Santarém ou Leiria, os danos na agricultura são significativos. As autoridades recomendam aos proprietários afetados a consulta da Portaria n.º 240/2025 para compreenderem o regime específico de apoios antes de submeterem a declaração junto da CCDR.
Agricultura
Viticultura: Ano de 2026 será “ponto de viragem” para a rentabilidade do setor

A produção de vinho em Portugal atingiu, em 2025, o valor mais baixo da última década, segundo as estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE). No entanto, o que se perdeu em quantidade parece ter ganho em excelência. De acordo com a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a descida das temperaturas após as ondas de calor de verão permitiu maturações mais homogéneas, prevendo-se vinhos com níveis de açúcar equilibrados e grande concentração aromática.
Para contornar o impacto da quebra de produção e as dificuldades no escoamento de stocks acumulados, o setor está a implementar um plano de resiliência focado na sustentabilidade. Entre as medidas destacam-se a destilação de milhões de litros de vinho para álcool industrial — ajudando a equilibrar o mercado — e o investimento de oito milhões de euros em ações de promoção internacional para abrir novos mercados e valorizar o preço médio do produto.
A tecnologia assume também um papel central nesta “viragem” prevista para 2026. Os viticultores estão a adotar ferramentas de monitorização de stress hídrico e saúde das plantas em tempo real, otimizando o uso da água e preservando a humidade do solo. Além da inovação tecnológica, a diversificação de rendimentos através do enoturismo surge como uma das apostas fortes para garantir a rentabilidade das explorações agrícolas a longo prazo, compensando as perdas causadas pela instabilidade meteorológica e doenças fúngicas que marcaram a última campanha.
Agricultura
Atenção: Tratores na estrada amanhã em Serpa numa marcha lenta contra o acordo Mercosul

O setor agrícola do Baixo Alentejo vai “rugir” amanhã, sexta-feira, 30 de janeiro, num grande protesto convocado pela APROSERPA (Associação de Produtores do Concelho de Serpa). Sob o lema de combate a uma “tempestade perfeita”, dezenas de tratores e máquinas agrícolas vão percorrer as estradas da região numa marcha lenta para denunciar a ameaça do acordo União Europeia–Mercosul e exigir uma Política Agrícola Comum (PAC) que não asfixie os produtores nacionais.
Segundo a associação, o acordo com o Mercosul pode ser a “lápide final” para muitas explorações alentejanas, ao permitir a entrada de produtos sul-americanos que não cumprem as rigorosas normas sanitárias e ambientais europeias. Os agricultores temem pela viabilidade das culturas de sequeiro e da pecuária extensiva, alertando que o abandono da terra acelerará a desertificação e o risco de incêndios no interior.
Itinerário e Horários da Marcha:
08h30: Partida de Vila Nova de São Bento (pela EN260);
09h30 – 10h00: Paragem na Ponte do Guadiana para declarações à imprensa;
Início da tarde: Chegada ao Parque de Feiras e Exposições de Serpa;
17h00: Desmobilização prevista.
A APROSERPA garante que o protesto será pacífico e cívico. Embora se prevejam condicionamentos no trânsito da EN260 durante toda a manhã, a organização assegura que não haverá bloqueios na Ponte do Guadiana e que a circulação de veículos de emergência será totalmente garantida. Os agricultores deixam um aviso claro aos decisores políticos: não aceitam “fazer mais com menos” perante o aumento galopante dos custos de produção.
Agricultura
Beja: GNR recupera 37 bovinos furtados e detém dez pessoas em balanço semanal

O Comando Territorial de Beja da GNR revelou um balanço operacional intenso relativo à última semana, que culminou na detenção de dez indivíduos por diversos ilícitos criminais. No topo das ocorrências estiveram infrações rodoviárias graves, com três detenções por condução sem habilitação legal e uma por condução sob o efeito de álcool. No entanto, a atividade policial estendeu-se a crimes de maior gravidade, incluindo uma detenção por ofensa à integridade física voluntária grave, uma por tráfico de estupefacientes e outra por burlas, demonstrando a diversidade de intervenções no distrito.
Um dos destaques desta semana foi a apreensão e recuperação de 37 bovinos que haviam sido furtados, um resultado significativo para a proteção do setor pecuário da região. Além dos animais, os militares apreenderam doses de haxixe e cocaína, telemóveis e uma viatura ligeira. No âmbito da fiscalização rodoviária, a GNR detetou um total de 219 infrações, onde o excesso de velocidade e as irregularidades com tacógrafos foram as falhas mais comuns, a par de problemas com a iluminação e a falta de inspeção obrigatória dos veículos.
No que toca à sinistralidade nas estradas do Baixo Alentejo, o cenário foi preocupante, com o registo de 43 acidentes num curto espaço de tempo. Destas ocorrências resultaram 11 feridos leves, o que reforça os constantes apelos das autoridades para a condução defensiva, especialmente num período em que as condições meteorológicas têm condicionado a segurança das vias.
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