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Educação

Escolas com mais de mil professores em falta na segunda semana, alerta Fenprof

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A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) alertou hoje que, na segunda semana do novo ano letivo, continuam a faltar na escola mais de mil professores, repetindo-se o problema de turmas sem aulas, e pediu medidas urgentes.

Em comunicado, a estrutura sindical relata uma “dificuldade em se conseguirem todos os professores que são necessários ao normal funcionamento [das escolas], não estando, por isso, garantido que todos os alunos terão todas as aulas”.

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O número de professores em falta ultrapassa os mil e, segundo as contas da Fenprof, do total de 1.500 horários atualmente em concurso de contratação de escola, 1.344 correspondem a grupos de recrutamento e são constituídos por oito ou mais horas, ou seja, professores a tempo inteiro de disciplinas concretas que ainda estão por contratar.

Segundo os representantes dos professores, estes lugares deveriam ter sido preenchidos nas chamadas reservas de recrutamento, mas por falta de candidatos isso não aconteceu.

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“Afirmam responsáveis do ME [Ministério da Educação] que, por via da contratação de escola, será mais fácil garantir o seu preenchimento, mas não esclarecem como será possível encontrar docentes que, a nível nacional, não existiam ou atrair os disponíveis para horários a que correspondem salários inferiores às despesas de deslocação e fixação fora da área de residência familiar”, escreve a Fenprof.

A esta falta de candidatos, a estrutura sindical acrescenta ainda que, apesar da vinculação de 2.424 docentes, no ano letivo passado aposentaram-se 1.852 professores e, após mais recente reserva de recrutamento, houve menos 710 contratações do que no ano anterior.

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“Apesar de toda a autonomia que [as escolas] tiveram para elaborar os seus planos de recuperação (afirmação tão ao gosto dos responsáveis do Ministério da Educação), não tiveram essa autonomia quando se tratou de fixar o reforço de recursos, nomeadamente docentes, para os concretizarem”, lamentam.

A falta de professores é, por norma, um problema que se repete no início de cada ano letivo e a sua solução uma reivindicação antiga dos sindicatos que representam os profissionais da Educação.

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“A não serem dados os passos necessários e ao manterem-se bloqueadas as vias de diálogo e negociação destinadas a resolver estes e outros problemas, a falta de professores tenderá a agravar-se e não é a possibilidade de contratação pelas escolas que a resolverá”, alerta agora a Fenprof.

Entre as medidas propostas para ajudar a resolver esta questão, a Fenprof insiste na criação de condições de atratividade da profissão que, em seu entender, não é atualmente valorizada pelo executivo, e a possibilidade de reforma antecipada para os professores mais velhos para que os mais jovens, que abandonaram o ensino, possam regressar.

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Por outro lado, sugerem ainda a criação de incentivos para a deslocação dos professores para as regiões mais carenciadas, designadamente Lisboa e Algarve, e a resolução de problemas igualmente antigos, como a precariedade, a progressão na carreira e outras questões relacionadas com as condições e horários de

Lusa

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Alentejo

Elvas: Abertas as candidaturas para a XXXIV Feira Escolar

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A Câmara Municipal de Elvas já deu início ao processo de inscrições para a XXXIV Feira Escolar do Concelho, um dos eventos mais dinâmicos da região. Até ao próximo dia 15 de abril, os interessados podem submeter as suas candidaturas para a exploração de espaços de quiosque/bar e para a instalação de divertimentos, que garantem a animação do certame.

As candidaturas devem ser formalizadas presencialmente no Balcão Único da Câmara Municipal ou, de forma mais cómoda, enviadas através do correio eletrónico para o endereço educacao@cm-elvas.pt. A organização sublinha que não serão consideradas inscrições entregues fora do prazo estabelecido.

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É importante notar que o preenchimento da ficha de candidatura não garante automaticamente a presença no evento, uma vez que todas as propostas estão sujeitas a uma análise e aprovação final por parte do Município de Elvas. A Feira Escolar continua a ser um ponto de encontro privilegiado para a comunidade educativa, aliando a vertente pedagógica ao lazer e à gastronomia local.

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Alentejo

Crianças de Moura assumem a Presidência por um dia: Iniciativa arranca na Escola da Porta Nova

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O gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Moura vai ter rostos novos e muito jovens no próximo dia 28 de janeiro. Álvaro Azedo recebe os primeiros participantes da atividade “Um Dia na Presidência”, uma iniciativa que promete levar os alunos do 4.º ano do concelho para o centro da decisão política local.

Nesta estreia, serão dois alunos da Escola da Porta Nova os “protagonistas” que terão a missão de acompanhar o Executivo Municipal. Muito mais do que uma visita guiada, esta experiência permite que as crianças participem em reuniões de trabalho reais, compreendam como se analisam problemas e como são tomadas as decisões que afetam o dia a dia da comunidade.

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Da teoria à prática: Visitas a obras e sugestões dos “mini-presidentes” O roteiro do dia será intenso e variado. Os alunos vão conhecer os procedimentos internos da autarquia, visitar serviços municipais e acompanhar o andamento de obras em curso no concelho. No entanto, o momento mais aguardado será a oportunidade de apresentarem as suas próprias ideias e sugestões diretamente ao Presidente, exercendo de forma plena a sua participação cívica.

A iniciativa não se esgota neste dia. O projeto irá decorrer mensalmente até junho, envolvendo diferentes escolas, e terá o seu ponto alto numa Assembleia Infantil. Este fórum final reunirá todos os alunos que passaram pela Presidência para debaterem o futuro de Moura, promovendo desde cedo o espírito democrático e o sentido de responsabilidade pública.

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Alentejo

Atenção Jovens de Moura: Cheque-livro de 30 euros já pode ser utilizado na Livraria Jopal

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O Ministério da Cultura lançou uma iniciativa de peso para os leitores mais jovens, e o concelho de Moura não ficou de fora. Os jovens nascidos nos anos de 2007 e 2008 têm agora direito a um Cheque-livro no valor de 30 euros, uma medida da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) que pretende aproximar as novas gerações das livrarias de rua.

O objetivo é simples, mas ambicioso: fomentar hábitos de leitura e promover o contacto direto com o setor livreiro. No concelho de Moura, a Livraria Jopal, situada na Rua Conselheiro Augusto Castro, n.º 26, é o ponto de encontro oficial para quem pretende trocar o seu cheque por novas leituras.

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Como funciona e qual o prazo? Cada jovem elegível poderá utilizar o seu cheque para adquirir livros à sua escolha nas livrarias aderentes. Esta oferta é válida até ao dia 30 de junho de 2026, pelo que há tempo para escolher com calma aquela obra especial que falta na estante.

Para os jovens de Moura, esta é a oportunidade ideal para visitar a Livraria Jopal, apoiar o comércio local e, claro, descobrir novos mundos através das páginas de um livro. Para consultar a lista completa de livrarias a nível nacional ou obter mais detalhes sobre o funcionamento do programa, os interessados devem aceder ao site oficial: www.chequelivro.gov.pt.

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Educação

Aprender a conduzir “em casa”: Governo reduz aulas obrigatórias e dá luz verde aos tutores

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O Governo português aprovou na passada quinta-feira, 22 de janeiro, em Conselho de Ministros, uma medida que promete revolucionar o ensino da condução em Portugal. O novo regime jurídico permite que os candidatos à carta de condução da categoria B (veículos ligeiros) possam realizar parte da sua aprendizagem prática acompanhados por um tutor, como o pai, a mãe ou um avô, em alternativa à frequência exclusiva das aulas práticas nas escolas de condução. Esta medida visa não só reduzir os custos para as famílias, mas também garantir que os novos condutores ganham mais experiência prática em contextos reais antes de chegarem ao exame final.

A grande novidade deste modelo de 2026 é a simplificação de requisitos. Ao contrário do que acontecia anteriormente, o tutor já não precisa de frequentar um curso de formação específico. O requisito principal passa a ser a posse de uma carta de condução válida (com mais de 24 meses de experiência e sem inibições de conduzir). O Governo pretende que a transmissão de conhecimentos “de pai para filho” ajude a combater a falta de experiência que, muitas vezes, está na base da sinistralidade rodoviária nos primeiros anos de carta.

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Apesar da flexibilidade, as escolas de condução continuam a ter um papel central. Os alunos mantêm a obrigatoriedade de estar inscritos numa escola, que será responsável por avaliar a prontidão do candidato. O Governo propôs mesmo reduzir o número de horas obrigatórias em ambiente de escola de 32 para 16 horas, sendo as restantes colmatadas com o tutor. No entanto, o diretor da escola de condução terá sempre a palavra final, podendo determinar se o aluno necessita de aulas complementares com um instrutor profissional antes de ser proposto a exame.

A medida tem gerado debate, com associações do setor a alertarem para possíveis riscos na segurança rodoviária e na perda de rigor técnico. Contudo, o executivo assegura que o modelo respeita todas as normas de segurança. Um ponto importante a reter é a responsabilidade legal: durante estas aulas particulares, o tutor é o responsável jurídico por qualquer infração cometida pelo aluno. Além disso, o veículo utilizado deve estar devidamente identificado e o seguro automóvel deve prever explicitamente esta modalidade de aprendizagem.

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