Agricultura
Tempo seco afetou “como nunca” produção de castanha de Marvão – produtores
O tempo seco afetou a produção de castanha em Marvão, no Alto Alentejo, sendo 2021 considerado um ano “muito mau” para o setor, lamentaram hoje produtores daquela região.
“A produção da castanha este ano está mal. Eu não me lembro de um ano tão mau como este, nós falámos com as pessoas mais velhas e ninguém se lembra de um ano como este”, lamentou à agência Lusa o produtor e empresário José Mário.
Numa zona do distrito de Portalegre onde predominam nos campos as espécies Bária e Clarinha, o tempo seco prejudicou o desenvolvimento da castanha, o que fez com que a mesma apresente um calibre “muito baixo” este ano.
“Eu tenho uma quebra na produção de 90%. Isto na produção para mercado fresco [supermercados]. A outra castanha mais miúda é para a indústria. É um grande prejuízo, pois precisamos de castanha em fresco e não há”, explicou.
Apesar deste prejuízo, o empresário e produtor sublinhou que a castanha que está a ser aproveitada para o consumo “tem qualidade”.
A castanha com calibre 30/32 está a ser comercializada na “ordem dos dois euros o quilo” e a castanha mais pequena (calibre 28) está a ser comercializada na ordem de “um euro o quilo”.
Joaquim Bonacho é também produtor de castanha no concelho de Marvão e, em declarações à Lusa, também afirmou que a produção “é do pior que há” este ano.
“Nunca me lembro de uma produção tão ruim como a deste ano. O tempo até parecia que tinha corrido bem, em abril e maio, mas a castanha ficou toda miúda, sem calibre”, disse.
O empresário regista este ano uma quebra na sua produção na ordem dos 50%.
Joaquim Bonacho, que está a vender a sua produção a particulares, sublinhou, no entanto, que tem “vendido bem” o seu produto nos últimos tempos.
O microclima da serra de São Mamede, propício à produção de castanha, já levou a que as entidades que tutelam o setor considerassem a castanha de Marvão como de origem protegida.
Para minimizar o impacto económico negativo junto dos produtores, a Câmara de Marvão está a promover até ao dia 21 deste mês uma iniciativa gastronómica dedicada à castanha em 14 restaurantes aderentes do concelho.
Além desta iniciativa, o município vai promover no fim de semana a 37.ª edição da Feira da Castanha – Festa do Castanheiro, evento que é considerado um dos ‘ex-líbris’ do concelho.
De acordo com a Câmara de Marvão, mais de três toneladas de castanha e mil litros de vinho devem ser consumidos nesta feira, que foi em 2020 foi adiada devido à pandemia de covid-19.
Lusa
Agricultura
CCDR Alentejo prepara apoios à agricultura após estragos das depressões

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo já disponibilizou os formulários para a declaração de prejuízos agrícolas resultantes da recente vaga de tempestades, com especial incidência nos danos causados pela depressão Kristin. O objetivo desta medida é permitir que os agricultores sinalizem as perdas nas suas explorações, servindo de base para a preparação de futuros apoios ao abrigo do PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum).
A CCDR Alentejo sublinha que esta sinalização é uma “declaração de ocorrência” e não uma candidatura direta a subsídios. No entanto, é um passo obrigatório para que as situações sejam validadas no terreno, seja por visita técnica ou teledeteção. O eventual apoio financeiro dependerá da verificação de perdas superiores a 30% do potencial produtivo, conforme estipulado na legislação em vigor para fenómenos climatéricos adversos e catástrofes naturais.
As tempestades Ingrid, Joseph e Kristin deixaram um rasto de destruição no território continental, afetando gravemente infraestruturas e o setor fundiário. No Alentejo, embora com menor gravidade que em distritos como Santarém ou Leiria, os danos na agricultura são significativos. As autoridades recomendam aos proprietários afetados a consulta da Portaria n.º 240/2025 para compreenderem o regime específico de apoios antes de submeterem a declaração junto da CCDR.
Agricultura
Viticultura: Ano de 2026 será “ponto de viragem” para a rentabilidade do setor

A produção de vinho em Portugal atingiu, em 2025, o valor mais baixo da última década, segundo as estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE). No entanto, o que se perdeu em quantidade parece ter ganho em excelência. De acordo com a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a descida das temperaturas após as ondas de calor de verão permitiu maturações mais homogéneas, prevendo-se vinhos com níveis de açúcar equilibrados e grande concentração aromática.
Para contornar o impacto da quebra de produção e as dificuldades no escoamento de stocks acumulados, o setor está a implementar um plano de resiliência focado na sustentabilidade. Entre as medidas destacam-se a destilação de milhões de litros de vinho para álcool industrial — ajudando a equilibrar o mercado — e o investimento de oito milhões de euros em ações de promoção internacional para abrir novos mercados e valorizar o preço médio do produto.
A tecnologia assume também um papel central nesta “viragem” prevista para 2026. Os viticultores estão a adotar ferramentas de monitorização de stress hídrico e saúde das plantas em tempo real, otimizando o uso da água e preservando a humidade do solo. Além da inovação tecnológica, a diversificação de rendimentos através do enoturismo surge como uma das apostas fortes para garantir a rentabilidade das explorações agrícolas a longo prazo, compensando as perdas causadas pela instabilidade meteorológica e doenças fúngicas que marcaram a última campanha.
Agricultura
Atenção: Tratores na estrada amanhã em Serpa numa marcha lenta contra o acordo Mercosul

O setor agrícola do Baixo Alentejo vai “rugir” amanhã, sexta-feira, 30 de janeiro, num grande protesto convocado pela APROSERPA (Associação de Produtores do Concelho de Serpa). Sob o lema de combate a uma “tempestade perfeita”, dezenas de tratores e máquinas agrícolas vão percorrer as estradas da região numa marcha lenta para denunciar a ameaça do acordo União Europeia–Mercosul e exigir uma Política Agrícola Comum (PAC) que não asfixie os produtores nacionais.
Segundo a associação, o acordo com o Mercosul pode ser a “lápide final” para muitas explorações alentejanas, ao permitir a entrada de produtos sul-americanos que não cumprem as rigorosas normas sanitárias e ambientais europeias. Os agricultores temem pela viabilidade das culturas de sequeiro e da pecuária extensiva, alertando que o abandono da terra acelerará a desertificação e o risco de incêndios no interior.
Itinerário e Horários da Marcha:
08h30: Partida de Vila Nova de São Bento (pela EN260);
09h30 – 10h00: Paragem na Ponte do Guadiana para declarações à imprensa;
Início da tarde: Chegada ao Parque de Feiras e Exposições de Serpa;
17h00: Desmobilização prevista.
A APROSERPA garante que o protesto será pacífico e cívico. Embora se prevejam condicionamentos no trânsito da EN260 durante toda a manhã, a organização assegura que não haverá bloqueios na Ponte do Guadiana e que a circulação de veículos de emergência será totalmente garantida. Os agricultores deixam um aviso claro aos decisores políticos: não aceitam “fazer mais com menos” perante o aumento galopante dos custos de produção.
Agricultura
Beja: GNR recupera 37 bovinos furtados e detém dez pessoas em balanço semanal

O Comando Territorial de Beja da GNR revelou um balanço operacional intenso relativo à última semana, que culminou na detenção de dez indivíduos por diversos ilícitos criminais. No topo das ocorrências estiveram infrações rodoviárias graves, com três detenções por condução sem habilitação legal e uma por condução sob o efeito de álcool. No entanto, a atividade policial estendeu-se a crimes de maior gravidade, incluindo uma detenção por ofensa à integridade física voluntária grave, uma por tráfico de estupefacientes e outra por burlas, demonstrando a diversidade de intervenções no distrito.
Um dos destaques desta semana foi a apreensão e recuperação de 37 bovinos que haviam sido furtados, um resultado significativo para a proteção do setor pecuário da região. Além dos animais, os militares apreenderam doses de haxixe e cocaína, telemóveis e uma viatura ligeira. No âmbito da fiscalização rodoviária, a GNR detetou um total de 219 infrações, onde o excesso de velocidade e as irregularidades com tacógrafos foram as falhas mais comuns, a par de problemas com a iluminação e a falta de inspeção obrigatória dos veículos.
No que toca à sinistralidade nas estradas do Baixo Alentejo, o cenário foi preocupante, com o registo de 43 acidentes num curto espaço de tempo. Destas ocorrências resultaram 11 feridos leves, o que reforça os constantes apelos das autoridades para a condução defensiva, especialmente num período em que as condições meteorológicas têm condicionado a segurança das vias.
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